16 de junho de 2026

O pacto com o PCC

Atualizado

Os conflitos em Paraisópolis comprovam uma suspeita antiga: o pacto tácito de não-agressão entre a segurança de São Paulo e a quadrilha, provavelmente nos mesmos moldes de Brizolla com as quadrilhas que dominavam as favelas cariocas.

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Segundo o Estadão, os conflitos na favela de Paraisópolis se deveram à prisão do cunhado de um chefão do PCC. Há suspeitas de que a ordem para o quebra-pau tenha partido do próprio presídio.

Ou seja, o PCC mantém sua influência, sua força e continua atuando a mil por hora.Enquanto não é incomodado, não parte para o confronto. Quando, por algum motivo, as autoridades paulistas apertam o cerco, o PCC mostra os músculos.

Pergunto: dentro dessa lógica, o que ocorreu para que o PCC não mostrasse publicamente as garras de 2006 até agora? Eficiência da polícia ou contemporização da Secretaria de Segurança para com as atividades do grupo?

Do Estadão

Prisão de cunhado de líder do PCC detonou conflito em Paraisópolis

Polícia apura se ordem para vandalismo partiu de dentro de presídio ou ação foi orquestrada por “soldados” do tráfico

A prisão do cunhado do chefe do tráfico de drogas na zona sul de São Paulo, Francisco Antonio Cesário da Silva, de 31 anos, o Piauí, integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), foi o provável estopim da manifestação que anteontem deixou seis feridos e quase uma dezena de carros destruídos na Favela de Paraisópolis. Casado com Francisca das Chagas Cesário da Silva, de 25, Antonio Galdino de Oliveira, de 24, foi detido em flagrante no domingo à tarde por porte ilegal de arma, horas depois da perseguição policial que terminou com a morte de Marcos Porcino, de 25, procurado da Justiça.

O que as polícias Civil e Militar querem descobrir agora é se a ordem para o início do tumulto partiu do próprio Piauí ou se o protesto foi organizado por criminosos comuns, como ladrões e “soldados” do tráfico. Preso em 18 de agosto do ano passado, Piauí cumpre pena por sequestro, receptação, roubo e falsidade ideológica numa penitenciária em Mirandópolis, no interior do Estado. “A questão do parentesco é importante, mas tenho dúvidas se há hoje na favela uma liderança capaz de uma mobilização daquelas. Além disso, essa confusão prejudica os ?negócios? do PCC”, avalia um policial. “Parece mais uma reação de moleques ligados ao crime, que acabou fugindo do controle.”

Durante a década de 90, um ladrão de cargas e justiceiro chamado Juarez foi o responsável por manter a ordem informalmente na favela à base da violência. Juarez também mantinha o tráfico de drogas afastado de Paraisópolis. Em 2003, integrantes do PCC conseguiram expulsá-lo, e também seus aliados, da região. Foi então que Piauí assumiu o controle do tráfico. “Ele era justo. Não deixava roubarem comerciantes, maltratar moradores e estuprar as mulheres. O único problema é que mais pessoas começaram a usar drogas aqui na favela”, disse um antigo morador.

A partir de setembro de 2007, a polícia começou a planejar a prisão de Piauí. Quase um ano depois, ele foi capturado em uma casa de baile em Paraisópolis chamada Batucão. Mesmo preso, há indícios de que ele ainda atua como “torre” do PCC, tomando decisões sobre o comércio de drogas em toda a zona sul da capital.

Vitor, que assumiu em seu lugar, foi preso em seguida pela polícia. Boneco assumiu então como “sintonia” e braço direito de Piauí em Paraisópolis. Mas precisou deixar a favela para diminuir os riscos de ser preso. Esse comando a distância permitiu que os soldados da facção, que comercializam drogas em Paraisópolis, tivessem mais autonomia de decisão. Furtos e roubos nos arredores do Morumbi, inclusive, passaram a ocorrer com mais frequência.

O estopim do levante de soldados do PCC ocorreu depois de uma sucessão de fatos também decorrente desse vácuo de poder do crime da região. Moradores contam que dois policiais do 16º Batalhão da PM, conhecido como Zoio Roxo e Raio, aproveitaram a situação e passaram a achacar bandidos e moradores, abusando da violência no bairro. Eles se autodenominar “donos da favela”

Os dois já haviam sido denunciados, mas nenhuma providência teria sido tomada. A perseguição policial ocorrida no domingo, que provocou o levante, segundo alguns moradores de Paraisópolis, teve a participação dos dois. Na ocorrência, além da morte de Porcino, traficante e ladrão muito querido na comunidade, e da prisão de Galdino, um terceiro morador, ainda não identificado, teria sido morto. Mais de 24 horas após os fatos, os traficantes de drogas da região, ligados ao PCC, tiveram tempo de organizar o levante pouco antes de começar os noticiários policiais da TV.

Ontem, o secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, afirmou que o cerco à favela vai continuar por tempo indeterminado, até que a situação volte ao normal.

BRUNO TAVARES, RENATO MACHADO, VITOR HUGO BRANDALISE E BRUNO PAES MANSO

Por ANTONIO CARLOS FON

Nassif,

como um antigo repórter de polícia, acho que é preciso esclarecer algumas coisas. Foram o PMDB e O Globo que, já no primeiro governo do Brizola, de 1983 a 1987, acusou-o de ter fechado os olhos e até estimulado um pacto entre a polícia e as quadrilhas que começavam a tomar o controle dos morros do Rio. Na verdade, esse pacto é bastante anterior. Ele surgiu na segunda metade dos anos 60, através do que na época era conhecido como “xerife de área”. O que era um “xerife de área”? É o seguinte, um delegado chamava o bandido mais temido da área de sua DP e fazia um acordo: “Eu te protejo, aqui na minha área ninguém te prende; mas você fica responsável pela tranqüilidade no bairro. Qualquer roubo que aconteça, é tua responsabilidade”. Como havia um “xerife de área” em cada bairro, a idéia era joga-los uns contra os outros e, de quebra, garantir a paz nas ruas.

O tráfico herdou e sofisticou essa estrutura, impondo a ordem a bala contra os autores de crimes contra o patrimônio. Funcionou durante um bom tempo – com o beneplácito da polícia política que transformou traficantes e bicheiros em informantes, contra os na época chamados terroristas. Como o tráfico é um dos chamados “crime sem vítima”, porque o viciado não vai à polícia prestar queixa, da mesma forma que o apostador no jogo-do-bicho, todo mundo vivia feliz.

Com o tempo, porém, o tráfico começou a incomodar, O Globo, que havia tentado impedir ma eleição de Brizola com o que ficou conhecido como “Escândalo do Proconsult”, aliou-se à oposição, então representada pelo Wellington Moreira Franco e o PMDB, criaram essa história contra o Brizola. É verdade que a polícia carioca tinha um pacto com a bandidagem, mas isso é muito anterior ao governo Brizola. Foi esse acordo tácito, aliás, que levou o Lúcio Flávio Vilar Lírio a pronunciar sua frase famosa: “Polícia é polícia, bandido é bandido”.

Já em São Paulo a coisa é mais recente. O acordo começou a ser montado em 2004 quando, para evitar que as rebeliões na Febem prejudicassem a campanha do Serra a prefeito, a Febem começou a soltar os principais líderes das revoltas. Sem lideranças, não houve rebeliões no período da campanha eleitoral. O problema é que os principais líderes das revoltas nas unidades da Febem já eram do PCC, cujo controle sobre essas unidades é coisa de 2002/2003. Se tiver algum repórter ou um jornal interessado, é só ir apurar.

Uma dica: diretores de escolas estaduais, que entraram em pânico ao começar a receber os jovens líderes do PCC colocados em liberdade assistida em 2004.

Da Revista Novos Estudos Cebrap

Entrevista do ex-Secretário de Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, em março de 2008

(…) Na sua avaliação, o sr. acha que o PCC está controlado, devidamente desarticulado? Qual é a sua avaliação sobre ele hoje, e também sobre a SAP?

Não tenho informação suficiente para responder a essa pergunta, mas com certeza as investigações sobre as atividades dos líderes melhoraram. É a notícia que tenho. Seus membros estão sendo acompanhados mais de perto pelo serviço da inteligência da polícia. Há algumas coisas das quais desconfio, mas sobre as quais não tenho condições de afirmar concretamente. Em todo caso, posso emitir minha impressão. O RDD de Presidente Bernardes, por exemplo, quando eu saí, estava com quase todas as vagas ocupadas. Há pouco tempo, me disseram que há 30 presos para 170 vagas. Será que o comportamento nos outros presídios melhorou tanto a ponto de não ter sido mais preciso mandar ninguém para lá, ou existe, quem sabe, uma espécie de acordo de que ninguém vai mais para lá se a paz for mantida?

(…) O sr. gostaria de falar mais alguma coisa?

