Revista GGN

Assine

Odebrecht

Xadrez da encruzilhada da Lava Jato, por Luis Nassif

Peça 1 – Odebrecht e o fruto da árvore envenenada

O laudo técnico da Polícia Federal sobre o Drousy liquida com as provas apresentadas nas delações da Odebrecht, a ponto de comprometer todas as denúncias e condenações tendo por base os arquivos.

Leia: “Xadrez sobre a falsificação de documentos na Lava Jato”.

Em direito, existe a figura do fruto da árvore envenenada. São transgressões legais que anulam inquéritos inteiros. Na Operação Satiagraha, Daniel Dantas conseguiu anular as provas contidas nos HDs encontrados em sua casa com o argumento de que a autorização de busca era restrita a determinado andar e os equipamentos estavam em outro.

A Operação Castelo de Areia foi alvo de uma anulação mais escandalosa. Alegou-se que as investigações começaram a partir de denúncias anônimas, por isso deveriam ser anuladas. Quem conhece o inquérito sustenta que não tinha nenhuma inconsistência. Hoje em dia é de domínio público os verdadeiros motivos da anulação, mas o caso permanece insolúvel no âmbito do Judiciário.

Leia mais »

Média: 5 (8 votos)

Perícia da PF vai ajudar acusados pela Odebrecht

Foto DW
 
Jornal GGN - A coluna Painel, da Folha, traz a nova de que o laudo da perícia da Polícia Federal sobre os sistemas que registravam pagamentos de propina da Odebrecht ainda levarão o assunto longe. Isso porque a certeza de que arquivos foram apagados e foram identficadas várias omissões serão exploradas pela defesa de dezenas de acusados nos processos em que a Odebrecht forneceu munição.
 
Segundo a coluna, o fato da empresa ter apagado arquivos pode alimentar uma outra guerra, e desta vez particular, entre Marcelo Odebrecht e seu cunhado, Maurício Ferro.

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Depoimentos confirmam repasses ao PSDB no Rodoanel e Metrô

Ex-executivos da OAS e Gutierrez confirmam acusações de Odebrecht na investigação sobre caixa 2 na campanha de Serra 
 
serra_-1.jpg
(Foto ABr)
 
Jornal GGN - Ex-executivos da OAS e da Andrade Gutierrez dizem que participaram de esquema para o pagamento de propina por contratos do Rodoanel e Metrô de São Paulo, no inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal que investiga o atual senador José Serra (PSDB-SP). As informações são do jornal Estado de S.Paulo.
 
Em depoimento para o caso aberto no âmbito da delação premiada da Odebrecht, para investigar pagamento de propina destinada para a campanha do PSDB ao governo do Estado em 2006 e que teria beneficiado o atual senador Serra, o ex-diretor da OAS, Carlos Henrique Barbosa Lemos, e o ex-presidente da Andrade Gutierrez Engenharia, Flávio David Barra, confirmaram para a Polícia Federal acusações feitas antes por delatores da Odebrecht.
 
Barbosa Lemos, da OAS, reiterou a informação de que as cinco empreiteiras responsáveis pelas obras do Rodoanel repassaram R$ 30 milhões em 2006 para o ex-secretário de Transportes de São Paulo Dario Rais Lopes abastecendo, assim, o caixa 2 do partido de Serra.
Leia mais »
Média: 5 (6 votos)

Perícia encontra "anomalias", "divergências" e "manipulação" em dados da Odebrecht

Foto: Reprodução depoimento de Lula a Moro
 
Jornal GGN - As suspeitas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que foram manipulados e alterados os documentos do sistema Drousys, que registraria propinas da Odebrecht, foram confirmados por perito contratado pela defesa de Lula.  
 
O documento com a análise detalhada do assistente técnico Celso Mauro Ribeiro del Picchia traz a conclusão de "discrepâncias flagrantes" em planilhas, "incongruências e anomalias estampadas" em documentos, revelando indícios de que os arquivos foram "alterados em sua 'matriz' original".
 
