Xadrez da Rússia com fôlego e da marcha da insensatez em andamento, por Luis Nassif

Entenda porque a Rússia não vai levar mate com o cerco financeiro. E quem são os gurus de Putin

O presidente russo Vladimir Putin visitou a casa suburbana de Solzhenitsyn perto de Moscou em setembro de 2000(AFP/Getty)
O presidente russo Vladimir Putin visitou a casa suburbana de Solzhenitsyn perto de Moscou em setembro de 2000(AFP/Getty)

Vladimir Putin planejou o conflito com a Ucrânia por muito tempo e nos mínimos detalhes. Só não contava com a reação do ator e humorista, Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, que não hesitou em expor seu país a um massacre, para não abrir mão do maior papel de sua vida.

Primeiro, vamos entender o que muitos analistas consideravam o xeque mate na Rússia, a exclusão do sistema Swift e o embargo das reservas cambiais russas.

A primeira medida afeta o sistema bancário; a segunda, afeta o próprio Tesouro da Rússia.

Putin se preparou para as duas possibilidades: a expulsão do sistema Swift e a esterilização das suas reservas.

Vamos por partes:

Peça 1 – o sistema Swift

Primeiro, vamos entender melhor a maneira como os bancos trocam reservas entre si, e como Putin montou sua estratégia.

Segundo o próprio Swift, trata-se de 

uma cooperativa de propriedade dos membros que fornece a plataforma de comunicações, produtos e serviços para conectar mais de 10.500 instituições financeiras e corporações em 215 países e territórios. O SWIFT permite que seus usuários troquem informações financeiras automatizadas e padronizadas de forma segura e confiável, reduzindo custos, reduzindo riscos operacionais e eliminando ineficiências operacionais.

Esses sistemas servem para os bancos comunicarem suas trocas de reservas. Por exemplo, o correntista do Banco A faz um pagamento e a outra parte deposita no Banco B. Há uma troca de reservas entre ambos os bancos, através de mensagens que são registradas nesses sistemas.

Já publicamos um fio de Twitter, de autoria de Gustavo Nasa, com boas informações sobre o impacto da saída da Rússia, do sistema Swift.

Em 2014, após ameaça dos EUA de excluí-la do Swift, conta ele, a Rússia lançou o System for Transfer of Financial Messages (SPFS), o seu Swift, ao qual já aderiram bancos alemães e suiços.

O SPFS foi inaugurado em dezembro de 2017. Em março do ano seguinte, o sistema já tinha conquistado a adesão de mais de 400 bancos. No final de 2020, segundo a Wikipedia, havia 23 bancos estrangeiros conectados ao SPFS, de países como a Armênia , Bielorrússia , Alemanha , Cazaquistão , Quirguistão e Suíça.

O sistema contém uma série de aspectos negativos, se for compará-lo com o Swift: o alto custo das mensagens, falta de opção de envio de vários registros como parte de uma mensagem, não funcionamento em fins de semana e feriados. 

No dia 18 de setembro passado, o Parlamento Europeu ameaçou retirar a Rússia do sistema Swift, em caso de invasão da Ucrania, o que provocou protestos do próprio Swift.

Ontem, o Banco Central da Rússia informou que, sendo desconectado do Swift, imediatamente acionará o SPFS, ao qual poderão se acoplar os bancos estrangeiros. Mesmo porque os cartões bancários de sistemas de pagamento internacionais continuam sendo utilizados na Rússia.

Desde 2019, a Rússia já se preparava, com várias negociações procurando integrar o SPFS a outros sistemas, especialmente com o Cross-Border Interbank Payment System (CIPS) – Sistema de Pagamentos Interbancários  Fronteiriços da China. E aqui reside o busílis da questão.

Como bem observado por Gustavo, 

“A integração entre o SPFS e o CIPS é pensada para ser o padrão da nova rota da seda e da economia asiática, atual centro dinâmico do capitalismo mundial e uma tentativa efetiva de ameaçar a hegemonia do dólar. Está dentro do escopo da recente declaração conjunta Rússia-China”. 

E, aí, tem-se faca de dois gumes:

“Excluir a Rússia do SWIFT pode dar certo e quebrar as pernas da economia russa, ou pode ser o empurrão que faltava que Rússia e China precisavam para viabilizar um sistema alternativo de pagamentos desdolarizado, ainda que o dólar continue sendo usado”.

Peça 2 – as trocas de reservas entre países

O segundo suposto xeque mate à Rússia seria na esfera pública.

As reservas cambiais russas são constituídas por uma série de ativos. Levantou-se a possibilidade da Rússia não ter como escapar ao cerco dos bancos centrais de outros países. Aparentemente, há muitas rotas de fuga,

Como explica o economista Gabriel Galípolo:

“Moedas e títulos emitidos por um país constituem um passivo para eles e um ativo para seus detentores. Em 30 de junho do ano passado, 32% das reservas em moeda estrangeira da Rússia eram euros e 16% eram dólares americanos, segundo seu banco central. Cerca de 7% eram libras esterlinas, 13% renminbi chinês e 22% ouro monetário. O restante é mantido em outras moedas”.