Eu esperava que, diante da gravidade da crise de 2006, as autoridades, a sociedade inteira, estivessem analisando essas questões. Por exemplo, será que foram falhas individuais que provocaram essa crise, desentendimentos entre esta ou aquela autoridade, será que foi por isso que tudo isso aconteceu? Então, se buscarmos outros nomes que consigam se entender ao exercerem suas tarefas, ou que possam exercer com mais eficiência alguns cargos, o problema será resolvido? A meu ver, parece evidente que não e infelizmente não vi nenhuma discussão importante sobre as causas que levaram àquela crise. Isso é o que mais me preocupa, o fato de nada disso ter acontecido.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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83 Comentários
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  1. Romanelli

    4 de fevereiro de 2009 12:23 pm

    isso é gravíssimo

    dentro
    isso é gravíssimo

    dentro desta lógica, você pergunta o que aconteceu ? …se assim, eu repondo, noves fora, divisão do produto do roubo e do crime

  2. Alício

    4 de fevereiro de 2009 12:27 pm

    Isto é que é acordo: PCC e
    Isto é que é acordo: PCC e Secretária de segurança(????) pública de São Paulo: vocês ficam à vontade, não mexem conosco e nós não mexemos com vocês. Viva O Rio de Janeiro, onde bandido é bandido e cidadão é cidadão.

  3. Aldo Cardoso

    4 de fevereiro de 2009 12:34 pm

    Ual! Então o PCC está com
    Ual! Então o PCC está com essa corda toda, capaz até mesmo de fazer acordo de paz com o Serra?
    portanto, se por esse acordo, e desde então, paraisópolis tem sido um paraíso, sem vandalismos, mortes etc, isso não é serviço para o PCC se converter efetivamente no Primeiro Comando da Capital, ficando a PM do Serra como reserva, por mérito?

    Obviamente não são acordos formais. Costumam ser pactos de não-agressão.

  4. Maxwell B. Medeiros

    4 de fevereiro de 2009 12:35 pm

    Vale lembrar que nos meios
    Vale lembrar que nos meios televisivos(nos meios impressos eu não sei) não se menciona o nome PCC, preferem a “facção criminosa que age de dentro dos presídios”.

  5. EDSON MEDEIROS

    4 de fevereiro de 2009 12:44 pm

    A questão levantada é muito
    A questão levantada é muito grave e suma importância. Esperamos um esclarecimento por parte da Secretária de Segurança Pública de SP.

    Se bem que, para mim, aquele secretário de seg pública já devia ter caído há muito tempo.

  6. Contador

    4 de fevereiro de 2009 12:44 pm

    Como diria Cazuza “Suas
    Como diria Cazuza “Suas idéias não correpondem aos fatos”

    Se “a partir de setembro de 2007 a polícia começou a planejar a prisão de Piauí”, cadê o pacto com o PCC?

    “Vitor que assumiu também foi preso” cadê o pacto com o PCC?

    “Boneco assumiu então …… precisou deixar a favela para diminuir os riscos de ser preso” cadê o pacto com o PCC?

    Aí assume o poder dois bandidos da PM, cadê o pacto com o PCC?

    Se houvesse o tal “pacto com o PCC” explique, por gentileza, o motivo de tantas prisões?

    Da Folha de hoje: Um homem que se apresentava aos jornalistas como representante “do partido”, referindo-se ao PCC, procurava a todo momento eximir os criminosos da responsabilidade pelos confrontos. Seu argumento: para o “partido” não interessaria afrontar a polícia e provocar a ocupação militar da favela, que seria um entreposto de drogas na cidade.
    Para provar a relevância do narcotráfico na economia de Paraisópolis, o “representante” lembrou a apreensão, em novembro de 2008, nas ruas da favela, de 8,5 toneladas de maconha, que estavam em um caminhão tombado.
    Esse homem disse à reportagem que o PCC distribuiria “madeiradas” na cabeça dos baderneiros para ensiná-los a não atrapalhar os negócios.

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0402200910.htm

  7. Lúcio Alves de Barros

    4 de fevereiro de 2009 12:46 pm

    Prezado Nassif, vc pergunta:
    Prezado Nassif, vc pergunta: “dentro dessa lógica, o que ocorreu para que o PCC não mostrasse publicamente as garras de 2006 até agora? Eficiência da polícia ou contemporização da Secretaria de Segurança para com as atividades do grupo?”

    Resposta: Diante da política de segurança que ora vigora, nada como acordos tácitos entre milícias, autoridades e policiais. Logo, existe uma contemporização por parte da SSP. Sugiro aos escritores que se empenhem em escrever um livro na base de “fatos não reais” tal fez Luiz Eduardo Soares em “Elite da Tropa”, depois, é só esperarmos pelo filme. Abraços e PAZ. Lúcio

  8. Gersier

    4 de fevereiro de 2009 1:13 pm

    E a Globo e o PIG divulgando
    E a Globo e o PIG divulgando que o quebra quebra foi porque a polícia matou um “ladrão de carros”.Escondendo o verdadeiro(acerto entre PCC e segurança) motivo?Preguiça mental?Salvando a pele dos emplumados?As tres alternativas anteriores?Fosse a Marta prefeita,tadinha.Enquanto isso no Rio,devarinho mas firme,os morros recebem melhorias visando tirar a influência maléfica dos marginais do tráfego sobre os moradores e escorraçando-os dos morros.Viram a record mostrando o que a capitã anda fazendo em D.Marta?Já viram a globo mostrar algum melhoramento que está acontecendo nas comunidades?E ainda tem imbecil que perde seu tempo assistino no tal bbb,big bos… pra bossais,dando audiência a essa famigerada.

  9. Ricardo

    4 de fevereiro de 2009 1:16 pm

    Olá,
    “Na ocorrência, além da
    Olá,
    “Na ocorrência, além da morte de Porcino, traficante e ladrão muito querido na comunidade,… ”
    Não é impressionante? Como é que um cara que rouba e vende drogas, inclusive para crianças e jovens do próprio bairro, pode ser “muito querido” numa comunidade? Vai saber de qual “comunidade” se trata não é mesmo?
    Triste isso…
    [ ]´s

  10. Ivan Moraes

    4 de fevereiro de 2009 1:20 pm

    Nada sei desse assunto. Nao
    Nada sei desse assunto. Nao foi coberto pela media que eu vejo na internet. Eh pessimo sinal porque indica que o incidente foi abafado. Eduardo Guimaraes mencionou alguma coisa mas nem sei se estava falando do mesmo assunto, e pensei que se fosse algum assunto local, e nao com implicacoes estaduais.

    Como eu ja afirmei uma tonelada de vezes, quem encobre terrorismo eh quem lucra com ele.

  11. Fernando Cesar Arruda

    4 de fevereiro de 2009 1:24 pm

    Nassif, não sei se você já
    Nassif, não sei se você já viu esse vídeo. Achei muito interessante. Uma p… sacada. Abraço
    Fernando

  12. Fernando Cesar Arruda

    4 de fevereiro de 2009 1:25 pm

    Nassif, não sei se você já
    Nassif, não sei se você já viu esse vídeo. Achei muito interessante. Uma p… sacada.
    http://www.youtube.com/watch?v=Us-TVg40ExM&eurl=http://www.orkut.com.br/FavoriteVideoView.aspx?uid=16276815886393880092&ad=1232600888
    Abraço
    Fernando

    Um comentarista já colocou aqui. Lindo, né?

  13. Marcel Ribeiro

    4 de fevereiro de 2009 1:28 pm

    Apenas um comentário /
    Apenas um comentário / dúvida, quem sabe alguém aqui poderia trazer novos dados: fiquei surpreso com a quantidade mínima de policiais que foram deslocados para a favela durante a baderna. Acompanhei ao vivo pela tv, e via pequenos grupos de no máximo 20 policiais. Porque não houve uma entrada maciça da tropa de choque imediatamente, com policiais vindo de várias direções ao mesmo tempo? Falta de logística?

  14. Roberto Locatelli

    4 de fevereiro de 2009 1:29 pm

    PCC, legítimo produto de
    PCC, legítimo produto de exportação paulista para todo o Brasil. E viva o Serra!

  15. walden

    4 de fevereiro de 2009 1:30 pm

    Não adianta empurrar pra
    Não adianta empurrar pra debaixo do tapete: uma hora vão ter que mexer neste vespeiro. Espanta também a omissão do exército. Já passou da hora de se rediscutir o papel das forças armadas no combate ao crime organizado. É questão de segurança nacional ou não é?

  16. Chato

    4 de fevereiro de 2009 1:34 pm

    Bom, eu moro no Rio de
    Bom, eu moro no Rio de Janeiro e os confrontos entre facções de bandidos acontecem direto por aqui. E há, obviamente, a complacência da Secretaria de Segurança Pública, que não faz praticamente nada para desarticular as quadrilhas que dominam as favelas.

    Inclusive, nos recentes confrontos entre traficantes do Morro dos Macacos e do Morro São João, morreram, se não me engano, seis pessoas. A polícia não tomou nenhuma providência, tanto que os confrontos continuaram na semana passada.

    Porém, parece que só há problemas de segurança em São Paulo, né? Os seis mortos do tiroteio no Rio são invisíveis…

    Em outro tópico, chegou-se ao cúmulo de atribuir ao PCC a queda nos homicídios praticados em São Paulo, sob o argumento de que “o PCC proíbe assassinatos na periferia de São Paulo que não sejam autorizados pelo grupo”. Ora, isso é exatamente o que o Comando Vermelho e o Terceiro Comando fazem nas favelas do Rio: proíbem toda sorte de crimes que possam atrair a atenção da polícia ou da imprensa.

