11 de junho de 2026

Opas alerta para possível antecipação e maior intensidade da gripe em 2026

Organização reforça a necessidade de manutenção de altas coberturas vacinais e preparação dos serviços de saúde para uma possível sobrecarga
Crédito: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Opas alerta para possível temporada precoce ou intensa de influenza em 2026 nas Américas, com base em casos no Hemisfério Norte. Recomenda vigilância ampliada, altas coberturas vacinais e preparo dos serviços de saúde para aumento da demanda. Especialistas destacam vacinação prioritária para grupos vulneráveis para reduzir hospitalizações e mortes por influenza.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta nesta quinta-feira (11) para que os países das Américas se preparem para a possibilidade de uma temporada de influenza em 2026 mais precoce ou mais intensa. A recomendação foi publicada um dia após a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgar um comunicado sobre a circulação do subclado K do vírus Influenza A (H3N2), associado ao aumento de casos no Hemisfério Norte, que enfrenta o inverno, período de maior transmissão.

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Para a região, a Opas reforça a necessidade de monitoramento constante da evolução viral, manutenção de altas coberturas vacinais, tratamento rápido dos casos e preparação dos serviços de saúde para uma possível sobrecarga.

“É fundamental que a população, especialmente os idosos e as pessoas com fatores de risco, recebam a vacina contra a influenza, a fim de se protegerem individualmente e reduzir a pressão sobre os serviços de saúde, em particular os de hospitalização”, destacou o órgão.

Vigilância e preparação

Com o início do período de maior circulação de vírus respiratórios, a Opas recomenda que os países atualizem seus planos de resposta, ampliem a vigilância para influenza, vírus sincicial respiratório (VSR) e SARS-CoV-2, e fortaleçam estratégias de prevenção e controle de infecções. A orientação inclui garantir diagnóstico rápido, manejo clínico adequado, oferta de antivirais, equipamentos de proteção individual e comunicação clara com profissionais e população.

O órgão também enfatiza a importância de assegurar altas coberturas vacinais nos grupos de maior risco e organizar os serviços para atender a possíveis aumentos na demanda.

Papel da vacinação

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, explica que períodos de baixa circulação viral tendem a levar a temporadas mais severas, já que a população tem menos imunidade adquirida naturalmente. Em sua avaliação, a vacinação é decisiva para minimizar impactos.

“O que a gente recomenda sempre é que os grupos mais vulneráveis estejam vacinados. Crianças, idosos, gestantes, imunocomprometidos, portadores de doenças crônicas, esses precisam ser vacinados porque representam 3/4 dos óbitos de influenza no nosso paísl”, ressaltou.

Kfouri destaca ainda que o comportamento da influenza no Hemisfério Norte é um indicativo do que pode ocorrer no Hemisfério Sul no próximo ano. “A temporada começou mais cedo lá e, em alguns países, já chama atenção. Mas só o final da temporada vai revelar o real comportamento do vírus”, afirmou.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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