Se a União Europeia afirma que as sanções bloqueariam mais da metade das reservas do Banco Central da Rússia, mostra, por exemplo, os limites que encontra para bloquear os chamados ativos tangíveis – como reservas de ouro, ou até mesmo emitidos por países que não aderiram às sanções.

“A complexidade das sanções decorre justamente do êxito da globalização em inserir a economia russa no mercado global”, explica ele. “A dificuldade em circunscrever seus efeitos e implementar medidas chamadas de “cirúrgicas”, é o que tem demandado a análise cuidadosa do ocidente dos impactos de cada sanção”. 

Por exemplo, como proibir negociar rublos (a moeda russa), mas não produtos russos, como o gás, cuja negociação foi mantida? “Me parece uma expressão do reconhecimento da interdependência das economias e da dificuldade dos trade offs”, diz ele.

Trade off é utilizado para o caso em que uma medida, para corrigir um problema, acaba criando outros.

  • Quanto mais efetiva for a sanção, maiores seus impactos no Ocidente;
  • Quanto mais de mitiga o impacto no Ocidente, menor será a eficácia das sanções.

“Congelar ativos guarda potencialmente efeitos semelhantes”, diz ele. “Em momentos de perdas, quando não se pode vender determinados ativos, são vendidos os ativos possíveis de se vender, e é assim que as crises se tornam sistêmicas”. Ou seja, despejam-se os ativos possíveis no mercado, derrubando suas cotações e provocando um efeito cascata.

Peça 3 – o pensamento de Putin

Ainda nos anos 90, Putin tinha como guru Alexander Solzhenitsyn, o dissidente soviético, um crítico dos soviéticos mas, também, da civilização ocidental a quem atribuía falta de coragem, excesso de liberdade da mídia e dos direitos individuais. “Para se defender, é preciso também estar pronto para morrer; há pouca prontidão em uma sociedade criada no culto do bem-estar material”, dizia ele.

Putin foi um seguidor fiel dos ensinamentos de Solzhenitsyn.

Crítico de muitos presidentes russos, pouco antes de sua morte, em 2007, Solzhenitsyn elogiou Putin, dizendo que trouxe “uma restauração lenta e gradual” para a Rússia. 

O guru atual é Alexandr Dugin, defensor da chamada “teoria do mundo multipolar”, que refuta a ideia da subordinação a um único superpoder – no caso, os Estados Unidos. 

Segundo ele, não há fundamento na teoria da soberania das nações. O sistema internacional é baseado em uma desigualdade fundamental e uma hierarquia entre os estados. “Essa soberania não passa de uma ficção legal”, escreve ele, segundo trabalho de Bruno Pedrosa, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Há uma notável convergência de ideias com Olavo de Carvalho. Para ele, a hegemonia do Ocidente se baseia em um conjunto de obrigatoriedades. Mas, com a globalização e a integração econômica, haveria diversas civilizações com os Estados próximos tendo cada vez mais consciência de si, identificando valores e interesses comuns distintos do balanço de poderes em escala global. Com isso, diz ele, “cada civilização poderá decidir por si o sistema de valores morais e filosóficos que lhes são mais adequados”.

Por fim, ele diz que um sistema internacional baseado em civilizações é essencial para a superação da modernidade do relacionamento entre as nações. Diz ele que as civilizações não podem ser fixas como os Estados hoje. Cada civilização inclui “somente aqueles países e sociedades que partilhem uma dimensão cultural semelhante bem como o mesmo sistema sociopolítico e raízes históricas”.

É uma versão da guerra cultural da ultra-direita, combatendo o que consideram bases morais do Ocidente.

As semelhanças com Olavo de Carvalho avançam até no ocultismo.

Nos anos 1980, participou do ‘grupo Yuzhinsky’, um grupo dissidente de vanguarda que se interessou pelo satanismo e outras formas do ocultismo e adesão ao nazismo. Adotava o nome de “Hans Siever”,  Wolfram Sievers , um pesquisador nazista do paranormal . 

Assim como Solzhenitsyn, Dugin é contra o liberalismo, o Ocidente e a hegemonia dos EUA . Defende Estado forte, ordem, família, religião e sociedade. E uma mídia que “expresse os interesses nacionais”.

Peça 4 – as cartas na manga de cada jogador 

Desde os anos 90, Putin já era dominado pela ideia do destino manifesto, de reconduzir a Rússia ao status que perdeu nos anos 90, sob o comando de Boris Iésltsin, o mais desastrado político da era moderna.

Por isso mesmo, calculou todos os seus passos.

Como, no limite, explode uma guerra nuclear, imaginava criar a expectativa de conflito, que terminaria ou com um acordo favorável ou até mesmo com a anexação da Ucrânia.

Tinha certeza, por exemplo, de que nenhum país, nem a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) ousaria enviar tropas para lá – e acertou. O que facilitaria um acordo rápido, ou a subordinação total da Ucrânia, iniciando a recriação da União das Repúblicas não-mais-Socialistas-Soviéticas.