    Pq a taxa de homicídios do Rio não caiu como a de São Paulo? Estranho…

  17. Sanzio

    4 de fevereiro de 2009 1:34 pm

    “Pergunto: dentro dessa
    “Pergunto: dentro dessa lógica, o que ocorreu para que o PCC não mostrasse publicamente as garras de 2006 até agora? Eficiência da polícia ou contemporização da Secretaria de Segurança para com as atividades do grupo?”

    Resposta: favor ler o artigo “A promessa não cumprida”, de autoria do jornalista Luis Nassif, publicado originalmente em sua coluna econômica em 3/3/2008 (?) e reproduzido em seu blog em 4/2/2009. Destaque para o seguinte parágrafo a respeito do Sr. José Serra:

    “Na administração de conflitos, tem sido de uma tibieza que, pela inércia, acaba levando à truculência.”

    PS: No quesito “truculência” falta acrescentar a demissão do maestro Neschling da OSESP, do próprio Nassif da TV Cultura, do PHA do IG, da Salete Lemos, do Rodrigo Viana e vários outros jornalistas que desagradavam Sua Majestade (nesses casos a inércia não tem nada com isso). Além da incompetência da PM no episódio da garota Eloá.

  18. Chato

    4 de fevereiro de 2009 1:49 pm

    Nassif, quais são as suas
    Nassif, quais são as suas “fontes” para afirmar que houve um “pacto tácito” entre as quadrilhas de traficantes cariocas e o governo do Brizola?

    E continuo aguardando que alguém comente nesse blogue sobre o completo descalabro da segurança pública aqui no Rio. A situação é INFINITAMENTE pior do que a de São Paulo.

    Mas o governo aqui é lulista, né? Hehe…

    O BNDES não fez nenhum estudo a respeito? Em vez de provocações baratas, ajudaria mais se trouxesse estudos para cá.

  19. Helena

    4 de fevereiro de 2009 1:51 pm

    Na Mosca Nassif!!
    Na Mosca Nassif!!

  20. sergio ferreira

    4 de fevereiro de 2009 1:52 pm

    Eu não sei se o PCC manda em
    Eu não sei se o PCC manda em São Paulo, mas parece que manda na Folha.
    A foto da primeira página é um primor de desinformação!
    Um policial bem armado sobre uma panorâmica da favela.
    Nem um pneuzinho queimando, nem pessoas se escondendo, nenhuma imagem de trocas de tiros…
    E depois é na faixa de gaza que o trabalho da imprensa é dificultado!

  21. waleria

    4 de fevereiro de 2009 1:53 pm

    A resposta para sua pergunta
    A resposta para sua pergunta é óbvia.

    Martha caiu na periferia de Sampa para Kassab – que periferia?

    A dominada pelo PCC.

    O acordo tucano-pefelista – PCC tem fim eleitoreiro – alguém duvida?

    O problema é que quem paga o pato, depois, é a população quando percebe que foi espoliada.

    Hoje no Rio, não sobrou pedra sobre pedra.

    O Rio é Sampa – amanhã.

  22. Roberty

    4 de fevereiro de 2009 1:56 pm

    Nassif,
    Eu não nunca ouvi
    Nassif,
    Eu não nunca ouvi falar em “pacto” do governador Brizola com quadrilhas, gostaria de mais detalhes sobre este “pacto” do Brizola coma a bandidagem, não vale usar The Globe como fonte. Sou morador do Rio e lembro-me que o governador Brizola orientava sua polícia através do seu secretário de segurança ( Nilo Batista) não entrar em favelas barbarizando,como é feito hoje, e nem aterrorizar seus moradores, basta ver o número de mortes de em favelas na época em que ele foi governador com o de agora. Repito gostaria de mais detalhes sobre este “pacto” de bandidos com o governador Brizola, obrigado.

  23. Contador

    4 de fevereiro de 2009 2:03 pm

    Se a polícia apreendeu 8,5
    Se a polícia apreendeu 8,5 toneladas de maconha do PCC fica a pergunta: Cadê o pacto com o PCC!

    As “madeiradas” na cabeça dos baderneiros, é simples de se explicar. Imagina uma pessoa ir até uma favela para comprar drogas, mas antes de chegar no ponto é assaltada por baderneiros? Isso, é claro, afugenta os compradores. Faz mal pro negócio.

    O único setor que assalta seus próprios clientes é o bancário, e este não é tocado pelo Banco Central.

    O “pacto” imaginado como justificativa pro PCC impor lei marcial às favelas, é que este acha mais lucrativo vender drogas do que assaltar bancos ou praticar sequestro e extorção.

    A criminalidade na favela afugenta os clientes, por isso os traficantes passaram a cuidar da segurança de seus clientes contra os bandidinhos ralé da favela.

    Existisse o tal pacto, não teria havido a apreensão de 8,5 toneladas de maconha. Quem sabe alguns quilinhos pra polícia aparecer bem na foto, mas jamais um caminhão inteiro.

    O PCC aprendeu, depois daquela verdadeira operação de aloprados em 2006 que não se confronta diretamente um governo. Ele aprendeu a lição.

    Mantém a favela calma, sob lei marcial para que a polícia não a ocupe, pressionada pela opinião pública. Tal qual um comerciante mantém o seus estabelecimento comercial limpo, o PCC está fazendo o mesmo com o seu estabelecimento comercial.

    Não se trata de pacto. Apenas negócios.

    Prezado, a operação de 2006 ocorreu porque o Estado afrontou o PCC, providenciando transferências de lideranças. E o PCC mostrou que podia colocar fogo na cidade. De lá para cá não consta que o PCC tenha refluído. E não consta que o Estado tenha voltado a endurecer.

  24. Afonso de Oliveira

    4 de fevereiro de 2009 2:05 pm

    Caro Nassif, bom dia!
    Creio
    Caro Nassif, bom dia!
    Creio que tais enfrentamentos se dão de formas e maneiras mais refinadas ou não a partir dos compromissos e das óticas de intervenção assumidos por parte do poder público em comunidades com forte domínio do(s) tráfico(s).
    Explico-me, melhor: se o governo que estiver no poder for ideologicamente conservador, políticas de segurança deveras asfixiantes e altamente repressoras e fatalmente injustas serão adotadas, as quais lograrão em resultados já reconhecidamente inócuos; se, por outro lado, a preocupação com a comunidade e seu desenvolvimento forem mais profundos, políticas outras visando seu crescimento ordenado, e daí, atitudes policiais mais inteligentes sendo pensadas e implementadas.
    Digo isso por morar no Rio, onde conflitos são recorrentes, porém de soluções estéreis, face tais pensamentos não estarem, ainda, sendo aplicados. Só sufocar não basta! Há de se pensar, sim, na inserção de tais comunidades na vida cidadã, com a devida ocupação do poder público em suas vidas, com escolarização, postos de saúde e para cidadania etc.
    Outro ponto: discutir junto à OAB e organismos congêneres a atuação dos advogados, os quais recebem seus “honorários” com dinheiros podres deste mesmo tráfico. Onde estão os defensores públicos para providenciar as defesas legais, conforme a Constituição estabelece?
    Outra coisa: me parece leviano atrelar e associar Brizola e sua política socialmente includente com a dissiminação de tráfico e com outras mazelas afins, como o aumento da área favelizada e/ou de baixa renda, esquecendo-se que políticas oficiais conservadoras é que levaram aos conhecidos quadros de iniquidade social e urbana!
    Pensemos, pois!
    Abs.

  25. Faustino

    4 de fevereiro de 2009 2:13 pm

    Com que então a polícia
    Com que então a polícia paulista desconheceu a lei não-escrita que diz que no Brasil não se pode prender poderosos nem parentes de poderosos? Cometeu o mesmo erro do delegado Protógenes. Agora, aguente as consequencias.

  26. nsdelgado

    4 de fevereiro de 2009 2:18 pm

    E o jogo do BICHO?

    Os
    E o jogo do BICHO?

    Os bicheiros que nunca foram incomodados pela polícia civil de SP estão progredindo e estão bem informatizados agora. Vão muito bem, obrigado.

    Você entra num bar, faz um joguinho e o seu jogo sai impresso e vai direto para a banca on-line, na hora. Não é uma maravillha?

    Até em algumas casas lotéricas você pode fazer o joguinho do bicho.

    Casas lotéricas?? vixe… então a culpa é do Lula!!

  27. ana

    4 de fevereiro de 2009 2:19 pm

    Ou seja, o PCC MANDA EM SÃO
    Ou seja, o PCC MANDA EM SÃO PAULO!!!!

  28. Legal

    4 de fevereiro de 2009 2:28 pm

    E claro que o PCC e quem
    E claro que o PCC e quem manda. Se a policia fosse assim tao eficiente, nos estariamos dirigindo nossas BMWs numa boa e usando nossos Rolexs na rua, sem preocupacao alguma.

    So duas perguntas:
    1- o premio das seguradoras de automovel diminuiu?
    2- as empresas de seguranca privada e blindagem de veiculos estao pedindo falencia?

