8 de junho de 2026

As séries do cabo estão devorando as novelas da Globo

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Assistindo a série “Good Wife” pude entender melhor o fascínio que essas séries da TV a cabo provocam nas minhas caçulas e nos seus coleguinhas. Tempos atrás, essas séries eram o tema único nas reuniões do grupo.

A série, no caso, é sobre a esposa de um Procurador Geral que é temporariamente preso com uma falsa acusação de crime em cima de uma acusação verdadeira de escândalo sexual.

Injuriada, com o caso do marido correndo todas as TVs e redes sociais, a esposa vai à luta. Formada em direito, sem nunca ter advogado, acaba no escritório de um ex-namorado, por quem volta a se apaixonar.

A série é semanal. Assisti a temporada 2009 de uma golfada só no Netflix.

Antes do comentário, uma ressalva: um dos produtores executivos é Riddley Scott, figura maior da indústria de entretenimento dos EUA.

O primeiro ponto a chamar a atenção é a maneira como as tramas se entrelaçam.

No caso das novelas brasileiras, há uma trama central e tramas menores que vão sendo esticadas sem muita disciplina.

No caso de “Good Wife” há a trama maior – a vida de Alicia Florrick, a personagem principal vivida pela atriz Juliana Marguilles – e tramas menores – em geral, tramas políticas e do Judiciário e ações propriamente ditas – que fazem com que cada capítulo tenha vida própria, sem perder o fio da meada principal. O telespectador não se vê obrigado a seguir toda a novela para entender o capítulo.

O segundo ponto destacado é a criação dos personagens e a direção dos atores. Alicia ganha uma densidade fantástica, com seus olhares misteriosos, sua integridade, permanentemente exposta aos jogos de interesse do escritório e da política. Duvido que, em outro papel, a atriz mantivesse o carisma que explode na série.

Os demais atores crescem do mesmo modo, do marido Chris Nott (o antigo canastrão da série “Sex in the Cities”), o namorado Josh Charles, a investigadora e bissexual Archie Panjabi, a sócia do escritório a grande Christine Branski, o lobista Allan Cumming e o jovem advogado Matt Czuchry.

Todos eles compõem personagens intensos. Fora da série, a sensualíssima Archie Panjabi é uma mocinha sem graça; o ousado Josh Charles, “um dos dez partidos mais cobiçados de Chicago”, um jovem norte-americano comum.

As interpretações não recorrem às jogadas caricaturescas – como nas novelas da Globo. Os tipos mais histriônicos, como Allan Cumming, e suas mil caretas, são figuras encontráveis em qualquer ambiente corporativo. Algumas “marcas” dos personagens são pequenos detalhes do dia a dia – como a maneira pressurosa com que Czuchry fala ou toma café e como muda o perfil quando as circunstâncias o fazem deixar de ser contido.

Ao contrário, nos últimos anos, mesmo contando com um cast de excelentes atores, a Globo reduziu sua escola de interpretação a tipos folclóricos, tirados do baú da TV brasileira e, antes dela, dos programas radiofônicos humorísticos. As moças falam com ar desafiador, os adultos tem aqueles sotaques indecifráveis, os personagens de periferia são todos caricatos.

O terceiro ponto é a capacidade da série em explorar aspectos relevantes da sociedade norte-americana, como a lógica e o jogo de interesses dos grandes escritórios de advocacia, as jogadas políticas da promotoria, as idiossincrasias de juízes

Por aqui, quando ousam entrar no terreno da economia e da política, as novelas não conseguem sair do maniqueísmo tolo e folclórico.

O quarto ponto é as falta total de maniqueísmo. Os sócios do escritório – Josh e Baransky – emocionam-se com os casos em que atuam “pro bono” (sem cobrar) e, ao mesmo tempo, esfalfam para conseguir a conta do maior traficante da cidade. Juliana é a mulher que não sai da linha mas que, de repente, entra na guerra por clientes valendo-se de todas as armas.

Esse anti-maniqueísmo se revela na forma como a série trata o triângulo amoroso. Os dois personagens homens são capazes de grandes gestos e grandes mesquinharias. O marido arrependido torna-se o companheiro que toda mulher sonhou, mas a certinha Juliana não resiste ao terremoto da relação proibida com o amante. Não é mocinho contra bandido. São dois casos absolutamente compreensíveis – dela com o marido e dela com o amante – sem uma conclusão.

O quinto ponto é a dramaturgia propriamente dita, a criação de pontos de tensão. Às vezes há situações exageradas, provavelmente ao sabor das pesquisas de audiência. Mas a exploração dos sentimentos humanos é extraordinária.

Estou assistindo a temporada de 2009. Em determinado momento, parece que tudo vai se acalmando, o marido retoma o cargo de Procurador e passa a respeitar todas as decisões da esposa, inclusive as escapadas; a esposa e o amante decidem se afastar para se poupar mutuamente

De repente, o elemento tragédia entra com tudo. Juliana decide sair do escritório e montar o seu, para se afastar do chamado amor proibido. Tem início a disputa com o amante, em cimas de um conjunto de mal entendidos, que vai ganhando um crescendo. O marido (agora eleito governador do Estado) utiliza os poderes do cargo para ajudar a esposa. Ela, por sua vez, entra de cabeça na guerra valendo-se de recursos que, antes, abominava. Tudo explodindo na tragédia maior.

Vai ser cada vez mais duro a Globo competir com a Netflix e com as séries norte-americanas.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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114 Comentários
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  1. H Menon Jr.

    1 de fevereiro de 2015 12:38 pm

    Só faltou dizer uma coisa…

    Só faltou dizer uma coisa… Isso tudo SEM PROPAGANDA! 

    1. Quintela

      2 de fevereiro de 2015 4:48 am

      E vc assiste a hora que

      E vc assiste a hora que quiser e onde quiser…

       

  2. evandro condé de lima

    1 de fevereiro de 2015 12:47 pm

    Ressalte-se

    Nos EUA há uma estrutura (indústria?) focada na formação de roteiristas. E por aqui? Português mal é ensinado.

    1. Ivan de Union

      1 de fevereiro de 2015 11:02 pm

      Protesto!
      Portugues MAU eh

      Protesto!

      Portugues MAU eh exercit…

      Uh…  digo…

  3. Athos

    1 de fevereiro de 2015 12:49 pm

    Bom, acho que vou iniciar

    Bom, acho que vou iniciar pela tempotada 2.

    😉

    1. Roberto Paulo Belarmino

      1 de fevereiro de 2015 1:20 pm

      Athos,  eu também gostaria de

      Athos,  eu também gostaria de começar pela temporada 1, mas, como o Sr. Luis, explanou brilantemente, o início, eu fui diretamente para a temporada final.  Este dito cujo escritório de advocacia, conseguiu a conta do tal traficante, mas pisaram na bola e ele enviou uma dúzia de assassinos da máfia russa, para fazer uma visita na Banca; como trabalhava muita gente no local e eles não tinham tanta munição assim, colocaram uma bomba no local, que acabou com todo o elenco da série, de uma só vez. Esta série não teve um final feliz.

    2. Marco St.

      1 de fevereiro de 2015 1:53 pm

      Acho bom vc começar pela 4a.

      Acho bom vc começar pela 4a. O Nassif já spoillou quase tudo.

  4. Ivan de Union

    1 de fevereiro de 2015 12:55 pm

    Depois que a novela ja virou

    Depois que a novela ja virou estereotipo dos anos 50 ja nao da pra nao notar a pobreza rudimentar da narrativa.

    Como se fosse pouco, praticamente todo o “humor” da tv brasileira -inclusive dentro das novelas- eh movido aa base da humiliacao, entao ja nao da pra assistir mesmo.

  5. Carioca

    1 de fevereiro de 2015 1:00 pm

    Dá olhada em Downton Abbey e

    Dá olhada em Downton Abbey e descubra uma novata chamada Maggie Smith … 

  6. ANTONIO ATEU

    1 de fevereiro de 2015 1:06 pm

    as novelas globais não tem

    as novelas globais não tem mais linguagem.as vezes se inspiram nas series americanas e as series globais são novelas previsiveis. sim eu não uso netfix eu vou de popcorn time http://popcorntime.com.br/

  7. Eduardo Outro

    1 de fevereiro de 2015 1:11 pm

    séries americanas

    The good wife é porcaria se comparada a orange is the new black. E acrescento ainda mais um ponto aos

    do Nassif. A enorme quantidade de atores/atrizes desconhecidos (negros, latinos, arabes et alls), muitos

    com estupenda força interpretativa, que estão aparecendo nesse circuito out of oliude. Certamente aqui

    também temos isso, mas onde há mercado de trabalho para eles, na Globo?

  8. Bernardo F Costa

    1 de fevereiro de 2015 1:16 pm

    O ponto principal é que,

    O ponto principal é que, antes da era da internet, a maioria desses seriados já existiam e até faziam algum sucesso por aqui também com esta mesma fórmula. Mas dependiam de algum canal brasileiro comprar as temporadas para serem passdas aqui, do contrário não saberiamos de sua existência. Quando a TV a cabo começou, já houve um pequeno abalo pois vários canais puderam quebrar essa hegemonia da globo, ainda que num público muito restrito. No momento em que as pessoas viram que podiam ver estas séries baixando-as da internet, mesmo num ambiente de acesso a banda larga restrita, aí a coisa desandou de vez.

  9. armandolo

    1 de fevereiro de 2015 1:19 pm

    Prezado jornalista Nassif,

    Prezado jornalista Nassif, imploro a Vossa Senhoria que ao comentar umm filme, avise a seus leitores que  o mesmo contem spoiller. O seu penultimo paragrafo foi desastroso neste sentido.