Onde os cálculos falharam:

  1. De repente, o ator-humorista, presidente da Ucrânia, se viu em um palco global, vivendo o maior papel de sua vida: a do presidente-herói que expõe sua população a um cataclisma e, provavelmente, fugirá antes de ser preso, para gozar da justa popularidade bem longe da guerra. 
  2. O primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz vendo no conflito com a Rússia a grande oportunidade de reativar a União Europeia, profundamente enfraquecida desde o Brexit. E a UE é extensão do poder da Alemanha.
  3. A OTAN e seus principais parceiros – a indústria de armas – vendo no acirramento da nova guerra fria um espaço de fortalecimento político e de negócios.

E tudo isso, tendo na outra ponta, um mandatário alucinado e acuado, mas ainda com gás e visto como única pessoa capaz de manter o poder político na Rússia. Até onde será bancado por seus aliados internos? A concretização da invasão da Ucrânia provocou uma grita geral, inclusive de seu maior aliado, a China.

Foi um gesto desastroso. Mas qual será seu próximo passo?

Hoje, o que se viu, nas assembléias da União Europeia e da ONU, foram chamados insistentes para a guerra. O discurso de Josep Borrell, chefe da Alta Diplomacia da União Europeia, foi uma verdadeira conclamação para a guerra. E saiu aplaudido por seus pares. 

Por outro lado, o presidente da Ucrânia dava sinais nítidos de procurar um acordo.

Onde vai dar, não se sabe. Há uma marcha da insensatez em andamento. 

LEIA TAMBÉM:

1 – Rússia pode tomar Kiev, mas insurgência ucraniana resistiria por 10 anos com apoio da OTAN, diz ex-agente da CIA

2 – Como seria uma guerra nuclear entre Rússia e EUA-OTAN, segundo pesquisadores

3 – A guerra na Ucrânia vista pela Rússia: Nassif entrevista historiador censurado na GloboNews. Assista

26 Comentários

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Gabriel

- 2022-03-05 15:00:28

Excelente o artigo. Só escorrega feio ali quando vende a ideia de que o "choque de civilizações" seria uma invenção olavística. O formulador dessa [suposta] teoria racista é Samuel P. Huntington, primeiro em artigo publicado na revista Foreign Affairs em 1993 e, posteriormente, em livro com o mesmo título. Olavo não é mais que um plagiador de terceira mão e não merece ser considerado seriamente em qualquer debate minimamente informado sobre relações internacionais.

marco

- 2022-03-03 19:17:21

Quem acha que o ocidental hedonista vai de defender Bruxelas deve estar louco.

reinaldo bordon carletti

- 2022-03-03 11:13:49

eu acredito que, a Russia e a China tem reservas para destruir economicamente os estados unidos e a destruição não seria atirando, seria sim destruindo seu sistema financeiro pois como ex-imperio, á está combalido......com relação a otan/europa, uma semana sem gas, pronto , as sanções seriam suspensas.concluindo, China e Rusia, atraves da Russia já desenharam o novo mapa geopolitico

Enrique Mandelbaum

- 2022-03-03 00:25:19

As políticas nacionalistas de direita sempre põem em movimento um forte e explosivo componente irracional. Isto é mostrado por toda a produção mais importante das ciências sociais produzidas nos anos pós-Segunda Guerra Mundial. Assim como Trump foi longe demais no 6 de dezembro de 2020, Putin também escorregou desde 22 de fevereiro de 2022. Ambos agiram mobilizados pelo feitiço que estes feiticeiros oferecem para seus públicos. No caso de Trump, já era grave o assalto que ele insuflou contra o Capitólio. E, no caso de Putin, é mais grave ainda a sua investida contra a Ucrânia: nosso mundo está ardendo e não para de arder! Mas se há algo promissor ocorrendo na atualidade, é a resposta da Europa à tentativa de Putin de sequestrar a Ucrânia. E não parece que esta resposta em uníssono e firme (por enquanto) dos países europeus seja na condição de membros da OTAN. A resposta europeia, me parece, é mais profunda: É desde o que aprenderam nos anos 10, 20, 30 e 40 do sec. XX com a irracionalidade que os nacionalismos de direita dinamizam sempre e em qualquer lugar do mundo: de Berlim a Washington, ou de Moscou a Brasília. Abaixo Putin e seus miseráveis mísseis e bombas atômicas! Sua grosseria diplomática não deve valer nem um vintém. E tomara Putin derreta e que junto com ele derretam Bolsonaro & friends!

Hamlet

- 2022-03-02 17:24:29

https://www.anti-spiegel.ru/2022/warum/ Ser ou não ser ? Eis a questão. Se não puder ser, como sobreviver? Há algo de podre... Achei esse artigo que fala de militaria, mas no fundo não é sobre isso. É cultura, mentalidade, linguagem, símbolos e história. Precisamos entender nesta peça o personagem americano híbrido Biden, pois ele não é tipicamente WASP, mas não é JFK. Poderá dizer não aos seus falcões? Há mais coisas entre o céu e a terra do que pretende ... Em breve, o que seremos?

