Mourão chama de “mula qualificada” militar da Aeronáutica brasileira detido em Sevilha por tráfico

'Pela quantidade de droga que estava levando, ele não comprou na esquina, estava trabalhando como mula. Uma mula qualificada’, disse presidente interino

Jornal GGN – O presidente interino, Hamilton Mourão, chamou o segundo sargento da Aeronáutica, detido em Sevilha, na Espanha, com 39 kg de cocaína na mala, de “mula qualificada”.

“É óbvio que, pela quantidade de droga que o cara tava levando, ele não comprou na esquina e levou, né? Ele estava trabalhando como mula. Uma mula qualificada, vamos colocar assim”, disse segundo informações da Folha de S.Paulo.

O sargento, que não teve o nome revelado, apenas mencionado como “M.R.S”, de 38 anos, estava no voo de apoio ao da comitiva do presidente Jair Bolsonaro rumo ao Japão, onde participa de reuniões do G20.

Mourão ressaltou ainda que o militar preso receberá uma “punição bem pesada” e que não é a primeira vez que um membro do exército é detido por tráfico de drogas.

“As Forças Armadas não estão imunes a esse flagelo da droga. Isso não é a primeira vez que acontece, seja na Marinha, seja no Exército, seja na Força Aérea. Agora, a legislação vai cumprir o seu papel e esse elemento vai ser julgado por tráfico internacional de drogas e vai ter uma punição bem pesada”, explicou.

O presidente interino falou também da necessidade de investigar “as conexões” do militar para ter aceitado transportar drogas em uma comitiva presidencial.

“Agora, o mais importante é ver as conexões que ele [militar] poderia ter, porque uma atitude dessa natureza não brotou da cabeça dele. Com certeza existem conexões nisso aí”, pontuou.

M.R.S foi detido na terça-feira (25). Ele cumpria serviço como taifeiro na copa na aeronave que iria transportar Bolsonaro quando fizesse uma escala na Espanha ao retornar do Japão ao Brasil. A aeronave (Airbus-319 executivo) serve à Presidência desde o governo Lula e precisa de duas escalas para chegar ao Japão, uma na Europa e outra na Ásia Central.

Na viagem de ida para o G20, presidente também iria fazer uma escala na Espanha antes de chegar no Japão. Entretanto, antes do problema acontecer, sua agenda foi alterada e o país de escala escolhido foi Portugal.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, até agora a assessoria da Previdência não deu explicações sobre a falha na segurança presidencial.

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