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O poder do financismo, por Paulo Kliass

do Vermelho

Paulo Kliass: O poder do financismo

O período entre as festas do final do ano e a folia do Carnaval é normalmente marcado pela divulgação de informações que deveriam deixar envergonhados todos os que se preocupam com um mínimo de decência e justiça em termos da organização de nossa sociedade. Em especial, me refiro à forma como são apropriadas e distribuídas as diferentes formas de renda e riqueza entre nossos cidadãos.

Por Paulo Kliass

Durante os meses de janeiro e fevereiro as instituições financeiras apuram seus balanços patrimoniais e contabilizam os lucros realizados ao longo do ano anterior. Um dos aspectos que mais impressiona nessa maratona de publicação de seus resultados é a aparente naturalidade com que esses números são tratados por aqueles que são os responsáveis pelas editorias de economia dos grandes meios de comunicação e também por parte da maioria de nossos dirigentes políticos. Leia mais »

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Independência se conquista com luta, por Pedro Augusto Pinho

Independência se conquista com luta

por Pedro Augusto Pinho

Em janeiro de 1987, quando o sistema financeiro – a banca – desferia seus últimos ataques para conquistar o poder mundial, Franz-Joseph Strauss, líder da direita alemã, afirmava: "sem uma identidade nacional, na qual reencontramos nossa origem e encontramos nosso futuro, o povo alemão não cumprirá seu papel no mundo".

Convido meu prezado leitor a abandonar suas revistas da Marvel, desligar o Netflix e, ao invés de idealizar um salvador, mergulhar em nossa história, entender a fraude que sempre nos impingiram e iniciar a construção – admito que pense prosseguir a construção – de um país soberano e cidadão.

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Os Estados Unidos e o Fascismo na América Latina, por Franklin Frederick

Os Estados Unidos e o Fascismo na América Latina

por Franklin Frederick

Publicado originalmente em The Dawn New

“Os crimes cometidos pelos Estados Unidos em todo o mundo tem sido sistemáticos, constantes, implacáveis e muito bem documentados, mas ninguém fala sobre eles.” - Harold Pinter

Tendências fascistas estão de volta à luz do dia na América Latina. Podem ser claramente vistas na criminosa oposição Venezuelana e também nas ruas no Brasil e na Argentina. Tais tendências têm sua origem no fato de que a desigualdade econômica e a igualdade política são incompatíveis. Mas o fascismo latino-americano também é expressão de uma agenda política e econômica mais profunda que deve ser bem compreendida se queremos combatê-la com sucesso.

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Há um século, uma noite de Natal, por Pedro Augusto Pinho

Há um século, uma noite de Natal

por Pedro Augusto Pinho

Existe quem confunda poder e governo, embora não os encontre entre meus esclarecidos leitores.

O poder faz os governos. Quando o povo faz o governo chamamos democracia; quando são outras forças chamamos tirania.

Próxima à cidade de Ypres, na Bélgica, ocorreu na noite de Natal de 1914, durante a I Grande Guerra, um fato inusitado: as forças alemãs, francesas e britânicas, que combatiam nas trincheiras, fizeram um cessar fogo e se confraternizaram, trocando bebidas, alimentos e fumo.

Prevaleceu sobre a selvageria irracional da guerra o sentimento da humanidade e da fraternidade.

A respeito desse evento há o filme Feliz Natal (Joyeux Nöel, 2005), de Christian Carion, e o ensaio de Reinaldo V. Theodoro, "A Trégua de Natal" (Clube Somnium, 2004, ime.usp.br).

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Castas por Natureza de Ocupação, por Fernando Nogueira da Costa

Uma avaliação da desigualdade social brasileira sob o ponto de vista da apropriação de renda e riqueza pelas castas
 
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Por Fernando Nogueira da Costa 
 
A abordagem sociológica conjunta marxista-weberiana se preocupa demais com as estruturas e as organizações sociais e tem pouco a dizer sobre a cultura e a experiência subjetiva. Se quisermos entender o Poder, precisamos compreender de que modo os membros das redes de Poder pensam e agem. Além disso, necessitamos saber por que seus valores podem ter uma atração mais ampla, para além do seu próprio grupo, obtendo o predomínio cultural que Antônio Gramsci chamou de hegemonia.
 
Não é apenas o poder político e econômico dos mercadores que explica a influência da Economia de Livre Mercado, desde os anos 1970, quando houve o fim do Acordo de Bretton Woods e o regime de câmbio tornou-se flexível ou flutuante. Nos anos 1980, Margareth Thatcher na Inglaterra e Ronald Reagan desregulamentaram e flexibilizaram o mercado de trabalho para elevação da exploração e o mercado financeiro para empresários produtivos se transformarem em acionistas e/ou investidores financeiros.
 
