5 de junho de 2026

Xadrez do escândalo do INSS e as saídas para o impasse, por Luís Nassif

Mas tem que cair a ficha de Lula para um fato: não há férias nem aposentadoria para personagens da história.

Peça 1 – o republicanismo como fator de enfraquecimento

O escândalo do INSS tem o condão de ressuscitar todos os fantasmas da campanha do impeachment e alimentar definitivamente a volta da ultra-direita.

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Saliente-se que há uma enorme diferença entre as armas dos governantes democratas e dos autoritários.

Os escândalos do INSS foram gerados no governo Bolsonaro. O que fez o Ministro da Justiça, Sérgio Moro? Nada. Bolsonaro ordenou que não se metesse, e ele não se meteu.

Já o governo Lula permitiu plena liberdade à Polícia Federal. O resultado foi a Operação Cessação, que implodiu o esquema. O que poderia ser o maior feito do governo Lula transformou-se na principal ameaça. Não se surpreenda se, nas próximas semanas, explodirem manifestações contra o governo.

O escândalo mostrou um amadorismo mortal, a começar da Casa Civil, mas passando por outros ministérios.

O governo Lula depende de uma coalizão coalhada de políticos suspeitos. Se o loteamento é inevitável, o caminho lógico seria mapear as áreas mais sensíveis e montar um acompanhamento permanente.

Na era da digitalização, caberia à Casa Civil ou ao Ministério do Planejamento e Gestão a criação de indicadores de monitoramento de todos os organismos geradores de despesa ou receita.

Mas o problema maior é a falta de familiaridade da Casa Civil com temas políticos nacionais. Fosse um Ministro experiente, desde o início faria questão de se informar de todas as operações sensíveis da Polícia Federal. E providenciaria para que o anúncio da operação fosse feito pelo próprio Presidente da República.

Um escândalo capaz de decidir as próximas eleições foi deixado ao léu.

Peça 2 – o fator gestão

A maneira de contrabalançar esse escândalo, seria o governo anunciar um choque de gestão real, concreto, tanto da Previdência quanto nos outros braços do Estado.

  1. Trariam Nelson Machado, conversariam com o Movimento Brasil Competitivo, envolveriam a ENAP (Escola Nacional de Administração Pública), a plataforma SISP (Sistema de Informações dos Recursos de Tecnologia da Informação), montariam um conselho de gestão com instituições do setor privado e dos movimentos, e apresentariam um choque de gestão. Revisariam processos, envolveriam as agências do INSS em competição para a redução de prazos, premiaram as melhores, instituíram normas de compliance. Tudo tendo como principal objetivo o segurado.
  2. O Ministério da Gestão criaria um Conselho de Gestão pela qualidade, para espalhar o conceito por todos os órgãos públicos.
  3. O Ministério de Orçamento e Planejamento revigoraria sua área de análise de eficiência, com foco na qualidade da entrega de serviços.
  4. O próprio Presidente da República empunharia a bandeira da gestão.

O pior que poderia acontecer seria o governo se contentar com uma troca burocrática de Ministro.

Peça 3 – o mal estar geral

Não se espante, portanto, com a sensação geral de mal-estar.

Em São Paulo, por onde se anda vê-se a construção de enormes espigões de escritório e residência. Há muito tempo não via tanta construção no centro expandido. No último feriado, as estradas coalharam de veículos, em todas as direções, Fernão Dias, Bandeirantes, Dutra, as estradas para o litoral. 

Ou seja, os sinais de melhora da economia são nítidos. Mas as pesquisas mostram desalento. Reclamam da alta de preços, que a vida está ruim. Nem se pense que haja dedo da conspiração das pesquisas, embora tenha certeza de que há na mídia. O sentimento de desalento é perceptível. Como é possível esse desacoplamento entre realidade e expectativas?

Primeiro, pelo fato de que não há nenhuma expectativa em relação ao futuro. Em relação à macroeconomia, o único fator de otimismo é que a Selic, que já está em indecentes 14,25% provavelmente não irá a 14,75% na próxima reunião do Copom, mas para 14,50%. Ufa!