Leo V

- 2022-03-02 15:31:51

Excelente artigo Nassif. Para quem quiser, um trecho do Dugin bastante explicativo da invasão. Não é em Otan que se encontrará uma explicação satisfatória para essa invasão, mas nessa ideologia de Putin que Nassif resumiu tão bem. Dugin em seu livro "Fundamentos da Geopolítica", de 1997 : “The sovereignty of Ukraine represents such a negative phenomenon for Russian geopolitics that it can, in principle, easily provoke a military conflict. ... Ukraine as an independent state with some territorial ambitions constitutes an enormous threat to the whole Eurasia, and without the solution of the Ukrainian problem, it is meaningless to talk about the continental geopolitics. ... The existence of Ukraine in its current borders and with a current status of “a sovereign state” is identical to an enormous blow to the geopolitical security of Eurasia and to the military incursion on its territory. Continued existence of unitary Ukraine is inadmissible. This territory must be divided into several zones corresponding to the range of geopolitical and ethnocultural realities”

SergioMedeirosR

- 2022-03-02 11:27:26

O Plano Putin, a arte da Guerra Os analistas internacionais, aparentemente, estão perplexos com as iniciativas de Vladimir Putin, as quais, de forma uníssona, são consideradas fadadas ao fracasso. Na realidade, se observarmos com atenção esse comportamento muito mais midiático do que baseado em fatos e na racionalidade, verificamos sem sombra de dúvidas que essa tendência não se mostra mais de forma aparente, mas esta a se formar um consenso, ou seja, eles efetivamente estão perplexos, pois não encontram motivação para os movimentos de Putin, e, no seu modo de ver, segundo as movimentações que de fato veem ou querem ver, sua estratégia estaria fadada ao fracasso. Ledo engano. A racionalidade dos atos de guerra e a forma como se desenrolam, ainda que possam ser percebidos por observadores mais atentos, ainda não se mostram em sua expressa finalidade, mas, aos poucos, poderão ser percebidos, exatamente em suas contradições. Em outros termos, o que parece erro e direcionamento ao abismo, em outros campos, pode se revelar exatamente o contrário. Pois bem, passemos a questão central. A quais aspectos da arte da Guerra me refiro. Por paradoxal que possa parecer, a principal estratégia, por milenar, e em razão da forma sutil como vem sendo implementada, ainda não foi vista em sua inteireza. Estou falando da desgastada estratégia "Dividir para conquistar". Sim, mas dividir quem??? No caso, explicito a quem servem as guerras e as motivações econômicas. A guerra e os enfrentamentos decorrem numa primeira e evidente abordagem dos interesses econômicos e estratégicos dos Estados Unidos da América,os quais são intencionalmente apresentados de forma simbiótica, de modo a uni-los indissoluvelmente aos interesses europeus. Ocorre que esta equação não é verdadeira. Os interesses da Europa não são os dos Estados Unidos da América neste terreno sempre (in)fértil da guerra, notadamente porque a destruição e os conflitos ocorrem no espaço deste primeiro ator. Definida esta primeira premissa, dela decorrem as demais. É preciso, primordialmente, separar esta aliança e desnudar esta pseudo composição necessária. Claro também, de plano, que tal intento não seria possível em condições de normalidade ou de pequenas tensões. Sim, no caso, são necessárias condições extremas, ou seja, situações em que fiquem evidenciadas, de forma exponencial, a quem interessa e a quem serão debitados os prejuízos materiais e imateriais, no caso, principalmente os humanos de curto e longo prazos, sem que sejam deixados de lado os componentes econômicos. Tais circunstâncias, neste período de guerra, não precisam ser enumeradas, elas surgem aos borbotões e, se devidamente enumeradas e explicitadas, evidenciam os principais atingidos. Ora, no caso, entendo que restará extreme de dúvidas, o imenso prejuízo humanitário e econômico da Europa e da Rússia em relação aos demais atores do cenário mundial, os quais terão problemas e prejuízos que se restringem, em sua maioria, a campos periféricos, não tão essenciais e sem que possam ser superados pelas vantagens de não serem o epicentro da crise, mas parte de sua composição dos danos. Exemplificativamente, a questão alimentar é uma outra tragédia para a Europa considerando o relevo da produção da Ucrânia e da Rússia, sendo que, em relação ao prejuízo humanitário não há que se evidenciar, pois explicito demais, e, a premente questão energética que, ao mesmo tempo que impacta a Europa de forma brutal a torna mais dependente dos EUA. Assim, contraditoriamente, talvez as sanções atinjam mais a Europa e se tornem menos prejudicias a outros países componentes do conflito, nos quais vão se sobressair as oportunidades, mais que sanções, oportunidades para os EUA, Reino Unido, Japão e Austrália. Feitas estas breves e essenciais considerações, anoto que, neste momento, estes apontamentos destinam-se apenas a delinear o atual cenário e não tem a pretensão de serem minimamente exaurientes. Prossigo. Para contextualizar as afirmações acima, verifica-se que, num primeiro momento, a ênfase foi dada a OTAN, e, logo após a ONU, e, mais recentemente, a União Européia, em face das consequências diretas, a fatores humanos próximos, dos quais avulta num primeiro momento a crise humanitária, os impactos da iminente crise energética e alimentar, e os movimentos de refugiados em todo o continente europeu, tanto os novos como as demandas reprimidas de outros povos, principalmente oriundas do Mediterrâneo e Oriente Médio. As sanções, em sua totalidade, incidem em sua forma direta de prejuízos, tanto ao povo russo como ao povo europeu, e, de forma mais branda e com ares de oportunidade para os EUA, Reino Unido após brexit, e Oceânia, todos eles em suas disputas concomitantes com a China. Nesse contexto, a liberdade dada a Zelenski, não decorre de uma eventual necessidade de ter uma posição favorável perante a opinião pública (publicada) mundial, até porque, nesse momento, está acontecendo exatamente o contrário. Na realidade, o que esta acontecendo é uma preparação óbvia. Assim, ao mesmo tempo que Zelenski fica efetivamente isolado, o estado russo lhe dá uma liberdade que pode ser considerada extrema e extasiante para o protagonista, mas, no decorrer do tempo - exíguo - resta demonstrado que lhe resta somente a retórica,sem grandes movimentos de ajuda militar (o que se mostra praticamente inexistente e, de forma clara, sem nem mesmo expectativas de que isso se altere). Deste modo, o discurso dele, Zelenski, passou a ter dois motes bem definidos, claro, o principal é dirigido à agressão russa, que se confunde com a defesa ucraniana e a ênfase ao engajamento e prejuízos da população civil. Obs: No caso, a forma como se desenrola a invasão, propriamente a guerra em si, mostra-se, a despeito da propaganda maciça ocidental, como sendo resultado de uma certa condescendência russa ao usar somente uma parcela reduzida de suas potencialidades militares disponíveis. Mas, nota-se neste ponto, por questões de direcionamento e de noção do local em que as tratativas se desenrolam, que, cada vez mais, suas diretivas, se destinam-se à União Europeia. Pois bem, en passant, nem mesmo uma nova investida russa, mais radical e destrutiva, não terá o potencial de destruir a intenção principal. Os dados estão jogados (e não há, nessa expressão, nada de diminuição ou simplificação, mas de extremo horror) e, certamente, este pode ser apenas um movimento de torres, mas, não demora vem as ações de xeque mate... os limites toleráveis já foram largamente ultrapassados, agora vem a tensão absurda das próximas medidas... A única solução, com a intermediação da China, é se a Europa se der conta e tiver forças para recuperar sua auto determinação e ser capaz de jogar sua sorte. Não há esperança em guerra ou na derrota de nenhuma das partes, apenas em sua composição e reagrupamento de forças. Reitero, trata-se, em face da urgência que o momento exige, de rápidas considerações, a serem desenvolvidas mediante o debate, essencial ao desvendamento das questões cruciais deste momento trágico.