"Consoante as possibilidades (e, até com certeza, enormes facilidades) de adulterações/manipulações dos arquivos digitais, tanto de textos como, em especial, de planilhas (consoante informamos à pg. 07 e ilustramos na figura impressa à pg. 08), a fidedignidade dos impressos decorrentes e pertinentes, informados como extraídos do sistema DROUSYS, resta conspurcada", concluiu o parecer crítico de Celso del Picchia.
Média: 5 (5 votos)

Em fase final, Moro nega mesmo tempo de perícia de sistemas da Odebrecht a Lula


Foto: Reprodução depoimento de Lula a Moro
 
Jornal GGN - Sob suspeitas de irregularidades pela Odebrecht e pelos investigadores da Operação Lava Jato no acesso ao sistema MyWebDay, que registraria propinas da empreiteira, os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediram ao juiz Sérgio Moro esclarecimentos da força-tarefa, a suspensão da perícia e pelo menos 100 dias para analisar as informações do software. O magistrado negou todas as solicitações.
 
O tempo é o cálculo do que foi usado, até agora, pela Polícia Federal, e os peritos federais, com ainda a ajuda de assistentes da Odebrecht, para analisar os dados. Não fornecendo o mesmo tempo aos peritos da defesa de Lula, o juiz Sérgio Moro disponibilizou apenas 10 dias à parte.
 
De acordo com Cristiano Zanin Martins, um dos advogados do ex-presidente, "é evidente que o prazo de 10 dias anteriormente concedido para que os dois assistentes técnicos indicados pela defesa possam analisar o material periciado e apresentar parecer técnico são insuficientes para essa finalidade".
Média: 5 (2 votos)

Xadrez da grande manipulação da Lava Jato, por Luis Nassif

Para não se perder nas siglas, um pequeno glossário:

DOE – Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, que administrava o caixa 2 e as propinas do grupo.

Drousys – sistema criptografado de troca de mensagens.

MyWebDay – sistema criptografado que fazia a contabilidade do DOE.

Peça 1 - O livro de Tacla Duran

No dia 19/09/2017, no artigo “Xadrez sobre a falsificação dos documentos na Lava Jato”, o Jornal GGN trazia à tona as primeiras revelações do livro do advogado Rodrigo Tacla Duran sobre a Lava Jato. Era uma prova do livro colocada por algumas horas em um site.

Prestador de serviços da Odebrecht, profundo conhecedor dos sistemas utilizados pela empresa– o Drousys e o MyWebDay - o livro trazia duas denúncias de impacto.

A primeira, é que parte relevante dos extratos do Meinl Bank foi falsificado . Leia mais »

Média: 4.8 (59 votos)

Defesa de Lula insiste a Moro para que Tacla Duran seja testemunha

Foto: Reprodução/Youtube
 
 
Jornal GGN - A defesa de Lula protocolou na Vara Federal sob Sergio Moro, no dia 29, um pedido para que o juiz da Lava Jato em Curitiba volte atrás nas decisões em que rejeitou a oitiva de Rodrigo Tacla Duran como testemunha na ação penal que envolve suposta propina da Odebrecht.
 
"(...)  entende-se que o pedido de oitiva de Rodrigo Tacla Durán também deve ser reconsiderado, pois presentes os mesmos pressupostos que autorizaram a revisão do pedido de Glaucos da Costamarques", alegou a defesa.
 
A banca que defende Lula argumentou que se Moro reconsiderou um pedido da defesa de Glaucos para vasculhar as imagens de câmera de segurança do hospital Sírio Libanês, então também deve revisar a negativa em ouvir Duran.
Média: 5 (4 votos)

Glaucos: Imóvel usado por Lula não tem relação com Petrobras

Paulo Whitaker/Reuters

Jornal GGN - A defesa de Glaucos da Costamarques entregou ao juiz Sergio Moro as alegações finais do incidente de falsidade sobre os recibos de um apartamento alugado à família de Lula, em São Bernardo do Campo. E, no documento protocolado no último dia 24, os advogados de Glaucos afirmam que não há nenhuma relação entre a compra do imóvel e recursos desviados da Petrobras. Ao contrário disso, eles chamam de "ilações" as acusações dos procuradores de Curitiba, que acreditam que o apartamento foi adquirido com dinheiro da Odebrecht.