     

    ,

  10. wanildo alves

    1 de fevereiro de 2015 1:21 pm

    Sétimo Ponto/Credibilidade

    O Sétimo Ponto a ser abordado é a queda na credibilidade das Organizações Globo. Ouço sempre muitas pessoas comentarem que não assistem a Globo devido principalmente da perseguição desse  Grupo ao Governo Progressista do Partido dos Trabalhadores (Lembra Clarin/Argentina) e muitas com base no Manchetômetro acusam um ataque dioturno ao Governo Central. Sabemos que o Grupo dos Marinhos tem intereses externos/USA e vão usar do poder que acham que ainda tem, para quebrar o nosso País(Caso Petrobrás). Espero que os nossos dirigentes (Executivo/Legislativo/Judiciário) caiam na real e se manifestem em favor do nosso País e não em favor de outros países capitalistas.

  11. robertog

    1 de fevereiro de 2015 1:21 pm

    Olha Nassif, tem o problema

    Olha Nassif, tem o problema do profissionalismo dos roteiristas e pessoal de backstage em geral. A globo, nesse quesito, é uma gerontocracia regada a nepotismo direto. Vc sp tem aquela sensação que o escritor, o roteirista e etc ficaram com preguiça de burilar a trama e que são guiados por aquela velha noção de que os espectadores não são nada exigentes. Pelo contrário, se complicar a turme vai para a novela da record ou do sbt. Difícil segurar audiência desse jeito. Já devem estar mesmo é pensando em “resolver esse pronblema do netfix”. Mais do que ter ascendido economicamente, o povo brasileiro se educou muito nos últimos anos. Mas acho que ainda não caiu a ficha para muita gente. 

  12. Marcos Antônio

    1 de fevereiro de 2015 1:21 pm

    SEm contar a mensagem

    SEm contar a mensagem politica subliminar que tentam esmagar a consciência do telespectador..

  13. Urariano Mota

    1 de fevereiro de 2015 1:21 pm

    Mais um ponto

    As séries podem ser assistidas, pelo menos na Net Flix, de qualquer capítulo. E quando você sai, você para onde quiser. E retoma da cena onde ficou. É uma coleção de folhetim já impresso. Mas tem uma coisa ruim: viciam,  fazem a gente perder um precioso tempo.

    1. Urariano Mota

      1 de fevereiro de 2015 1:22 pm

      Têm

      “têm” (as séries)

      1. evandro condé de lima

        1 de fevereiro de 2015 3:03 pm

        A língua portuguesa.

        Das vantagens de se usar o haver. Há momentos em que não há declinação. O problema é descobrir quando.

        1. Anarquista Lúcida

          2 de fevereiro de 2015 1:43 am

          Mistério nenhum

          Ninguém mais usa o verbo haver em conversa, e mesmo em escrita informal, como as de blogs, seu uso é raro. Mas se você quiser usá-lo, saiba que ele só é conjugado quando é verbo auxiliar, junto com outro verbo, como em “já havíamos feito isso”, o que fica super esquisito para o nosso ouvido de hoje (é sempre substituível por ter). Já quando significa existir nao é conjugado, fica sempre na terceira pessoa do singular. Como você fez acima… 

          Nesse uso impessoal ele também está sendo substituído por ter, mas os gramáticos caga-regras nao aceitam. Chega a ser hilário. Na gramática de Celso Cunha, ele diz: “nao se usa o verbo haver com sentido de existir”.  Mas em nota de pé de página, com letras daquelas que os planos de saúde usam para falar das exceçoes de direitos, ele diz que Carlos Drummond de Andrade usa. É, ele usa. Ele e mais a torcida do Flamengo, a do Vasco, a do Botafogo, inclusive a do Fluminense… Tive uma colega linguista que fez um trabalho com alunos de último período de Letras, em que eles foram solicitados a escrever descriçoes, tipo de texto que favorece o uso de verbos com esse sentido. Encontrou 217 usos de verbos existenciais, sem contar existir: 216 usos do verbo ter, e UM do verbo haver. Mas, segundo os gramáticos, nao se usa o verbo ter com sentido de existir. O que eles querem dizer é que isso é o que se usa, mas eles consideram errado, com a mania de achar que podem mandar na língua. O que manda na língua é O USO. 

  14. sandao

    1 de fevereiro de 2015 1:22 pm

    A globo trabalhou a vida

    A globo trabalhou a vida inteira para “americanizar” a cultura brasileira” e agora será engolida por ela.

  15. Antonio e Antonio

    1 de fevereiro de 2015 1:31 pm

    Nassif
    1. Novelas não são

    Nassif

    1. Novelas não são “series”. Good wife é uma series. Novelas tem um autor e series tem vários roteiristas que se alternam em escrever os episódios;

    2. Séries tem uma trama central que se esgota em um capitulo e várias subplots que duram até duas temporadas;

    3. A maioria das series, nos EUA, são feitas por estúdios independentes – logo com grande liberdade de abordagem – e depois vendidas aos canais a cabo ou não;

    4. Os americanos tem knowhow de 60 anos na produção de series e, sim, são os melhores do mundo nessa área, grosso modo;

    5. No Brasil produzimos novelas e algumas series, não raro, series muinto ruins. Inclusive as globais. Sua comparação é equivocada – você deveria comparar as novelas americanas, as tais soap operas, com as novelas brasileiras que são infinitamente melhores.

    Querer criticar a Globo eu entendo, no entanto, a critica tem que ser feita com critério. Tecnicamente a Globo é impecável e prova disto são os prêmios ganhos , no exterior, com as…. novelas. A linha editorial da Globo é outra coisa  é só não misturr alhos com bugalhos…   

    1. alexandre a.moreira

      1 de fevereiro de 2015 11:59 pm

      Não é equivocada

      não é equivocada em relação a Roubar a audiência. Isto é um fato e é também um fato que quem assistia novela está assistindo série

      A série inclusive cabe melhor no formato internet.

  16. anarquista sério

    1 de fevereiro de 2015 1:40 pm

    Uma verdade que não é

    Uma verdade que não é verdade.Por que?

      Porque apenas em torno de 30 por cento têm tv paga no Brasil– incluindo os gatos net e a claro( parceira de net) que expulsou uns milhares consuderados inadiplentes.

               Assim sendo, a tv aberta ainda continua sendo a mais assistida.

                      Quanto ao Good Wife é excelente mesmo.Como muitas outras.

                           Acontece que com  seus ”horários alternativos” ou reprise em demasia, acaba cansando.

                           Pelo terceiro ano consecutivo a divertida série TWO AND ALF ME , passa dois episódios Duas x por dia.

                         O mesmo com House.,Criminal Minds ,Hanibal e Breaking Bad.

                            Sem contar Friends há dois SÉCULOS seguidos.

                          Mas Good Wife está numa série novíssima em folha,

                               Ia me esquecendo: The Big bang Theory passa a cada 5 SEGUNDOS.

                               A propósito: O canal anuncia um horário e exibe em outro.Mesmo durante qiualquer série.—não é apenas antes da progranação , é DURANTE tbm.

                          Já reclamei trocentas x. 

     

    1. Marco St.

      1 de fevereiro de 2015 1:46 pm

      Netflix custa 16,00 reais por

      Netflix custa 16,00 reais por mês e vc assiste a série ou filme que quiser a hora que quiser.

      O catálogo no Brasil ainda não é tão grande como a Netflix americana mas já melhorou bastante no último ano. 

      Tvs por assinatura ainda existem devido a programação ao vivo e esportiva. Por enquanto.

    2. Quintela

      2 de fevereiro de 2015 4:53 am

      Pare de reclamar e conheça a

      Pare de reclamar e conheça a NETFLIX…

  17. Manoel Ribeiro dos Santos

    1 de fevereiro de 2015 1:40 pm

    globo

    Sou insistentemente assediado por diversos telefonema soriundos da globo  e da abril, tenho respondido que  se os papeis das revista e jornais fossem macios  eu os compraria para sustituir o papel higiênico esse tipo de jornalismo só para este fim. Com relação a net flix eu tenho  e, tem séries e filmes maravilhoas exemplo: Os vikings, hause of cards e oura mais. Filmes diversos , faroeste (western) suspenses etc. Foi uma boa aquisição. Na minha casa  a globo  não enta mesmo.

  18. Marco St.

    1 de fevereiro de 2015 1:41 pm

    The Good Wife deveria ser

    The Good Wife deveria ser obrigatório todo mundo assistir. Chega a ser didática a forma como são mostradas as relações entre judiciário, promotoria, politica…… Putz! Nada mais atual,  nada mais brasileiro…ops!!!! norte-americano….

    Comparar com as novelas brasileiras chega a ser um pecado. Não há o que comparar. Não há parâmetros. São coisas completamente diferentes. Água e oleo.

    Se em House of Cards a trama é la no topo, em The Good Wife se abrem todas as vísceras da sociedade dos Estados Unidos. E tudo tem nome. Partido Republicano é Partido Republicano, Democrata é Democrata. Obama é Obama e Sarah Palin é Sarah Palin. É  a realidade que não se esconde sob a ficção. Até o Hugo Chavez já deu “as caras” e foi mostrado da forma que os americanos o enxergavam. Fora o epiódio da charge contra Maomé, episódios estes da segunda temporada….

    Fosse só The Good Wife já estaria bom….

    Mas ainda tem The Fall (que foi toda copiada por uma mini-séria global) . The Killing, (ambas na Netflix), The Americans etc….

    A vida inteligente de Hollywood e européia desembarcou toda nas séries de TV. Woody Allen foi um dos últimos a entrar para a turma. Essa migrção de diretores e roteiristas consagrados tornou-se inevitável desde que Hollywood tornou-se defintivamente um centro de entretenimento infanto-juvenil.

    Quem diria, é na TV que estão as melhores obras dramáticas da atualidade. Isso era impensável uma decada atrás.

    Mas no Brasil, as novelas continuam as mesmas….

  19. Filipe Rodrigues

    1 de fevereiro de 2015 1:48 pm

    Até 2004 as novelas globais

    Até 2004 as novelas globais eram muito boas, nos últimos 10 anos da para contar nos dedos novelas marcantes.

