16 de junho de 2026

Foguete brasileiro com etanol é lançado com sucesso em Alcântara

Da Agência Brasil

O primeiro foguete brasileiro com propulsor a etanol foi lançado em Alcântara

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O primeiro foguete brasileiro com propulsor a etanol foi lançado em AlcântaraAeronáutica/Divulgação

O lançamento do primeiro foguete brasileiro com motor a propelente líquido foi feito na noite de ontem (1º) no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. Todos os requisitos técnicos de sucesso da missão foram atingidos, segundo o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, coordenador da operação.

O experimento funcionou durante o período previsto de 90 segundos. A carga útil embarcada, denominada Estágio Propulsivo a Propelente Líquido, consiste em um motor que utiliza etanol e oxigênio líquido. O sistema foi desenvolvido pela empresa Orbital Engenharia em parceria com o IAE.

O lançamento do foguete ocorreu às 23h02. Durante o teste, que durou três minutos e 34 segundos, houve a coleta de dados para estudos de um sistema de posicionamento global (GPS) de aplicação espacial, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e de um dispositivo de segurança para veículos espaciais, desenvolvido pelo instituto de aeronáutica.

A operação serviu também para o treinamento das equipes na operação e lançamento de motores a propelente líquido, visando à aplicação no desenvolvimento de futuros veículos suborbitais e lançadores de satélites.

O bom desempenho do motor possibilitará a retomada de lançamento dos foguetes brasileiros, por parte da Agência Espacial Alemã, a partir da Europa. Os alemães participaram da operação com trabalho de coleta de dados em voo, por meio de uma estação móvel de telemetria.

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18 Comentários
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  1. Henrique, Outro

    2 de setembro de 2014 11:23 pm

    Entreguismo

    E a Marina entregará a basede Alcântara para os EUA já que vive elogiando o FHC.

    Quem vota nela desistiu do Brasil.

  2. Heart

    2 de setembro de 2014 11:57 pm

    A minha dúvida é: já somos

    A minha dúvida é: já somos capazes de lançar satélites que durem anos na órbita ou não?

    1. Bruno Cabral

      3 de setembro de 2014 12:59 am

      Brasil

      O Brasil fabricou os antigos satelites A e B lançados pela Embratel antes de ser entregue por FHC aos gringos da finada MCI. Mas foguete o Brasil ainda nao conseguiu. É tudo lançado pela Arianespace, na Guiana Francesa.

      Fico um pouco chocado que ainda nao dominemos essa tecnologia, afinal ate empresa privada (SpaceX) ja faz lançamentos a anos. China, India e Japao tambem conseguem.

      1. Rogerio Maestri

        3 de setembro de 2014 4:42 am

        Bruno.
        .
        Se olhares bem a

        Bruno.

        .

        Se olhares bem a história da SpaceX e do programa espacial norte-americano, verás que esta empresa não desenvolveu quase nada, simplesmente com o fim da guerra fria a NASA está sendo PRIVATIZADA nos USA, e suas descobertas estão sendo distruibuídas para inicitiva privada.

        .

        Não pense que só o contribuinte brasileiro que paga as contas da pesquisa e do desenvolvimento e depois tranferem os lucros para a iniciativa privada (vide Embraer).

        .

  3. junior50

    3 de setembro de 2014 12:41 am

    1o estagio é sólido

      LOX ( oxigenio liquido ) + Etanol

      Portanto, aos que se interessam pelo tema, leiam: //revistapesquisa.fapesp.br/2014/08/21/gravidade-zero/

      A colaboração entre a DLR alemã / ESA, com a AEB, vem sendo, por anos, muito mais produtiva tecnologicamente e comercialmente, do que a invenção ucraniana do Dr. (Adevogado – Politico – Presidente do PSB), “Dotô” Roberto Amaral, com a qual nada aprendemos, apenas pagamos, aliás os ucranianos estão nos devendo, alem do Cy-4, uns US$ 285 Milhões, e pior: se antes já era dificil conseguir algo com os ucranianos da Y/Y ( Yuzhonoye & Yuzmash), devido ao MTCR, agora com o alinhamento completo da Ucrania com o Ocidente (USA e Europa), podem esquecer.

       Aliás, o mais importante da noticia, não foi publicado pela Agencia Brasil, pois a “propulsão liquida, em segundo estágio”, combinando LOX + Etanol ( Alcool), é tecnologia oriunda da década de 40 ( as V-2 alemãs a utilizavam), claro que foi aperfeiçoada por décadas ( bombas/controladore de fluxo, materiais, condutos, softwares etc..), sempre foi muito mais efetiva em “newtons”/”kgfs”/joules” e controle de queima, do que a sólida. MAS o que importa, e aconteceu:

        O SARA funcionou :  Com este sistema inercial, de “colocação” e “reentrada”, muito complexo em hard/soft e materiais, desempenhando a contento seus parametros em condições de micro-gravidade, por mais de 45 segundos, “comunicando-se” nestas extremas condições, ROMPE para o bem do Brasil, um dos principais itens, controlados pelo Tratado MTCR – é a critica tecnologia das “ogivas”, DESENVOLVIDA AQUI.

