Campanha Nacional dos Bancários 2022: empregados da Caixa e de outros bancos pedem garantia de empregos

Entre reivindicações específicas de trabalhadores da Caixa Econômica Federal, empregados defendem banco 100% público em benefício à população.

Fenae

da Fenae

Campanha Nacional dos Bancários 2022: empregados da Caixa e de outros bancos pedem garantia de empregos

Comando Nacional dos Bancários se reuniu com Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta segunda-feira (27). Entre reivindicações específicas de trabalhadores da Caixa Econômica Federal, empregados defendem banco 100% público em benefício à população. “A Caixa que queremos é um instrumento do Estado na redução das desigualdades para que as políticas sociais alcancem quem mais precisa, quem está em locais onde os bancos privados não querem ir”, defende Fenae

Empregados da Caixa e de outras instituições financeiras que integram o Comando Nacional dos Bancários se reuniram com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta segunda-feira (27), para tratar dos temas “emprego e terceirização” dentro da Campanha Nacional 2022 da categoria, cuja data-base é 1º de setembro. As principais reivindicações apresentadas hoje à Fenaban foram a garantia dos empregos, o fim das terceirizações que se ampliam no setor e a jornada contratual de quatro dias de trabalho, entre segunda e sexta-feira.

“A pauta da Campanha Nacional é construída em um processo democrático, com muita discussão e participação das bancárias e dos bancários, que vêm debatendo há meses para a manutenção dos nossos direitos”, explica o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e diretor de Administração e Finanças da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Clotário Cardoso. “Este é um momento de reivindicar, mas também de celebrar a democracia no movimento sindical bancário”, acrescenta.

DEFESA DO BANCO PÚBLICO — Além da garantia dos empregos e dos direitos conquistados, os trabalhadores defendem a manutenção da Caixa 100% pública e de outras estatais estratégicas ao país. Reivindicam, ainda, o combate ao assédio moral, assistência à saúde, tratamento de bancários com sequelas da Covid-19 e teletrabalho negociado. Na pauta específica dos empregados da Caixa Econômica Federal, a categoria também atua para a manutenção das atuais regras de custeio do Saúde Caixa [plano de saúde do banco]: 70% pela empresa e 30% pelos trabalhadores.

“A Caixa que queremos é um instrumento do Estado na redução das desigualdades para que as políticas sociais alcancem quem mais precisa, quem está em locais onde os bancos privados não querem ir”, defende o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. “É uma Caixa que contribua para o desenvolvimento do país, para a geração de emprego e renda. Uma Caixa que respeite seus trabalhadores e trabalhadoras, que os valorize ao invés de adoecê-los”, acrescenta.

CORREÇÃO SALARIAL — Entre as cláusulas econômicas da Campanha Nacional 2022, os bancários solicitam a correção das remunerações e de benefícios, a exemplo dos vales refeição e alimentação, considerando o INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor] entre 31 de agosto de 2021 e 1º de setembro deste ano. Em relação à reposição salarial, os trabalhadores defendem a correção pelo INPC mais 5% de aumento real.

As resoluções e reivindicações dos bancários foram entregues à Fenaban dia 15, depois de aprovadas durante a 24ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro, encerrada no último dia 12 com o tema “Um país + justo pra gente, este é o Brasil que a gente quer”. As propostas foram debatidas durante conferências regionais, estaduais e nacionais, a exemplo do 38º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef), realizado entre os dias 8 e 10 deste mês.

A próxima rodada de negociações com a Fenaban será dia 6 de julho. Na ocasião, serão discutidas reivindicações diretamente relacionadas a cláusulas sociais e segurança bancária.

Como reforça o presidente da Fenae, o engajamento da categoria em defesa dos direitos trabalhistas conquistados é o foco da Campanha Nacional 2022. “O país atravessa um momento muito difícil e, para superá-lo, precisamos de todos engajados”, afirma. “Devemos resistir pela Caixa e pelos bancos públicos e exigir o respeito à democracia. Precisamos de um país com mais inclusão, como nos governos de Lula e Dilma, quando a Caixa viveu seu ápice como empresa pública, financiando casas populares, universidades e programas populares”, enfatiza Sergio Takemoto.

0 Comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador