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O Zé Pereira e a quadrilha francesa Les Pompiers de Nanterre

Por Jairo Severiano, François Germain e Luciano Hortencio

Ao editar a quadrilha francesa LES POMPIERS DE NANTERRE, na interpretação do Maestro Léo Peracchi e Orquestra, tive a confirmação de notícias esparsas dando conta que o nosso ZÉ PEREIRA era uma adaptação de parte dessa célebre quadrilha francesa. Carente de informações mais precisas, busquei ajuda junto aos amigos Jairo Severiano, pesquisador, musicólogo e escritor cearense, bem como do compositor francês François Germain, solicitando a esse último os nomes completos dos compositores dessa obra.

François Germain, gentilmente, me enviou as fichas de catalogação da peça:

Les Pompiers de Nanterre. Quadrille (pour piano, sur des chansonnettes) par L. C. Desormes
Description matérielle : In-fol. oblong
Description : Note : Sur des chansonnettes de Philibert, O. Batifort, Antonin Louis
Édition : Paris : Tralin , [1868]
Compositeur : Philibert (parolier, 18..-19..)
Auteur ou responsable intellectuel : Louis-César Desormes (1840?-1898)
 
Les Pompiers de Nanterre. Quadrille (pour piano, sur des chansonnettes) par L. C. Desormes
Description matérielle : In-fol. oblong
Description : Note : Sur des chansonnettes de Philibert, O. Batifort, Antonin Louis
Édition : Paris : imp. de H. Chapatte , [1878]
Compositeur : Philibert (parolier, 18..-19..)
Auteur ou responsable intellectuel : Octave Batifort (18..?-1953)Louis-César Desormes (1840?-1898),Antonin Louis (1845-1915)
 
En 1878 les compositeurs sont : Octave Batifort - Louis-César Desormes (1840 - 1898 ) et Antonin Louis (1845-1915) le Parolier est Philibert.
 
O conterrâneo e amigo Jairo Severiano me forneceu todas as coordenadas e gentilmente me enviou matéria que havia publicado no Facebook, recebendo pequenas adaptações de minha parte, a fim de se coadunar com o título e a idéia do post!

ZÉ PEREIRA é um canto de chamamento à folia, efetivo contra momentos de desanimação coletiva. Segundo o historiador Vieira Fazenda, o surgimento do "Zé Pereira" aconteceu num carnaval por volta de 1850. Na ocasião o sapateiro português José Nogueira de Oliveira Paredes, saudoso do costumeiro desfile de zabumbas nas festas de Braga e Viana do Castelo, resolveu repeti-lo no Rio. Então, saiu às ruas com um bando de patrícios em grande algazarra, tocando bombos e tambores. De repente, com o vinho subindo-lhes às cabeças, todos começaram a dar vivas a um tal de Zé Pereira, que seria o próprio Zé Nogueira, patuscada que se repetiria nos anos seguintes. 

Tempos depois, em 1869, a folia do sapateiro daria ao ator Francisco Correia Vasques a ideia de reproduzi-la num entreato cômico intitulado "O Zé Pereira Carnavalesco". Dono do Teatro Fênix Dramático, ele era rival do empresário Arnaud, do Teatro Lírico Francês, cujo sucesso na ocasião era a peça "Les Pompiers de Nanterre", de Larone e Martinaux. Classificada como uma "excentricité burlesque" e estrelada pela "demoníaca" Zelia Lafourcade e a "salerosa" Rafaela Monteiro (os adjetivos são de um cronista da época), a peça apresentava uma quadrilha calcada em cançonetas francesas, entre as quais a de Antonin Louis sobre os bombeiros (Les Pompiers de Nanterre), que o público adorou certamente pelos dotes físicos das intérpretes, bem mais sedutores do que uma historinha de bombeiros. Foi justamente sobre essa melodia que Vasques escreveu a versalhada (71 versos...) cantada ao ritmo dos tambores no tal "Zé Pereira Carnavalesco".