         P.S (politico).: Este governo se comunica mal demais, uma conquista tecnologica deste porte, não ser propagandeada a população em geral, é deprimente.

         P.S. (tecnologico): Por que o primeiro estágio é “sólido” ? Mesmo  sem controle fino, de fluxo/velocidade, a energia desprendida pela queima do combustivel sólido é ideal para romper a gravidade (misseis anti-aéreos de médio ou longo alcance a utilizam, assim como os “boosters” laterais do Onibus Espacial), portanto ela é utilizada, mas quando chega a determinada altitude, limite cinético ( Fv=Fg) uniderecional, entram em ação os “atuadores” liquidos, diminui-se a velocidade, e como a combustão;propulsão é liquida, valvulas de fluxo podem ser controladas, ou por software interno especifico ou do solo, propiciando órbitas consistentes, com controle fora de cinético, omnidirecional – conseguir esta transição, de sólido sem direção, para liquido direcionavel, é uma conquista tecnologica alem do MTCR.

    1. Eduardo Pereira da Silva

      3 de setembro de 2014 12:45 am

       
      Mas é complicado porque a

       

      Mas é complicado porque a grande mídia sempre torce contra. Uma notícia dessa devia ter sido capa de jornais e revistas e não em notinhas de rodapé. Complicado lidar com a nossa mídia. E se o governo compra espaço para anunciar, depois a própria mídia que lucrou com a venda do espaço para publicação, usa dez vezes mais espaço para criticar o gasto com publicidade. São de um hipocrisia tremenda.

      1. IV AVATAR

        3 de setembro de 2014 2:38 am

        Se tivesse se espatifado na decolagem teria sido manchete

        Se tivesse se espatifado na decolagem teria sido manchete, mas como deu tudo certo, ninguém viu, ninguém ficou sabendo, e continua valendo o discurso segundo o qual essa Dilma não fez nada. Na verdade nenhum presidente fez tanto quanto Dilma, pelo menos no período da redemocratização mas, ao olhos do povo, por causa dos ataques sem cessar desde acabou a “lua de mel” com o pig, antes que seu governo completasse 100 dias.

    2. gentilhomme

      3 de setembro de 2014 12:58 am

      grande junior 50

      Show de esclarecimento, colega. 

      Acrescento que o diretor do CLA ficou tão entusiasmado que “adiantou” os ensaios de solo do L75 – um baita motorzão a propelente líquido, de cujo desenvolvimento dependemos para em mais alguns anos colocarmos em órbita nosso próprio satelitão – para 2015. 

      Não sei qual é a opinião do Junior50, mas do meu modesto ponto de vista esse é o feito sem o qual nossa soberania fica sempre de perna quebrada. 

      A Dilma devia no mínimo aproveitar o feito e já prometer que vai triplicar o orçamento do PEB até 2018 (uma parte poderia vir do simples cancelamento desse acordo com a Ucrânia). E ainda perguntar pra Marina qual a posição dela sobre o tema. 

       

      1. junior50

        3 de setembro de 2014 9:42 pm

        Soberania atrasada

          Meu caro, 

          Sem o dominio da tecnologia de propulsão liquida, em todas suas variaveis, NÃO existe soberania nesta area, é mais que um “pé quebrado”, diria que é um trauma severo de coluna.

           1. Pelo MTCR esta é uma tecnologia intransferivel, tanto na formulação de combustiveis, como em equipamentos, MAS, como qualquer outro “tratado” brechas existem, os pouco compreendidos CDRs (critical desing reviews), muito utilizados nos anos 90, notadamente pela India, China, Coréia (ambas) e Brasil (pouco).

           1.2. Após a extinção da URSS, e consequente queda abrupta de investimentos, salarios e crise economica ( a partir de 92 até 98 ), as empresas – base e técnicos gabaritados russos, lançaram-se em uma busca por “acordos” com varios entes, tanto estatais quanto privados, em qualquer lugar do mundo.

           1.3. O VLS-1 Alpha, entrou neste processo através de um acordo AEB – Russia de 1994, quando todo o projeto foi submetido a um CDR executado pela Salyut Desing Bureau – onde aprendemos bastante -, mas por razões economicas tal acordo foi delegado a um segundo plano, por anos.

           1.4. Estourou em 2003 ( Acidente do VLS em Alcantara) – Quem foi procurado para fazer uma nova CDR, tanto do VLS como do acidente ? Resposta: Ressucitou-se o Acordo Brasil – Russia, e a mesma Salyut D.B. (foguetes) + Thikomirov (eletronicos), fez o trabalho.

           1.5.  Os propulsores “Classe L -3/43/75” – Com as duas CDRs russas, mais a parceria de troca de pesquisadores, conversa de engenheiros, operando nas “bordas do MTCR”, o desenvolvimento destes motores continuou – claro que se tivessemos mais verbas, já estariam operacionais, há alguns anos – a “contribuição” russa, é tão flagrante no L-75, que algumas publicações técnicas internacionais, o consideram uma versão do RD0109.