    Para a novela voltar a ter destaque, necessário adaptar as novas linguagens influenciadas pela tecnologia e também voltar as origens (o que explica a boa audiência das novelas no Canal Viva? Se fossem exibidas na TV aberta teriam mais sucesso) o que é bom e de qualidade nunca envelhece. 

    A Globo também se destacou pela diversidade de estilos, fugindo do tradicional dramalhão:

    – Certas novelas se fossem filmes seriam obras primas pela qualidade cinematografica e trabalho autoral: Irmãos Coragem, Roque Santeiro, Vale Tudo, Tieta, Renascer, A Próxima Vítima, etc.

    – Outras novelas foram influenciadas pelo fortalecimento da cultura pop e dos Blockbusters a partir dos anos 80, a agilidade de suas tramas conquistaram o público mais jovem: Que Rei Sou Eu, Top Model, Vamp, Quatro por Quatro, Kubanacan, etc.

    Hollywood também sofre com a concorrência frente as séries americanas, o público nos cinemas é cada vez menor devido ao preço elevado dos ingressos e a baixa qualidade dos filme cada vez mais infantis do que jovens.

     

  20. Mahabatara

    1 de fevereiro de 2015 1:53 pm

    As novelas brasileiras seguem

    As novelas brasileiras seguem a mesma formula desde os anos 50. Por exemplo, a ausencia de um vilão uma vilã assim como um mocinho e mocinha é praticamente impensável por aqui. Se alguém ainda não viu, sugiro uma série de apenas 23 minutos por episódio chamada Dates(Encontros), e nem sempre os encontros se dão entre heteros. Fiquei impressionado com a criatividade e com os desfechos de cada episódio.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=YRUc3OGJe1k%5D

    1. Antonio e Antonio

      1 de fevereiro de 2015 2:04 pm

      Pessoal, serie não é novela

      Pessoal, serie não é novela ou soap opera. São estruturas diferentes, sobretudo, as series americanas são gravadas em uma semana apenas um capitulo. Por outro lado em uma semana no Brasil, uma novela grava dois ou até mais capitulos.

      As series americanas são as melhores do mundo e as novelas brasileiras são as melhores do mundo.

      Comparar as duas coisas é burrice…

  21. Ronaldo Souza

    1 de fevereiro de 2015 2:10 pm

    Grupo da Lava Jato terá autor de ‘Domínio do Fato’

    Todos nós já conhecemos esse filme.

    Dilma, Lula e o PT vão ver a banda passar outra vez.

     

    Brasil 247

    Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criou um grupo especial de procuradores de diversas áreas para atuar nos processos da Lava Jato quando o caso chegar ao STF; coordenador da força-tarefa é Douglas Fischer, responsável pela aplicação da tese jurídica do domínio do fato no chamado ‘mensalão’, que convenceu o Supremo de que José Dirceu controlava o esquema; estratégia, baseada no fato de que o ex-ministro, com um cargo superior, tinha ciência de todas as ações ilícitas, foi criticada até pelo autor da teoria, o jurista alemão Claus Roxin; fato acende alerta para ações que serão conhecidas nos próximos dias

    A fim de se preparar para a fase da Lava Jato que em breve deve chegar ao Supremo Tribunal Federal, com ações contra quem tem prerrogativa de foro privilegiado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criou um grupo de procuradores de diversas áreas, especializados em crimes como lavagem de dinheiro, formação de cartel, crimes internacionais, delação premiada e na chamada “teoria do domínio do fato”.

    A informação consta em reportagem da Folha de S. Paulo neste domingo, que informa que o coordenador desse grupo será Douglas Fischer, responsável pela aplicação da tese jurídica na Ação Penal 470, o chamado ‘mensalão’. A estratégia convenceu os ministros do Supremo a condenarem o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu como mentor do esquema. Preso em novembro de 2013, ele foi liberado um ano depois para cumprir em casa o restante da pena de sete anos e 11 meses.

    Quando aplicada no caso do ‘mensalão’, a teoria do domínio do fato foi acatada pelo então procurador-geral da República Roberto Gurgel, que fez sua defesa durante o julgamento no STF. A aplicação da tese se baseou no fato de que, como ocupante de um cargo hierárquico superior, Dirceu tivesse conhecimento total dos acontecimentos em níveis inferiores, e por isso deveria ser condenado como mentor, ou ‘operador’ do esquema de corrupção que a maioria dos ministros confirmou existir – o de compra de votos no Congresso Nacional.

    De acordo com o próprio criador da teoria, no entanto, o jurista alemão Claus Roxin, ela deve ser aplicada apenas em hierarquias de organizações fora da lei. Ou seja: deve servir para punir os responsáveis pelas ordens e as pessoas que as executam em uma estrutura hierarquizada ilegal. Não pode ser usada, por exemplo, em crimes empresariais, que são estruturas que atuam dentro da lei, segundo Roxin.

    A explicação foi feita durante o Congresso Internacional de Direito Penal realizado na Faculdade Mackenzie, em São Paulo, em setembro de 2014, quando o jurista criticou a aplicação da tese jurídica no processo da AP 470. A presença de Fishcer no grupo especial de Janot acende o alerta para o que pode vir nos próximos dias – uma vez que a previsão para que o procurador-geral denuncie os nomes dos políticos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobras é fevereiro.

  22. Ronaldo Souza

    1 de fevereiro de 2015 2:16 pm

    Achei que devia ser aqui

    Nassif, Acabei de postar uma matéria do Brasil 247.

    Aparentemente não deveria ser aqui, mas achei que seria o melhor lugar, pois acho que tem tudo a ver com o tema desse post:

    Do que são capazes a imprensa, MP e judiciário.

  23. mcn

    1 de fevereiro de 2015 2:20 pm

    Tem série que é melhor que
    Tem série que é melhor que filme. Comparar com novela da Globo, então, é chutar morto. Tem uns 15 ou 20 anos que não assisto novela. Nunca me fez falta.

    Nassif, assista House oh Cards. É mil vezes mais bem escrita e produzida e assustadora que Good Wife.
    E sem spoilers, please.

  24. MarFig

    1 de fevereiro de 2015 2:38 pm

    Novela é coisa de velho.

    Novela é coisa de velho. Jovens não têm saco pra assistir essa lenga lenga repetitiva que dura meses. Estão fadadas à extinção. Não sei como tem gente que aguenta isso ainda.

  25. Daytona

    1 de fevereiro de 2015 2:47 pm

    Quem defendeu as novelas

    Quem defendeu as novelas alegando serem coisa distinta das séries está completamente equivocado. A estrutura da novela é ultrapassada, não mais compatível com o ritmo da atualidade. A série é o modelo atualizado, até na frequência. Ao invés de assistir a mesma novela, 5 dias por semana, o telespectador assiste séries diferentes. Há continuidade e mudança.

    Á Globo como um todo é um museu, seus programas cheiram a mofo. Não conseguius e reinventar por preguiça, é poroduto de um monopólio criado pela ditadura. Se a Globo praticasse 1% das ladainhas neoliberais sobre o livre mercado, que seus jornalistas papagaiam 24h por dia, não teria se transformado no Dinossauro que é hoje.

    Não haverá renovação na Globo, ela envelheceu junto com seus quadros(Jô Soares, Renato Aragão, etc.), que também, há muito, se acomodaram. Que dia feliz quando alguém falar em “Rede Globo” e muitos brasileiros não tiverem ideia do que se trata.

  26. João Siqueira

    1 de fevereiro de 2015 2:49 pm

    Nassif, assista uma produção

    Nassif, assista uma produção original Netflix. Assista “House of Cards”. Você verá como uma trama política pode ser interessante.

    Esse ano será o ano do início do fim da TV a cabo. As pessoas irão cancelar suas assinaturas e substitui-la pela Netflix

  27. edson x

    1 de fevereiro de 2015 2:51 pm

    Há ótimas séries

    O Nassif tocou num ponto interessantíssimo, que desperta cada vez mais o gosto dos brasileiros. O ápice, por enquanto, foi a série Breaking Bad, esta quase um tratado sociológico das relações complexas dentro do submundo do tráfico da metafentamina. Em BB há um leque denso e diversificado de drama humano, crítica social (os planos de saúde americanos), humor caostico, relações entre latinos etc. Há muitas porcarias lançadas neste formato, mas ela abre muitos leques e  não são maçantes a ponto de passar todos os dias,  sendo que há produções esmeradíssima com qualidade próxima ao cinema. O problema da Globo é inserir as problematizações dentro do contexto brasileiro está em fugir clichês e maniqueísmos. Novelas de outrora foram desafiadoras, mas hoje que enxerga seja a própria ideologia da empresa, carregada de preconceitos e visão histórica míope e estreita. Acho que a última novela interessante foi Avenida Brasil, que fugiu desses clichês e até um diretor inovador, João Emanuel Carneiro, que declarou influência do Tarantino.

  28. Andre Araujo

    1 de fevereiro de 2015 2:54 pm

    Mas tem que tomar mesmo, a

    Mas tem que tomar mesmo, a GLOBO está produzindo LIXO. Essa novela IMPERIO só tem o sub-sub-mundo da sociedade brasileira, aliás eu nunca vi tanta gente ruim, safada, sacana, antigamente as novelas tinham quadros engraçados, personagens histrionicos, eram divertidas, hoje é só bandidagem, como ninguem na Globo enxerga isso?

    Anomalias, aberrações, taras, nos EUA no horario ABERTO isso seria impossivel de passar, lá tem mais putaria que aqui na TV mas é na fechada, canais pagos, TV aberta não pode passar tanta coisa ruim, esses autores de novela da Globo, nem é bom falar, devem ter saido do Beco das Garrfas, onde está essa sociedade que eles retratam? Só pode ser em algum inferinho de Copacabana.