Vladimir

- 2022-03-02 10:59:08

Não restou outra alternativa à Rússia que não a de demonstrar força para poder garantir-se contra o imperialismo. Não foi uma decisão russa.foi uma decisão dos imperialistas falcões do norte. E não dá nem para dizer que essa decisão foi tomada agora.Essa decisão era para ter sido tomada logo após o golpe perpetrado contra o Brasil e seu povo. Contudo,eles também tiveram o seu golpe,ainda que por acaso,com a ascensão do cabelo amarelo. Todos os analistas que acompanham a política dos falcões do norte eram unânimes em afirmar que a vitória dos "democratas" significaria mais e mais guerras. Essa guerra,aparentemente provocada pelos russos,segundo a mídia monopolistas golpista e imperial,tem vários objetivos,entre eles provocar uma racha e enfraquecer os BRICs,coisa que já vinha acontecendo com o golpe de Estado contra a presidenta Dilma. Também,quer provocar,assim como aconteceu com outro projeto dessa gente,o guerra nas estrelas,um gasto maior em armamentos de forma a desiquilibrar os orçamentos de países rivais que teriam a obrigação de investir proporcionalmente muito mais de seu PIB para acompanhar esses rivais. Além disso,ao monopolizar a aversão a guerra russa,a utilizam com cortina de fumaça para guerrear em outras frentes sem serem perturbados e,sobretudo,bloquearem a ascensão chinesa,principalmente na África. Enquanto se olha para essa escuridão provocada pelo imperialismo,os falcões,sempre de prontidão para pilhar os outros países,devem estar armando outro golpe contra a Venezuela para garantir que a "democracia",assim como a implementada aqui no pós golpe,DOE todas as reservas de petróleo venezuelana para essa gente. Enfim,o jogo quando tem os falcões do norte envolvidos pode não ter tudo mas,com certeza,tem muita,muita sujeira,travestida de mocracia.