 O pesquisador Mozart de Araújo, que desvendou o mistério do tema original, escreveu: "a 4ª parte e a coda da 5ª parte dessa quadrilha são, nota por nota, a famosa melodia do nosso carnaval'. E era isso mesmo que pretendia o Vasques, ou seja, depreciar o concorrente grã-fino misturando o seu maior sucesso com a zabumbada popular. O que ele não pôde prever foi a consagração do tema no nosso carnaval.

Viva o Zé Pereira,

Que a ninguém faz mal.

Viva o Zé Pereira,

No dia de carnaval.

Passemos agora a ouvir a parte da quadrilha relativa à adaptação de Francisco Correia Vasques e o próprio Zé Pereira, na interpretação de Severino Araújo e sua Orquestra:

Finalizamos apresentando a quadrilha completa, na interpretação do grande Maestro Léo Peracchi!

 

 

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Mara L. Baraúna

Viva o Zé Pereira!! Viva o carnaval!!!

Que postagem ótima, abrindo para comentários primorosos e esclarecedores!

Abraços em todos

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Para Mara Baraúna!

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lucianohortencio

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jns

Carnaval

 

De Nossa Senhora dos Rosários à Escola de Samba

O Entrudo é Avô e Pai do Carnaval. Aliás, o Carnaval já era festejado antes de Cristo para festejar a chegada da primavera.

A introdução do Zé Pereira é atribuída a José Nogueira, um sapateiro português, e a primeira vez em que surgiu alguma manifestação musical -  não havia cantoria - no carnaval, ocorreu em 1852. O Zé Pereira, importado de Portugal, era um grupo tocando bumbos e tambores.

O Carnaval veio para o Brasil, trazido pelos portugueses, sob a forma de "Entrudo". Usando limões de cheiro, bisnagas, seringas, bacias e baldes, molhavam-se uns aos outros. Havia muita briga e confusão, mas não havia música durante os festejos.

Zé Pereira no Carnaval de 1927

Mas foi o ator teatral Francisco Corrêa Vasques que colocou música propriamente dita no Zé Pereira, aproveitando uma musica francesa “Le Pompiers de Nanterre”. Assim nasceu a primeira música de carnaval.      

     E viva o Zé Pereira/ Que a ninguém fez mal/  E viva a bebedeira / Nos dias de carnaval

     Nas ruas, ficou apenas / Viva o Zé Pereira / Viva o carnaval/ Viva o Zé Pereira/ Que a ninguém faz mal

"Os cordões saíram dos templos. Ignoras a origem dos cordões? Pois eles vêm da festa de Nossa Senhora do Rosário, ainda nos tempos coloniais. Não sei por que os pretos gostavam de Nossa Senhora do Rosário. Já naquele tempo gostavam e saíam pelas ruas vestidos de reis, de bichos, de pajens, de guardas, tocando instrumentos africanos e paravam em frente à casa do vice-rei, a dançar e a cantar." João do Rio

O professor Carlos Góis, no seu livro Histórias da Terra Mineira, ao falar de Chico Rei escreveu o seguinte trecho:

"No dia 6 de Janeiro de cada ano, o Rei, a Rainha e os Príncipes, vestidos com trajes opulentos cobertos de suas insígnias e coroas, eram, com grande aparato levados à Igreja do Rosário, onde assistiam à missa cantada. Ao término da mesma saíam pelas ruas de Vila Rica executando danças características, à moda da África, tocando instrumentos indígenas dos usados na Guiné. Essas festas chamavam-se Reisado do Rosário De Ouro Preto estenderam-se às outras cidades e lugares do Brasil, onde ainda hoje são conservadas."

Os cordões carnavalescos daí originados foram os primeiros a cantar música durante o carnaval. E foi exatamente para um deles - o Rosa de Ouro - que foi composta, especialmente, a segunda música de carnaval, "Ó abre alas", de Chiquinha Gonzaga.