Pressionando as instituições financeiras multilaterais para elas trocarem renegociação das dívidas externas por adoção do credo neoliberal com privatização e desnacionalização do patrimônio público, a casta dos mercadores conseguiu mais do que esperava. Com a abertura financeira e comercial para o exterior as firmas familiares não aguentaram a competição e acabaram por “entregar os anéis para não perderem os dedos”. Daí os patriarcas fundadores das firmas familiares as venderam para estrangeiros, quando não abriram capital, transformando-as em sociedades anônimas sob gestão profissional. Deixaram para seus herdeiros uma riqueza líquida.
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Orgasmo das Castas dos Mercadores, Oligarcas e Justiceiros, por Fernando Nogueira da Costa

Em termos de solidez nos fundamentos econômicos não há motivos para a alta da bolsa quando nota de risco acaba de ser rebaixada 
 
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(Foto: Agência Brasil)
 
Por Fernando Nogueira da Costa 
 
O mais alto grau de satisfação, quando se atinge a plenitude das sensações, foi gozado pelas castas dos mercadores, oligarcas e justiceiros com o prejulgamento político que inviabilizou a candidatura mais popular do maior representante da casta dos trabalhadores organizados brasileiros. Esta se mobilizou em aliança com a casta dos sábios-intelectuais e artistas, mas não foi suficiente para demover o intuito de impedimento do líder nas pesquisas eleitorais pelos juízes adeptos da candidatura de centro-direita. Pior, com o novo golpe na democracia brasileira, cairá “no colo” do candidato de extrema-direita representante da casta dos guerreiros – com quem essas castas oligarcas e dos justiceiros não se metem – uma grande chance de se eleger.
 
Os gozadores podem ter se iludido com a ejaculação precoce. A êxtase é prematura. Depois do pico de hormônios ligados ao bem-estar, há uma queda, e advém a tristeza do coito. Se abandonarem a visão individualista e adotarem uma holística talvez consigam compreender os fenômenos na sua totalidade e dimensão histórica.
 
Em termos de solidez nos fundamentos econômicos não há motivos profundos para a alta da bolsa de valores quando a economia brasileira acaba de ter rebaixada sua avaliação de risco. A inaptidão dos neoliberais em incentivar a retomada do crescimento leva à auto realização da profecia que as contas fiscais não se ajustam com eles no Poder. A economia fica rastejante e mal decola para um voo-de-galinha. 
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Pitaco do mercado

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Embraer fecha 2017 com encomendas de US$ 18,3 bi

Fabricante brasileira de jatos mantém competitividade no mercado liderando a venda de jatos comerciais de 150 assentos 
 
Foto: Divulação - Embraer

Embraer
 
Jornal GGN - A Embraer mantém a competitividade no mercado liderando a fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos. Segundo informações divulgadas pela fabricante brasileira nesta terça-feira (16) em 2017 foram entregues 210 jatos, além disso ela fechou o ano com uma carteira de pedidos de US$ 18,3 bilhões. 
 
Do total de aeronaves entregues, 101 são jatos comerciais e 109 executivos, sendo 72 leves e 37 grandes, volume que ficou dentro da "estimativa estabelecida" para o ano, reforça a Embraer. Em 31 de dezembro, a carteira de pedidos firmes da companhia estava em 435 jatos comerciais. Para 2018, a fabricante prevê a entrega de 85 a 95 jatos comerciais e de 105 a 125 unidades leves e grades de jatos executivos. 
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Rebaixamento da S&P reforça discurso pela reforma da Previdência

Créditos externos ficam mais caros e decisão da agência internacional reforça entre governistas discurso pela reforma da Previdência 
 
Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
 
Jornal GGN - A agência de classificação de riscos Standard & Poor’s anunciou nesta quinta-feira (11) o rebaixamento da nota do Brasil, de BB para BB-, ainda dentro do espectro do grau especulativo e três abaixo grau de investimento seguro. O argumento, segundo o comunicado da S&P, foi porque o "governo Temer fez progressos menores que o esperado" e por não aprovar a reforma da Previdência ainda em 2017, acrescentando ainda o quadro de incertezas políticas do país. 
 
A decisão interfere na economia porque torna os financiamentos externos para empresas do Brasil mais caros. A Standard &Poor’s está entre as três principais agências de risco contratadas pelo governo brasileiro (ao lado a Fitch Ratings e Moody’s), todas sediadas nos Estados Unidos e mantidas por agentes do mercado. Elas são especializadas em analisar para os clientes a capacidade de um país honrar dívidas de curto e longo prazo com notas que determinam desde o selo de bom pagador até o carimbo de elevado grau de mau pagador. 
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Lava Jato se uniu aos Estados Unidos para destruir a Petrobras, denuncia PT

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Jornal GGN - As bancadas do PT no Congresso emitiram uma nota nesta sexta (5) denunciando um conluio para destruir a Petrobras. Na visão dos parlamentares, Lava Jato se uniu aos interesses dos Estados Unidos, com a anuência do governo Temer, para esvaziar o poder de recuperação da empresa.

