Rio Grande do Sul tem 48 casos de leptospirose após enchentes

Estado soma ainda 454 suspeitos e dois óbitos registrados; contato com água e embalagens de alimentos podem ser formas de contágio

Crédito: Defesa Civil/ RS

A Secretaria Estadual da Saúdo do Rio Grande do Sul informou, nesta quinta-feira (23), que foram confirmados mais 19 casos de leptospirose, totalizando 48 casos. O estado tem ainda 454 casos suspeitos, além de dois óbitos registrados. 

A onda de casos é consequência da exposição da população às águas de enchentes, após chuvas torrenciais que deixaram todo o estado em situação de calamidade. 

O diagnóstico, porém, é difícil segundo infectologistas, pois os sintomas – febre, dor de cabeça, dor muscular, falta de apetite e náusea – são similares aos de outros vírus, como dengue e covid.

Em geral, enchentes são compostas pela mistura de águas pluviais, fluviais, do esgoto e de locais insalubres. Assim, é comum que contenham coliformes fecais e bactérias que vão desencadear diversas doenças, como explicou ao GGN o médico infectologista da Santa Casa de Araçatuba Fábio Bombarda.

No caso da leptospirose, a urina dos ratos, mesmo depois de seca, contamina águas de enchentes. Qualquer pessoa que tiver contato com esta água pode se contaminar pela pele ou mucosa. Os gaúchos podem se infectar ainda por meio do contato com embalagens de alimentos e objetos expostos a inundações.

Bombarda contou ao GGN ainda que uma possível onda da doença preocupa os profissionais da saúde porque, ainda que na maioria dos casos ela seja assintomática, em 10% dos casos evoluem para quadros graves, que podem resultar, inclusive, na falência de órgãos e óbito.

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Camila Bezerra

Jornalista

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