Ranchos

Ranchos eram agremiações carnavalescas típicas da cidade do Rio de Janeiro no fim do século XIX e na primeira metade do século XX. Tratava-se de um cortejo com a presença e um Rei e uma Rainha, movidos ao som de marcha rancho e acompanhados por instrumentos de sopro e corda sem instrumentos de percussão. Havia também um mestre de Harmonia, um de Canto e um de Sala, responsável pela coreografia. Desfilavam com porta estandarte e mestre sala que tinham que dançar e ficar atentos a qualquer movimento, pois seu estandarte poderia ser roubado a qualquer momento por um rancho rival, e isto era a maior humilhação que poderia haver, desta forma o mestre sala sempre desfilava armado de uma navalha.

O Rancho Flor de Abacate, vencedor do carnaval carioca de 1932   

Os Ranchos cariocas teriam se originado a partir dos Ranchos de Folia de Reis baianos, que saiam normalmente no Dia de Reis. Em 1919 foi criada a Liga Metropolitana Carnavalesca pelos Ranchos.

"Nos ranchos, cortejos de músicos e dançarinos religiosos, mas pândegos e democráticos, que já anteriormente apareciam na Bahia, lutariam carnavalescamente para impor a presença do negro e suas formas de organização e expressão nas ruas da capital da República. A baiana Bebiana, irmã de santo da grande Ciata de Oxum, é figura central da primeira fase dos ranchos cariocas, ainda ligada ao ciclo do Natal, guardando em sua casa, no antigo largo de São Domingos, a lapinha, em frente à qual os cortejos iam evoluir no dia de Reis. Hilário (Hilário Jovino Ferreira, nascido no terceiro quarto do século XIX em Pernambuco, de pais presumidamente forros, e levado para Salvador ainda criança, só viria para o Rio de Janeiro já adulto, onde, graças a seus excepcionais dotes, se tornaria uma das figuras de proa do meio baiano), que se tornaria o principal criador e organizador dos ranchos da Saúde, talvez o principal responsável pelo deslocamento dos desfiles para o Carnaval, o que transformaria substancialmente suas características: a festa profana passa a sugerir um novo enfoque musical e coreográfico, se transferindo para a Cidade Nova, em torno da Praça Onze, os pontos de encontro, organização e desfile dos ranchos baianos" - Roberto Moura, 1983.

Escolas de Samba

Depois da fundação da “Deixa Falar” por Ismael Silva em 1928, uma reunião de blocos do Estácio, as Escolas de Samba passam a tomar conta do cenário. O nome de Escola foi dado pelo próprio Ismael, insatisfeito com a perseguição aos negros sambistas e quanto à dificuldade em estudarem em escolas formadoras educacionais, resolveu batizar a agremiação como Escola de Samba e quando perguntado sobre uma escola do bairro, falou: "Lá é a Escola Normal, aqui é a Escola de Samba, já que vai formar professores de samba".

Com isto há um novo impulso para o Samba, vem as Escolas Mangueira, Portela, Império e Salgueiro e depois Mocidade Independente, Beija-Flor e Imperatriz Leopoldinense. Vem o partido alto cantado como desafio nos terreiros aos sambas enredo e trilha para o desfile das agremiações.

Com o desenvolvimento das Escolas de Samba, os ranchos foram desaparecendo. O Último desfile de Ranchos no Rio de Janeiro aconteceu no ano de 1980.

O samba ganha status de 'Identidade Nacional' através do reconhecimento de intelectuais como Villa Lobos.

Neste contexto o Samba Carioca vai excursionando e penetrando através das barreiras econômicas e aculturadas, e a mobilização do povo, a religiosidade e o misticismo amorenam o nosso gênero musical preferido, é a voz do povo esquecido e que é jogado aos pés e encostas dos morros cariocas, que expressam em suas poesias o seu dia a dia, as dificuldades de arranjar um trabalho e de poder viver sem as penitências para obter suas necessidades básicas e higiênicas.

Link: http://www.guarumusic.com.br/colunas.asp?modo=coluna&codigo=60#.VNvAQvnF9RE

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Bonecão


 

                             

A EMBAIXADA DE PERNAMBUCO dos Bonecos Gigantes de Olinda surgiu da grande necessidade do turismo de Recife e Olinda de possuir um espaço cultural estruturado a receber turistas e recifenses para contemplar a grande magia da nova geração dos Bonecos Gigantes não só no carnaval, mas sim o ano inteiro.

O espaço localizado na Rua do Bom Jesus 183, Recife Antigo (desde 31 de julho de 2009), abriga a exposição permanente de 60 bonecos gigantes, dentre os 200 existentes desta nova geração que materializa ícones como: Alceu Valença, Michael Jackson, Chacrinha, Ayrton Senna, Chico Science, Domiguinhos, Luíz Gonzaga, Rita Lee, Lampião, Tim Maia, Silvio Santos, Mauricio de Nassau, Papa Francisco, Cartola, Joaquim Barbosa, Lulu Santos, Elvis Presley, Pelé, Neymar entre outros, o espaço é pura magia.

A visita é monitorada por um guia que expõe a origem da cultura dos Bonecos Gigantes além de explicar o processo de confecção e manipulação. O Ambiente possui bela cenografia além de contar com a loja de souvenires e escritório para a encomendas de miniaturas personalizadas e gigantes. 

Serviço:

Passaporte:
Adultos R$ 10,00 (Dez reais).
Criança (com até 12 anos) acompanhada por adulto pagante, entra sem pagar. 

Horário de Funcionamento:
Diariamente das 08:00h às 18:00h.
Abrimos nos feriados exceto no Carnaval (do sábado até a terça), 25 de dezembro e 01 de janeiro.

Mais informações:
(81) 3441.5102 / 8775.0540 (TIM)

http://www.bonecosgigantesdeolinda.com.br/embaixada.php

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Vitalina e Zé Pereira

 

Abertura oficial do carnaval de Belém do São Francisco em 2014

Postado por Blog do GAZZETA DO SERTÃO

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Bonecos Gigantes de Olinda

Os Bonecos Gigantes surgem na Europa, provavelmente na Idade Média, sob a influência dos mitos pagãos escondidos pelos temores da Inquisição. Chegam em Pernambuco através da pequena cidade de Belém do São Francisco no sertão do estado.

Os bonecos surgiram da vontade de um jovem sonhador que ouvia atento as narrativas de um padre belga sobre o uso de bonecos nas festas religiosas da Europa.

O primeiro boneco foi às ruas da pequena cidade durante o carnaval de 1919 com o surgimento do personagem Zé Pereira, confeccionado em corpo de madeira e cabeça em papel machê, somente no ano de 1929 resolveram criar sua companheira, boneca esta batizada com o nome de Vitalina.

Boneco do Zé Pereira e Vitalina

A tradição dos bonecos gigantes, iniciada em Belém do São Francisco, ganhou as ladeiras de Olinda em 1932, com a criação do boneco do Homem da Meia Noite, confeccionado pelas mãos dos artistas plásticos Anacleto e Bernardino da Silva, em 1937 surgiu a Mulher do Meio Dia, em 1974 foi à vez do Menino da Tarde pelas mãos do artista plástico Silvio Botelho Botelho, que popularizou a tradição com criação do Encontro dos Bonecos Gigantes, onde vários bonecos de diversos artistas se encontram para um grande desfile pelo sitio histórico de Olinda na terça de carnaval.

Leandro Castro e Sineide Castro                                            Antônio Bernardo

Em 2008, o empresário e produtor cultural Leandro Castro criou uma nova geração dos Bonecos Gigantes. Uma equipe montada com diversos artistas como: Antônio Bernardo, Aluísio de Nazaré da Mata e a estilista Sineide Castro, responsável pelos figurinos dos bonecos, materializaram grandes ícones da história e cultura brasileira e personalidades mundiais como: Duarte Coelho, Mauricio de Nassau, D. Pedro I, Dragões da Independência, Lampião, Presidente Lula, Obama, Michael Jackson, Nelson Mandela, Ariano Suassuna , Dominguinhos, Chacrinha, Alceu Valença, Chico Science, Nóbrega, Elba Ramalho, Pelé, Renato Aragão, Jô Soares ente outros.