O desalento do setor produtivo tem correspondência no campo beneficiado, o mercado. O primeiro, porque paga a conta. O segundo, porque o pessimismo é sua principal arma de dominação da política econômica. E a mídia referenda. Então, todo dia tome editorial contra a gastança, contra o aumento da dívida pública – cujo principal fator é a taxa de juros. E se escondam todos os fatos positivos.

Esse mal-estar surge no andar de cima e se espalha pelo andar de baixo através das redes sociais e da máquina da ultra-direita. Valem-se preferencialmente de notícias dispersas. Enquanto isto, a frente progressista não dispõe de uma ideia chave aglutinadora. E sua maior liderança, Lula, é uma luz até agora sem energia.

Peça 4 – intervalo para recordação pessoal

Não me esqueço de meu encontro com Xixo, Moacir Carvalho Dias, fundador da Leiteria Poços de Caldas, adquirida depois pela Danone.

Na campanha presidencial de Getúlio, ele desfilava com sua cabriolé pela cidade, fazendo campanha para Eduardo Gomes – já acossado pela contra-campanha sobre os marmiteiros. A mineirada brincava: “Cada volta, o Brigadeiro perde um voto”.

Em plena ascensão da popularidade de Lula, encontrei Xixo, surpreendentemente conservado para a idade, no estacionamento do Bradesco, em Poços de Caldas. Ele elogiou Lula e lamentou o que ocorrera com Getúlio:

  • Todo mundo dizia horrores dele. Só muito tempo depois descobri tudo de bom que ele fez.

Peça 5 – o maior líder contra a ultradireita

Vamos aos exemplos de contra-senso.

Lula tornou-se a esperança civilizatória não apenas no Brasil, mas no plano mundial. Lula é visto como a maior esperança do mundo civilizado contra a ditadura da ultradireita. Como Steve Bannon prognosticou tempos atrás, a maior ameaça à ultradireita é Lula.

Confira-se o artigo “Lula em Perspectiva Global”, de Chris Thornhill, Professor Titular de Direito Constitucional Comparado da Universidade de Birmingham, publicado por Jamil Chade na Uol. 

  • A democracia brasileira não é frágil, mas sim alvo de reações hostis justamente por seus avanços. Desde 2003, Lula promoveu mudanças sociais significativas que colocam o Brasil entre os maiores exemplos de democracia progressista no mundo. Nenhum outro líder eleito da esquerda democrática global teve impacto comparável na redução da pobreza e na construção de um Estado de bem-estar social como Lula.
  • Embora traços desse modelo existissem desde Vargas e tenham sido reforçados pela Constituição de 1988, foi apenas com Lula, a partir de 2003, que tais direitos passaram a ser efetivamente garantidos para a maioria da população. Isso transformou o Brasil na mais populosa democracia com um sistema de bem-estar razoavelmente robusto — um feito sem precedentes na história democrática recente.
  • Essa originalidade, no entanto, também traz fragilidades: as políticas públicas permanecem instáveis, sujeitas a retrocessos com mudanças de governo, e fortemente dependentes de lideranças específicas como Lula. 
  • O retorno da agenda progressista em 2022/2023 demonstra a resiliência das instituições brasileiras, que resistiram às tentativas autoritárias e permitiram a retomada da política de inclusão social. Portanto, ao invés de lamentar uma suposta fragilidade democrática, o Brasil deveria ser reconhecido por seu papel inovador e robusto no avanço da democracia social no século XXI.

O que faltaria, então? Falta Lula. 

Há muita coisa em andamento, muito projeto em construção, só possível em um governo racional. 

Quando se acompanha o noticiário da Presidência, que chega por WhatsApp, mas nunca transborda para as folhas dos jornais, percebe-se que, apesar das restrições fiscais, o futuro do país está sendo definido agora: reconstrução dos setores do Estado destruídas pelo bolsonarismo, negociações com China e Japão, acordos sendo iniciados e políticas de longo prazo sendo definidas.

Mas o governo não consegue transformar esse trabalho em um projeto político

Não há um plano de metas, que sintetize para a opinião pública a construção do futuro. Não há iniciativas de impacto que projetem o Conselhão como o embrião de um pacto nacional. Não há nem sinal de reação contra os esbirros autoritários das lideranças do Centrão. Não há nenhum aproveitamento da inteligência que repousa em vários órgãos públicos. E, principalmente, não há atuação política de Lula mostrando a construção do futuro.

Antes da prisão de Lula, palestrei em um evento da Confederação Nacional dos Metalúrgicos. Lula falou em seguida. Seu discurso foi matador, uma capacidade única de identificar os fatores efetivamente relevantes de desenvolvimento e transmiti-los em linguagem popular. Comentei com um colega: só tiro para parar Lula nas próximas eleições.

Depois, o Supremo Tribunal Federal e uma opinião pública desvairada lançaram ele na prisão, de onde foi retirado por ser o único apto a salvar o país do caos.

Peça 5 – os desfechos possíveis

Tem-se, então, um quadro paradoxal.

De um lado, o maior símbolo mundial da resistência progressista: Lula. De outro, o avanço sistemático da ultradireita nesse antijornalismo ululante, de tratar Tarcisio de Freitas como um político de direita normal.

Tarcísio está transformando a Polícia Militar em uma milícia. Seu Secretário de Segurança, Guilherme Derrite, está demitindo todos os oficiais legalistas, substituindo pelos matadores do ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar). Não se trata apenas do planejamento sistemático de homicídios, mas da transformação nítida em milícias fascistas com objetivos políticos.

Veja-se o que aconteceu com as manifestações da ROTA de São josé do Rio Preto, imitando as cerimônias da Klu Klux Kan. 

Pergunte se houve alguma punição, ou aos PMS responsáveis por assassinatos a sangue frio, documentados por vídeos espalhados pela Internet.

Se não são evidências nítidas de um governador fascista, investindo nas futuras milícias armadas, seria o quê? O que ocorreria na eventualidade de Tarcísio presidente?

Certamente repetiria o modelo Bolsonaro, de invasão da administração pública pelos militares, da abertura indiscriminada de aumento nos rendimentos militares. E como se comportaria a corporação em um eventual governo Tarcísio, com ele substituindo o Alto Comando legalista por filhos dos porões da ditadura, por órfãos de Silvio Frota?

Nada isso importa: Tarcísio é a garantia de privatização da Petrobras, de invasão das universidades por tutores militares, da revanche final da ultradireita, espelhado no exemplo do tutor maior: Donald Trump.

Se parasse a história agora, a contribuição de Lula à democracia já estaria estampada nos livros de história. Não serão necessários muitos anos para o reconhecimento dos Xixo de hoje. É uma biografia épica, do político condenado à prisão pela mais alta corte do país, e retirado dela pela mesma corte, quando viu nele a única alternativa contra a ditadura bolsonarista.

Mas tem que cair a ficha de Lula para um fato. Não há férias nem aposentadoria para personagens da história. É hora de, a exemplo de Charles Laughton em “Testemunha de Acusação”, pegar novamente o chapéu de metalúrgico e completar seu trabalho maior: a consolidação definitiva da democracia no país.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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20 Comentários
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  1. Jooota.marcelooo

