4 de junho de 2026

Nova abordagem de exame pode prever ataques cardíacos

Jornal GGN – Um novo estudo mostra que a triagem de cálcio da artéria coronária (CAC), uma ferramenta de avaliação não recomendada para pessoas consideradas de baixo risco, deve desempenhar um papel mais proeminente para ajudar a determinar o riscos de ataques cardíacos e mortes relacionadas à doença cardíaca, assim como a necessidade de procedimentos de angioplastia ou de cirurgia de marca-passo. A triagem CAC fornece uma medida direta de depósitos de cálcio nas artérias do coração e é facilmente obtida em uma tomografia computadorizada.

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“Nós mostramos que, usando apenas os fatores de risco tradicionais, perdemos uma percentagem significativa de indivíduos de alto risco. Também seria possível atingir um grande número de pessoas que podem evitar com segurança problemas ao longo da vida”, afirma o principal autor do estudo, Michael G. Silverman. No trabalho, os pesquisadores compararam dois métodos de avaliação de risco. Uma abordagem analisou apenas a fatores de risco, incluindo o colesterol, pressão arterial, tabagismo e diabetes. O outro usou a medição direta da aterosclerose, como visto na pontuação de cálcio coronariano.

“Nosso estudo, utilizando dados de quase 7 mil participantes, mostra que a triagem de cálcio coronário oferece uma avaliação precisa e personalizada para aqueles que, por fatores de risco tradicionais, estão em alto ou baixo risco de um ataque cardíaco ou morte por doença arterial coronária”, diz Khurram Nasir, autor sênior do estudo Os participantes não tinham evidência de doenças cardíacas quando se juntaram ao estudo, entre 2000 e 2002. Foram avaliados os fatores de risco e foram feitos exames de cálcio coronário e clinicamente acompanhados por uma média de sete anos, para diagnosticar doença cardíacas coronarianas, tais como ataques.

Inversão de riscos

“Nós descobrimos que 15% das pessoas que se acreditam ser de muito baixo risco, na verdade, tinham altos índices de cálcio coronariano, acima de 100, e estavam em risco relativamente elevado de um evento cardíaco durante os próximos sete anos”, explica Roger Blumenthal, professor de medicina e coautor do estudo. “Por outro lado, 35% dos participantes do estudo, que se pensavam ser de risco muito elevado e que necessitavam de terapia agressiva com aspirina e estatina, realmente não tinham cálcio da artéria coronária e apresentavam taxas extremamente baixas de evento cardíacos nos próximos sete anos. A eles, podemos enfatizar as modificações de estilo de vida”, diz Blumenthal.

Nasir disse que os resultados podem incentivar uma mudança de paradigma na forma como os médicos estimam os riscos de doença cardíaca para os seus pacientes . “Nosso estudo mostra que o teste de cálcio coronário é uma promessa como uma avaliação da linha de frente para as pessoas antes de desenvolver os sintomas da doença de coração. Entretanto, acreditamos que os médicos devem considerar a oferta de uma varredura de artéria coronária de cálcio para seus pacientes melhorarem acentuadamente a predição de risco, caso não haja certeza se eles devem estar sob tratamentos com medicamentos ao longo da vida”.

Com informações do MedicalXpress.com

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3 Comentários
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  1. JB Costa

    23 de dezembro de 2013 6:02 pm

    Todo dia, santo ou não,

    Todo dia, santo ou não, aparece novidades acerca desse assunto. E tome exames….e tome mais despesas. 

    Claro que muitas podem ser úteis e gerar boas consequências. Já outras, tipo é que a VEJA alardeia….Sai debaixo: é propaganda mesmo.

  2. Renato1

    23 de dezembro de 2013 11:22 pm

    E quanto vai custar mesmo??

    E quanto vai custar mesmo??

    Isso não é notícia, né?

    Grande medicina capitalista

    Irmão da grande imprensa capitalista

    Todos iguais

    Att

  3. Luiz Eduardo Brandão

    24 de dezembro de 2013 1:23 am

    ?

    Não entendi por que “a triagem de cálcio da artéria coronária (CAC), [seria] uma ferramenta de avaliação não recomendada para pessoas consideradas de baixo risco”. Geralmente, quando não se recomenda a realização costumeira de um exame é porque ele traz certo risco, que não seria compensado pela baixa probabilidade do paciente ter a doença. No entanto, no mesmo parágrafo inicial se esclarece que a CAC “é facilmente obtida por uma tomografia computadorizada”. Ora, esse exame, além de não-invasivo, não usa contraste, logo onde o risco? E, se não há risco, por que deve ser evitado = é não-recomendado para pacientes tidos por outras formas de avaliação como de baixo risco?

    Mais adiante, em Inversão de riscos, ficamos sabendo que pacientes de baixo risco foram submetidos à CAC, e o exame revelou que 15% deles têm, sim, risco de desenvover doenças cardíacas. Não é contraditório? Ou não recomendado é apenas uma formulação (ou tradução) infeliz?

    Procurei o artigo na fonte citada, não encontrei nas primeiras páginas do índice. Fui então ver o que diz a Sociedade Brasileira de Cardiologia, e encontrei: “Uma de suas aplicações [da tomografia computadorizada cardiovascular, ou TCC] … envolve a determinação do escore de cálcio coronário (CAC). O escore de cálcio representa a extensão de doença coronária em um determinado indivíduo e deve ser utilizado em pacientes assintomáticos com risco intermediário de eventos cardiovasculares pelos fatores de risco tradicionais ou com histórico familiar de doença coronária precoce na família.”

    O artigo não se refere a nenhum tipo de risco no uso do escore CAC, não recomenda o uso apenas em poucas situações, mas pela eficiência que o escore tem nesses casos. As conclusões sobre  o uso do escore CAC são as seguintes (DAC = Doença Arterial Coronária):

    “Baseados nos dados discutidos acima, aceitam-se as seguintes afirmações em relação ao uso clínico do escore de cálcio:

    1) escore de cálcio negativo (CAC = 0) indica uma baixa probabilidade de DAC e de eventos cardiovasculares futuros;
    2) ausência de CAC é preditiva de baixo risco em um período de 2-5 anos;
    3) escore de cálcio positivo (CAC > 0) confirma a presença de DAC;
    4) valor de escore de cálcio alto (> 400413 ou > percentil 75 para a idade e sexo423) significa risco moderado a alto de eventos clínicos em 2-5 anos;
    5) medida da CAC é preditora independente de eventos e acrescenta valor prognóstico em relação aos fatores de risco tradicionais de Framingham e à proteína C-reativa;
    6) a quantificação da CAC pode alterar a conduta clínica, principalmente em pacientes de risco intermediário. Nesses casos os pacientes poderiam ser tratados como de alto risco para eventos cardiovasculares – recomendação baseada em opinião de especialistas, não testada em estudos prospectivos.

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066-782X2006001600035

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