NeoTupi

- 2022-03-02 01:57:20

Até agora só vi de fato muito "apoio moral" para a Ucrânia e ninguém querendo enfrentar a Russía de fato. Zelensky pediu aviões, Polônia e Bulgária que tem MIGs (e não sei se Sukkois) que ucranianos saberiam pilotar disseram não para não caracterizar entrada no conflito. Zelensky pediu zona de exclusão aérea na Ucrânia, OTAN e Biden disseram não, porque isso os colocaria em guerra direta com a Rússia. O ocidente diz "vai que é sua Zelenky! Palmas pra ti, grande herói! Mas vamos assistir daqui comendo pipoca vendo seu país virar um inferno, para infernizar a Rússia". Cenários possíveis: 1) solução diplomática EUA-UE-Rússia está sendo alinhavada nos bastidores. É o mais provável. 2) Um acordo rápido com cada parte dando um pouco 'a outra pode salvar Zelensky. A continuidade da guerra irá derrubá-lo 'a medida que as derrotas em batalhas chegarem as grandes cidades e a população sentir as perdas. 3) Estima-se que o prolongamento da guerra pode levar até 4 milhões de refugiados ucranianos à UE. Problema enorme para todos os governos europeus que estão no poder hoje. 4) Se Zelensky cai e a Rússia sai da Ucrânia, é grande o risco da extrema direita chegar ao poder na Ucrânia mais cedo ou mais tarde. Problema para países da UE. Alguns desdobramentos futuros: 1) Balança comercial Alemanha x Rússia US$ 30 bi x US$ 18 bi. Boa parte dos 30 bi que Russia compra da Alemanha pode se deslocar para a China. 2) Custo de energia mais alto na Europa torna indústria menos competitiva diante da China. 3) Bloqueio de bens de oligarcas russos quebrou a confiança nos bancos ocidentais e fará milionários (não só Russos) diversificarem onde enfiam seu dinheiro. A médio prazo ganha a China e a própria Rússia. 4) Bloqueio de reservas também levará países a buscarem alguma alternativa para diversificarem e terem soberania. 5) China crescerá mais rápido em participação no sistema financeiro mundial até atingir hegemonia. Dólar e Euro perderão importância relativa. 6) A propria população da Europa deve querer conter a OTAN e estabelecer acordos com a Rússia que mantenha a paz.

Zegomes

- 2022-03-01 21:18:36

Guarde esse texto, Nassif. Daqui a alguns anos você entenderá como se preparou mal para escrevê-lo. Já percebi isso há muito tempo: o que você tem de craque para analisar as jogadas nacionais tem de ponto fraco para a geopolítica.

Victor Suarez

- 2022-03-01 20:45:39

Não gostei do texto. Pra que citar Olavo de Carvalho? Qual a relevância e a intenção de associar Putin a um possível adorador do nazismo? Putin não parece travar uma guerra cultural, muito pelo contrário, ele está sendo bastante pragmático e avisou desde 2015 o que iria fazer. O Zelensky e a OTAN não são surpresas, quem acompanha minimamente sabe que a OTAN é uma máquina de guerra que enriquece a insdústria bélica e que Zelensky iria resistir minimamente (dias), a surpresa real foi a postura IMPERIAL da Alemanha, que não esconde seu desejo de liderar militarmente a Europa, para desespero dos franceses. E é aqui que a UE vai acabar parando, ninguém quer outra Alemanha armada até os dentes e em missões de guerra em solo Europeu.

Assis Ribeiro

- 2022-03-01 20:19:45

Dizem que o ocidente está mandando muitas armas e dinheiro. Pergunta: Se Kiev tá totalmente cercada igualmente a todo o país , por onde estão entrando essas ajudas?

Assis Ribeiro

- 2022-03-01 20:14:15

Não conseguiram enforcar Cuba vão conseguir enforcar a Rússia com apoio direto da China e da Índia e com enorme reservas de ouro e dólar preparados exatamente para este momento?

Assis Ribeiro

- 2022-03-01 20:12:02

Nunca tinha visto algo tão escroto e ridículo como a cobertura desta guerra. A coisa tão absurda que mesmo depois da entrada da Rússia em território ucraniano os países da União Europeia, Estados Unidos e ainda a OTAN declararam que não iriam entrar na guerra nem mandar equipamentos. O que aconteceu que 24 horas depois eles começaram a dizer que iriya levar equipamentos bélicos e dinheiro? Incrível fazer um scout da cobertura de todos os jornais e perceber o viés pro ocidental total. Divulgado número grande de soldados mortos russos e nenhum dado sobre os mortos o ucranianos exceto , a população civil. Não fazem a cobertura abordando as várias estratégias de ataque conhecidas minimamente por qualquer pesquisador ou militar. As análises sobre a invasão sua são feitas apenas pelo método de ataque conhecida como Blitzkrieg. Falam como se a Rússia estivesse perdendo a ocupação o que absolutamente ridículo pelas imagens que esses mesmos veículos mostram de avanço de comboios russos quilométricos. Esquecem que Putim sempre foi considerado por essa mesma mídia como um grande estadista conhecedor exímio das engrenagens de raciocínio do jogo de xadrez. Frio, calculista e paciente. Pois bem, Putim tem dado uma aula de xadrez. A própria estrutura de guerra que ele montou difere de tudo aquilo que conhecíamos. Mesmo antes da guerra, pelo colocou altan e o Estados Unidos e várias situações que deixaram claro a recusa de negociações por parte deles. A estrutura de invasão permitiu que milhares de milhares de ucranianos saísse m do país, método contrário ao ao que sempre vimos nessas situações de conflitos, método Schlieffen, algo próximo ao Blitzkrieg. Essa arquitetura enxadrista da mente de Putin empurrou para que o acidente tomasse uma série de medidas que logo depois foram obrigadas a desfazer demonstrando uma enorme desorganização metodológica e falta de liderança.