            1.6. Pouco me importa debates ideológicos, prefiro matemática/fisica/engenharia, portanto pelos numeros é fato que nossas parcerias com a Russia e Alemanha, são muito mais efetivas tecnologicamente, do que a “aventura ucraniana” – até gosto do pessoal da Y&Y, Dniepropretovsk é horrivel, Kiev é uma cidade ótima, os ucranianos russófonos são uma simpatia, MAS a todo momento jogam em nossa cara o MTCR e a necessidade de fazermos um acordo com os Estados Unidos, ou o lançamento do Cy-4, no CL Alcantara, ficará “fora do mercado”.

  4. Marco St.

    3 de setembro de 2014 1:08 am

    Não vai passar na Globo

    Não vai passar na Globo né?…

    1. Delano Pessoa

      3 de setembro de 2014 1:40 am

      Pelo visto nem no youtube…

      Pelo visto nem no youtube…

  5. Serralheiro 70

    3 de setembro de 2014 1:27 am

    Pequena notícia para feito

    Pequena notícia para feito muito expressivo. Parabéns para AEB. Desta vez a sabotagem não funcionou.

  6. Edsonmarcon

    3 de setembro de 2014 2:06 am

    A mídia com complexo de

    A mídia com complexo de vira-lata sempre depreciou  programa espacial brasileiro. 

    Como se os outros países não tivessem tido problemas também. 

    A teoria dos foguetes é conhecida,  mas para se conseguir colocar um satélite em órbita precisa muito conhecimento e técnica que só se aprende fazendo,  acertando e errando.

     

     

    http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Programa_espacial_sovi%C3%A9tico#O_Sputnik_e_a_Vostok

    O programa espacial soviético passou por um número de acidentes fatais e falhas. A chamada catástrofe de Nedelin em 1960 foi uma explosão catastrófica de um foguete abastecido sendo testado na plataforma de lançamento, matando muitos técnicos e engenheiros que trabalhavam no momento da explosão.

  7. DeBarros

    3 de setembro de 2014 2:18 am

    Tarde demais!
    Marina vai

    Tarde demais!

    Marina vai acabar com tudo isso!

    Warp speed em direcao a idade das trevas!

  8. Jandui Tupinambás

    3 de setembro de 2014 11:00 am

    Ontem os brasileiros conheceram a Usina Santo Antônio

    Será a segunda maior usina hidrelétrica de turbinas bulbo do mundo. 

    Os brasileiros não a conheciam. Ficaram conhecendo ontem graças as paralizações das obras. 

    Se o foquete tivesse explodido em Alcântara e matado alguns técnicos, todos brasileiros iriam ficar sabendo e, pelo teor das reporcagens, iriam ter vergonha de ser brasileiros.

     

     

  9. Vincent Velazquez

    3 de setembro de 2014 1:17 pm

    álcool faz isso

    Quando eu tomo umas birita também dá um efeito parecido.

  10. morallis

    3 de setembro de 2014 3:41 pm

    Quantas ogivas pode carregar?

    Quantas ogivas pode carregar?

  11. Orlando Soares Varêda

    3 de setembro de 2014 5:46 pm

     
    Existe um amontoado de

     

    Existe um amontoado de falácia, nos estoques dos tocadores de trombone da privada. Todos, destinados a engazopar o grande público. A todo momento a banda de música, não sei se os atuais, são remanescentes da banda de música da UDN, que se dispõe a soprar seus trombones reverberando antigas e novas lorotas sonoras. Adoram apregoar, que, tirando o mundo, todo o desenvolvimento humano e social, deve-se à inciativa privada. Como pensar exige um certo trabalho, via de regra, o cabra vitimado pela sindrome do menor esforço, prefere ficar com o que diz a manchete. Outros, mal consegue se aprofundar em vencer a orelha do livro da moda. Tanto, que consideram o jornalismo(?) na TV mais confortável.

    Ai fica fácil. Com poucas buzinadas do berrante, ainda se consegue arrebanhar uma numerosa manada. Agora mesmo, um denso bombardeio, digo, bombardino, ou eufónio, melodioso e marinoso instrumento a tocar com seu timbre mais suave e “redondo”,  tenta enfiar goela abaixo do destinto público, mercadoria antiga, embrulhada em embalagem repaginada, mas reciclavel.

    Já ouvi inúmeros comentários, inclusive, partindo de pessoas com o pré-primário completo, afirmando que: “graças à inicaitiva privada, a Embraer colocou o Brasil no mapa do primeiro mundo”. O caso da privada SpaceX  norte -americana, não é nada diferente.

    É como o ditado que diz, o papagaio come o milho e o periquito é que leva a fama. Tanto, que alguns acreditam que vão votar num “novo jeito de fazer política”. Como são espertos…diria o Malafaia, Senhor! Aguente as pontas ai, e deixe o rebanho ir pro brejo. Eh pelo livre arbítrio!  Faça como o senhor fez com o Eduardo e equipe. Que o Senhor seja louvado! Amém.

    Orlando

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