4 de junho de 2026

Casos prováveis de dengue ultrapassa 5,4 milhões de registros em 2024

Dados do Ministério da Saúde mostram que São Paulo superou Minas Gerais e se tornou o Estado com o maior número de casos da doença
Mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor de todas as arboviroses que atualmente circulam no país, como a Dengue. | Foto: Jorge Araujo/Fotos Públicas

O Brasil registrou 5.408.336 casos prováveis de dengue, entre janeiro e maio deste ano, de acordo com os dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, atualizado às 15h45, desta segunda-feira (27).

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Já o número de mortes confirmadas pela doença chegou a 3.086, sendo que 2.823 óbitos ainda estão em investigação no país. 

A série histórica de dados mantida pelo Ministério da Saúde mostra que 2024 bateu o recorde de casos registrados da doença e, consequentemente, se tornou o período mais letal já registrado no século.

SP ultrapassa MG

O boletim desta segunda mostra também que São Paulo ultrapassou Minas Gerais e se tornou o estado com o maior número de casos prováveis da doença (1.538.038), além de ser a unidade da federação com o maior número de vítimas fatais (835).

Desde janeiro, nove Estados e o Distrito Federal (DF) já decretaram situação de emergência por causa da dengue, que tem atingido mais as mulheres.

Segundo a pasta, o sexo feminino corresponde a 54,9% das ocorrências prováveis de infecção, contra 45,1% dos homens. No geral, a faixa etária mais afetada é dos 20 aos 29 anos.

Saiba sobre a dengue

O mosquito Aedes aegypti é transmissor de todas as arboviroses que atualmente circulam no país, como a Dengue, Chikungunya e Zika. Segundo o Ministério da Saúde, a dengue é a arbovirose urbana mais prevalente no Brasil, transmitida pela picada da fêmea do mosquito.

A pasta relaciona o aumento de casos da doença a fatores climáticos, como o calor excessivo e chuvas intensas efeitos do fenômeno El Niño. As altas temperaturas contribui para o aumento da população do mosquito, que pode usar como criadouros espaços com água parada, desde caixas d’água até vasos de planta.

Nos casos mais comuns, as vítimas infectadas apresentam sintomas como febre alta; dor no corpo e nas articulações; dor atrás dos olhos; mal-estar; dor de cabeça; e manchas vermelhas no corpo. Já os sinais de alarme da doença são caracterizados principalmente por dor abdominal intensa e contínua; vômitos persistentes; acúmulo de líquidos; sangramento de mucosa; e irritabilidade.

Em dezembro passado, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina da dengue Qdenga ao Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, pessoas de 6 a 16 anos podem ter acesso às doses. Antes, a faixa era de 10 a 14 anos.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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