    So o chapeludo acha que a coisa ta boa.

  29. pompeu

    4 de fevereiro de 2009 2:51 pm

    Nenhuma nem outra, caro
    Nenhuma nem outra, caro Nassif. Veja algumas considerações no livro ‘ILICITO”, de Moisés Naím, editor do Foreign Policy:
    “A segunda ilusão é a de que o comércio ilícito é mera questão criminal”, p. 11.
    “Dai não só as redes ilícitas entrelaçarem-se intimamente com as atividades lícitas do setor privado, como também estarem profundamente entranhadas no setor público e no sistema político. E, à medida que se expandem em direção a empresas privadas lícitas, partidos políticos, parlamentos, governos locais, grupos de comunicação, tribunais, exército e setores beneficentes, as redes de tráfico assumem uma influência poderosa – e, em certos países, sem igual – nas questões de Estado” p.13.
    “Nunca os contrabandistas foram tão internacionais, ricos e politicamente influentes como nos anos 90. O crime global não só se expandiu como, graças à sua capacidade de acumular lucros colossais, tornou-se também uma poderosa força política. E as lentes que utilizamos para interpretar a política e a economia mundiais precisam se ajustar a essas mudanças – urgentemente” p. 18.
    “A agressiva e inventiva adoção de novas tecnologias ajudou os traficantes a diminuir os riscos, aumentar a produtividade e simplificar seus negócios” p. 25.
    Um exemplo do eficiente crime globalizado na nova economia aberta e novas tecnologias: “Rins humanos de doadores vivos, transportados do Brasil para a África do Sul e transplantados em receptores alemães recrutados on-line por corretores israelenses” p. 21.
    Esse é o maravilhoso mundo novo.

  30. Ivan

    4 de fevereiro de 2009 3:20 pm

    Quer dizer que há suspeita de
    Quer dizer que há suspeita de pacto de não agressão pq a polícia “agrediu” o PCC e o PCC “revidou” ? Essa teoria não faz sentido algum.
    Não é a primeira vez que um bando de marginais comandados por traficantes provocam barderna em uma favela para afrontar as autoridades que fizeram o que é certo: procurar e prender bandidos. O PCC não parou de agir, ainda tem seus negócios criminosos por aí e a polícia se esforça pra combater. Falta sim eficiência (afinal eles ainda emitem ordens de dentro do presídio), mas não há evidências de pacto de não agressão… aí é demais.

  31. Gilson

    4 de fevereiro de 2009 3:22 pm

    Isso mostra que a polícia
    Isso mostra que a polícia estava lidando era com marginal mesmo e nada de trabalhador, até porque, naquela hora trabalhador estava no trabalho e trabalhador quando faz protesto não usa camisa no rosto para não ser identificado. Portanto, ação correta da polícia.

  32. Orides

    4 de fevereiro de 2009 3:32 pm

    Paulo Henrique Amorim é quem
    Paulo Henrique Amorim é quem está certo.

  33. Caetano

    4 de fevereiro de 2009 3:57 pm

    Acordo com PCC? Você só pode
    Acordo com PCC? Você só pode estar brincando, caro Nassif… Como combinar isso com centenas de delegados sem que ninguém dê com a língua nos dentes? Absolutamente impossível.

    E você acha que é contrato que se assina em cartório e coloca firma reconhecida? O jogo é outro. A polícia pressiona menos de um lado, o PCC continua trabalhando sem explosões do outro. Por que você acha que o caldeirão explodiu em 2006? Porque o Nagashi tentou isolar os líderes.

  34. Velhinha de Taubaté

    4 de fevereiro de 2009 4:02 pm

    Porque a SABESP anda gastando
    Porque a SABESP anda gastando os tubos com tanta propaganda na mídia? Sendo líquido e certo que o Presidente José Serra é um político ético, daqueles que não usam a máquina para autopromoção, só nos resta concluir que a SABESP deseja ocupar o espaço da concorrência.

  35. Chico Pedro

    4 de fevereiro de 2009 4:16 pm

    Eu acredito que parte da
    Eu acredito que parte da força do PCC foi reduzida a partir do trabalho de inteligência da polícia. Acredito menos na contemporização.

    Entretanto, nenhuma destas duas possibilidades satisfazem a sequinte questão:

    Por qual motivo o PCC mostraria suas garras depois de 2006…?

    Para atrair um potente contra golpe das forças de segurança…?

    Para, consequentemente, ver dificultado a realização de seus negócios e o enfraquecimento da estrutura…?

    Não faz sentido.

    Visto que é praticamente impossível por um fim à organização criminosa, acrescentaria uma terceira alternativa com duas possiblidades:

    Ou o PCC simplesmente se enriquece e desfruta dos prazeres que o poder proporciona aos seus líderes.

    Ou eles tramam a fuga de alguns de seus comparsas em uma ação vindoura.

    Lembrem-se que não tem muito tempo um plano extremamente audacioso de “salvamento” do Fernandinho Beira Mar foi desbaratado pela polícia.

    Numa etapa deste plano filhos de altas autoridades seriam sequestrados para servirem de moeda de troca.

    Outros planos menos elaborados já foram descobertos tendo como alvo a fuga de bandidos mais diretamente ligados ao PCC.

  36. GLADSON

    4 de fevereiro de 2009 4:43 pm

    O secretário de ‘in’segurança
    O secretário de ‘in’segurança pública de SP tem que explicar melhor o que é voltar ao normal para ele, se for para ser como era antes, é melhor que a ocupação seja eterna.

  37. Benedito

    4 de fevereiro de 2009 4:55 pm

    Valeria a pena que um
    Valeria a pena que um especialista em segurança e criminalidade fizesse um levantamento da história do PCC. Quando surgiu, quem são seus integrantes, de onde vieram, como se organiza, onde está infiltrado, quais commodities comercializa? Como leigo e ex-leitor assíduo de jornais (nos últimos anos, com a Internet, tenho lido os jornalões sem assiduidade), lembro-me de ter lido sobre o PCC somente a partir do governo Mario Covas (PSDB). De lá para cá, são 15 anos de governo do PSDB em São Paulo. O Brizola, no Rio, durou muito menos do que isso. E com muito menos poder porque, no mínimo, tinha a Globo contra ele. Já o PSDB esteve oito anos no Planalto e tem toda a grande mídia a seu favor. Então, quando se lê Secretaria de Segurança de SP, leia-se PSDB. Qual o pacto que tem o PSDB paulista com o PCC? A troco de quê? O que se negocia nesse pacto? Aliás, cadê o Serra nessa guerra campal em Paraisópolis?

  38. Vladimir

    4 de fevereiro de 2009 4:58 pm

    Os números apresentados
    Os números apresentados recentemente pela Secretaria de Segurança Públia de São Paulo demonstram que a segurança,de forma geral,vem melhorando em São Paulo.
    Diante de quadros como o de Paraisópolis e do resgate frustrado de Eloá em Santo Anfré,fica evidente a falta de treinamento da polícia e,faz-nos acreditar que os números apresentados são frutos não de uma melhoria na segurança pública,mas sim de um sucateamento das forças policiais que,destreinadas,desmotivadas e,em parte,corrupta,deixam de atentar para os crimes e buscam outras alternativas para a sua sobrevivência.
    Assim,o que melhorou não foi a segurança pública.O que melhorou foram os números apresentados,por paradoxal que seja,pela ausência de segurança.

  39. Patrick

    4 de fevereiro de 2009 4:58 pm

    Pompeu, citar Moisés Naím
    Pompeu, citar Moisés Naím para falar de ilícitos é da mais fina ironia. Um dos responsáveis pelo Caracazo, com mais de 3 mil mortos.

  40. Marco Antonio Ferreira

    4 de fevereiro de 2009 5:00 pm

    Pois é, e ninguém fala de
    Pois é, e ninguém fala de uma das fontes que financiam o PCC, trata-se da propina que perueiros tem de pagar para o PCC para poderem trabalhar e ninguém investiga isso!!!!

  41. André C. P. Martins

    4 de fevereiro de 2009 5:21 pm

    Vamos esclarecer um ponto:
    Vamos esclarecer um ponto: pacto de não agressão não é sinônimo de sociedade comercial com registro em cartório. Não adianta esperar, nunca irá aparecer uma cópia da ata da última reunião conjunta entre PCC e SSP/SP.

  42. Ricardo

    4 de fevereiro de 2009 5:31 pm

    E ainda falam aqui da
    E ainda falam aqui da imprensa golpista!
    Ficaram bravos quando ligaram o Presidente Lula a queda do avião da TAM, que também achei um absurdo, mas ligar o Governador Serra a baderna da favela paraisópolis é a mesma coisa.
    Que provas se tem desse acordo? Ridiculo isso.
    Quanto o comentário falando da foto da FSP, a explicação é que no dia seguinte a poliícia estava fazendo ronda ostensiva na favela e a prefeitura já tinha cuidado da limpeza, isso sim é eficiência.

    LN, nessa sua resposta a um comentarista:
    Vamos combinar uma coisa, para tornar o debate mais profícuo: cada informação, apresentar a fonte. Simples. Você jogou 8,5 toneladas de informação e não mencionou uma fonte sequer. Fica difícil debater

    Está te faltando argumentos. O contador colocou uma série de argumentos e voce se apegou a um único.

  43. EDSON MEDEIROS

    4 de fevereiro de 2009 5:39 pm

    Quero saber do secretário de
    Quero saber do secretário de segurança de SP. Cadê o homem para dar uma explicação?

    Tarso Genro ligou para Nassif tão logo aqui divulgou que havia um pacto entre o governo federal e Veja. Ligou e deu explicações.

    O mínimo que se espera da SSP de SP é que entre em contato com Nassif e diga, pelo menos, que esse pacto não existe. Afinal, para mim, quem cala consente.

  44. animal racional

    4 de fevereiro de 2009 6:10 pm

    pacto de não-agressão com
    pacto de não-agressão com firma reconhecida. hehehe…essa é boa. 99% dos acordos políticos não tem carimbo, documento, firma, os cambaus… isso é política, minha gente, e não simplesmente “negócios”, é preciso atentar para os bastidores.

  45. gepeto

    4 de fevereiro de 2009 6:16 pm

    Saudades do Maluf e
    Saudades do Maluf e Quercia.
    Que situação chegamos !
    É hliario (e tragico): um capitao da entrevista pro DATENA dizendo que tá tudo sob controle e minutos depois sai baleado pro hospital.
    Se os tucanos detonaram as policias paulistas imagina o que vao fazer com a PF e as forças armadas que estao sendo reequipadas pelo lula ?
    Vamos voltar ao coronelismo do DEMos/ACM e à idade da pedra. O Estado sem lei e sem ordem. É o caminho pro golpe militar.

  46. Ivan

    4 de fevereiro de 2009 6:20 pm

    Nassif, você perguntou ao
    Nassif, você perguntou ao Contador onde estava a fonte de 8,5 ton apreendidos. Bem… em outro comentário você mesmo deu a fonte, o que ampara a argumentação do Contador.

    Na mesma matéria ainda é dito que mesmo sem afrontar a Polícia a mesma entrou lá e apreender 8,5 ton. de maconha. E ainda por cima prendeu o tal do Piauí (operação iniciada em 2007 segundo o Estadão… um ano após o PCC “mostrar as garras”) e mais alguns suspeitos. Na minha ingenuidade suponho que em outros pontos de São Paulo a polícia continua prendendo e enfrentando outros traficantes…

    Está claro que mesmo o PCC “recolhendo as garras” a polícia não parou e continuou lutando contra o movimento. Mas…..

    Nenhum comentário contra os bandidos que distribuiriam “madeiradas” na cabeça dos baderneiros”… nenhum elogio à atuação da polícia que possibilita “os moradores ocuparem as ruas e o comércio funcionar normalmente”… ou ainda à ineficiência do sistema carcerário que permite o cara comandar o tráfico de dentro da sela… 3 PMs feridos no confronto ?? um executado ?? pra que falar deles não é ??

    Tanta coisa pra se debater e estamos aqui falando sobre um suposto e absurdo “pacto de não agressão” entre o PCC e corporação Polícia Militar do Estado de São Paulo (note que da forma como você escreve está colocando toda a instituição sob forte suspeita).

    Ivan, já expliquei que pactos não são fechados em cartório. A explosão do PCC em 2006 se originou no maior aperto sobre o bando, na chacina da Secretaria de Segurança em cima daquele ônibus, e da Secretaria de Administração Penitenciária, tentando transferir lideranças. Depois disso, não se soube de mais nenhuma atitude de endurecimento das autoridades contra o PCC. Ao mesmo tempo, acabaram as ações de guerrilha urbana do PCC. Como ele continua atuante e em expansão, que tal você nos explicar a razão de não ter havido mais nenhuma ação mais drástica contra o bando?

  47. Jorge Moacir

    4 de fevereiro de 2009 6:42 pm

    É Nassif, estou vendo que
    É Nassif, estou vendo que terás muito trabalho em explicar os acordões que são feitos Brasil afora com a bandidagem, tem muito ingênuo que não quer ver e pensa que os acordões são feitos pelos policiais que vão as ruas matar ou morrer.
    Aqui no Rio há decadas ninguem incomodava tráfico e milícia, devido aos tais acordões, deu no que deu, hoje o Rio está dividido entre o tráfico e a milícia, ao Estado sobrou uma nesga. E o atual secretário de Segurança vem tentando recuperar os ex-territórios brasileiros, mas está difícil, hoje mesmo em confronto morreram até agora (16:42h) nove.

  48. José Antonio Meira da Rocha

    4 de fevereiro de 2009 6:51 pm

    NA RAIZ DO CRIME ORGANIZADO,
    NA RAIZ DO CRIME ORGANIZADO, A CRIMINALIZAÇÃO DAS DROGAS

    O crime não precisa se organizar para furtar, roubar, assaltar. Só precisa se organizar quando necessita de uma grande rede de distribuição de mercadorias. Aí, até crianças entram na jogada.

    O que mais me impressiona é que as lições da Lei Seca nos EUA dos anos 1920 não foram aprendidas. A proibição do álcool é que foi a raiz da máfia, da corrupção policial, da mortandade.

    Não se deve proibir mercadorias com alta procura. Isto cria preços artificialmente altos e gera a organização do crime, corrupção e morte.

  49. André

    4 de fevereiro de 2009 6:54 pm

    Sobre Brizola no Rio, não
    Sobre Brizola no Rio, não esqueçamos que brizola, com “b” minúsculo, é sinônimo que a bandidagem de lá usa para cocaína.
    Um carioca que viveu no Rio todos os governos do velho Briza também me falou umas coisas interessantes, sobre a história de os policiais subirem o morro de costas, para caso vissem corregedoria ou imprensa, imediatamente inverterem a marcha e dizerem que estava descendo do morro, tamanha a repressão à ação dos agentes da lei e tamanha a presunção de que todo policial era um abusado até que provasse o contrário. Pelo que se diz, a leniência para com o que ocorria no morro (e não falamos aí de condições precárias de vida, mas sim de criminalidade que, como sabemos, envolve apenas uma porcentagem mínima da população que lá vive) acabou sendo o caldo de cultura perfeitíssimo para o que se viu no Rio dos anos 80 em diante.

    E pelo que falam por lá, preferem ver o diabo a ver o Brizola pela frente. Não esqueçamos também que o governador também não conseguiu fazer seu sucessor (isso se considerarmos que o Garotinho rompeu com o gaúcho).

  50. fernando claudio

    4 de fevereiro de 2009 6:54 pm

    seguindo o seu raciocinio,
    seguindo o seu raciocinio, afirmo que a facção do coelhinho da pascoa e a melicia do papai noel , tambem estao envolvidas com o pcc e o governo de estado.

    Ironia é um exercício perigoso. Exige criatividade, domínio do idioma. Senão, o ironizador corre o risco de ser ironizado. Mas vá em frente. Continuarei respeitando seu direito ao aprendizado. E, quando estiver no ponto, te avisarei para você poder exibir sua arte em blogs menos condescendentes.

  51. Ivan

    4 de fevereiro de 2009 6:59 pm

    Nassif,

    Respondendo.

    Ué…
    Nassif,

    Respondendo.

    Ué… o que a Polícia acabou de fazer não foi uma ação drástica ?

    Não se prende um dos líderes de uma das maiores quadrilhas do país toda a semana… são operações que demandam tempo e muita investigação. Acredito que seja difícil até mesmo saber quem são eles de fato. Não é qualquer traficante de segunda que consegue mobilizar toda a bandidagem contra a polícia.

    Tudo mostra que a polícia endurece sim contra o PCC… os fatos mais recentes comprovam isso. Ela vem agindo, procurando os líderes, estourando as bocas e apreendendo drogas. A operação contra Piauí começou em 2007… um ano após os ataques do grupo.

    Você fala como se a polícia evitasse o PCC, algo do tipo “não vamos mecher com o PCC… assim eles ficam quietos”. Os fatos desmentem isso.

    Todos sabemos que a polícia ainda tem muito o que fazer e melhorar, admito e compartilho das críticas à eficiência da polícia… mas pacto de não agressão não dá pra acreditar.

    Vamos à um um curioso exercício:

    Faz tempo que não ouvimos notícias escandalosas sobre o Comando Vermelho. Logo a polícia do Rio tem um pacto de não agressão com o Comando vermelho.

    Faz tempo que não ouvimos falar que as FARC’s sequestraram em massa ou realizaram atentados. Logo o governo colombiano deve ter um pacto de não agressão com as FARC’s.

    Os EUA não sofreram atentados da Al Qaeda desde aquele 11/09. Logo os americanos devem ter um pacto de não agressão com a Al Qaeda.

    Faz tempo que não ouvimos falar de invasões cinematográficas do MST. Quem será que tem pacto de não agressão com o MST ?

  52. Chico Pedro

    4 de fevereiro de 2009 7:14 pm

    Uma outra pergunta que deve
    Uma outra pergunta que deve ser feita é:

    Tem como acabar com o PCC…?

    Em longuíssimo prazo, talvez. Isso se até lá a organização não se tornar algo semelhante a uma máfia italiana.