    4 de maio de 2025 9:58 am

    Os bilionários mimados.q mamam na teta do governo e não pagam impostos(agro,midia e banqueiros)querem jogar no colo do governo(citam com a boca cheia GOV LULA)o roubo dos velhinhos e o q ANULA A FARSA?A simoles LEMBRANÇA q foi Bolso q começou tudo em 2019,a memória tem BASTANTE PODER,O q intimida jornalistas vendidos de fazeren manipulações e jogos sujos?(Renaldos Azedos)A MEMÓRIA (lembrança)!Vcs da mídia alternativa(geralmente os perseguidos e muito isolados quando trabalhavam na mídia tradicional)SÃO O PRÓPRIO JORNALISMO,A PROPRIA IN FORMAÇÃO CORRETA DA HISTÓRIA (q não foi comprada (por quem?)!!Agora me parece q por falta de alternativa os MIMADÕES querem repetir o modus INTERFERÊNCIA estrangeira lava jato e o q ANULARÁ ISSO?A lembrança!Ontem no Brasil acontecia ataques a escolas por estudantes,ontem CACS e militares ouriçados,ontem planos de morte,ontem instituições desmoralizadas,ontem investimento zero na economia e infraestrutura e os q fazem ou fizeram o jogo sujo antibrasil e antipovo?Guedes,camposarrasadosneto,netaniaru,gov do RGS?Quietinhos e com a conta abarrotada!!!Por isso q os jornalistas independentes não prestam,não dão visibilidade a vcs eu lembro q antes o temor do PT era q eles DENUNCIAVAM muita coisa tinham medo de eles comunicar o povo das desgraças q a elite fazia era o antisistema,agora é governo e entendo a situação de ter GOVERNANÇA,só q a elite é irresponsável (neia dúzia de bilionarios)e já querem interferir nme impor a sua “demicracia”isso causa muito desequilíbrio e efeutos colaterais(ditaduras e gollpes)quanto nossas emoresas genuinamente brasileiras oerdeu de dinheiro desde o golpe?Quantos emoregis perdidos?A reforma trabalhista prometeu 3 milhões e pois perdemos 3 milhões (3+3=6 q conta kkk)Vejam q com tudo isso quem SÓ GANHA é o Agro e banqueiros,fazem a cabeca2 de uma nação toda contta si mesmos aff !!!

  2. Antonio Carlos Demanboro

    4 de maio de 2025 10:33 am

    Nassif, penso que você tem razão mas não está certo. A intuição diz a Lula o que fazer ou não fazer. Ser racional nesse mundo irracional pode ser mortal.

  3. Fábio de Oliveira Ribeiro

    4 de maio de 2025 10:39 am

    Os condicionamentos midiáticos impostos ao governo Lula não são diferentes àqueles que são impostos à plataforma virtual do próprio Jornal GGN. Nos últimos meses, Nassif tem atacado com razão e bons argumentos os satélites de Elon Musk. Mas agora a propaganda da Starlink pipoca por todo o Jornal GGN. Antes da abertura da página, a tela fica coberta por um banner dessa empresa. É claro que isso é indesejado, uma decorrência automatizada do modelo de financiamento da internet que associa aos websites até mesmo propagandas que os donos deles detestam e rejeitariam. Mas assim como Nassif não tem autonomia para rejeitar esta ou aquela propaganda, o governo Lula não consegue se livrar dos barões sanguesugas da mídia. Eles dependem da verba de propaganda da União, mas fazem propaganda contra o Brasil e contra o governo. O desperdício de dinheiro público nesse caso é evidente, inclusive e principalmente porque jornalões como a Folha e o Estadão não apenas desautorizam tudo o que nosso país faz mas aplaude qualquer besteira que o governo dos EUA decida fazer. Seria mais do que necessário parar de jogar dinheiro fora e financiar uma empresa pública de comunicação de grandes proporções. A Inglaterra tem a BBC, a França tem a RFI, a Holanda tem a Nederlandse Publieke Omroep, Rússia e China também tem seus próprios sistemas de comunicação. O Brasil está ficando para traz entre os brasileiros porque assim deseja o mercado, mas o que é bom para o mercado geralmente é ruim para o nosso país. Então a questão da ampliação do sistema de comunicação público do país deveria ser uma prioridade absoluta.

  4. Edivaldo Dias de Oliveira

    4 de maio de 2025 11:02 am

    Rui Costa tem que se livrar do Lula já, posto que o contrário a lei não permite.

    1. emerson57

      4 de maio de 2025 8:05 pm

      (Deve haver outros…)
      Rui Costa que preste só conheço o Pimenta.
      Se é desse que o senhor fala TMJ.

  5. Edivaldo Dias de Oliveira

    4 de maio de 2025 11:21 am

    Comentário meu no grupo de zap Reencontro bancários, onde compartilhei esse xadrez.