    1. JB Costa

      1 de fevereiro de 2015 3:25 pm

      André,
      As novelas da Globo

      André,

      As novelas da Globo são uma m$rd%(royalties para o -Charlie-).  

  29. José X.

    1 de fevereiro de 2015 2:57 pm

    Existem muitas séries

    Existem muitas séries americanas boas, mas também tem muito lixo. Um dos problemas é quando eles insistem em tramas com aqueles adolescentes americanos estúpidos. Outro problema é que elas espalham preconceitos, propaganda e alienação. Na própria The Good Wife eles fizeram um episódio satirizando o Hugo Chávez, o que não seria problema se eles não ficassem enfatizando que ele era um “ditador”. E o que dizer de séries como 24 Horas e Homeland ? Pura propaganda da política externa militarista e imperialista dos americanos, vis à vis os “bárbaros” do leste (árabes, russos, chineses, etc).

    Dito isso, algumas indicações: Breaking Bad (obviamente), Justified, The Wire (série já meio antiga).

    Existem também as séries britânicas, geralmente muito elogiadas.

  30. JB Costa

    1 de fevereiro de 2015 3:04 pm

    A última novela da Globo que

    A última novela da Globo que acompanhei foi o Bem-Amado. Acho que poucos dos comentaristas  eram vivos nessa época. 

    O que conheço das novelas atualmente é a gritaria. Meu computador fica, para o meu desespero, no mesmo quarto que fica a TV. E minha mulher assiste a duas delas. . Pense num sofrimento! Mesmo com fone de ouvido ainda ouço a algazarra.

    Será que atualmente os “artistas”(é o novo!)são moucos? É preciso “representar”(é o novo!) aos berros? Outra coisa que observo: como comem esses personagens de novelas! Por coincidência, ou não, ocasionalmente que olho para a TV os danados ou estão almoçando ou jantando ou tomando café. 

    Não sou muito fã de séries. Gasto meu precioso tempo hoje me deleitando com documentários e filmes cults que na mocidade ojerizava. 

    Deu agora uma saudade danada das novelas……no rádio. Sim! No rádio. Eram as famosas “rádiosnovelas”. E tome imaginação! Minha avó ia às lágrimas. 

    1. nosde

      1 de fevereiro de 2015 11:53 pm

      A última que eu assisti foi

      A última que eu assisti foi Véu de Noiva . . . . . Claudio Marzo e Regina Duarte . . . . .

  31. TEREZA

    1 de fevereiro de 2015 3:05 pm

    Eu sou apaixonada por The Goog Wife

    Obrigada Nassif por ter trazido The Good Wife ao blog sou apaixonada por essa serie e acompanho desde a primeira temporada, agora esta na metade da sexta temporada, acho o enredo e os temas dos episódios sempre muitos bons as interpretações primorosas, alem da personagem principal Alicia Florrick interpretada por Julianna Margulies e  Diane a Christine Branski  como esquecer o advogado especialista em divorcio totalmente amoral David Lee o estrategista político Eli Gold interpretado por Alan Cumming que não mede esforços sejam eles éticos ou não para eleger o seus candidatos outro ponto sempre positivos da serie são as participações especiais com destaque para Louis Canning – Michael J, Fox, que interpreta um advogado corporativo no inicio depois vira meio que permanente no elenco e a advogada Elsbeth Tascioni – Carrie Preston advogada das mais competente apesar de totalmente avoada.

    Os temas dos episódios são bem atuais eles já abordaram os conflitos no Iraque na Líbia na Síria, a questão Palestina a Venezuela, as manifestações do ocupa Wall Street, as questões das redes sociais a espionagem do governo americano através da SNA, mais recentemente o racismo abordando o fato assassinato do jovem negro pelo policia branco que foi absolvido, entre outros temas e tudo isso como disse Nassif de forma pouco maniqueísta. Outro tema constante que eles abordam de forma bem interessante na serie é a política e especialmente os processos eleitorais tanto das eleições de Peter de volta a promotoria e depois ao governo do estado, quanto à disputa de Alicia a promotoria nessa 6ª temporada mostram que as questões éticas e morais durante as eleições no EUA terra da “democracia e liberdade”  também são esticadas ate o limite da legalidade e as vezes se ultrapassam e muito essa linha muito bom comparar o processo político deles com o nosso sobre essa ótica. Por esse e outros motivos como a beleza de alguns atores que me fizeram ser viciada nessa serie.                   

  32. Alex Sotto

    1 de fevereiro de 2015 3:14 pm

    É o fim da picada

    Ariano deu duas piruetas no caixão agora. Jorge deu tres.

    Os comentários baba-ovos então, são o supra-sumo do vira-latismo, com gente querendo obrigar brasileiro a assistir enlatado americano para ver se o povo brasileiro toma “vergonha-na-cara” e passa a ser americano. PQP.

    Como se essas porcarias retratassem a realidade de lá.

    Enfim, como país e como nação, estamos completamente fodidos. O resto todo é consequência.

    Só um aviso, em Miami a série passa sem legendas. Boa viagem.

    1. Jorge Rebolla

      1 de fevereiro de 2015 3:25 pm

      Alex…

      …knock, knock…

      Mesmo sem legenda o espectador monoglota da série americana saberá sobre os EUA o quanto sabe sobre o Brasil pelas novelas da globo…

      Como não vejo nada na TV espero que ambas acabem.

    2. Marco St.

      1 de fevereiro de 2015 3:44 pm

      ahahahahahaha….”Ariano e

      ahahahahahaha….

      “Ariano e Jorge” estão dando piruetas é com a ruindade dos roteiros re-re-re-reencenados das novelas braZileiras, onde o BraZil é retratado como uma nação 100% de bandidos sóciopatas loiros de olhos azuis e de gente querendo se dar bem.  Mas no último capítulo todo mundo se casa e vive feliz  para sempre. Igual à “nossa” realidade né, Sotto??? (nosso intrépido defensor da cultura braZileira).

      Aliás, esse discurso é bem anos 70. Discurso esse que ajudou a transformar a Globo no que é hoje, uma fábrica de imbecilização 24 horas no ar, em prol da defesa de uma tal “cultura braZileira”, algo que de fato, é tão alienigina como uma novela chinesa, mas que é falada em português brasileiro.

      Qualidade não pode e não deve ter fonteiras. A qualidade da cultura brasileira é absurdamente rica, mas não é em uma novela da Globo que ela vai passar….

      Ps: Em Miami não tem legendas. As séries e soap-operas são produzidas ou dubladas em  Espanhol.

      1. Alex Sotto

        1 de fevereiro de 2015 9:49 pm

        Nem vem que não tem

        Sujeito que é apaixonado por série americana a ponto de dizer que deveriam ser obrigatórias não tem moral prá falar em cultura, quanto mais de cultura brasileira.

        Só o fato de você tratar esse lixo enlatado como cultura já demonstra seu nível.

         

  33. Jorge Rebolla

    1 de fevereiro de 2015 3:21 pm

    Nada contra o Irajá…

    …mas a Vênus Platinada acabou lá!

    Como é possível um encontro marcado

    de segunda à sábado, no mesmo horário

    somente para satisfazer o mercado

    caso isso  ao menos fosse temporário

    agora não seria tão indelicado

    coisa de quem não sabe o abecedário

  34. Doney

    1 de fevereiro de 2015 3:23 pm

    As histórias se repetem como farsa

         O mais impressionante é que os canais televisivos brasileiros se acostumaram a tal modo com a camisa-de-força das novelas que, quando saem deste ambiente eles ficam completamente perdidos. ¿Por que todos reclamam da programação de domingo? Porque não há novelas e neste espaço vago os canais simplesmente não sabem o que fazer. Patinam e patinam feio – parece que os próprios canais se dão conta dessa realidade (¿ou alguém pensa que os diretores da globo não sabem que o programa do Faustão é horrível?) . Todos os esforços criativos são sugados para as novelas, restando programas humorísticos esclerosados nos sábados à noite, e no domingo os longos e batidíssimos e programas de auditório. Durante a semana inteira, o que eles têm para mostrar são as novelas, entremeadas por jornais locais (a variante entre um canal e outro é a quantidade de sangue que derrama das telas) e o noticiário nacional, que, como sabemos, são absolutamente iguais. O da Globo e o da Bandeirantes, o da Record e o do SBT, as notícias que são selecionadas e as que são descartadas, o enfoque, o destaque, enfim, é tudo igual – isto em um país continental, com milhares de milhares de coisas ocorrendo diuturnamente. ¿Por que são iguais? ¿Ninguém acha isso estranho? Chomsky explica.
         A única e honrosa exceção de nossos jornais é o da TV Brasil.

         Já as séries são muito melhores que as novelas por vários motivos.
    – São histórias muito diferentes entre si: Lost não tem nada a ver com That’s 70 show. Família Soprano não lembra nem de longe Guerra dos Tronos. E assim vai, Friends e Prision Break, House e Breaking Bad, Roma e Heroes, etc. As novelas são todas iguais, variando um pouco a forma, mas mantendo sempre o mesmo conteúdo: a mocinha certinha será afastada do par romântico por algum motivo injusto, sofrerá a novela inteira para, no final de todo aquele enorme lengalenga (ai meu Deus, dói só de escrever – que dirá assistir), ter a redenção plena e conseguir se reconciliar com o amado. É sempre e sempre essa estultice.
    – Muitas séries não possuem um “vilão” clássico. Todas as novelas tem essa coisa absolutamente nonsense, uma pessoa detentora de todos os males e vícios possíveis, enquanto a sua inimiga é a redentora certinha que possui todas as virtudes imagináveis. É de uma incongruência com a realidade, e de uma precariedade intelectual de fazerem corar. As pessoas erram e acertam, estão aí disputando seu espaço, fazendo o que julgam certo com a cultura, as circunstâncias e as opções que dispõem. Essa coisa de todas as novelas possuírem um vilão terrível se contrapondo a uma santinha perfeita é – no mínimo – infantil.
    – As atuações, a qualidade do roteiro, a direção, enfim, tudo consegue ser melhor nas séries por conta da quantidade de capítulos. Enquanto elas possuem um episódio por semana, as novelas possuem seis episódios por semana. Um autor de novelas escreve incríveis 35 páginas por dia de roteiro – é como se escrevesse um livro a cada dez dias. Evidentemente não podemos esperar grande qualidade de uma produção caudalosa como essa.
         As novelas conseguiram se manter como grandes receptoras da audiência brasileira por conta da falta de concorrência. Na medida em que outras opções surgem (quiçá por netflix, filmes ou séries baixados, ou a própria internet em si), naturalmente haverá uma migração em busca do que é melhor. As novelas têm os dias contados, o avanço econômico da população, permitindo o acesso a conteúdos outros, as levará a inanição que bem merecem.
         A globo pode espernear o quanto quiser, seu futuro é inexorável.

