14 de junho de 2026

Brasil já retirou quase 15 mil toneladas de sal dos alimentos

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Jornal GGN – O acordo de redução de sódio em alimentos processados já garantiu a retirada de quase 15 mil toneladas de sal das prateleiras dos supermercados. A meta do Ministério da Saúde e da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) é chegar a 28.562 toneladas até 2020.

O acordo foi iniciado em 2011. De acordo com o ministro interino da Saúde, Ricardo Barros, o sucesso da campanha foi possível graças aos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento da indústria alimentícia. 

“O Brasil é referência mundial nesse programa de redução de sódio na alimentação. Daí a importância da pesquisa, desenvolvimento e investimento da indústria nesses insumos que vão substituir o sal e que produzem os resultados positivos”, disse.

A maior redução de sódio foi observada em temperos, com queda de 16,35%, seguida pela margarina, com 7,12%. Outras categorias também registraram queda: cereais matinais, 5,2%; caldos e cubos em pó, 4,9%; temperos em pasta, 1,77%; e tempero para arroz, 6,03%.

A única categoria que registrou aumento na concentração de sódio foi a de caldos líquidos e em gel, com alta de 8,84%

Da Agência Brasil

Acordo já permitiu a retirada de mais de 14 mil toneladas de sódio de alimentos

Por Andreia Verdélio

O Ministério da Saúde e a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) informaram hoje (29) que o acordo de redução de sódio em alimentos processados já possibilitou a retirada de 14.893 toneladas dos produtos alimentícios. A meta é que as indústrias promovam a retirada voluntária de 28.562 toneladas de sal das prateleiras até 2020.

Os dados são resultados das três primeiras fases do acordo, iniciado em 2011.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que esse é um resultado positivo e destacou o trabalho de desenvolvimento e pesquisa da indústria de alimentos. “O Brasil é referência mundial nesse programa de redução de sódio na alimentação. Daí a importância da pesquisa, desenvolvimento e investimento da indústria nesses insumos que vão substituir o sal e que produzem os resultados positivos”, disse.

Segundo o presidente da Abia, Edmundo Klotz, retirar o sal é muito mais complicado do que parece, já que, além de realçar o sabor, o cloreto de sódio é um antioxidante natural, que faz prolongar a vida dos alimentos. “Só que ele tem consequências para a saúde, então tem que haver um substituto”, disse. “Tivemos a demonstração daquilo que pode acontecer quando o governo abre as portas para encontrar soluções em comum com o setor privado”, completou, destacando o sucesso do acordo.

Na terceira etapa do acordo, a maior redução de sódio foi observada nos temperos, com queda de 16,35%, seguida pela margarina com 7,12%. Outras categorias também registraram queda: cereais matinais, 5,2%; caldos e cubos em pó, 4,9%; temperos em pasta, 1,77%; e tempero para arroz, 6,03%. Caldos líquidos e em gel é a única categoria que teve aumento na concentração de sódio, 8,84%.

O volume total de sódio reduzido dos alimentos na três etapas, corresponde, segundo o ministério, a 3.723 caminhões de 10 toneladas carregados de sal; alinhados, eles preencheriam 52 quilômetros de estradas.

Redução por etapas

A primeira etapa do acordo, assinado em abril de 2011, estabelecia metas nacionais de redução de sódio em massas instantâneas, pães de forma e bisnaguinhas. Os resultados mostraram que 1.859 toneladas de sal foram retiradas dos alimentos nessa fase.

Em outubro de 2011, a retirada de sal foi acertada para batatas fritas, salgadinhos, bolos e misturas para bolos, maionese e biscoitos, com redução total de 5.793 toneladas. Os resultados da terceira etapa do acordo, assinado em agosto de 2012, que previa a redução de sódio em temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais até 2015, mostraram redução de 7.241 toneladas de sal nos alimentos.

A quarta fase, assinada em novembro de 2013, estabelece redução de sódio em empanados, queijo mussarela, sopas, requeijão cremoso, hambúrguer e embutidos, como linguiças e salsicha. Os resultados dessa etapa deverão ser apresentados até o fim deste ano. Segundo o ministério, as metas são progressivas e já está em discussão a renovação das metas da primeira etapa.

A Abia representa hoje 70% das indústrias de alimentos do país.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apresentou também dados mostrando que, em 2014, 94,5% das 22 empresas pesquisadas já haviam alcançado a meta da terceira etapa e traziam essa informação nos rótulos. Segundo o ministério, as demais empresas foram notificadas e se adequaram posteriormente.

De acordo com o Ministério da Saúde, o brasileiro consome uma média de 12 gramas de sódio todos os dias. O valor é quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, de menos de 5 gramas por dia.

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  1. maria rodrigues

    29 de junho de 2016 11:00 pm

    Um médico do INCOR de SP

    Um médico do INCOR de SP contesta esses números. Pra ele, o Brasil pode até ter tido uma queda em AVC, mas pelas drogas hoje oferecidas, muito eficazes.Por outro lado, prossegue preocupando o percentual de casos de cardiopatias com portadores de pressão alta, pelo consumo exagerado do sal.

    Ele diz que uma pessoa, ao se levantar e comer um pão com manteiga e um pedaço de queijo – todo ele carregado de sal -, já ingeriu a dose total recomendada para o dia todo. Se, além disso, comer um pedaço de presunto, também, nem se fala.

    Então esse Doutor recomenda que a gente fuja ao máximo de todos os produtos enlatados e acodicionados em vidros, pois eles contem uma enorme quantidade de sódio, do mesmo modo que embutidos, como salsichas. 

    Importante, ainda, é se verificar que quem tem hábito de ingerir grande quantidade de sal, tende a pensar que está mais gorda, quando, em verdade, o aumento de peso se dá em razão do inchaço que provoca o sal com a retenção de líquido no organismo. 

    A meu ver, todos os portadores de pressão alta devem tomar muito cuidado com os produtos de supermercados, sempre tentando se orientar pela quantidade de sódio de suas composições. 

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