A nova geração dos bonecos tem impressionado bastante a todos pelo grande realismo das expressões faciais e figurinos, o que originou o titulo de museu de cera popular itinerante. Este maior realismo foi obtido na inovação dos materiais utilizados, a matriz moldada em argila para posterior aplicação de fibra de vidro, material este mais leve e duradouro, as mãos dos bonecos permaneceram em isopor para não machucar nenhum folião durante as apresentações, a altura média dos bonecos é de 3,90m.

Em 2009, foi realizado na segunda feira de carnaval, a primeira Apoteose dos Bonecos Gigantes no Sitio Histórico de Olinda com 30 bonecos, em 2014 o evento contou com mais de 80 bonecos revivendo grandes personalidades da cultura e historia pernambucana, brasileira e mundial.

Atualmente os bonecos permanecem em exposição o ano inteiro na Embaixada dos Bonecos Gigantes, localizada na Rua do Bom Jesus no Recife Antigo.

http://www.bonecosgigantesdeolinda.com.br/historia.php

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Très Chic

 

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É rúim

 

Olhar além do post

Se ocorrer esta desgraça - a cura do mal do amor - ninguém vai dar bola para as melodiosas canções que falam das eternas paixões, "desde que o mundo é mundo".

E digo mais: nem a xonada Vitalina Bota Pó será salva desta maldição.

O Velho Lupi vai parar na lata de lixo e - o perigo maior - o seu recheado baú vai perder o brilho.

Aí, Eu Choro!

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Se eu for para a lata do lixo

as gatinhas manhosas vão querer me puxar e comentar:

- Ele é tão gato que até A LUA VEIO VER!

 

Foto dos Irmãos Valença, autores também de O TEU CABELO NÃO NEGA, que tiveram uma querela com Lamartine Babo por causa dos direitos autorais...

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lucianohortencio

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Luciano Pereira

 

Vamo que vamo!

Que ele também gosta de mulher nova, bonita e caridosa.

Fui!

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Amor que fica

nem Les Pompiers de Nanterre acabam com ele...

 

 

 

 

 

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lucianohortencio

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Ô COITADO!

Lulu Pica-Pau

Woodpecker takes on 10ft snake in heroic struggle for nest

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Uma questão de gramática!

Se fores acentuar pica-pau, colocarás o acento na pica ou no pau?

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lucianohortencio

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XULISPA!!!

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A cura para o amor

 

O Fim da Ardente e Louca Paixão

É melhor amar e sofrer perdas ou nunca amar alguém?

Os cientistas estão fechando o cerco para encontrar uma cura para o amor

Em um momento ou outro, todos nós, provavelmente, já sentimos o "amor". No entanto, defini-lo, é mais problema do que realmente vale. ”O amor machuca" e "dá muita dor de cabeça", são as frases que a maioria de nós pode estabelecer uma relação e uma "cura para o amor" foi tema para Lucrécio, Ovídio e Shakespeare. Mas é o amor apenas um artifício problemático, que criamos para nós mesmos, ou é uma parte fundamental da existência humana, para ser tão valorizado, mesmo quando nos dói?

O avanço da ciência, em breve, poderá nos forçar a enfrentar essa questão, pela biotecnologia anti-amor, que transformaria os sentimentos associados com o amor limitado, usando a medicina, a ser tratado com um conceito muito parecido com o vício ou a depressão.

O neuroético Brian D. Earp acha que há alguma verdade no velho ditado de que "o amor é uma droga".

"Estudos recentes mostram extensos paralelos cerebrais relacionados com os efeitos de certas drogas, que causam dependência e experiências de estar apaixonado", disse Earp à New Scientist no ano passado.