Assis Ribeiro

- 2022-03-01 19:39:27

Interessante a cobertura da guerra pela mídia tradicional. Segue a tentativa de lavagem cerebral de um segmento que lembra mais uma organização hegemônica. Tal como aconteceu com Dilma, a mídia agiu em uníssono com a informação de que Dilma tinha praticado crime de responsabilidade. Agora a mídia age da mesma forma uníssona na cobertura da guerra da Ucrânia. Muito cedo, muito mais do que se esperava, a mídia foi desmoralizada quando a verdade sobre a derrubada de Dilma veio à tona. Da mesma forma vai ocorrer com o que essa irresponsável mídia tem feito na cobertura sobre a guerra da Ucrânia. Putim tem dado uma aula de xadrez. A própria estrutura de guerra que ele montou difere de tudo aquilo que conhecíamos. Mesmo antes da guerra, ele colocou a OTAN e os Estados Unidos em várias situações que deixaram claro a recusa de negociações por parte deles. A estrutura de invasão permitiu que milhares de milhares de ucranianos saíssem do país - minimizando a ideia, que Putim sabia, que seria divulgada de carnificina - método contrário ao ao que sempre vimos nessas situações de conflitos, método Schlieffen, algo próximo ao Blitzkrieg. Essa arquitetura enxadrista da mente de Putin empurrou para que o ocidente tomasse uma série de medidas que logo depois foram desfeitas demonstrando uma enorme desorganização metodológica e falta de liderança.

Ana Dias

- 2022-03-01 19:05:24

Outra coisa. Esse negócio de guru de Putin esquece um dado objetivo concreto: A ascensão do Putin se dá após o desastre absoluto do Yeltsin, que praticamente ARRASOU com a Rússia, não só simbolicamente, mas materialmente. Comparar com Olavo de Carvalho, dando a entender que a questão do Putin é uma questão apenas ideológica da busca por uma “Rússia grande”, é esconder o fato de que a Rússia que Putin herdou, ao contrário do Brasil nos anos 2013, era de fato um país arrasado. E que desde o fim da URSS vem sendo cercada por bases militares da OTAN. Sugiro ler https://consortiumnews.com/2022/02/28/the-consequences-of-humiliating-russia/ Claro que a questão simbólica tem um certo peso, mas a questão material é objetiva e não sujeita a especulação. De mais a mais, se Olavo era nacionalista,, então parece que os seus seguidores não entenderam muito bem, pois tudo o que vemos nesse atual governo é entreguismo puro e simples em TODOS os aspectos.

Nelson Maciel Filho

- 2022-03-01 19:00:30

Todos atores, principais e coadjuvantes erram no conflito. Todavia, o que o Putin faz ao invadir a Ucrânia não é apenas insensato, mas perverso e diabólico. Ele planejou muito bem, mas não contava com a oposição de quase todos os países. Além de milhares de vida perdidas, o êxodo de milhões de pessoas jogadas na sarjeta, crise de todos os aspectos: economia, social, humanitária, fiscal, comercial, deixará a Rússia sem recursos, empobrecida, e isolada. Espero que os russos removam o tirano do poder. O que me deixa mais tristes é o apoio que as esquerdas dá ao Putin. Nassif é um dos únicos com uma análise correta. Não podemos jamais nos compactuar com osdespotismo

Ana Dias

- 2022-03-01 18:55:56

Será que a União Europeia se fortalece com essa posição? Isso não é wishful thinking do pensamento liberal ocidental? Porque o que vemos de concreto nos países europeus é a ascensão de uma extrema direita nacionalista, cuja principal bandeira é exatamente ser anti UE. Inclusive, é assim que ela conquista votos de trabalhadores que poderiam votar na esquerda: a esquerda europeia também é anti UE, mas reconhece que a questão é mais complexa do que impedir imigrantes de entrarem nos países. Eu sinceramente não sei de onde vem essa ideia de que uma guerra que vai aumentar ainda mais o fluxo de imigrantes e aumentar o custo de vida nos países da UE vai fortalecer a UE e seus partidários nas próximas eleições em todos os países onde a extrema direita cresce (por exemplo, o movimento dos gilets jaunes na França ocorreu exatamente por causa do custo de vida, em especial de combustíveis, e a situação atual só tende a aumentar esses custos imediatamente no caso dos combustíveis e calefação e em médio prazo nos demais preços). Acho que a ideia de uma Europa unida é uma ideia liberal que a população de lá está doidinha pra enterrar. Por isso, acho que o Scholz erra feio nisso (talvez porque acabou de ser eleito. Veja como a posição do Macron, que tem uma eleição daqui a um mês, é um pouco diferente: está fazendo de tudo pra tentar um acordo de paz, e não é por amor ao pacifismo…)

Rita de Cássia

- 2022-03-01 18:24:42

Gostei muito, mas parei de ler em Olavo de Carvalho.

AMBAR

- 2022-03-01 17:40:13

Bom, problemas a Rússia já tem, faltam agora as soluções.. Ela está entre a cruz e a caldeira tanto econômica quanto politicamente, se considerarmos o que foi exposto. Putin, se souber mirar-se nos exemplos "daqueles homens de atenas", digo, dos americanos de antenas, vai fazer o que eles fazem de melhor que é: livrar-se dos líderes que lhe são antipáticos em seu próprio território. Livraram-se de Saddan nas barbas de sua população; de Osaminha com direito fotos e filmes; mataram líderes afegãos com simples drones; pisaram na cara do Muamar Kadafi ao vivo e a cores sob os aplausos do mundo. Claro que Putin não será aplaudido, então, que faça com discrição o que os americanos fazem com estardalhaço. Não será admissível que Putin não conte com agentes infiltrados próximos suficiente para alcançar Zelensky e leva-lo a "convencer-se " a renunciar ou a assinar um tratado de paz, tudo isso, naturalmente com a discrição que o assunto exige., considerando-se o quanto Putin é antipatizado pela mídia hegemônica americana. O mais, lhe virá por acréscimo.

