Cenas de um assassinato a sangue frio

Lourdes Nassif
Redatora-chefe no GGN
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Não é ficção. É real. A brutalidade aconteceu na manhã de hoje, quarta-feira, dia 1 de março, em Pedro Canário, no norte do Espírito Santo

Os vídeos a seguir contém cenas fortes. Um homem algemado e encostado em um muro. O policial manda levantar, ele levanta e vai até o policial, que claramente manda que se afaste, ele encosta no muro e, logo em seguida, é baleado à queima-roupa.

Não é ficção. É real. A brutalidade aconteceu na manhã de hoje, quarta-feira, dia 1 de março, em Pedro Canário, no norte do Espírito Santo. O bairro é São Geraldo. E uma câmera de segurança gravou tudo: um homem algemado, rendido, que é baleado de forma fria.

Em um dos vídeos é possível ouvir a explicação da Polícia Militar, dizendo que os policiais foram recebidos a bala e por isso revidaram, baleando o homem. Mas as imagens mostram outra coisa. Acompanhe.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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  1. As polícias militares, assim como considerável parte das forças armadas ainda estão na fase capitão-do-mato. Não investiga, não usa de inteligência, não usa da dissuasão inteligente… a ideia fixa é a eliminação. Simples. E quando forçadas minimamente a trabalhar como polícia e não como milícia deixar correr frouxo, usando ardis para justificar o mata-mata. De pobres, obviamente. Tá complicado se fazer um país de onde, quem tem poderes para contribuir com tal age totalmente em contrário.

  2. A brutalidade contra pretos, pobres, putas e petistas é a regra. Até a Dona Lindôra Araújo, Vice-Engavetadora-Geral da Republiqueta das Bananas acha que tráfico é coisa de pretos. De acordo com a referida Engavetadora-Geral: “O STF não pode transformar crime de tráfico em racismo. […] Se entender que é racismo, vai ter que soltar todos presos de tráfico”. Ou seja, para ela, todos os presos do tráfico são pretos. Esse veredicto da Dona Lindôra Araújo me fez lembrar do William Waack: “Tá buzinando por quê, Seu Merda do Cacete? Não vou nem falar, porque eu sei quem é… é preto. É coisa de preto!”.
    Das duas, uma: ou ela acha que tráfico é coisa exclusiva de preto ou ela reconhece que os traficantes que não são negros não são punidos”. Ela está tentando transformar o crime de racismo em tráfico. Será que ela convenceu o STF?

  3. Se você for ver a festa do pelô, e se você não for
    Pense no Haiti, reze pelo…
    “O Haiti é aqui. O Haiti não é aqui. E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado, diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer plano de educação que pareça fácil, que pareça fácil e rápido e vá representar uma ameaça de democratização do ensino de primeiro grau e se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital, e o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto e nenhum no marginal, e se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual, notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco brilhante de lixo do Leblon; E ao ouvir o silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina. 111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos. Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres. E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos. E quando você for dar uma volta no Caribe. E quando for trepar sem camisinha. E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba, pense no Haiti, reze pelo Haiti. O Haiti é aqui”. – Caetano Veloso e Gilberto Gil, o Haiti é aqui

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