31 de julho de 2026

Bandeira tarifária amarela é mantida para agosto pelo quarto mês seguido

Aneel aponta período seco e menor geração hidrelétrica como causas do acréscimo nas contas de luz
Reprodução Freepik

Aneel confirma manutenção da bandeira amarela em agosto, com acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh no SIN.
Período seco reduz reservatórios e aumenta acionamento de usinas termelétricas, elevando custos de geração.
Sistema de bandeiras sinaliza custos variáveis da energia; bandeira amarela é aplicada há quatro meses seguidos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (31) que a bandeira tarifária permanecerá amarela em agosto, mantendo o acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz de todos os consumidores ligados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Esta é a quarta vez seguida que a cobrança adicional é aplicada.

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Segundo a agência, a manutenção da bandeira amarela está relacionada ao período seco enfrentado pelo país, que reduz os níveis dos reservatórios e, consequentemente, a geração hidrelétrica. Para suprir a demanda, torna-se necessário acionar usinas termelétricas, cujo custo de operação é mais elevado.

“A sinalização reflete condições menos favoráveis de geração de energia no país em razão do período seco, quando há redução nos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado”, explicou a Aneel.

Como funciona o sistema de bandeiras

Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias serve para sinalizar aos consumidores os custos variáveis da geração de energia elétrica. As cores indicam o quanto está custando ao SIN produzir a energia consumida em residências, comércios e indústrias.

Todos os meses, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reavalia as condições de operação do sistema, define a estratégia mais adequada para atender à demanda e projeta os custos que serão refletidos nas bandeiras. É a partir dessa previsão de variação de custo que a cor do mês é definida.

Quando vigora a bandeira verde, não há nenhum acréscimo na conta. Já as bandeiras amarela e vermelha representam custos extras, cobrados por cada 100 kWh consumidos.

Valores em vigor:

Bandeira amarela (condições menos favoráveis): acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh;
Bandeira vermelha – Patamar 1 (condições mais custosas): acréscimo de R$ 4,46 a cada 100 kWh;
Bandeira vermelha – Patamar 2 (condições ainda mais custosas): acréscimo de R$ 7,87 a cada 100 kWh.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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