    1. Jorge Rebolla

      1 de fevereiro de 2015 3:33 pm

      P R A V D A …

      … A única e honrosa exceção de nossos jornais é o da TV Brasil.

      1. Carpideira da Guerra Fria

        1 de fevereiro de 2015 3:43 pm

        Comentando pelo figado … com cirrose

        Lamentável visão presa a eterna vigília de um túmulo vermelho.

        “Honrosa” por ser a única exceção, numa míRdia sem a necessária pluralidade.

        O Pravda não era “exceção”.

        Era regra…

  35. Dan Pinto

    1 de fevereiro de 2015 3:26 pm

    Netflix é boa demais, além de

    Netflix é boa demais, além de muito barata. The Good Wife é apenas uma das muitas excelentes séries. As séries de hoje são bem diferentes que as séries de anos atrás. Hoje existe uma trama central que se extende por toda a temporada, como nas novelas. As novelas braisleiras são muito pobres e diálogos, quase sempre discussões. 

    PS. Não me incomodo com spoilers, pois a trama real é sempre mais completa. 

  36. João Carlos Cardoso

    1 de fevereiro de 2015 3:29 pm

    Aa novas gerações
    Nassif, concordo com toda a sua análise, sobretudo em relação ao antimaniqueismo e a adesão dos mais jovens às séries americanas. Mas eu acrescentaria à lista a série já encerrada, Breaking Bad. Mesmo tendo tido sua última temporada em 2013 continua a fascinar a garotada de 13 a 16 anos ( idades de dois dos meus filhos). Tamanho foi o impacto da série em suas vidas que eu fui assistir na Netflix para entender o motivo. É fenomenal mesmo e, da mesma forma que The Good wife, nos faz pensar o quanto a dramaturgia brasileira está mergulhada em uma mediocridade galopante que mata o talento de nossos atores e afasta (felizmente ) as novas gerações de telespectadores.

  37. Emilia Silva

    1 de fevereiro de 2015 3:39 pm

    A Netflix disponibiliza

    A Netflix disponibiliza também uma diversidade de excelentes filmes de várias nacionalidades, com histórias aparentemente singelas, mas com conteúdo que contribuem para a cultura e os bons costumes. É fácil localizá-los: estão sempre classificados com quatro ou cinco estrelas. O filme “Le Cochon de Gaza” tem uma passagem curiosa: uma moradora palestina e um guarda israelense que faz vigilância na laje de sua casa assistem juntos a uma novela brasileira passada na TV local.  Emociona ver pessoas de origens tão diferentes e em países tão distantes sintonizadas com nossa cultura.

  38. Franklin Caetano de Freitas

    1 de fevereiro de 2015 3:45 pm

    Excelente.

    Sou fã da série, muito inteligente o judiciário brasileiro passa a léguas do americano. No caso da Globo eu sinto que os diretores perderam a ligação com o público. Eles não sabem mais o que é povo brasileiro, é um bando de metidos alienados. Os atores e diretores da Globo aburguesaram, e a burguesia brasileira é burra e preconceituosa. Dai a qualidade cai mesmo. Os caras substimam a inteligência do povo brasileiro.

  39. Gilson AS

    1 de fevereiro de 2015 3:55 pm

    Não assito a serie, mas para

    Não assito a serie, mas para mim qualquer coisa que vir para detonar a globo está de bom tamanho.

    Até filmes C,D,E …

    É para detonar a globo ?

    Eu apoio !

    1. anarquista sério

      1 de fevereiro de 2015 4:06 pm

      -Lembrete:
         A Net é da

      -Lembrete:

         A Net é da Globo.

              

      1. Marco St.

        1 de fevereiro de 2015 4:26 pm

        A Net era…..
        O dono agora é

        A Net era…..

        O dono agora é Carlos Slim (Embratel, Claro).

        A Globo tem os canais Globosat.

        1. MacCain

          1 de fevereiro de 2015 5:20 pm

          A Globo é acionista da

          A Globo é acionista da SKY…então cancelem a sky

          1. Quintela

            1 de fevereiro de 2015 10:23 pm

            A GLOBO é dona dos canais

            A GLOBO é dona dos canais TELECINE (todos) , MEGA PIX, GNT, SPORT TV (todos), FUTURA, VIVA, MULTISHOW, GLOOBS (infantil),  +BIS, CANAL BRASIL, vários canais de sexo e jornalismo…

            Tudo isso é da REDE GLOBO.

          2. Mauro Chazanas

            1 de fevereiro de 2015 10:29 pm

            Tristeza não tem fim, sinal da Sky tem sim

            Bom, seja quem for o dono da Sky bem que poderia dar um jeito na infra-estrutura da operadora. Quem sabe então eu voltaria a ter sinal no receptor do meu ponto principal (estou há exatos 24 dias sem).

          3. Quintela

            1 de fevereiro de 2015 10:45 pm

            Troca para o

            Troca para o concorrente. 

            Teoricamente o problema está em sua antena.

            Já que TV via satélite não depende de infra estrutura.

            Documente seu prejuízo acione a Anatel e vá par ao concorrente.

            Eu já fiz isso e faço sempre.

          4. Mauro Chazanas

            1 de fevereiro de 2015 11:04 pm

            Na verdade eu testei outro

            Na verdade eu testei outro receptor (o do ponto adicional) neste ponto principal e funciona perfeitamente, não é portanto na antena o enrosco. O problema é que a Sky não consegue atualizar o receptor que não funciona, essa atualização depende do sistema (segundo as 23 ou mais atendentes com quem me queixei) e não há no setor de TI deles alma pia ou pagã que consiga entender o que acontece e muito menos resolver.

            Acho que tua sugestão de procurar a Anatel é o que me resta. Tenho dúvidas se alguma concorrente também não vá dar dor de cabeça; parece, pelo que constato nos sites do Reclame Aqui e Proteste Já, que as maiores e mais famosas estão no mesmo barco. A impressão que fica é que essas operadoras venderam alucinadamente assinaturas e não providenciaram infra-estrutura de sistema, ou outra, para atender seus vertiginosos crescimentos.

             

             

      2. MarFig

        1 de fevereiro de 2015 7:04 pm

        A Net não é da goebbels,

        A Net não é da goebbels, muito menos a Netflix ou qualquer outra novidade que aparecer. A goebbels vai ser comida pela globalização (ironia né?), porque não vai conseguir manter a estrutura paquidermica atual, com trocentos artistas, jornalistas etc remunerados mensalmente (principalmente com o dinheiro de impostos pagos pelo contribuinte através da publicidade estatal, impostos, por sinal, que ela sonega).

        A Globossauro é um ser em extinção, mas ainda terá uma sobrevida em consultórios médicos, dentários, botecos e bancas de camelô. Como aquela revista fascista moribunda, que já começa a desaparecer desses espaços.

  40. Rogério M.

    1 de fevereiro de 2015 3:55 pm

    Novelas brasileiras

               O que observo nas novelas brasileiras é que a relação dos personagens com o trabalho nunca aparece em sua verdadeira dimensão. E nossa relação com o trabalho ocupa grande parte de nossa vida e afeta todas as nossas relações.

  41. AlvaroTadeu

    1 de fevereiro de 2015 4:27 pm

    De “Bandeira 2” a bandeira zero e programas que dão bandeiras.

    Pequena correção: “Sex and the city”, no singular, pois a cidade é NYC. Agora, fico triste com ex-enlatados norte-americanos, hoje filmes digitalizados, de larga audiência no nosso país. Por quê? Excesso de nacionalismo? Não. Na Copa São Paulo de futebol Júnior, para garotos de até vinte ou dezenove anos, a quantidade de Kevin, Richard, etc. ,foram demais para a cabeça. Que saudades dos meninos com apelidos “Peixinho” “Cabeção”, “Ferrugem”, garoto branco com apelido de “Preto” e garoto preto com apelido de “Leite”. Até nossos craques estão passando por metamorfose.

  42. Marco St.

    1 de fevereiro de 2015 4:44 pm

    O efeito Breaking Bad

    O efeito Breaking Bad

    Na Netflix já está disponível a  série colombiana  “Metástasis”. É a mesma história só que falada em espanhol. Walter White virou “Walter Blanco”, um professor de quimica colombiano…

    Pelo menos os colombianos fizeram uma cópia fiel e clara, com autorização e apoio dos produtores americanos da série. A Globo, por sua vez, chupinhou a série inglesa The Fall e fez cara de paisagem quando foi alertada pelas incríveis “semelhanças” de sua mini-série com  a original. 

