17 de junho de 2026

A culpa é de quem convocou o Exército para missões de segurança pública

Já diziam que a democracia é uma plantinha tenra que tem que ser cultivada. Agora, que as plantas venenosas ameaçaram tomar corações e mentes dos brasileiro, é preciso tolerância zero contra o arbítrio

O Exército jamais teve a missão de assegurar a segurança interna do país. Quando isso aconteceu, foi em períodos de exceção.

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O episódio no Rio de Janeiro – dos 80 tiros contra um músico – deve-se à leniência absoluta com que se aceitou o absurdo legal e político de Michel Temer, de convocar a intervenção militar no Rio de Janeiro.

Houve declarações de alerta do Alto Comando, explicando que o Exército não tinha vocação para segurança interna, mas sim para segurança externa – na qual o inimigo deve ser eliminado. Em vão. Não se viu uma palavra da Procuradoria Geral da República ou dos Ministros do Supremo Tribunal Federal quando Temer decretou uma intervenção de natureza militar. Desde a Constituição de 1988, todo cargo executivo no Brasil é civil. No próprio decreto, Temer escreveu que era de natureza militar.

Pouco se reagiu também contra os sucessivos factoides de Temer e de seu Ministro da Justiça Alexandre Moraes, de criar um fantasma de terrorismo no país, para justificar a convocação de militares para compensar a fraqueza política do governo.

Desde a indicação do general Sérgio Etchgoyen para a Gabinete de Segurança Institucional, alertamos que era uma porta aberta de Temer para chamar a cavalaria, em caso de desmanche político de seu governo. O mesmo faz Bolsonaro, comprometendo a imagem das Forças Armadas.

A maioria das vozes da sociedade civil e da mídia, hoje indignados, com razão, com a morte do músico, se calaram. Ou por receio, ou por incapacidade de prever os desdobramentos. Como aturaram, sem tomar nenhuma medida, que uma sociopata, como o governador do Rio Wilson Witzel, estimulasse o uso de “snipers” para abater a população civil.

Já diziam que a democracia é uma plantinha tenra que tem que ser cultivada. Agora, que as plantas venenosas ameaçaram tomar corações e mentes dos brasileiro, é preciso tolerância zero contra o arbítrio.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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5 Comentários
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  1. peregrino

    12 de abril de 2019 6:01 pm

    Perigo maior é que não darão a missão por terminada até que a ordem venha de Bolsonaro

    logo quem…………………………………..de alguém que pode alegar que Deus não quer que termine

  2. Naldo

    12 de abril de 2019 9:54 pm

    É a violencia dominando corações e “memes”………..

    Sim, memes ….de um desgoverno que perde mais tempo aprovando chacotas do que pensando sobre os problemas do país………

  3. Cláudio

    13 de abril de 2019 4:13 am

    :
    : #LulaLivre
    #AssangeLivre

  4. Cláudio

    13 de abril de 2019 5:13 am

    :
    : * * * * 04:13 * * * * * : Ouvindo A(s) Voz(es) do Brasil (e do mundo inteiro) e postando :

    #LulaLivre

    #AssangeLivre

    :.:

  5. Guimarães Roberto

    13 de abril de 2019 8:30 pm

    E só tem três meses. Vai piorar muito. Pega fogo cabaré!

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