5 de junho de 2026

OMS admite novos casos de hantavírus em cruzeiro, mas descarta crise global

Após três mortes no Atlântico, agência rastreia passageiros em 12 países e reforça baixo risco de propagação global
Foto: Reprodução

▸ Surto de hantavírus no navio MV Hondius causou 3 mortes; OMS classifica risco epidêmico como baixo.

▸ Navio segue para Ilhas Canárias, onde 150 pessoas serão evacuadas a partir de 11 de abril.

▸ Origem do surto é investigada; passageiros em Santa Helena foram isolados em vários países por precaução.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta nesta quinta-feira (7) sobre a detecção de um surto de hantavírus a bordo do navio holandês MV Hondius. Embora três mortes já tenham sido confirmadas entre os passageiros, a agência minimizou o risco de uma emergência sanitária global, classificando o potencial epidêmico como “baixo”.

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Não é o começo de uma pandemia”, garantiu Maria Van Kerkhove, responsável pela prevenção de epidemias da OMS. Segundo ela, a dinâmica do hantavírus difere drasticamente de patógenos como a Covid-19 ou a gripe, dependendo de contato muito próximo para haver contágio entre humanos — uma característica rara desta cepa, a Andes, presente na América Latina.

Monitoramento internacional e evacuação

O cruzeiro, que partiu de Ushuaia, na Argentina, no início de abril, tornou-se o epicentro de uma operação logística internacional. Atualmente, o navio navega em direção às Ilhas Canárias, na Espanha, onde está prevista a evacuação de 150 pessoas a partir de segunda-feira (11). Por precaução, o governo regional espanhol determinou que a embarcação não atraque no porto, permanecendo ancorada enquanto o desembarque é feito por lanchas de apoio.

Até o momento, o balanço oficial indica oito casos, sendo cinco confirmados e três suspeitos. Entre as vítimas fatais estão um casal de holandeses e uma alemã. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que, devido ao período de incubação de até seis semanas, “é possível que sejam notificados mais casos”.

Rastreamento de passageiros e origem

A origem exata do contágio permanece sob investigação, mas a principal hipótese é que a exposição inicial tenha ocorrido antes do embarque. A primeira vítima, um homem de 70 anos, manifestou sintomas poucos dias após o início da viagem. O casal holandês havia realizado excursões por Chile, Uruguai e Argentina, regiões onde o vírus é endêmico em populações de roedores.

A preocupação das autoridades agora se volta para os 30 passageiros que desembarcaram na remota ilha de Santa Helena entre 22 e 24 de abril. Países como Singapura, Reino Unido, Suíça e Dinamarca já isolaram indivíduos que tiveram contato com os infectados ou que apresentam sintomas leves.

Resposta sanitária

O diretor de operações de emergência da OMS, Abdi Rahman Mahamud, insistiu que o surto será “limitado se forem implementadas medidas de saúde pública e se houver solidariedade entre todos os países”.

Não existe vacina ou tratamento específico para o hantavírus, que pode evoluir para síndromes respiratórias agudas graves.

A bordo do MV Hondius, a Oceanwide Expeditions, operadora do navio, afirma que o ambiente é de normalidade e que não há novos sintomáticos. O capitão da embarcação reportou à OMS que o ânimo da tripulação e dos passageiros melhorou com a aproximação do território espanhol, onde a operação de repatriação será concluída.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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