Na nota, as bancadas na Câmara e no Senado dizem que a Petrobras "tinha tudo para se recuperar com celeridade" dos estragos provocados pela Lava Jato. "Contudo, o governo do golpe se dedica a enfraquecê-la, com o objetivo claro de privatizá-la e de entregar nossas reservas estratégicas ao capital internacional."

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Petrobras: Ao Deus Mercado, tudo!

Jornal GGN - A Petrobras obedece ao mercado, afirma a Federação Única dos Petroleiros (FUP). Após divulgação do acordo feito com investidores americanos, acionistas e detentores de títulos da estatal com o fim de acabar com ação coletiva contra a empresa, a Petrobras precisa responder aos questionamentos dos petroleiros e dos brasileiros.
 
É preciso que responda por que é que está pagando um valor maior do que aquele que ela mesma reconheceu como desviado pela corrupção. E se mais ações pipocarem? Como a Petrobras reagirá? Pois que o mercado está aproveitando o momento e usa a Lava Jato que, disfarçada com o combate à corrupção, dá oportunidade a este tipo de extorsão, diz a FUP.
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De Roosevelt a Trump: entenda decadência de lideranças no mundo

E ainda, crise política brasileira está inserida em um quadro maior, que abala democracias em todo mundo   
 

Crise política brasileira está inserida em um quadro maior, que abala democracias em todo mundo

Jornal GGN – Já está claro entre os estudiosos de que a crise política e econômica enfrentada hoje no Brasil não é isolada e está dentro de uma crise mais ampla. Agora, o que colocou o mundo dentro desse contexto, que vem se arrastando de forma mais acelerada desde 2008? Os fundamentos estão no fim da Ordem Bipolar em que o mundo foi submetido de 1945, logo após a Segunda Guerra Mundial, até 1989 com a derrubada do Muro de Berlim, símbolo da divisão geopolítica entre dois blocos na Guerra Fria.

Segundo Pedro Costa Júnior, mestre em ciências sociais e políticas pela PUC-SP e professor das Faculdades Integradas Rio Branco, junto com a queda do Muro de Berlim ocorreu a redução gradativa de lideranças políticas.

O pesquisador explica que, durante a Guerra Fria (1947 – 1991), o mundo seguia uma trajetória previsível e isso fica claro nas rodadas de acordos de paz de Potsdam, Yalta e São Francisco, que ajudaram a definir os rumos da geopolítica. Na conferência mais importante, de Yalta (1945), balneário localizado às margens do Mar Negro na península da Criméia, reuniram-se os três maiores líderes da época: Franklin Roosevelt, Josef Stalin e Winston Churchill, dos Estados Unidos, União Soviética e Inglaterra, respectivamente.

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Temer "abraçou o capeta" em 2017 e pode ampliar retrocessos em 2018, por Pablo Ortellado

 
Jornal GGN - Acuado por denúncias de corrupção e sem chance de ser apoiado pela sociedade com sua agenda liberal, Michel Temer pôs em andamento um acordo com o mercado, por sua própria sobrevivência no poder desde o impeachment de Dilma. Em troca, aproveitou a impopularidade recorde para implantar um programa que jamais seria referendado nas urnas.
 
Só não cumpriu ao mercado a promessa de aprovar a reforma da Previdência. E com as eleições já chegando, talvz nem consiga. Mas nada impede que "o avanço das investigações da Lava Jato" faça com que "o mercado apresente alguma nova fatura [em 2018] a ser paga pelo governo – às custas dos nossos direitos." É o que avalia Pablo Ortellado, em artigo na Folha desta terça (26).
 
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Quando o mercado se apropria do feminismo

O Mundo Segundo Ana Roxo

No Youtube

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Embraer espera resposta do governo Temer para negociar sua venda à Boeing


Foto: Antônio Milena/ABr 
 
Jornal GGN - Como parte das estratégias de interesse nacional dos Estados Unidos sobre o mercado mundial, a fabricante norte-americana de aviões Boeing tenta há anos derrubar a sua principal competidora, a Airbus. E peça central nessa disputa é a aquisição da brasileira Embraer, terceira fabricante área do mundo.
 
Além de ficar atrás apenas das gigantes Boeing e Airbus, a Embraer fechou a cartela de vendas de 2016 com mais de R$ 21 bilhões de receita, grande parte com as vendas de pedidos firmes e com uma meta ainda maior: o chamado Desafio 200.
 
Neste ano, apesar dos cenários de crises econômicas no Brasil e no mundo, e de ter sido alvo das investigações da Justiça norte-americana e pela Comissão de Valores Mobiliários do país, chamada de Securities and Exchange Commission-SEC, a Embraer fechou o terceiro trimestre de 2017 com US$ 18,8 bilhões na carteira, superior ao segundo trimestre. 
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