    Já em curtou ou médio período de tempo, jamais.

    Para isso teria que haver quase uma revolução no estado de bem-estar social brasileiro que é inconcebível.

    O solo para proliferação do grupo é mais do que fértil. É um “paraíso”.

    Dentro ou fora das cadeias há um exército gigantesco de indivíduos prontos para ingressar em suas fileiras.

    E o que é pior, desejosos disso.

    Por isso que o pacto de não agressão é razoável. Os dois ganham bastante. A polícia mais ainda, diga-se de passagem.

    Primeiro porque não possuem recursos humanos ou materiais para acabar com a organização.

    Segundo porque uma “retaliação” do PCC provocaria danos bastante consideráveis. Danos de ordem material e, também, de imagem.

    O que sobraria para o governo.

    Portanto, que fique do jeito que está. A polícia finge que combate. O PCC finge que está morto.

  53. Contador

    4 de fevereiro de 2009 7:39 pm

    Tentei mandar uma resposta 2
    Tentei mandar uma resposta 2 vezes mas deu erro 500. Depois ví que outros comentaristas reponderam por mim.

    Sobre a sua resposta ao Ivan uma consideração.

    A explosão do PCC em 2006 foi atribuída à frouxidão da polícia em relação ao PCC.

    Agora você atribui a calmaria que estamos vivenciando à frouxidão da polícia.

    Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

    Como satisfazer a gregos e troianos ao mesmo tempo. Ou pior. Não tem gente se fazendo de grego e troiano ao mesmo tempo, segundo as suas próprias conveniências?

    Não foi não. Foi devido à tentativa de transferência dos líderes do PCC para outros presídios.

  54. ANTONIO CARLOS FON

    4 de fevereiro de 2009 7:54 pm

    Nassif,

    como um antigo
    Nassif,

    como um antigo repórter de polícia, acho que é preciso esclarecer algumas coisas. Foram o PMDB e O Globo que, já no primeiro governo do Brizola, de 1983 a 1987, acusou-o de ter fechado os olhos e até estimulado um pacto entre a polícia e as quadrilhas que começavam a tomar o controle dos morros do Rio. Na verdade, esse pacto é bastante anterior. Ele surgiu na segunda metade dos anos 60, através do que na época era conhecido como “xerife de área”. O que era um “xerife de área”? É o seguinte, um delegado chamava o bandido mais temido da área de sua DP e fazia um acordo: “Eu te protejo, aqui na minha área ninguém te prende; mas você fica responsável pela tranqüilidade no bairro. Qualquer roubo que aconteça, é tua responsabilidade”. Como havia um “xerife de área” em cada bairro, a idéia era joga-los uns contra os outros e, de quebra, garantir a paz nas ruas.
    O tráfico herdou e sofisticou essa estrutura, impondo a ordem a bala contra os autores de crimes contra o patrimônio. Funcionou durante um bom tempo – com o beneplácito da polícia política que transformou traficantes e bicheiros em informantes, contra os na época chamados terroristas. Como o tráfico é um dos chamados “crime sem vítima”, porque o viciado não vai à polícia prestar queixa, da mesma forma que o apostador no jogo-do-bicho, todo mundo vivia feliz.
    Com o tempo, porém, o tráfico começou a incomodar, O Globo, que havia tentado impedir ma eleição de Brizola com o que ficou conhecido como “Escândalo do Proconsult”, aliou-se à oposição, então representada pelo Wellington Moreira Franco e o PMDB, criaram essa história contra o Brizola. É verdade que a polícia carioca tinha um pacto com a bandidagem, mas isso é muito anterior ao governo Brizola. Foi esse acordo tácito, aliás, que levou o Lúcio Flávio Vilar Lírio a pronunciar sua frase famosa: “Polícia é polícia, bandido é bandido”.
    Já em São Paulo a coisa é mais recente. O acordo começou a ser montado em 2004 quando, para evitar que as rebeliões na Febem prejudicassem a campanha do Serra a prefeito, a Febem começou a soltar os principais líderes das revoltas. Sem lideranças, não houve rebeliões no período da campanha eleitoral. O problema é que os principais líderes das revoltas nas unidades da Febem já eram do PCC, cujo controle sobre essas unidades é coisa de 2002/2003. Se tiver algum repórter ou um jornal interessado, é só ir apurar.
    Uma dica: diretores de escolas estaduais, que entraram em pânico ao começar a receber os jovens líderes do PCC colocados em liberdade assistida em 2004.

  55. Henrique Silva

    4 de fevereiro de 2009 8:01 pm

    Caro Nassif, seu artigo não
    Caro Nassif, seu artigo não me convenceu que há um pacto de não agressão. Porém, após ler os comentários, e suas respostas, ficou mais claro o seu raciocínio e a lógica correta do que está acontecendo.

  56. Faustino

    4 de fevereiro de 2009 8:10 pm

    São Paulo espera ansiosamente
    São Paulo espera ansiosamente por um governo que deseje acima de tudo e apenas, governar exemplarmente e unicamente São Paulo.

  57. Vivi

    4 de fevereiro de 2009 8:26 pm

    É uma vergonha o que a FSP
    É uma vergonha o que a FSP tem feito para eleger seu candidato a presidente José Serra. Ontem aquele editorial sobre a violência era para causar azia, má digestão e dor de cabeça… Revoltante. Concomitantemente vemos a explosão da violência em apenas uma das centenas de favelas de São Paulo, sendo que todas estão dominadas pelo tráfico e pelo PCC, com a conivência do governo tucano, que nada faz para alterar essa situação. Eu soube por morador de Paraisópolis que as Casas Bahia pagam pedágio milionário por ano para poder fazer entregas dentro da favela. Esse é o reflexo da competente política de segurança do tucanos!!! O Rio é aqui!!!
    P.S Alguém aí sabe aonde o Serra foi passar férias? Pq o PIG esconde até o país em que ele está?

  58. Ivan

    4 de fevereiro de 2009 8:46 pm

    O PCC pode até ter evitado os
    O PCC pode até ter evitado os atentados contra a população. Mas polícia não se acomodou e continuou estourando as bocas e prendendo os traficantes. Vejamos: um dos chefões do PCC foi preso, outro dia 8,5 ton. de droga foi apreendida, outros tantos traficantes menores devem estar indo em cana também. Creio eu que esta é a rotina da polícia… é crível pensar ser uma diretriz silenciosa da polícia paulista evitar os “pontos” do PCC ?

    Além disso não é qualquer bandido pé de chinelo que convoca a bandidagem pra afrontar o Estado dessa forma. Prender um líder de uma das piores organizações criminosas do país leva tempo. Acredito que seja difícil até mesmo saber quem eles são. A ação pra pegar Piauí começou em 2007 (um ano depois dos atentados do PCC) levou um ano e foi bem sucedida.

    A polícia pensa algo do tipo “não vamos mecher com as lideranças do PCC e o PCC não meche com a gente” ??. Pelas reportagens vemos a polícia atuando contra o PCC e procurando os líderes.

    Podemos até discutir a ineficiência policial, mas os fatos que temos até agora não são suficientes para concluir existe esse silencioso pacto de não agressão.

    (Tinha publicado um comentário parecido com esse, mas não sei se foi vetado ou se eu marquei bobeira e não enviei).

    Leia a entrevista do ex-Secretário Nagashi, que coloquei no post.

  59. Mauri

    4 de fevereiro de 2009 8:52 pm

    Prezado Nassif,

    Aproveitando
    Prezado Nassif,

    Aproveitando esse assunto, sugiro um debate enfocando esse nonsense que é a política anti-drogas no Brasil. Proíbe-se a venda de drogas, mas é humanamente impossível reprimir seu consumo (países que penalizam com a morte o tráfico não se livraram das drogas, nem os EUA, com verbas intermináveis para combatê-la). Por outro lado, as drogas lícitas matam mais do que as ilícitas (com o agravante de matarem também quem não as usa, como, por exemplo, os atropelados por motoristas bêbados e fumantes passivos).

    Se é para ficar fechando acordos com os traficantes, para passar uma impressão de que o combate funciona, melhor o Estado assumir essa distribuição e tirar dos traficantes seu poder (dinheiro), com o benefício secundário de esvaziar o contrabando de armas, que é alimentado pelo tráfico.

    Descriminalizar o uso e penalizar as condutas criminosas (acrescentando um grande percentual à pena para os casos dessa pessoa estar sob influência de qualquer droga) me parece ser uma solução mais inteligente. Respeitaria-se a autodeterminação das pessoas, reduziria o confronto das polícias com os traficantes (frequentemente em meio à população inocente) e sobrariam recursos (humanos e materiais) para o verdadeiro bom combate, aquele contra a corrupção (que tira os recursos da saúde, da segurança pública e todo o resto).

    Abraços a todos.

