4 de junho de 2026

Projeto de lei pode regular venda de suplementos nutricionais

 
Enviado por Alfeu
 
 
Da Agência Senado
 
 
 
A venda de suplementos alimentares e nutricionais, que hoje ocorre livremente no país, pode passar a ser controlada. O senador Cícero Lucena (PSDB-PB) apresentou projeto de lei que atualiza a legislação do setor para regulamentar o comércio desses produtos. A intenção do senador é proteger a saúde da população e evitar o uso ou associação indevida dos ingredientes usados nos suplementos.
 
Dados divulgados pelo senador revelam que o mercado de suplementos alimentares e nutricionais movimentou, em 2010, mais de U$S 175 bilhões no mundo. No Brasil, continua crescendo o uso desse tipo de produto, na busca por uma vida mais saudável.
 
Ao justificar o PLS 233/2014, Cícero explicou que, a depender de sua constituição, os suplementos têm finalidades diferentes, com composições e público alvo tão distintos quanto abrangentes. Depois de fazer um levantamento da legislação sobre o setor, o senador disse ter constatado que a regulação está desatualizada, fragmentada e, em alguns pontos, contraditória. A proposta tem objetivo então de atualizar e padronizar as normas, além de incentivar a produção nacional dos suplementos, hoje, em sua maioria importados de outros países.
 
– Há toda uma indústria de divulgação e estímulo ao consumo dos suplementos [alimentares e nutricionais], que não podem ser tratados como produto de prateleira de supermercado ou de feira, já que têm efeitos colaterais. É preciso respeitar o consumidor – declarou o senador, acrescentando que, muitas vezes, os produtos trazem no rótulo composições que nem são as verdadeiras.
 
O texto também proíbe a importação, por meio de comércio eletrônico usando sites hospedados fora do Brasil, de suplementos alimentares e nutricionais que não sejam liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
O PLS 233/2014 recebeu apoio da Associação Brasileira dos Fabricantes de Suplementos Nutricionais e Alimentos para Fins Especiais (Brasnutri). Para o presidente da entidade, Synésio Costa, a legislação precisa de atualização para que sejam incorporados os avanços técnicos e científicos verificados no setor nas últimas décadas.
 
A proposta está em análise na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), onde foi designado relator o senador Douglas Cintra (PTB-PE). Após deliberação nesse colegiado, o projeto será encaminhado à Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde deve ser analisado em caráter terminativo. Se aprovado nesse último colegiado e não houver recurso para votação pelo Plenário, o texto poderá seguir para a Câmara dos Deputados.

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5 Comentários
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  1. JoaoMineirim

    9 de agosto de 2014 5:36 pm

    Intromissão demais na vida

    Intromissão demais na vida privada. Só pensam em restringir, coibir, proibir. Até açucar e sal fazem mal se consumidos em excesso. O que essa associação quer é reserva de mercado. Pelo pouco que já ouvi  e li de consumidores de suplemento, os produtos brasileiros são, na maioria, de péssima qualidade e os preços altíssimos. Vem com a desculpa de proteger a saúde da população, mas querem proteger o bolso de alguém.

  2. Formiga2

    9 de agosto de 2014 10:35 pm

    Provavelmente lobby das

    Provavelmente lobby das empresas nacionais de suplemento que usam matéria prima de qualidade duvidosa mas tem o famoso selo ANVISA. Enquanto empresas, principalmente européias, que empregam material de 1a (principalmente alemão), não terão esse selo de “qualidade”.

  3. Formiga2

    9 de agosto de 2014 10:35 pm

    Provavelmente lobby das

    Provavelmente lobby das empresas nacionais de suplemento que usam matéria prima de qualidade duvidosa mas tem o famoso selo ANVISA. Enquanto empresas, principalmente européias, que empregam material de 1a (principalmente alemão), não terão esse selo de “qualidade”.

  4. lenita

    10 de agosto de 2014 2:12 am

    “Proteger a saúde” . É um

    “Proteger a saúde” . É um lobby descarado. Quem precisa disto ? Ah! mas eles criam a necessidade. E os mal informados dos Brasileiros vão atrás. É tanta vitamina, aminoácido, minerais que vão parar nos rios, poluindo-os ainda mais. E tome cálculo renal, trabalho enorme para os rins, que pode levar à insuficiência renal, etc. etc. Mas o lucro é o que importa.

  5. armandolo

    10 de agosto de 2014 2:30 am

    Por exemplo, nao ha

    Por exemplo, nao ha informacao sobre as fontes de proteinas. Advinhem o que seja mais provavel? Utilizacao de visceras, restos de carne em ossos, restos vegetais,enfim tudo o que eh porcaria. E junto com isto eh que vem prions, toxinas, etc etc

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