"Ativar o sistema de recompensa do cérebro, tanto pode nos oprimir, para que possamos esquecer coisas importantes, como pode inspirar a retirada quando elas não estão mais disponíveis. Parece que não é apenas um clichê dizer que o amor é como uma droga. Em termos de efeitos sobre o cérebro, eles podem ser neuroquimicamente equivalentes"

"Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças" (2004) imaginou um mundo onde as memórias de ex-namoros poderia ser apagada (Foto: Foco)

Os medicamentos anti-amor já estão, extra-oficialmente, em uso, observou Earp, acrescentando que, em Israel, alguns judeus ultra-ortodoxos têm prescrito antidepressivos para reduzir a libido das jovens estudantes das escolas ortodoxas judaicas, usando o efeito colateral da droga como a sua função principal.

Earp acha que existem certas situações em que os tratamentos com drogas mais sofisticadas poderiam ser benéficas.

"Você pode imaginar uma situação em que a experiência com o amor para uma pessoa seja tão profundamente prejudicial, mas tão irresistível, que compromete a sua capacidade de pensar racionalmente por si", acrescentou.

"Algumas pessoas, envolvidas em relações perigosas, sabem que precisam afastar, e até querem, mas são incapazes de quebrar o seu apego emocional. Se, por exemplo, uma mulher em um relacionamento abusivo, possa acessar a medicação que iria ajudá-la a romper os laços com seu agressor e, em seguida, assumindo a segurança e a sua eficácia, nós pensamos que o seu uso poderia ser justificado.”

Mas enquanto 'a cura para o amor ' poderia, teoricamente, reduzir os casos de depressão, o abuso doméstico e até mesmo suicídio, há, obviamente, enormes considerações éticas e também desvantagens.

Pondo de lado a procriação, o tratamento implica que desgosto não é um processo de aprendizagem restaurativa.

"É importante ter cuidado ao fazer recomendações gerais", advertiu Earp. "Há algumas pessoas que ficam tão devastadas por um longo tempo depois de um rompimento amoroso, que elas não conseguem seguir em frente. Parte disso pode ser creditado depressão, para a qual já temos muitos tratamentos.”

"Mesmo em um caso de violência doméstica, que pode ser fatal, não recomendamos forçar o tratamento medicamentoso em alguém contra a sua vontade: Intervenções não-bioquímicas devem ser avaliadas em primeiro lugar"

O embotamento das emoções extremas e o afrouxamento dos laços românticos continuam a ter um efeito colateral antidepressivo, através do aumento da serotonina, mas, em uma era digital, que torna as relações mais intensas e constantes do que nunca, é fácil perceber como eles poderiam se tornar desejáveis.

No Japão, alguns homens já tomaram o assunto em suas próprias mãos. Um fenômeno social conhecido como "homens herbívoro", vê machos abandonando namoradas ou casamento para se concentrar em suas próprias vidas.

http://www.independent.co.uk/life-style/health-and-families/scientists-a...

Mais informações:

Entrevista do Dr, Brian D. Earp, um cientista cognitivo e especialista em ética da Universidade de Oxford, publicada pela New Scientist: http://www.smagula.org/?q=node/114

Sobre a pesquisa científica desenvolvida pelo Dr Earp:

https://www.academia.edu/3814459/Brave_new_love_The_threat_of_high-tech_conversion_therapy_and_the_bio-oppression_of_sexual_minorities

http://www.academia.edu/7066855/The_medicalization_of_love

/The_medicalization_of_love

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A cura do amor pode ser

um SIMPLES CARINHO!

 

Amar é sofrer, eu vou te dizer

Mas vou duvidar

Querendo ou não o meu coração

Já quer se entregar

Não falta lembrança, aviso, cobrança

Você vai por mim

Mas feito criança lá vou na esperança

Eu sou mesmo assim

 

Quem sabe até é meu destino

O amor sem espinho

Sou mel da sua boca, calor dos abraços

E tantos beijinhos

Se o sonho acabou, não sei, meu amor

Nem quero saber

Só sei que ontem à noite

Sonhando acordado

Sonhei com você

 

Às vezes até na vida é melhor

Ficar bem sozinho

Pra gente sentir qual é o valor

De um simples carinho

Te sinto no ar, na brisa do mar

Eu quero te ver

Pois ontem à noite

Sonhando acordado

Dormi com você

 

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lucianohortencio

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