  60. lúcifer

    4 de fevereiro de 2009 8:54 pm

    Brizola, depois Lula. O
    Brizola, depois Lula. O PIG,não consegue assumir a contradição ao defender o Estado com o maior PIB,da América do Sul,e pior distribuição de renda, e que burramente pagam mal sua guarda pretoriana(salário de delgado perde para seu equivalente de Fortaleza).Aí , se formou e desenvolveu-se a
    Organização Bandeirantes, fonte do arbítrio,e barbárie, com apoio das elites paulistas(alguns até assistiam a sessões de tortura).Carandirú,foi o ponto de partida da formação, já latente, do PCC. Organização criminosa,sofisticada,não cresce ,sem apoio das polícias,do poder público e seus representantes,postados nos níveis municipais e estaduais.E, até da mídia.

  61. Fábio Lúcio

    4 de fevereiro de 2009 9:28 pm

    A incompetência do governo
    A incompetência do governo estadual em lidar com a questão carcerária está claríssima há anos, não é coisa só do Serra. No governo Alckmin, desmontou-se a Febem Tatuapé para beneficiar o mercado imobiliário, enquanto se criaram diversos “Tatuapés” pelo estado. As margens do Rodoanel, por exemplo, estão sendo utilizadas para despejar aqueles equipamentos que não se quer negociar. A esquina da Raposo Tavares com o Rodoanel, por exemplo, já tem sete unidades da Febem, dois CDPs e um presídio feminino, em ambos os lados. Nos CDPs da Marginal Pinheiros, na Vila Leopoldina, há outro núcleo crescendo, com mais Febens novas. Não há planejamento, mas apenas arranjos para levar tudo para debaixo do tapete até a próxima explosão. Sem contar a falta de sintonia com a modernidade na questão. Enquanto estão todos discutindo a pena alternativa e a priorização da relação extra-presídio, o governo sá faz anunciar novos presídios e novas Febens, como se fosse o supra-sumo da solução. É preciso ter coragem para admitir que não é.

  62. Spassos-RJ

    4 de fevereiro de 2009 9:36 pm

    Jornalista Nassif, o sr. está
    Jornalista Nassif, o sr. está completamente enganado, provalvelmente pelas Organizações Globo, arquiinimiga de Leonel Brizola que mentiu durante todo tempo para todo Brasil. Como faz, agora com algumas iniciativas do sr. Lula.
    O governador Brizola não fez pacto com bandido nenhum, ele era um homem honrado e digno , e é lamentável que se tente manchar a honra de um homem morto que já não pode se defender.proi Ele proibiu a polícia de meter o pé em barraco (afinal em casa de rico ela entra só com mandato judicial, não é mesmo ?)e de helicópteros sobrevoarem áreas densamente povoados como favelas, e por em risco dezenas de vidas, caso um criminoso atingisse um tiro na aeronave.
    E pagou um preço muito alto pelo seu humanismo e sua sincera preocupação com os pobres, desatando todo tipo de mentiras e manipulações, com a Rede Globo `a frente, claro.

  63. Contador

    4 de fevereiro de 2009 9:45 pm

    Quanto mais leio mais tenho a
    Quanto mais leio mais tenho a convicção que não há pacto.

    Da entrevista do ex-secretário, ele diz que os lideres estão sendo vigiados pelo serviço de inteligência. Dessa maneira é lógico se supor que eles foram quase que totalmente neutralizados, daí o número de presos em presidente bernardes ser tão baixo.

    Além do mais, aquele “representante” do PCC, em entrevista à folha disse que o confronto nada teve a ver com a cúpula presa do PCC, com certeza temendo represálias a mão forte do estado contra os lideres presos.

    Temos praticamente todos os lideres presos, a inteligência fazendo um minucioso acompanhamento deles e um bando de bandidos aloprados querendo fazer média com seus antigos chefes.

    Com certeza serão os próximos a levar madeiradas discretas de seus chefes.

    Enquanto isso São Paulo comemora o 9º ano de queda de homicídios no Estado.

  64. Spassos-RJ

    4 de fevereiro de 2009 9:55 pm

    Jornalista Nassif, o sr. está
    Jornalista Nassif, o sr. está completamente enganado, o governador Brizola não fez pacto com bandido nenhum, ele era um homem honrado e digno , e é lamentável que se tente manchar a honra de um homem morto que já não pode se defender.
    Ele proibiu a polícia de meter o pé na porta des barracos sem mandato judicial (como é praxe acontecer hoje) e de helicópteros sobrevoarem áreas densamente povoadas como favelas, e por em risco dezenas de vidas, caso um criminoso atingisse aeronave c om um tiro.
    E por exigir que se tratasse os pobres com a mesma dignidade que se dispensa aos ricos, como nunca acontece neste país elitista e injusto pagou um preço muito alto , desatando todo tipo de mentiras e manipulações, principalmente das Organizações Globo, sua arquinimiga, como é ,de resto, inimiga de qualquer um que pretenda mudar a realidade brutal que impera nos bairros pobres Rio.

  65. Mauri

    4 de fevereiro de 2009 10:02 pm

    Prezado Nassif,

    Aproveitando
    Prezado Nassif,

    Aproveitando esse assunto, sugiro um debate enfocando esse nonsense que é a política anti-drogas no Brasil. Proíbe-se a venda de drogas, mas é humanamente impossível reprimir seu consumo (países que penalizam com a morte o tráfico não se livraram das drogas, nem os EUA, com verbas intermináveis para combatê-la). Por outro lado, as drogas lícitas matam mais do que as ilícitas (com o agravante de matarem também quem não as usa, como, por exemplo, os atropelados por motoristas bêbados e fumantes passivos).

    Se é para ficar fechando acordos com os traficantes, para passar uma impressão de que o combate funciona, melhor o Estado assumir essa distribuição e tirar dos traficantes seu poder (dinheiro), com o benefício secundário de esvaziar o contrabando de armas, que é alimentado pelo tráfico.

    Descriminalizar o uso e penalizar as condutas criminosas (acrescentando um grande percentual à pena para os casos dessa pessoa estar sob influência de qualquer droga) me parece ser uma solução mais inteligente. Respeitaria-se a autodeterminação das pessoas, reduziria o confronto das polícias com os traficantes (frequentemente em meio à população inocente) e sobrariam recursos (humanos e materiais) para o verdadeiro bom combate, aquele contra a corrupção (que tira os recursos da saúde, da segurança pública e todo o resto).

  66. Mário Mendonça

    4 de fevereiro de 2009 10:25 pm

    Caro Luis

    Parabéns por
    Caro Luis

    Parabéns por abordar um tema tão polêmico como este de SAMPA.

    “Ai há mais coisa entre o céu e a terra, do que imagina nossa vã filosofia”

    Valeu e abraços.

  67. Almeida

    4 de fevereiro de 2009 10:40 pm

    Incrível o descompasso do
    Incrível o descompasso do Estado com o avanço do crime organizado.

    Naquela matéria da band, onde filmaram a festa patrocinada pelo PCC em favela de Diadema, ouviram o Marzagão e o Serra.

    Num ato” falho” do Marzagão, ele responde ao jornalista que Sim, é um descontrole do Estado..depois tenta consertar..
    e o Serra diz que o fato é grave mas enfatiza que foi em 2005…

    Que dureza..

    eis o vídeo :

    http://www.unhomme.fr/videos/video/R6QfI13JdTk/festa-do-pcc.html

  68. Mônica

    5 de fevereiro de 2009 12:02 am

    – Há alguns anos só se falava
    – Há alguns anos só se falava da violência no Jardim Ângela. Promoveu-se intenso programa de inclusão social com as crianças e a violência diminuiu. Depois, explodiu a violência na maior favela de São paulo – Heliópolis – que só vem melhorando um pouco com ações sociais como, por exemplo, o Instituto Baccarelli. Paraisópolis está precisando urgentemente de ações deste tipo.
    – Corroboro o comentário sobre as propinas ou pedágios que grandes lojas de varejo vêm pagando ao PCC para não sofrer roubos da pequena bandidagem local. Seria inviável instalar uma filial no Paraisópolis sem isto, simplesmente porque a polícia inexiste como segurança cotidiana local (aliás um morador de lá, queixando-se dos bandidinhos locais, me disse literalmente que PCC -nem citou a polícia- deveria ser mais forte da defesa da comunidade!!!)
    – Também acho que o governo estadual pauta muito suas atitudes politicamente, por MEDO, porque o estrago foi muito grande em 2006, e desgastou irreversivelmente a imagem do Alckimin. Aliás, me parece que só aconteceu o que aconteceu, porque Claudio Lembo, por sincera ingenuidade, deu carta branca à Secretaria de Admnistração Penitenciária.

  69. Mônica

    5 de fevereiro de 2009 12:12 am

    – O Paraisópolis fica
    – O Paraisópolis fica encravado no meio do Morumbi, bairro cuja renda per capita é uma das maiores do BRASIL. Será que os ilustres vizinhos não se habilitam a promover ações efetivas de inclusão social? Ou vão eternamente tentar liquidar o Paraisópolis.
    – Há algum tempo saiu uma reportagem sobre esta favela (no jornal Estadão) e comentava-se que ela será a Vila Madalena daqui a 50 anos e que há 50 anos, a Vila Madalena não passava de um semi-favelão.

