2 de agosto de 2026

SpaceXAI lança modelo de IA mais avançado e aposta em preços mais baixos

O novo modelo é capaz de construir aplicativos completos a partir de comandos com poucos detalhes, mas não supera concorrentes
The Grok logo on a smartphone. Photographer: Gabby Jones/Bloomberg

A SpaceXAI, empresa do bilionário Elon Musk, apresentou nesta quarta-feira (8) o que descreve como seu modelo de inteligência artificial mais avançado até o momento. Batizado de Grok 4.5, o sistema foi desenvolvido com foco em auxiliar na programação de códigos e na execução de tarefas de escritório, como a criação de planilhas e apresentações mais elaboradas.

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De acordo com a empresa, o novo modelo é capaz de construir aplicativos completos a partir de comandos com poucos detalhes, além de gerar arquivos com recursos avançados equivalentes aos de programas como Excel e PowerPoint.

Em testes voltados para raciocínio de longo prazo e uso de agentes autônomos de IA, o Grok 4.5 chegou perto do desempenho do Opus 4.8, modelo da Anthropic tido como um dos mais poderosos disponíveis atualmente. Ainda assim, ficou atrás de concorrentes como o GPT 5.5, da OpenAI, e o Fable, outro modelo da Anthropic, este último considerado tão avançado que precisou receber restrições adicionais para lidar com questões sensíveis.

Segundo a SpaceXAI, o Grok 4.5 foi treinado com bases de dados voltadas a programação, ciências, engenharia e matemática. A empresa afirma que o modelo é duas vezes mais eficiente que os concorrentes, o que na prática permitiria resolver tarefas em menos etapas e com um consumo menor de tokens, a unidade usada para medir a quantidade de informação processada em interações com sistemas de IA, que pode corresponder a palavras inteiras, fragmentos de palavras ou sinais de pontuação.

Em comunicado oficial, a SpaceXAI informou que o uso do Grok 4.5 custa US$ 2 por milhão de tokens de entrada e US$ 6 por milhão de tokens de saída, valor que corresponde a menos da metade do cobrado por modelos rivais.

*Com informações do g1.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    10 de julho de 2026 8:47 am

    O desafio enfrentado por cada ser humano nas suas interações com outros seres humanos foi objeto de estudo de Sigmund Freud, Carl G. Jung e Jacques Lacan e outros intelectuais do mesmo calibre. Cada qual colocou o foco num aspecto (pulsão sexual, o inconsciente coletivo e indificual e a linguagem) e descobriu portas que ajudam a compreender e analisar os traumas originados da vida em família e sociedade e quem sabe formas de dissove-los e ameniza-los para que as pessoas afetadas possam ter vidas funcionais e significantes.
    Agora que os seres humanos não relacionam apenas entre si, todas as teorias de Freud, Jung e Lacan tem que ser revistas. A interação em condições de isolamento entre seres humanos, sejam eles normais ou não, com robôs e IAs, criam novos problemas que não podem ser resolvidos no enquadramento das teorias tradicionais tal como elas foram concebidas.
    IAs usam linguagem humana e dominam todas as modalidades do discurso lacaniano. Mas elas não tem empatia e podem explorar de maneira incansável e automatizada as vulnerabilidades dos usuários humanos e até aprender a fazer isso melhor a cada interação. Diante delas o usuário humano fica totalmente desarmado, porque não existe uma maneira dele conhecer os processos que fazem a Caixa Preta funciona.
    Um ser humano pode sentir atração sexual por um robô empoderado por IA (como aqueles que já estão sendo construídos e comercializados). Todavia, a reciproca não será verdadeira. Isso porque a pulsão sexual é típica dos seres vivos e condicionada por fatores biológicos associados à reprodução. Robôs são seres inanimados. Eles podem ser programados para mimetizar lascívia, mas eles nunca sentirão isso. Em face desse mimetismo o ser humano que interagir com essas máquinas se tornará prisioneiro de uma tara reforçada pelo feedback loop, um novo tipo de disfunção sexual.
    IAs podem levar os seres humanos a acreditar que estão explorando seu inconsciente, quando na verdade eles estão enveredando por uma psicose induzida pela máquina. Isso tem acontecido com grande frequencia e até causando graves problemas psiquiátricos e até suicídios. Um psicologo junguiano pode lidar com as vítimas das IAs, mas ele nunca será capaz de resolver os problemas da Caixa Preta para que ela pare de causar dano a outros usuários.
    Os domínos da engenharia de TI não podem ser invadidos pelos psicólogos. Eles não aprendem linguagem de computação para fazer isso. E mesmo que alguns deles aprendam linguagem de computação, não é cdrto que eles terão qualquer interferência no desenvolvimento da nova tecnologia. Mas os produtos que os engenheiros de TI criam já invadiram o mundo e até começaram a substituir os psicólogos de maneira extremamente perigosa.

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