    Temos aqui dois problemas, no mínimo, a meu juízo: 1 – É fardo muito pesado para se carregar, essa herança do Lula e muitos temem tomar a iniciativa. 2 – Mesmo sendo pesado o fardo quem luta pela posse dele, é logo cercado e censurado por outros candidatos, mesmo que não se apresentem publicamente para a disputa. 3 – O próprio dono do fardo é muito zeloso dele e parece não querer abrir mão de carregá-lo até suas últimas forças, como um Sísifo a rolar a pedra até o topo do morro, quando ela lhe escapa e ele volta para buscá-la. Que se há de fazer? PS. Achei 3, poder ter mais.

    Ps2. Lendo o Texto do MCN sobre os bons tempos dos comentário no site.
    Eram mais e mais rápidos para serem postados. Compreendo os cuidados com os intrusos, os cães de aluguel. Como resolver? Criar uma SALA VIP, de comentarista históricos, que não precisariam passar pela alfandega.

  6. fabricio coyote

    4 de maio de 2025 2:37 pm

    Sun Tzu disse:
    “Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível.”

    O que impressiona nesse pseudo jornalismo da chamada grande mídia de achaque é que em nenhum momento aparecem os operadores financeiros, os bancos. Afinal para que haja desconto no consignado é obrigatória a participação das instituições financeiras. Ágora imagine as outras modalidades de consignado. O banco bmg, por exemplo, me ofereceu um cartão de crédito mas descontava diretamente de meu contracheque. Ajuizei ação e provei que o banco fraudava autorizações de desconto SEM minha assinatura. Noves foras os juros escorchantes que praticam contra aposentados, como é o caso da credfisa. Consignado foi uma excrescência criado por lula, como aqui já comentei.

  7. NELSON VIANA DOS SANTOS

    4 de maio de 2025 3:47 pm

    Prezado Nassif

    Diagnóstico certeiro.
    Todavia, nada de diferente será realizado por Lula. Em meio ao escândalo medonho irá à Rússia, não sem antes enviar a esposa com antecedência para fazer turismo.
    Lula corre o risco de ser humilhado na próxima eleição e, pior, está pavimentando o caminho para a extrema direita chegar ao poder ano que vem.
    Ministério largado, sem nenhuma cobrança por eficiência, que se reúne uma vez por ano para ouvir um discurso patético do presidente.
    O único ministro que demonstra trabalhar sério é Fernando Haddad, independente das medidas adotadas.
    Os demais estão apenas aproveitando o dinheiro público com cargos em comissão para os apaniguados, viagens, diárias, etc.
    Não há Sidônio que consiga transformar água em vinho.
    Triste epílogo político para uma figura com a história de Lula.
    Não é falta de crítica construtiva. Lula parece viver em uma bolha e somente toma uma atitude quando ocorre uma crise .
    Vamos aguardar o impacto dessa pouca vergonha do INSS mas próximas pesquisas.
    Abraço

  8. Cezar

    4 de maio de 2025 4:17 pm

    Nassif, os espigões são fruto da financeirização da economia, servem à especulação dos fundos imobiliários e à exploração plataformizada dos airbandbs da vida! Os sinais de estradas apinhadas já vinham do último ano de Bolsonaro e os gastos que fez para tentar se reeleger. E aí o que faz o Haddad? Anuncia cortes, ajustes, etc.! É óbvia a sensação ruim da economia! Já parou para ver canais de yt que tratam do problema dos “jovens” de 30 anos? Todos dizem que é impossível com o preço e juros cobrados, adquirir casa própria. E estamos falando dos jovens de 30 de classe média! Não! Não está bom! É preciso investimento público urgente!

  9. PHOTIOS ANDREAS

    4 de maio de 2025 5:59 pm

    A demissão do Ministro, apoiada pelos perpretadores do saque (Executivo através de servidores corruptos – incluindo um diretor que adiava auditorias; Legislativo – quantos eleitos foram beneficiados pelo butim; o Judiciário que nunca tomou nenhuma providência (provavelmente pelas mesmas razões) e PRINCIPALMENTE o sistema Financeiro que ganhou mais que a soma de todos os piratas anteriores, fizeram a maior injustiça ao único que tomou providencias sérias a respeito desse assunto que foi Carlos Lupi. Como um Governo pretende firmar-se sendo injusto e apático? De qualquer forma o Mapa completo e pontuado de toda a origem dos males nacionais está bem desenhado para quem quiser ver e usar.