    Ficou tudo por isso mesmo…

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=PoH2gu7snwc%5D

    1. Quintela

      1 de fevereiro de 2015 10:51 pm

      A GLOBO só copia…
      A GLOBO só copia… originalidade ZERO.Sabe aquele empreendedorismo que a GLOBO tanto prega?Só para os concorrente e para o governo do PT.A GLOBO já teve seus dias de ouro. Hoje não é mais nada!Só faz copiar, o único trunfo ainda são as novelas, o resto é só decadência.A única coisa que cresce na GLOBO é a conta bancária dos 3 irmãos.Cada tem 16 bilhões… juntos são a família mais rica e poderosa do Brasil.Veja o “THE VOICE”… até o nome é copiado, até os “jurados” imitam os jurados americanos.E parece mais concurso GOSPEL americano que show musical…

      1. Elvys

        2 de fevereiro de 2015 1:17 am

        “Avenida Brasil” era um cópia

        “Avenida Brasil” era um cópia de “Revange”, ou ninguem percebeu? rsrs Sério, além da citada Breaking Bad, ainda temos Mad Men dentre outros. Faz um tempo que os seriados estão com roteiros muito superiores, qualquer que seja o gênero – drama, comédia, ficção científica.

  43. rita scaramuzzi

    1 de fevereiro de 2015 5:59 pm

    Te Good Wife é uma série

    The Good Wife é uma série produzida pela a Universal . Premiadissima por sinal. episódios inéditos sempre na Universal Channel. o lema da Universal Channel é ” 100% personagens”.

    1. Quintela

      1 de fevereiro de 2015 10:34 pm

      Aqui n o Brasil a GLOBO é

      Aqui n o Brasil a GLOBO é dona da UNIVERSAL!

      Não tem pra onde correr o câncer deu metástase!

      1. rita scaramuzzi

        2 de fevereiro de 2015 12:15 am

         
        é estranho. pois a page do

         

        é estranho. pois a page do canal universal aparece no endereço globo.com..  mas as series são produzidas nos EUA, nos estudios da Universal.  os estudios de cinema produzem varias séries  ao mesmo tempo e são exibidas por diferentes canais de tv. geralmente o canal de tv se associa ao estudio na produção. então a Universal produz uma série para a CBS, outra para NBC e outra para a FOX, por exemplo. mas eu não sei explicar o caso. mas é assim que funciona. a Globo, por exemplo, só produz para ela propria… por aqui jamais assistiriamos  series da globo em outro canal de tv, por exemplo.. no máximo na tv Cultura que é publica..Nos EUA tvs e estudios de cinema vivem trocando series, filmes, desenhos animados…. as vezes um filme da Disney é exibido pela a Fox. existe uma serie da Disney, de 1957, Zorro. No brasil era exibida pela a Fox kids.

        1. vitor

          2 de fevereiro de 2015 12:14 pm

          universal channel é sociedade da globo com a universal.
          NBC Universal Brasil: parceria da Globosat (47,5%) com a Comcast NBC Universal (52,5%) nos canais Universal Channel, Studio Universal e Syfy

  44. Vinicius Carioca

    1 de fevereiro de 2015 6:07 pm

    Isso pq vc, pelo visto, ñ assistiu House of Cards
    Nassif, quando você assistir House of Cards e Origin is The New Black nunca mais vai conseguir ligar na Globo em horáriose novelas/seriados….

  45. rita scaramuzzi

    1 de fevereiro de 2015 6:37 pm

    os meus personagens

    os meus personagens preferidos são o promotor de justiça Jack McCoy ( Law and Order) e a sargento Olivia Benson( Law and Order SVU).  e o inesquecivel médico House. outra série legal é Medium.

  46. [email protected]

    1 de fevereiro de 2015 6:56 pm

    e House of Cards

    e True Detectives? Quando vc assistir então vai ver o que é série boa americana. As novelas são muito simples, sempre o mesmo começo e final! Ou é o país da sacanagem, ou é o país da felicidade! Nada de substância. Tudo feito para abarcar a maior quantidade de pessoas. Igual comida, aquela que é feita para muitos não agrada ninguém. O pior, são poucos os atores que prestam. A maioria agora saiu da série Malhação parece. Alguns nitidamente amadores. Não há escola de interpretação aqui. Alguns cursinhos apenas. Nada sério, como tudo aqui. Lotado de picaretas os canais brasileiros. A Globo faz novela há anos e não se preocupou com a formação de seus atores. Basta ter uma bu.. ou rostinho legal que está na TV fazendo novela, ou seja, picareta. Como sempre digo, o BRASIL está cheio deles.  

    1. 2 de fevereiro de 2015 1:27 am

      True Detectives é a The

      True Detectives é a The Best!!  Estou ansiosa esperando a segunda temporada. Vi que vai rolar mas sem os atores principais – Matthew McConaughey e Woody Harrelson – uma pena pois os dois arrasaram!!  Depois de True Detectives, nenhuma outra série tem graça.  Pra quem tem NetFlix, recomendo The Killing.  Acredito que não tenha passado na cabo mas é boa.  

  47. Wilton Santos

    1 de fevereiro de 2015 7:03 pm

    Uma coisa que se nota nas novelas da globo é que praticamente…

    Uma coisa que se nota nas novelas da globo é que praticamente todos os personagens principais são um bando de desocupados. Quase ninguém trabalha, e quando algum personagem principal aufere alguma renda, geralmente é por que recebeu alguma herança ou é dono que algum conglomerado empresarial, o que permite que este personagem também fique desocupado.

    É impressionante ver como mesmo vivendo na ociosidade todos os personagens moram em casas de luxo e as mulheres parecem uma arvore de natal de tantas joias que usam. Os poucos personagens que trabalham são sempre os mesmos: a empregada negra ou o motorista da família.

    1. Andre Araujo

      1 de fevereiro de 2015 8:44 pm

      Mais ainda, NÃO existe

      Mais ainda, NÃO existe empresario real como esses da GLOBO. Empresario para manter a cabeça fora d´agua trabalha 7 dias por semana, não na mesa do escritorio mas com a cabeça, com as preocupações, não desliga. As peruas mulheres deles existem sim mas não são todas e nem tantas. Muitas mulheres de empresarios são bem preparadas, cultas, tem hobbies intelectuais ou tambem trabalham, algumas trabalham nas proprias empresas e não são dondocas.

      Acho que a Globo reflete mais o ambiente do Rio, onde realmente tem mais esse tipos futeis dos dois sexos, é um ambiente mais solto, frivolo, de lazeres e prazeres, o ambiente é turbinado pela praia, pela musica, pelo tipo de sociedade

      de corte, de jogadas, de malandragens que vem desde Dom João VI. São Paulo formou suas empresas com o DNA de imigrantes pobres, é um outro roeteiro de sociedade, tem tambem herdeiros vagabundos mas quase todos esses já

      perderam as fortunas, São Paulo não tem como pano de fundo tacadas da Petrobras, do BNDES, etc. quase tudo é privado, os negocios não tem o Governo e a politica no meio, como no Rio. Basta ver a coluna social da Hildegard Angel, lá tem tipos que jamais existiriam em São Paulo e que estão todos os dias em festas, aliás em SP nem tem coluna social

      porque os parties são fechados, as pessoas são discretas, não é um mundo de borbulhas e paerês.

      1. Lionel Rupaud

        1 de fevereiro de 2015 9:12 pm

        Vai ver que os roteiristas usam como modelo

        as famílias dos irmãos Marinho…

  48. Mauro Chazanas

    1 de fevereiro de 2015 7:31 pm

    The Wire

    Se permitem a dica: The Wire.

    Dá pra assistir pela HBO GO.

    Simplesmente obrigatória, com um único efeito colateral devastador: o padrão de exigência de quem assistiu sobe tanto que há que se ter paciência e ser indulgente com a maioria de todas as outras séries.

     

     

    1. Nira

      1 de fevereiro de 2015 8:29 pm

      Mais um voto. Melhor série

      Mais um voto. Melhor série que já assisti.

      1. Luis Fraga

        2 de fevereiro de 2015 2:29 am

        Aí não!

        Hehehehehe.

        Aí não, Nira. A melhor série de todos os tempos, imbatível, é Breaking Bad.

        Assisti as cnco temporadas de um fôlego só. Em 15 dias e os últimos 8 epsódios direto.

  49. joão adalberto

    1 de fevereiro de 2015 8:16 pm

    Lá também é assim

    Me parece o óbvio. As novas gerações hoje tem as opções que lhes são mais atraentes.A massificação da internet é o canal.

  50. janes salete

    1 de fevereiro de 2015 8:22 pm

    Olhei um capítulo de uma

    Olhei um capítulo de uma novela que aparece a claudia raia tentando ser comediante. Horrível. E se acham fenomenais!!!!Maijesus!  Eles nem sabem o que é ser sincero consigo mesmos. são ´péssimos atores, atrizes, mas não têm capacidade de nem isso ver. Bundões tentando se iludir.

  51. Filipe Garrett

    1 de fevereiro de 2015 9:00 pm

    Nassif, como assim, com

    Nassif, como assim, com Netflix em mãos, não viu House of Cards?

    1. luisnassif

      1 de fevereiro de 2015 9:18 pm

      Comecei hoje, depois de

      Comecei hoje, depois de terminar a da advogada.

      1. Cláudio Sena

        1 de fevereiro de 2015 11:54 pm

        Frank Underwood
        Caro Nassif você ira conhecer Frank Underwood, o Eduardo Cunha versao USA

      2. Quintela

        2 de fevereiro de 2015 11:57 am

        Nassif foi picado pela mosca

        Nassif foi picado pela mosca NETFLIX

        Não tem saída. Tá fisgado, pelo novo mundo da TV via WEB.

        Assista o que quiser, quando quiser e onde quiser.

        Sem comerciais… E tudo isso por apenas menos de R$ 20 por mês.

        O pessoa esqueceu dosdocumentários.

        Há muitos documentários que jamais passariam na TV aberta…

        Vida  Engarrafada denúncia a NESTLÉ e o uso predatório da água em várias cidades do mundo.

        Qual mídia faria isso?

        Somente uma que não tivesse anunciantes.

  52. Alan Souza

    1 de fevereiro de 2015 9:10 pm

    Uma coisa que odeio em novelas

    São os clichês que existem há 30, 40 anos, se repetem em TODAS as novelas, e o consumidor engole.

    É o segredo escabroso descoberto por alguém escutando atrás da porta – e depois usado pra chantagear alguma pessoa. É o núcleo pobre que serve como fonte do humor da novela. É a pessoa que tem um emprego numa função que todo mundo sabe que paga 2, 3 mil, mas vive como se ganhasse 15 ou 20.

    É a mocinha boa de coração que ama o mocinho mas que resolve de livre e espontânea vontade casar com o pior bandido da novela, e sofre feito uma condenada por isso, até o ÚLTIMO capítulo, quando TUDO se resolve.

    É o milionário honesto que perde TUDO por causa de uma procuração que passou para o pior vilão. É o capítulo final que sempre tem um casamento. É o vilão que no final morre, fica louco ou foge…

    1. BRUNO PERALES SCHEURER

      1 de fevereiro de 2015 10:27 pm

      Esqueceu de outro Clichê, nas

      Esqueceu de outro Clichê, nas novelas as pesssoas pensam de voz alta o tempo todo, não há o mínimo de subjetividade, tudo fica masticado para o expectador engolir só que os mais jovens e antenados já não engolem mais, daí que surge o desinteresse e a procura por entretenimento mais comlexo e realista.

  53. `Devia ser impossível

    1 de fevereiro de 2015 9:10 pm

    A gente fazendo um trabalho

    A gente fazendo um trabalho siliencioso para destruir a Globo e o cara vai revela tudo e ainda diz que é inimigo do PIG

  54. Zarastro

    1 de fevereiro de 2015 10:39 pm

    E a produção europeia então?

    Sobre Borgen já escrevi aqui (https://jornalggn.com.br/noticia/borgen-a-serie-dinamarquesa-sobre-politica), e pode ser um antídoto para a demonização do exercício da política, ao demonstrar que, a rigor, as mesmas práticas que vemos aqui ocorrem também lá.

    Teve também Forbrydelsen (http://www.imdb.com/title/tt0826760/), em que acompanhamos a detetive Sarah Lund em busca da solução de três casos dificílimos – um por temporada, o que inverte completamente o esquemão das séries americanas que mostram pelo menos um crime a cada episódio. A segunda temporada é meio fraca, mas a primeira é excelente (por conta da inovação do formato e pela exploração das emoções de todos os envolvidos) e a terceira tem um final simplesmente surpreendente.

    Bron/Broen (http://www.imdb.com/title/tt1733785/) vai para a terceira temporada, aparentemente sem um dos protagonistas das duas primeiras temporadas. São dez episódios eletrizantes em cada temporada dos quais é quase impossível se descolar, e cujo ponto de partida são incidentes mortais na ponte que conecta Suécia e Dinamarca.

    Endeavour (http://www.imdb.com/title/tt2701582) acompanha a vida do jovem inspetor Morse. Drama do tipo “who done it” com roteiros e interpretações de primeira categoria. Aliás, as series policiais inglesas normalmente são excelentes, principalmente porque não tratam o espectador como idiota.

     

  55. Aleandro Chavez

    1 de fevereiro de 2015 11:15 pm

    Deixa ver se entendi….vcs

    Deixa ver se entendi….vcs estão comemorando que as produções nacionais estão perdendo espaço para séries norte-americanas?

    E vcs se dizem de esquerda?

    Legal! Vamos deixar de ver A Pedra do Reino, O Auto da Compadecida, A Moreninha, Grande Sertão Veredas, O Pagador de Promessas para ver Big Bang Theory, Friends etc.

    1. Alan Souza

      3 de fevereiro de 2015 5:06 pm

      Não, você não entendeu

      Estamos comentando o motivo da Globo e suas novelas perderem espaço para séries muito mais bem construídas e inteligentes. com tramas muiti mais verossímeis. Citou-se o exemplo de Good Wife. Ninguém falou em Friends ou Big bang Theory, que falou nisso foi você.

      Tanto não entendestes que comparastes (ou confundistes) Auto da Compadecida e A Pedra do Reino com Boogie Oogie e Salve Jorge…

  56. alexandre a.moreira

    1 de fevereiro de 2015 11:52 pm

    Interpretação

    Você Nassif

    esqueceu de enfatizar o principal de tudo isto que é a escola naturalista de interpretação americana que faz nossas novelas sempre parecerem ou canastronas ou excessivamente cômicas. Não há meio termo. Não ha situações naturais que se identifiquem com situações reais. Tudo é sempre muito explicito e rude.É por isto que perde audiência. Nem todo mundo aguenta o escracho de interpretação o tempo todo. E isto realmente hollywood dá um banho…ainda.

     

    1. Antonio Passos

      2 de fevereiro de 2015 3:38 am

      Escola naturalista ? Não vou gargalhar por respeito

      Impressionante como o cinema impõe a cultura americana na cabeça daqueles que são aficcionados. A realidade americana passa a ser a única crível, por mais ridícula, superficial, farsesca que ela seja. As demais culturas se tornam irrealistas, e não estou falando apenas de novela brasileira. A grande maioria só assiste ao cinema americano,e mesmo quem ´diz que gosta´ de cinema europeu, assiste um filme a cada cinco anos.  Essa tal de escola naturalista, deve ser aquela na qual o ator, qualquer que seja a época e o lugar onde vive seu personagem, diz sempre aquela frase: ´vamos sair dessa antes que você pisque seus olhos paerceiro´.   

      1. edisilva

        2 de fevereiro de 2015 4:05 pm

        Os atores e atrizes ingleses

        Os atores e atrizes ingleses são, em geral, muito superiores aos norte americanos. Sempre haverá execessões, mas o amigo conhece o Actor’s Studio?

        Conhece a escola americana da teatro e cinema?

        Não gosto nem de ouvir a voz de atores brasileiros em novelas. E sei que eles são melhores do que transparecem nas novelas ou filmes da globo.

  57. Maco

    2 de fevereiro de 2015 1:11 am

    sindrome do contra ou qualquer outra coisa

    Não deixa de interessante verificar as diversas críticas –  algumas tolas e vazias , como o: ” não assisto, mas qualquer coisa para detonar a globo está valendo.”

    Um comentário tolo, realmente,  mas para um texto tolo e maniqueista tornou-se realidade o melhor comentario. A síntese do querer (perdoem-me: wishifull thinking) do texto do Nassif.

    – Assisti  “Arquivo X” e “Fringe” porque a temática me atraiu ao limite do fanatismo.  Mas felizmente não me tornei  um fanático propriamente dito. Sabia e sei que perdi meu precioso tempo dedicando-me a acompanhar um enlatado que costumo chamar de “lixão”. Cada um ao seu tempo foi o meu “lixão americano” a devorar meu tempo que poderia ter sido consumido lendo algum clássico, ou, principalmente,  a devorar meu tempo de convívio com a minha família. Lixões com poder de viciar como as  cachaças marvadas.

    Considero a grande maioria dessas séries verdadeiros lixões que fazem muito mais mal cultural do que o alegado bem de detonar a grobo.

    O texto: maniqueísmo na veia em dose cavalar. Com a grife Nassif! Puxa! Decepção. 

    Considero a Globo a desgraça e a bênção da produção cultural brasileira.  Na minha percepção creio que o pêndulo  atualmente tende a ir mais para a primeira opção,  mas, não se pode, por questões ideológicas, simplesmente “esquecer ” e desconsiderar toda uma produção riquíssima em sua história. E mesmo o que se tenta fazer de bom atualmente.  A mesma que ajudou a moldar para o mal também ajudou a moldar para o bem, para (re)conhecimento da diversas culturas dentro deste país-continente (menos do que deveria,  concordo, mas que houve, não se pode negar).

    Também não se pode negar nem esquecer a importância dos inúmeros profissionais de primeira que labutaram e labutam naquela empresa (atores, técnicos etc).

    Generalizações são sempre burras, e esta de associar as atuações a histrionismo é um tremendo desrespeito com grandes atores a mesmo com nossa capacidade de representar. Como se dissesse : ‘eles’ e seu naturismo são sempre bons, nós somos sempre patéticos.

    Ahhhh… me poupem!

    Buanismo em estado de graça!  Guardados nas entrelinhas do texto e de muitos comentários.  Gato escondido com rabo de fora. Eis um outro ‘querer’  do texto.

    Premissas erradas, maniqueísmo e ideologia demais. O resultado não pode ser bom! E resulta em…..

    Torcida pela derrocada de uma parcela importante (queiram ou não) da indústria cultural brasileira mesmo que seja com a invasão completa de produtos estrangeiros que nunca irão sequer tentar reproduzir (caricatural ou não) os traços de nossa cultura. No máximo nos reproduzir como cucarachas.

    Muito bom! Muito bom!  Não é? 

    Concluam por vocês mesmos. 

    Nassif. Teu texto merece remendos.  Na próxima tente pelo menos esconder o rabo do gato!

    Pronto. Ousei colocar palavras de defesa da Grobo…. entrei para a tribo dos coxinhas e trolls. Se é que estes se dão ao trabalho de argumentar como fiz.

     

    1. FJP

      2 de fevereiro de 2015 12:20 pm

      Concordo com quase tudo

      Creio que entendi o que o Nassif quiz dizer, e sinceramente não percebi nenhuma vertente ideológica por trás do texto.

      Quem assiste uma série – a princípio boba  como a Big Bag Theory – observa um limitado número de cenários mas cada episódio prende ao espectador pela infinidade de situações que se apresentam dentro do contexto daqueles nerds. Todos pertinentes à realidade deles.

      Existem muitas diferenças entre as séries americanas  e as novelas da Globo. Aquela que me irrita sobremaneira é o esticar da trama central dissolvendas em várias outras secundárias. Se alguém quer ver como termina a principal tem que assitir uma infinidade de capítulos de enchimento de linquiça…

      E são todas iguais. Literalmente. E isso cansa a audiência

       

  58. Euler Conrado

    2 de fevereiro de 2015 2:26 am

    Acaba virando um vício: House

    Acaba virando um vício: House of cards, Homeland, The Borgias, Viking, entre outras, eu assisti em poucos dias de férias. Não dá para comparar com as cada vez mais pobres produções da Globo. Talvez o jornalismo, aspas, da Globo possa um dia rivalizar com as séries da Netflix. Não pela produção e conteúdo, claro, mas como objeto (ou personagem) de uma série ou de um documentário que algum produtor queira fazer. Neste caso, revelando o papel da mídia como parte essencial nas tramas urdidas para manter ou derrubar governos, ao sabor dos interesses de grupos de rapina.

  59. Antonio Passos

    2 de fevereiro de 2015 3:26 am

    Surto de besteirol

    Impressionante como a cultura americana está infiltrada de maneira profunda. Ainda se fosse uma cultura rica, mas é só superficialidade, banalidades vendidas como algo importante, farsa.

  60. Trunfim

    2 de fevereiro de 2015 11:16 am

    AUDIÊNCIA – NOVELAS – SÉRIES

    O artigo diz que a Globo perdeu audiência e isso é uma realidade. Sobre interpretação dos atores eu “acho” que os americanos são mais profissionais, estudam, vão para Academia.

    O comentarista Alan Souza escreve que “São os clichês que existem há 30, 40 anos, se repetem em TODAS as novelas, e o consumidor engole.” 

    Realmente isso é muito importante, porque até o veterano ator Lima Duarte também fez a mesma crítica construtiva de que “há 40 anos contam a mesma história” e na mesma entrevista falou sobre personagem do ator Toni Ramos (um grego).

    Numa total falta de respeito os elementos que mandam na Globo pressionaram e o veterano ator teve que pedir desculpas e foi também criticado pelo ator Tonio Ramos. 

    São assim melindrosos, perfeitos, cheios de não me toques.

    E estão queimando Lima Duarte da mesma forma como queimaram Chico Anísio e muitos outros.

  61. Enéas

    2 de fevereiro de 2015 11:32 am

    Essa é a Cultura do Brasil

    Não tenho Netflix, mas só por ler esse texto, vejo que continua tudo na mesmisse: vingança, ódio,mentiras, violência, traição, sexo por sexo, divisão de famílias…etc. E é essa cultura que se dissemina cada vez mais no país. Ainda prefiro ficar com os jornais da TV Brasil, ou da Record News com Heródoto. 

  62. Maria Silva

    2 de fevereiro de 2015 11:32 am

    As series americanas …

    são infintamente melhores que as  novelas globais. Nem se compara. Mas com o tempo perdem o folego. Quando esticam demais, acabam perdendo a graça. Foi assim com House. The Good Wife esta no mesmo caminho. Porém, otima mesmo é Veep. Imperdível. Vai começar e quarta temporada em 2015. Também lamentei o fim subito de The Newsroom. Quando a coisa parecia que ia esquentar, eles cancelaram a série.

  63. CH Amaral

    2 de fevereiro de 2015 12:13 pm

    Monopólio televisivo

    Para mim, a chave disso tudo é: concorrência ao invés de monopólio. A Globo faz o que quer, por que detem o monopólio de mídia televisionada no país. Ela, ao mesmo tempo, é responsável pelo conteúdo e pela transmissão. Nos EUA, as redes abertas competem quase em igualdade de condições, pelo menos as principais (NBC, CBS, Fox, ABC e CW), além de competirem com a TV a cabo e agora, com a internet (Amazon, Netflix, Hulu) que produzem seu próprio conteúdo.

    Além disso, nos EUA, parte do que é transmitido tem que ser produzido por terceiros, The Good Wife, por exemplo é uma co-produção com Scott Free,  a produtora dos irmãos Ridley Scott e Tony Scott, já falecido. A produtora não tem obrigação de trabalhar somente com uma rede, podendo vender seu produto a diferentes consumidores. A produtora de JJ Abrams, por exemplo (Bad Robot), tem séries na CBS (Person of Interest) e vai lançar uma na HBO, já tendo passado por ABC, com Lost e Felicity.

    Mas no Brasil, enquanto vigorar o monopólio televisivo da Globo, tudo continuará igual, pois ela, por enquanto não tem grandes preocupações, pois pode oferecer um produto fraco e continua ganhando muito.

     

  64. Gui Sp

    2 de fevereiro de 2015 12:39 pm

    Olha Cara,
    Voce ja viu aquele

    Olha Cara,

    Voce ja viu aquele “lixão” sobre a mulher do cara que o trai com o melhor amigo!!!Ou entao aquele sobre a mulher que mata os filhos e se envenena ao saber da traicao do marido!!!!E que tal o “lixao” pornografico sobre as mulheres que resolvem fazer greve de sexo como condicao para que os homens parem de fazer guerra!!!!

    Dito desta maneira sao um monte de lixo nao e mesmo!!!!!Caberiam em qualquer minisserie ou novelinha das oito, ou mesmo um seriado no netflix!!!!

    Bem o primeiro lixao chama-se “Otelo” e foi criado por um tal de William S., o segundo lixao foi atribuido a Euripedes e tem uma versao de Vianinha para TV Grobo na decada de 70 e  ate do Chiquinho Buarque, E o terceiro lixao e de outro grego chamado Aristofanes.

    Em resumo, voce consumiu, consumiu, cultura e nao entendeu nada.

  65. Rodrigo C Moreira

    2 de fevereiro de 2015 1:17 pm

    Nassif,
    Isso por que você nao

    Nassif,

    Isso por que você nao viu o 12o capítulo da 6a temporada de “The Good Wife”, inspirado no conflito de Ferguson.

    Isso sim é dramaturgia madura. Trata dos assuntos de frente.

    Nao pule a série. Mas você vai gostar desse.

    Outra série muito boa, na linha “politicamente incorreto” é “House of Lies”.

    A série é sobre uma equipe que trabalha numa empresa de consultoria corporativa.

    É zero glamour. O protagonista (Don Cheadle – negro) é um consultor fodão, um antiherói.

    O filho dele é um adolescente gay.

    Enfim, tudo o que jamais passaria na Globo.

    Recomendo.

  66. Franklin Caetano de Freitas

    2 de fevereiro de 2015 2:27 pm

    Voltando ao tema.

    Minha mãe de 80 anos fã de novelas a vida toda, não assiste mais. Cheguei esses dias a sua casa, ela mora em um sitio, não tem o que fazer a noite, não tem TV a cabo. Perguntei se não iria ver a novela das oito, respondeu-me “não vejo mais”. Fiquei surpreso! Por quê? As novelas estão muito ruins. Imagina quem tem opção!

  67. edisilva

    2 de fevereiro de 2015 4:08 pm

    Para alegrai do amigo Maco,

    Para alegrai do amigo Maco, eu não assisto a globo. Nada. O que já vi há dezenas de anos era muito ruim e nunca me interessei em voltar.

    Gosto de muitas séries.

    Os males que a globo já fez ao país e ainda os faz todos os dias, são suficientes para que ele seja enterrada para sempre.

    Pena que não tenhamos concorrência de ouras tvs e cinema para empregar os profissionais que lá estão, em regime de cárcere fechado. Não podem nem ter voz própria. Não podem nem pensar.

  68. paul

    3 de fevereiro de 2015 1:00 am

    Querer comparar novelas da

    Querer comparar novelas da GOLBO com seriados americanos a diferença é muito grande.

    Um seriado dura três meses ( 10 ou 13 episodios) e seis  meses (22 episodios). Um episodio por semana.                           A novela são sete meses de duração no mínimo  tendo seis episodios por semana.

    Querer comparar novelas brasileiras com os atuais seriado americanos que muitas vezes são mais ousados e criativos que  muitos filmes feitos nos EUA é demais.

    A GLOBO  com as miniseries no mês de Janeiro e as seriados durante o restante dos anos é fazer uma televisão  como fazem os seriados americanos.

    A GLOBO mesmo com os seus defeitos tem uma programação de qualidade.

     

  69. joão adalberto

    3 de fevereiro de 2015 3:00 pm

    Se correr…

    http://olhardigital.uol.com.br/noticia/-jeito-netflix-de-ver-series-pode-causar-depressao/46591

    Antes das locadoras virtuais era preciso ter um box com vários DVDs para fazer maratona de séries, agora que a Netflix coloca um episódio atrás do outro sem qualquer intervalo comercial, ficou mais fácil consumir conteúdo dessa forma. Mas também ficou mais perigoso.

    Um estudo da Universidade do Texas concluiu que há ligação entre as maratonas e problemas mentais como depressão.

    Os pesquisadores juntaram 300 pessoas para perguntar quantas vezes e em que quantidades eles assistem TV, e quantas vezes se sentiram solitários, para entender se há ligação entre essas coisas.

    Os que têm falhas de autocontrole foram justamente os mesmos que disseram não conseguir interromper os seriados mesmo sabendo que tinham outras coisas para fazer. Também foi comprovado que há relação entre sentimentos de solidão ou depressão e a mania de fazer maratonas, segundo o Huffington Post.

  70. Danilo Didho

    30 de abril de 2015 4:29 pm

    The Good Wife é a melhor

    Realmente as séries da Netflix revelam-se uma pedra no sapato para a Rede Globo. O enredo de The Good Wife traz personagens mais reais e sem atuações rocambolescas ou caricatas. Isso faz com que todos nos identifiquemos com a boa e compenetrada dona de casa que um dia dia tem de entrar no perigoso, sofisticado e glamuroso mundo jurídico. Todos então nos tornamos aliados desta mulher corajosa inspirada em tantas mães e senhoras que conhecemos que nunca se desanimam e são compenetradas e abnegam-se da própria existencia em razão da família que é o único mundo que conhecem e representa tudo o que é de mais precioso que possuem. Com essa pegada The Good Wife vai longe, por trazer como heoína e mocinha a mulher moderna com toda a sua coragem e seu carater inabalavel,

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