FRANCISCO KENNEDY PEREIRA TAVARES

- 2022-03-01 17:38:36

RÚSSIA.

Antonio Uchoa Neto

- 2022-03-01 17:02:52

Será que o Olaf Scholz realmente pretende fazer da UE um poder de fato, lado a lado com a OTAN (melhor dizendo, EUA), e assim dar razão aos ingleses, que enxergam a Alemanha como os EUA da Europa? É nesse saco de gatos que ele quer se meter? Entendo que a Europa tem, e provavelmente, sempre terá, dificuldade de aceitar seu atual (e talvez definitivo) papel no mundo, o de peão no enfrentamento EUA x Rússia/China. A UE talvez tenha sido o canto de cisne da Europa, na tentativa de recuperar seu protagonismo político, sob a capa de um projeto econômico, no mundo. E, a essa altura, já está claro que não deu certo. Será que eles não percebem que não é assim que eles reconquistarão o protagonismo perdido? Se é que, algum dia, conseguirão fazê-lo. A OTAN (EUA) está fomentando essa resistência (inclusive civil, que tem tudo para terminar em uma catástrofe inacreditável) da Ucrânia, apenas para desgastar a imagem de Putin, incrementar um possível estranhamento deste com a China, e ao final, negociar um acordo com Putin, que, mesmo vitorioso, estará enfraquecido e com pouca margem de manobra, e dependente da China, que tem seus próprios interesses? Se isso é verdade, a marcha da insensatez está sendo tocada pelos EUA, que estão usando o povo ucraniano como massa de manobra, e à revelia deles. Será que não tem ninguém, no governo ucraniano (se é que se pode chamá-lo assim), capaz de enxergar isso, e interromper a marcha do Zelensky rumo a destruição do seu povo? Os americanos não estão nem aí pros ucranianos, aliás, é mais provável que estejam esperando (desejando) a morte de milhares deles, milhões talvez, para poder demonizar os russos, agora com dados concretos e à vista de todos, e não com ficções que se repetem desde a guerra fria, e nem com fakenews via whatsapp. É preciso que alguém abra os olhos dos ucranianos, imediatamente; com muitas mortes, ou com poucas mortes, o fim disso tudo é a mesa de negociação, onde serão tratados, apenas e tão somente, os interesses dos americanos e dos russos. ACORDA, UCRÂNIA!

André Oliveira

- 2022-03-01 17:02:24

Onde vc viu fôlego na Rússia? Me escapou. Putin perdeu. A invasão está caminhando para um conflito longo, Russia controlando uma parte do território e ucranianos outra, fustigando as tropas invasoras com armas fornecidas pelo ocidente. O único ganhador nessa crise será a China que vai cozinhar Putin em banho Maria extraindo vantagens econômicas do Ocidente em troca de, na prática, nao dar nenhum apoio aos russos além de declarações dubias. No conselho de segurança já foi possivel ver a China pondo em ação a estratégia de ficar em cima do muro.

jossimar

- 2022-03-01 16:36:58

Qualquer imbecil percebia MUITO claramente que a posição dos EUA e UE era para a guerra usando a Ucrânia como bucha de canhão. Quanto mais durar, melhor para eles. Fodam-se os ucranianos e russos. O comediante e o malvado podem ter caído em uma armadilha. Para mim faz parte do jogo para desarticular o BRics - a maior ameaça a hegemonia dos EUA e Europa em toda a história recente. O Brasil foi mais fácil de derrubar que tomar doce de criança de colo. Por causa da burrice infinita do seu povo, covarde e desidioso. Contra a Rússia será mais difícil e já previam a troca de tiros que beneficiaria sua indústria de armas(dos EUA e dos capachos da OTAN) e reforçaria o "inimigo comum". Claro que contam também com a possibilidade de, no caso de queda da Rússia, roubar todas suas riquezas minerais., porque é isso que os europeus e americanos do norte fazem desde sempre. Se conseguirem derrubar a Rússia, no mesmo momento partirão com tudo para cima da China. Só mesmo muitas bombas atômicas impedirão este script.

Vladir

- 2022-03-01 16:29:55

A foto de hoje com mais de sessenta quilômetros de tanques mostra bem como a Rússia se preparou para essa guerra. Uma foto vale mais que qualquer coisa. Os Estados Unidos “com medo” amarelaram quando a Rússia elevou alerta máxima forças nucleares.

José de Almeida Bispo

- 2022-03-01 16:29:42

Na minha modesta opinião Putin planejou reincorporar a Ucrânia há tempos; e se não o fez antes foi por não ter motivação mais forte. Que a banca forneceu aos montes ao empurrar o fraco governo dos Estados Unidos a pressioná-lo com a OTAN, a ao providenciar, diretamente um segundo Macron, só que para dentro da cozinha da Rússia.

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