  70. José Luiz Dias Filho

    5 de fevereiro de 2009 12:16 am

    Não existe a denúncia
    Não existe a denúncia premiada? Que nada mais é que um tipo de negociação com o acusado?
    Pode ser que haja negociaões com os presos, para evitar distúrbios dentro e fora das cadeias, mas não significaria que o Estado estivesse em parceria com o mundo do crime, isso seria uma aberração.

  71. peregrino

    5 de fevereiro de 2009 12:22 am

    Segurança de SP já
    Segurança de SP já era…perspectiva zero de melhorar! Corre boato de disputas entre facções

    E o motivo é muito simples : como o pig conseguiu convencer o serra de para ser leito ele precisa aparecer para o país inteiro, ele faz questão de tomar as rédeas em qualquer situação de conflito de segurança, sem perceber que agindo desta forma ele também impede a troca de informações entre as tropas de combate, pc e pm, ou seja, impede reunião de inteligências.
    Facções criminosas só se combate com tropas, grupos, de elite, e para que haja um bom entrosamento os oficiais precisam conversar, trocar informações e discutir táticas de combate, justamente o que ele impede que aconteça e, pasmem, só porque adora aparecer na tv.

  72. peregrino

    5 de fevereiro de 2009 12:30 am

    isso deve ser idéia de fhc
    isso deve ser idéia de fhc que, ao que tudo indica, ficou parado no tempo e ainda leva fé que a polícia militar sozinha pode dar conta do recado…bah! já foi dito aqui uma vez que o que stá pegando é a palavra militar…ele pensa que são os mesmos !!!

  73. Chato Feliz

    5 de fevereiro de 2009 12:38 am

    Sou mineiro, e sempre achei e
    Sou mineiro, e sempre achei e sempre acharei as birrinhas RJ X SP patéticas. Se tem um lado bom neste notícia triste pro país (que já vi muito menos fundamentada pelo que me lembro a meses atraz no extinto blog do Paulo Henrique Amorim tb no ig, q ficou taxado de louco por falar isso) é escancarar pros dois lados dessa briguinha bairrista ignóbil (em especial pros paulistas em função do tema) que vcs, gostem ou não, são da mesma massa, quase gêmeos. Gostam é de gastar a paciência do resto do país com essa bobagem.

    PS: antes que me ataquem de bairrista por não olhar pro próprio umbigo, digo que no resto do país só não é igual pq não tem mais cidades com 10-20 milhoes de habitantes pra “sediar” organizações do tamanho de PCC e CV. Somos todos da mesma massa, e por isso a mediocridade, ao contrario do dinheiro e poder, é tão bem distribuída no Brasil.

  74. nsdelgado

    5 de fevereiro de 2009 12:44 am

    A verdade é que o PCC domina
    A verdade é que o PCC domina SP e até os ladrões comuns têm medo.

    Tenho uma historinha:

    Uma amiga A me contou que estava na casa de sua amiga B (a mãe de B também estava) quando chegaram quatro ladrões e renderam todas. Carregaram tudo que podiam carregar no carro que também seria roubado: tv, rádio, dvd, computador, telefnoe, etc.

    Quando então chegou a irmã de B (C) que também foi rendida, mas de repente C começou a gritar revoltada contra os ladrões:

    – QUE ISSO IRMÃO? AQUI TAMBÉM É CORRERIA….. SOU A NAMORADA DO FULANO DO PCC QUE TÁ PRESO NA PENITENCIÁRIA…. CONHEÇO O CICLANO E O FULTRANO….. VOCÊS VÃO SE DAR MAL…..

    Não deu outra, os ladrões pensaram um pouco, e começaram a devolver as coisas e ao sairem ainda pediram desculpas, afinal são todos irmãos.

    Essa estória é verídica contada por A.

    bandidos

  75. Wilson

    5 de fevereiro de 2009 12:57 am

    Ué, justo você Nassif que
    Ué, justo você Nassif que sempre foi só elogios ao Nagashi, aquele que negociou diretamente com o PCC, como comentado pelos jornais tantas vezes, vem falar em negociações tácitas?

    Nos ataques de 2006, houve uma curiosa coincidência com o calendário eleitoral e o Geraldinho ficou sem seu mais forte argumento na eleição presidencial. Melhor esperar 2010, lá talvez entendamos melhor 2006.

    E onde você viu que retirei os elogios ao Nagashi? Continuo achando um sujeito sério e de valor. Em 2006 conversei longamente com ele e com o Secretário de Justiça. E foram unânimes em apontar o cabeça-dura do Saulo de Castro Abreu como o grande responsável pelos desacertos da política de segurança do Alckmin.

  76. Daniel

    5 de fevereiro de 2009 2:27 am

    Sempre achei que isso
    Sempre achei que isso acontecia, especialmente no rio de Janeiro. Eu lembro que quando a Benedita da Silva assumiu, depois da renúncia do Garotinho a violência disparou, pelo menos foi essa a impressão passada pela imprensa. Parecia que quando o governo toma uma atitude mais enérgica contra o narcotráfico, eles revidam pela pressão política. Quando a polícia desocupa as favelas os traficantes param, dando uma impressão de paz. Desta forma quem realmente combate o tráfico vai ter os piores números pra mostrar para a sociedade.

  77. mswil

    5 de fevereiro de 2009 3:13 am

    O PCC apoiou a candidatura do
    O PCC apoiou a candidatura do 1º representante de Paraisópolis na Camara Municipal (2006-2008), e coincidentemente 1 mês após ele sair por não ter conseguido se reeleger, aconteceu os ataques. E o mais intrigante é que o ex-vereador é do PSDB e goza muito prestígio com Serra e Kassab.
    Tudo muito estranho!!!

  78. Miza Zalak

    5 de fevereiro de 2009 8:28 am

    Vamos deixar de ser
    Vamos deixar de ser hipocritas. Policia nenhuma no Brasil consegue acabar com o trafico de drogas. Enquanto houver consumo, tem trafico. Regra basica do capitalismo. Isso vem de tempos. Na Mangueira, na decada de 40, 50 se comprava boa maconha e boa cocaina. Ja passou da hora de se discutir sem hipocrisia e fingimento a descriminalizacao das drogas. Alcool faz muito mais vitimas e tragedias que qualquer outra droga no Basil, tirando crack, que e o fundo do poco. Cachaca e barato, em MInas tem ate incentivo, pois se diz que e cultural. E sobre PCC, Comando Vermelho e outros, e bom nao esquecer que estas organizacoes sao reacoes a ausencia do Estado nas cadeias e presidios, quem acabou com a venda de crack e os estupros nas cadeias e penitenciarias de SP foi PCC. Nao concordo com acordo entre policia e bandido, ja se disse que policia e policia e bandido e bandido, apesar do Congresso baguncar essa logica. Mas que nao se acaba facil com trafico, nao acaba, nao. Acho que seria mais barato descriminalizar algumas drogas. Afinal, a cada ano se gasta mais em repressao as drogas e a cada ano fica mais facil de achar e comprar todo tipo de drogas.

    sds

  79. Betto

    5 de fevereiro de 2009 1:51 pm

    Nassif,
    Foi a primeira vez
    Nassif,
    Foi a primeira vez que eu vejo uma declação (fora do PIG) dizendo que o governador Brizola fez pacto com bandidos! Este tipo de afirmação vinha sempre das Organizações Goebbels, Veja… agora estou surpreso em ver este llinchamento vindo de um jornalista tão bem informado como você.

  80. Tomaz Braga

    5 de fevereiro de 2009 3:58 pm

    Nassif,
    as informações
    Nassif,
    as informações iniciais davam conta de uma reação ante a violência e a extorção policial.
    Mas certo mesmo é o trabalho coeso dos veículos grande de imprensa em desqualificar a priori a revolta de moradores, todos contando mais ou menos a mesma coisa, com base em nada ou em fontes interessadas e mais que suspeitas, a versão de que foi ordem de traficantes, agora até do PCC.
    Infelizmente, não acredito na possibilidade de se saber a verdade tendo-se a polícia, a Secretaria de Segurança de São Paulo e a imprensa preconceituosa e partidarizada.

  81. heraclito

    5 de fevereiro de 2009 4:10 pm

    A questão do PCC é mais séria
    A questão do PCC é mais séria do que parece, o sujeito entra na prisão, graças ao atual sistema extremamente rigoroso e repressivo existente, lá dentro é obrigado a se associar e depois de colocado em liberdade, já não bastasse a situação do país é obrigado a continuar no crime para pagar a mensalidade, e se tentar fugir para outro estado da federação é encontrado e sentenciado a morte. O sistema prisional brasileiro é irracional e desumano e a sociedade complacente com a situação, sofrendo com as consequências.

  82. Luiz

    5 de fevereiro de 2009 7:18 pm

    É ou não é a máfia italiana
    É ou não é a máfia italiana cooptando e fazendo acordos com políticos e com a justiça estadual?
    Contam que o PCC é cria da máfia napolitana.

  83. Paulo

    11 de novembro de 2009 6:06 pm

    Quero saber como pode a
    Quero saber como pode a policia saber onde estao e não fazerem nada para prendelos nem uma lei que se vc e integrante do pcc tem que tem pena de morte so assim vamos acabar com essa palhaçada que atinge ate policiais da corporação militar de são paulo ate eles tem medo de enfrentar isso

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