Indígenas, Nordeste e Norte recebem a pior cobertura de vacinação do Brasil

Nem a metade da população indígena e dos estados do Norte e Nordeste do Brasi receberam as duas doses da vacina

Enfermeira indígena foi a primeira vacinada no Estado – Foto: Reprodução

Jornal GGN – Quase um ano após o início da campanha de vacinação contra a Covid-19, o Ministério da Saúde do governo Bolsonaro não conseguiu imunizar nem a metade da população de estados do Norte e Nordeste do Brasil, e tampouco a metade da população indígena.

É o que mostra duas reportagens da Folha de S.Paulo, nesta sexta (10). Entre os fatores da falha grave na vacinação dos indígenas, as Fake News do atual governo também chegaram a estes territórios.

Eles são parte do grupo prioritário, ou seja, os primeiros a serem imunizado. Mas somente 44% dos que vivem em Terras Indígenas (TIs) receberam as duas doses da vacina contra a Covid-19.

O cenário é similar em diversos estados brasileiros do Norte e do Nordeste. Maranhão vacinou 48,6% de sua população, Acre com 45,7%, Pará com 47,2% e Roraima com 39,6% e Amapá com ainda menos: 38,8%.

Mas para estas regiões, a baixa porcentagem pode sequer ser realista. Isso porque, além da ineficaz comunicação para a imunização em si, os governos alegaram dificuldades com o acesso ao sistema digital, para atualizar os dados. Em muitos locais de vacinação, o sistema de registro é feito manualmente.

As duas realidades – dos indígenas e da região Norte e Nordeste do país – distoam de todo o restante do Brasil: mais de 65% dos brasileiros receberam as duas doses da vacina, até hoje. São Paulo, por exemplo, tem 76,7% da população completamente imunizada.

0 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador