Depois de atraso, governo publica MP que adia reajuste de servidores


Foto: Walter Dias/Agência Brasil

Jornal GGN – Conforme havia anunciado o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, ao apresentar o Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) de 2019, o reajuste de servidores públicos federais foi adiado para 2020, por meio de uma Medida Provisória publicada neste sábado em edição extra do Diário Oficial da União.
 
A MP nº 849 [leia aqui] adia o reajuste desde os cargos de médico, diplomatas, carreiras tributárias, policiais federais a juízes. De acordo com Guardia, o reajuste deveria estar em vigor desde o ano passado e que não há mais como comportar o crescimento dos gastos públicos obrigatórios.
 
A previsão do reajuste, contudo, não foi paralisada, mencionou o ministro da Fazenda. De acordo com ele, a garantia ainda está mantida no Projeto de Lei Orçamentária, se a Medida Provisória que adia o aumento salarial não for aprovada pelo Congresso Nacional.
 
O atraso da suspensão temporária do reajuste pelo governo Temer, contudo, impactou em uma perda de R$ 2,2 bilhões, em um total de R$ 6,9 bilhões que seriam arrecadados pela União.
 
Pelos novos cálculos, o adiamento do reajuste disponibilizará cerca de R$ 4,7 bilhões para o uso com outras despesas, em uma tentativa de retirar o sufoco fiscal do país. Estes investimentos, contudo, dependerão do próximo presidente do Brasil, eleito em outubro. Desde obras públicas a compra de equipamentos poderão ser investidos com estes recursos.
 
 
 

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