9 de julho de 2026

Investimento da FUNCEF na OAS: resposta à Folha de S. Paulo

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Enviado por Antonio Francisco

Investimento da FUNCEF na OAS: resposta à Folha de S. Paulo

Em resposta ao Jornal Folha de S. Paulo, FUNCEF presta esclarecimentos sobre investimento na OAS Empreendimentos S.A.

A propósito da matéria do jornal Folha de S. Paulo intitulada “Com dívida de R$ 7,9 bi, OAS tenta negociar com credores”, publicada em 19 de dezembro de 2014, na qual a FUNCEF é citada, especificamente no trecho a seguir: “Um relatório para investidores de um banco internacional afirma que a OAS “já mostrou sua habilidade de levantar dinheiro” com o governo. No ano passado, fez negócios de R$ 1,2 bilhão com o fundo de pensão Funcef (dos funcionários da Caixa Econômica) e com o FI-FGTS (fundo de investimento administrado pela Caixa)”, cumpre esclarecer que:

1.    A Diretoria Executiva da FUNCEF, em 20 de novembro de 2013, aprovou a participação da fundação na oferta restrita de cotas da primeira emissão do Fundo de Investimentos em Participações – FIP OAS Empreendimentos (Fundo), no valor de até R$ 500.000.000,00 (quinhentos milhões de reais), limitado a 25% (vinte e cinco por cento) das cotas do FIP. O Fundo possui como objeto de investimento a empresa OAS Empreendimentos S.A., constituída em maio de 2004 e atua principalmente com incorporação imobiliária, além de prestação de serviços de engenharia.

2.    O processo de análise da FUNCEF sobre o investimento teve início em 04 de junho de 2012 e seguiu todos os procedimentos relativos à análise de novos investimentos, tendo sido objeto de análises técnicas internas consubstanciadas em pareceres de risco, conformidade, jurídico, governança e de investimento. Não obstante às análises técnicas internas, foi contratada pela FUNCEF a empresa Deloitte Touche Tohmatsu (Deloitte) para a prestação de serviços de assessoria financeira e jurídica na avaliação econômico-financeira da empresa OAS Empreendimentos S.A, tendo sido emitidos o Relatório de Avaliação Econômico-Financeira, que foi base para determinação do valor de entrada no negócio, e Relatório de Due Diligence Jurídica.

3.    A participação da FUNCEF no FIP OAS Empreendimentos S.A., até o momento, consiste na aquisição de 20% das cotas do Fundo, pelo valor total de R$ 400.000.000,00 (quatrocentos milhões de reais), sendo que R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais) foram integralizados em 14 de fevereiro de 2014, após o cumprimento de todas as exigências legais. Uma segunda parcela, no montante de R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais) deverá ocorrer no início de 2015. Registre-se que, após o período de 24 (vinte e quatro) meses, seguindo a deliberação da Diretoria Executiva, em 20 de novembro de 2013, a FUNCEF terá, ainda, a opção de aumentar a participação até alcançar os 25% (vinte e cinco por cento) das cotas do referido Fundo, com aporte adicional de R$ 100.000.000,00 (cem milhões de reais), o qual não sofrerá correções, ou seja, será praticado o mesmo valor da aquisição inicial. Portanto, até a presente data, os aportes da FUNCEF no Fundo foram de R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais).

4.    Vale ressaltar que a OAS Empreendimentos não possui qualquer título no mercado internacional, não possuindo dívida em dólar, sendo a totalidade de seus clientes privados, sem vinculação governamental.

5.     Como se pode observar, o procedimento de análise da oportunidade de negócio, com as devidas análises técnicas internas e externas até a finalização do processo de análise e deliberação pela Diretoria Executiva, consumiu um ano e quatro meses, e foi realizado com total rigor técnico, o qual norteia as tomadas de decisão de investimentos realizados pela FUNCEF.

6.    Por fim, é importante esclarecer que, na análise financeira, o investimento demonstrou perspectiva de retorno projetada acima da meta atuarial.

29 de dezembro de 2014

Comunicação Social da FUNCEF

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5 Comentários
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  1. Andre Araujo

    31 de dezembro de 2014 1:05 pm

    https://jornalggn.com.br/notic

    https://jornalggn.com.br/noticia/lava-jato-e-a-conta-de-padaria-por-motta-araujo

    Perfeitamente dentro do previsto, cantei essa bola aqui semanas atrás, vão liquidar empresas e setores mas o

    processo será sempre a gloria, o resto que se dane, é o DNA lusitano da Inquisição e Autos-da-Fé, queimem-se as bruxas para aliviar os pecados e salvar outros pecadores.

    Na crise de 2008 havia grandes culpados mas o Governo dos EUA estava muito mais interessado em salvar empresas e setores do que correr atrás de culpados, o Tesouro soltou US$500 BILHÕES sem garantias e sem demora para salvar 47 empresas e bancos, PARA NÃO DEIXAR A ECONOMIA PARALISAR, o socorro saiu em 15 dias, todos esses emprestimos JÁ FORAM PAGOS e hoje os EUA é a unica grande economia que cresce.

    Os EUA tradicionalmente são praticos, olham para a frente e não para trás.

    Os Torquemada daqui preferem perseguir e liquidar empresas e pressoas, as consequencias não lhes interessam.