"A acusação, então, neste aspecto, no que diz respeito ao acusado GLAUCOS, não pode sequer admitir ilações no sentido de que o dinheiro utilizado na compra do apartamento 121 do Ed. Hill House teria advindo de qualquer operação ilegal dessas pessoas, nem da Petrobras, nem da Odebrecht, nem de qualquer outra empresa ou pessoas relacionadas na acusação. A compra foi feita com o seu dinheiro, com o produto do seu suor, na condição de homem simples e honesto, que se vê enredado num fatídico acontecimento que lhe perturba como jamais imaginado."

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

Criptografia barra investigações da Lava Jato sobre lista da Odebrecht

Chaves para acessar plataforma usada pela empreiteira para organizar pagamentos de propinas estão perdidas, adimitem investigadores  
 
odebrecht_4.jpg
(Foto Agência Brasil)
 
Jornal GGN - A tecnologia está atrapalhando as investigações da lista de políticos favorecidos pela Odebrecht. Há um ano a empresa assinou junto ao Ministério Público Federal (MPF) um acordo de leniência no que ficou conhecida como a "Delação do fim do mundo". Na ocasião foram entregues à MPF e à Polícia Federal cinco discos rígidos com cópia de dados do Mywebday, um dos dois softwares usados por funcionários do setor de Operações Estruturadas da Odebrecht que organizava o pagamento de propinas a políticos. 
 
Junto com esse material foram entregues dois pendrives que funcionariam como chaves de acesso ao sistema. Mas, segundo admitiu Carlos Fernando dos Santos, um dos coordenadores da Lava Jato ao jornal O Globo, "o sistema está criptografado com duas chaves perdidas, não houve meio de recuperar. Nem sei se haverá. Não houve qualquer avanço nisso".
 
Além do Mywebday a empreiteira usava um sistema paralelo chamado Drousys, que o MPF e a PF conseguem ter acesso, mas algumas informações foram perdidas. Logo, as investigações seriam mais eficientes com o cruzamento de dados das duas plataformas. 
Leia mais »
Média: 1.4 (7 votos)

Um ano de ‘Delação do Fim do mundo’ com resultados pífios

Dentre os políticos indicados em 83 inquéritos abertos no Supremo apenas um foi denunciado na Corte e outros cinco tiveram pena arquivada por prescrição de pena 
 
marcelo-odebrecht-foto-agencia-brasil.jpg
(Foto Agência Brasil)
 
Jornal GGN - Os inquéritos produzidos a partir da chamada "Delação do Fim do mundo" seguem a passos lentos dentro do Supremo Tribunal Federal. O acordo fechado entre ex-dirigentes da Odebrecht com a Operação Lava Jato completará nesta terça-feira  (30) exatamente um ano e com resultado sofredor: dos mais de 400 nomes de 26 partidos indicados na famosa lista a Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou, até hoje, apenas a denúncia contra um nome: o do senador Romero Jucá (MDB-RR), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que está desde agosto aguardando decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). A corte precisa avaliar se existem indícios mínimos de pagamentos indevidos para o senador e, a partir daí, dar início a uma ação penal tornando-o réu.
 
Segundo informações da Folha de S.Paulo a demora no processo de Jucá se deve a dois motivos: o primeiro porque o Supremo precisou de quase um mês para decidir se o ministro Edson Fachin deveria continuar como relator do caso. No início de setembro o próprio Fachin pediu para que fosse escolhido um novo relator com a justificativa de que, embora tenha origem nas delações da Odebrecht, o processo não se restringe à Operação Lava-Jato, na qual Fachin é relator. O debate durou quase um mês até que o sorteio foi feito e Marco Aurélio Mello recebeu o caso. 
Leia mais »
Média: 3.7 (3 votos)

Marcelo Odebrecht encontrou dados sonegados contra Aécio e outros políticos

Foto: Agência Senado
 
 
Jornal GGN - A jornalista Mônica Bergamo divulgou nesta segunda (22) que Marcelo Odebrecht encontrou dados sonegados pela Braskem, que ele pretende entregar à Polícia Federal para corroborar delação premiada contra Aécio Neves e outros políticos com mandato. 
 
Segundo a jornalista, após ser transferido para aprisão domiciliar, o "problema" foi resolvido porque Marcelo "teve acesso à base de dados de seu computador com o material, inclusive e-mails que procurava."
Média: 5 (9 votos)

Delatado, Serra desiste de disputar eleição em 2018

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Delatado por ter sido favorecido com R$ 23 milhões em propina da Odebrecht, José Serra (PSDB) anunciou que não disputará eleição em 2018. Cotado para concorrer áo governo de São Paulo e, em menor grau, à presidência da República, Serra agora diz que tem mais 4 anos de mandato como senador pela frente, e prefere se dedicar a projetos de lei.
 
As delações da Odebrecht já geraram um inquérito contra o tucano e o senador Aloysio Nunes (PSDB), que tramita no Supremo Tribunal Federal.
 
"Não vou disputar a eleição para governador nem pretendo concorrer a presidente neste ano. Tenho ainda cinco anos de mandato no Senado, já aprovei projetos de minha iniciativa que mudaram o país, como foi o caso da abertura dos investimentos no pré-sal", afirmou, segundo relatos divulgados no site da Band.
Média: 5 (2 votos)

Moro volta atrás e permite que Glaucos busque provas em ação contra Lula

Foto: Reprodução

Jornal GGN - De volta das férias, o juiz Sergio Moro decidiu, no último dia 16, rever a decisão que proibiu Glaucos da Costamarques de buscar imagens das câmeras de segurança do Sírio Libanês que possam identificar a entrada, mesmo que sem registro, do advogado e compadre de Lula, Roberto Teixeira.

Glaucos sustenta que, entre 2011 e 2015, não recebeu os valores correspondentes ao aluguel de um apartamento vizinho ao do ex-presidente. A Lava Jato afirma que Lula não pagava porque recebeu o imóvel como propina da Odebrecht. Contra essa versão dos fatos existe declarações de imposto de renda, recibos do aluguel e a admissão, por parte de Glaucos, que comprou o apartamento com recursos próprios e lícitos. 

Leia mais »

Média: 3.7 (3 votos)

PF tenta provar que outro operador de Aécio recolheu propina da Odebrecht

Foto: Agência Senado
 
 
Jornal GGN - A Polícia Federal busca provas de que um suposto operador de Aécio Neves se encontrou com executivos da Odebrecht e recebeu uma mala com R$ 500 mil em 2014. O pagamento seria uma parcela dos R$ 5 milhões que a empreiteira afirma, em delação, ter pago via caixa 2 para a campanha presidencial de Aécio.
 
Segundo reportagem divulgada pelo portal U0L nesta quinta (18), a PF solicitou cópias de registros de entrada e saída de endereços ligados a Oswaldo Borges, ex-diretor da Codemig.
 
Borges é casado com uma das filhas do padrasto de Aécio, o banqueiro Gilberto Faria, morto em 2008. O investigado atuou como captador de recursos para a campanha de 2002 e, depois da vitória de Aécio, assumiu a Codemig, onde ficou até 2014, fim do governo Anastasia.
Média: 5 (3 votos)

Lava Jato em SP pode prescrever porque MP quer refazer acordos de Curitiba

 
 
Jornal GGN - Os inquéritos a partir de desdobramentos da Lava Jato em São Paulo, que envolvem supostos crimes em obras do Metrô, da Dersa e da Prefeitura da capital, correm risco de prescrição porque a Procuradoria no Estado quer refazer os acordos feito pela força-tarefa de Curitiba com a Odebrecht.
 
Segundo reportagem da Folha desta terça (16), o Ministério Público de São Paulo se recusa a endossar o acordo de leniência da empreiteira, feito em Curitiba, porque o consideram ilegal. O argumento é que a força-tarefa de Curitiba tangenciou a participação da Controladoria-Geral da União e da Advocacia Geral da União, previstas em lei, nos acordos. 
Média: 4 (4 votos)