22 de junho de 2026

O ministro interino da Saúde e o tamanho do SUS

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Jornal GGN – O ministro interino da Saúde, Ricardo Barros, disse em entrevista para a Folha que a Constituição tem direitos demais e que em algum momento será necessário “repactuar”. Ele se referiu principalmente à pasta que assumiu recentemente. “Quanto mais gente puder ter planos, melhor, porque vai ter atendimento patrocinado por eles mesmos, o que alivia o custo do governo em sustentar essa questão”, disse.

Em sua análise, o governo não tem capacidade financeira para suprir todas as garantias do cidadão. “Não estamos em um nível de desenvolvimento econômico que nos permita garantir esses direitos por conta do Estado”.

O ministro demonstrou conhecimento do setor de planos de saúde. “A judicialização na área dos planos tem obrigado que eles façam reajustes muito acima da inflação. Cada vez que uma decisão judicial determina incluir um procedimento na cobertura do plano, aumenta o custo e ele tem que repassar para o consumidor. Isso acaba prejudicando a todos os usuários, encarecendo o sistema e fazendo com que mais pessoas deixem de ter planos”.

Ele também se queixou de fraudes no Sistema Único de Saúde (SUS). Afirmou que existe mais de 300 milhões de cartões do SUS ativos, ou seja, há mais cartões do que pessoas no país. Disse ainda que há fraudes na compra de remédios a preço subsidiado. “O cidadão pega num posto, pega no outro, tem cartão em duas ou três cidades e depois vai vender o remédio”.

Ricardo Barros possui cargo eletivo. É deputado federal pelo Paraná e deixou o exercício ao ser nomeado ministro pelo presidente interino Michel Temer. Na campanha de 2014, o seu principal doador individual foi Elon Gomes de Almeida, sócio do Grupo Aliança, que administra benefícios de saúde. O empresário contribuiu com R$ 100 mil dos R$ 3,1 milhões arrecadados pelo político.

O SUS é o maior sistema de saúde pública do mundo e seu acesso universal é garantido pela Constituição Federal de 1988.

Depois da repercussão da entrevista, o ministro voltou atrás e disse que “o SUS é uma cláusula da Constituição e um direito garantido”. “Eu não tenho nenhuma pretensão de redimensionar o SUS. O que nós precisamos é capacidade de financiamento para atender suas demandas. Agora, só conseguiremos isso, espaço fiscal para a saúde, se nós conseguirmos repactuar os gastos que estão sendo excessivos na previdência”.

“O SUS está estabelecido, estamos atendendo o máximo de pessoas possíveis, com o maior número de procedimentos que podemos autorizar e remédios, mas evidentemente que isso é insuficiente para a proposta constitucional do SUS, que é saúde universal para todos”.

Com informações da Folha de S. Paulo, do El País e da Revista Época

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2 Comentários
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  1. Moraes

    18 de maio de 2016 3:07 pm

     O cara tá preocupado com o

     O cara tá preocupado com o coitado que pega umas aspirinas e vende na esquina. Será que ele já viu o prejuizo que a Unimed causou para a saúde do brasileiro? Será que ele já ouviu falar na mafia das ambulancias? Será que ele gostaria de conhecer aquele prefeito de Minas que foi preso no dia seguinte da votação do impichamento, aquele da esposa deslumbrada?

  2. HELIO PARDINI FILHO

    18 de maio de 2016 5:35 pm

    USUÁRIO DO SUS RESPONSÁVEL PELAS FRAUDES NO SISTEMA?

    VAI ESTUDAR NOSSO SISTEMA DE SAUDE  ANTES DE ASSUMIR UM COMPROMISSO COMO O DE MINISTRO.

    E APROVEITA PARA ALERTAR O COLEGA  SERRA QUE A TRANSFERENCIA DO PRE-SAL  PARA SEUS ALIADOS VAI TIRAR AINDA MAIS VERBA DESTE MINISTÉRIO.

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