    1. NELSON VIANA DOS SANTOS

      5 de maio de 2025 5:27 am

      Carlos Lupi não fez absolutamente nada durante um ano após ter conhecimento das falcatruas. Conseguiu a proeza de aumentar a fila de espera para a aposentadoria.
      Figura lastimável que já tinha sido pela Dilma. Recusou-se a demitir o presidente do INSS. Você precisa ler o noticiário com mais atenção

      1. Photios Andreas

        5 de maio de 2025 11:11 am

        Culpado de ser lerdo portanto. O principal ponto foi o vislumbre do Mapa dos Males.

  10. Claudomiro Euclides Gomes

    4 de maio de 2025 6:20 pm

    Boa tarde,sem palavras já o admirava muito ao lê o xadrez do Rio e tudo pertinente a Garotinho .

  11. emerson57

    4 de maio de 2025 7:51 pm

    O que pega é que tanto o governo como a mídia progressista(?) se deixam guiar pela pauta do PIG.
    Que é pilotado do exterior.
    O governo e seus partidários passam todos dias gastando agua com falsos incêndios.
    Sobram as brasas a lhes queimarem.
    Lula é grande mas não “é” dois.
    Para vencer esta guerra falta ao governo um gabinete de crise POLÌTICO para sugerir ao presidente soluções e atos!
    Genoino, Arbex, Diogo, Glauber, Nassif e outros tantos com cérebros e patriotismo.
    Até hoje não entendi a burra decisão contra a Venezuela.
    A negativa à rota da seda, apesar de toda amizade demonstrada pelos chineses e russos.
    As balas perdidas com Milei, Boric, Noboa, Biden foram inúteis e voltarão como chumbo contra a esquerda.
    Gleisi poderia formar o tal gabinete de suporte ao governo.
    Se não, continuaremos com Janja.

  12. Luiz Fernando Juncal Gomes

    4 de maio de 2025 8:01 pm

    Haddad pode começar a coçar os bolsos, e arranjar coisa de uns 30 bilhões para pagar a conta do INSS. Quando consolidarem tudo, a atualização monetária e dano moral a cada um, vai ser isso ou mais.

  13. tulio muniz

    4 de maio de 2025 9:17 pm

    Complexo Nassif, e não cabe só a Lula tomar iniciativas, toda experiência em comunicação do PT está (inexplicavelmente) ausente , apanhamos todos os dias na micro política dos grupos de WhatsApp do condomínio, do bairro, da escola com uma curnocópia de extrema direita aberta dia e noite a fabricar memes mentirosos, se nos falta munição na mesma proporção, para o combate. Lula de 2003-a 2010 era pré-digital, e não assimilou que a velocidade do tempo se alterou (novamente pela técnica e tecnologia. Walter Benjajmin, presente) e insiste em ser analógico.

  14. Célio Knipel Moreira

    5 de maio de 2025 11:49 am

    Lá no final do texto está o resumo da origem de todo o problema que vivemos hoje: “Não há férias nem aposentadoria para personagens da história”. Lula teria de saber disso em 2010 e também em 2014…

  15. evandro

    5 de maio de 2025 4:22 pm

    Vou perguntar (já que não ofende, pois não?). Rui Costa, o atual chefe da casa civil, não seria o ex-governador baiano, em cujo governo foi morto um miliciano carioca após estar cercado pela PM e sem chance de fuga?

  16. Maria José Rolim

    6 de maio de 2025 9:16 am

    Parabéns, Nassifvocê nos representa com artigos brilhantes.Nos dá orgulho neste país progressista e de termos votado do governo Lula,
    porque estamos do lado certo da História.

  17. Suzana

    6 de maio de 2025 9:58 am

    Ótima análise de Luiz Nassif,como sempre.

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