    1. chico da dilma

      31 de dezembro de 2014 1:28 pm

      É a mais pura e cristalina

      É a mais pura e cristalina verdade,caro A.A,os E.U.A crescem á galope igual a rabo de égua.

    2. junior50

      31 de dezembro de 2014 10:22 pm

      Solução, olhando a frente

         Bem americana, pseudos esquerdistas, parados no tempo, e os causidicos diogeneanos e torquemadistas, podem não gostar : Reengenharia financeira + recomposição com fusões.

          Não sei se aqui seria juridicamente possivel, nos Estados Unidos é.

         1. Demonstrar todos os balanços auditados, provisionar as perdas presentes e futuras, colocar a empresa na real situação.

         2. Forçar a fusão, com recomposição do capital, destas empresas, reduzir seus custos ao minimo, acabar com departamentos/funcionários, que sobrepõe funções – manten-se os melhores, demite-se os outros, fecham-se subsidiarias concorrentes alijadas pela fusão ( no Brasil, deve-se montar um “fundo de demissões”, ou acordar com os varios sindicatos, ou “partir para o pau ” no juridico, e jogar as demissões/fechamentos, para resolução futura no TST).

         3. Teriamos empresas grandes e limpas, com expertise e tecnologia mantidas, com regras de “compliance” estabelecidas ( sei que vc. não é chegado nelas, mas elas existem), que estariam enxutas e operando normalmente, com ações bem valorizadas.

        4. “Lata de lixo ” ou “zerar em derivativo ” : Somar as perdas/prejuizos provisionados em balanço de todas as fundidas, transforma-las em titulos “junk”, para 10/15/20 anos, vende-las pela melhor oferta de deságio para bancos de “locais de leis financeiras – digamos – diferenciadas “, solta-los em mercados especulativos, e esperar “ver o que dá”.

         Nos Estados Unidos, já fizeram isto varias vezes, tem até empresas especializadas nestes tramites, inclusive com executivos brazucas no “board”, e seria uma solução de mercado, sem governo para encher o saco.

  2. junior50

    31 de dezembro de 2014 9:58 pm

    FIP OAS

     Trata-se, com diz a FUNCE, uma obrigação de divida de longo prazo, que não tem nada a ver com as operações OAS em relação a PBR, ou a cadeia O&G, sendo de origem um fundo nominado em reais, negociado no Brasil, e securitizado em empreendimentos imobiliários locais e serviços de engenharia prestados a outros empreendimentos locais – resumindo: Fundo Imobiliário de baixo risco de default, pois mesmo que a OAS “exploda”, os empreendimentos lastreados pelo FIP, podem, mesmo com certa perda inicial, serem agregados a outro fundo.

      O problema real, que afeta as empreiteiras e tambem a PBR, são os papeis de divida negociados em dolar – o da OAS vence em 2025 – que em caso de inadimplencia direta do pagamento de juros, ou dificuldade de “rolagem” ( exigencia pelo mercado de spreads proibitivos), tornarem-se “pó” ou sub-sub-sub prime, e o total deles serem provisionados em balanço, o que seria impossivel financeiramente.

       O que os inquisidores, diogenes funcionários publicos, concursados com altos salarios, com pretensões politicas, é que se as empreiteiras “quebrarem”, pequenas e médias empresas “vão para o saco ” junto, pois são terceirizadas/quarteirizadas ou fornecedoras delas, a própria formação de capital destas peq/med, suas garantias bancarias junto aos agentes financeiros (Bancos privados) e BNDES, são avais fornecidos pelas grandes empreitieiras ou mesmo a PBR, portanto se a OAS demite 1, na cadeia O & G + Estaleiros, perdem-se mais de 4 empregos ( no melhor dos cenários ).

  3. IV AVATAR

    1 de janeiro de 2015 8:17 pm

    Um nome bem sugestivo: É um mesmo um Lava Jato

    Um nome bem sugestivo: É um mesmo um Lava Jato a varrer o país para fora do grupo das grandes economias. Depois de uma melhorada na imagem por causa da Copa, tudo está sendo varrido. Deu no Yahoo: Investigação da Operação Lava Jato pode atrasar obras das Olimpiadas de 2016

    https://esportes.yahoo.com/noticias/investiga%C3%A7%C3%A3o-opera%C3%A7%C3%A3o-lava-jato-pode-atrasar-obras-olimp%C3%ADada-100000736–spt.html

    Deixa eu ver se entendi: Por conta dos Sérgio Moro da vida, esse crime de cartel, que deveria ter sido julgado sem esse espetáculo midiático, com o cuidado de não levar as empresas à falência, vai provocar uma situação inusitada, conforme o André Araújo havia apontado: Prejuízo no mínimo de 500 bilhões de reais. Já se fala em PROER para evitar a bancarrota. Qual o ganho disso? Não vejo ganho nem mesmo no campo moral e muito menos haverá combate a corrupção, pois os setores de compras das prefeituras e governadores, bem como suas contas continuaram sendo operadas sem sem que sejam fiscalizadas por Òrgãos autônomos, uma vez que os Tribunais de Contas tem conselheiros indicados pelo governador, o próprio presidente do MP é indicado pelo governador. Na verdade não querem eliminar as causas da corrupção mas tão somente levar o pais à ruina. O processo da Lava Jato não é imparcial e sim uma peça política com vistas a poupar tucanos e oportunidade para que os engomadinhos façam terrorismo e destruam a nossa economia.

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