
Sugestão de MiriamL
Do blog de Laura Capriglione
A necessária renovação do PT e o vexame no Estado de São Paulo
Laura Capriglione
A eleição de Geraldo Alckmin (PSDB) em primeiro turno, a vitória acachapante de José Serra sobre Eduardo Suplicy, o inchaço da “bancada da bala”. É fácil falar sobre o conservadorismo dos paulistas. Acabo de pescar na rede essa análise: “Os paulistas ainda choram a derrota de suas oligarquias no movimento constitucionalista de 1932. Desde então, votaram contra Getúlio, ajudaram a derrubar Jango, votaram contra Lula e Dilma e continuarão votando contra qualquer candidatura progressista”.
Pois eu acho que o problema não são “eles”.
É preciso reconhecer. O Partido dos Trabalhadores jogou mal em SP. Fez um joguinho indigno naquele que é o seu berço histórico. Não se deve nunca esquecer que a mesma terra bandeirante que se bateu contra Getúlio foi onde renasceu o movimento estudantil que ajudou a por a pique a Ditadura Militar e foi onde surgiram as grandes greves operárias que criaram Lula e o próprio PT, além de um imenso cordão de movimentos sociais.
Se fosse um atavismo de São Paulo ser esse matadouro de utopias, não seria neste solo que nasceria o sonho de um país de todos, sem miséria. Nem Fernando Haddad teria sido eleito. Nem Marta ou Erundina teriam se criado.
No entanto, o PT, nesta eleição, teve a sua pior performance em anos.
E não foi no interior conservador que aconteceu a debacle. Foi no chamado cinturão vermelho da cidade de São Paulo.
Bairros pobres e históricos redutos do PT, como o Campo Limpo, na zona Sul, terra onde vive Mano Brown, por exemplo, ou Itaquera e São Miguel Paulista, na zona Leste, sufragaram mais Aécio do que Dilma. Capela do Socorro, lar do sarau da Cooperifa, do poeta Sergio Vaz, também. E a Pedreira, Ermelino Matarazzo e Cangaíba…
Vai falar lá que aquela gente morena, parda e preta, que eles são a elite branca, fascista, oligarca ou coisa que o valha.
Quem errou foi o PT vacilão paulista.
Que, durante os últimos quatro anos, deixou o tucano Alckmin mais do que à vontade, mesmo sendo o governo dele um desastre completo. Veja a Suíça revelando as contas secretas dos operadores do escândalo do metrô; a Cetesb (estatal do próprio governo paulista) mostrando que a USP Leste foi implantada sobre um lixão tóxico; o Estado perdendo a guerra com o crime; as universidades estaduais falidas (o reitor imposto por Serra conseguiu o impossível: destruir a economia milionária da maior universidade paulista); as torneiras secas…
E cadê os deputados estaduais do PT para denunciar tantas mazelas e apresentar alternativas? Na maior parte dos casos, serviram apenas para reclamar que a base de apoio de Alckmin não deixa instalar nenhuma CPI. Queriam o quê?
O PT não disse a que veio. Mas o pior foi ter-se desplugado dos movimentos sociais. O PT de São Paulo, que sempre se aliou aos movimentos sociais, passou a ter medo deles… Por que é que até agora não foi usada a cláusula do Estatuto das Cidades que permite taxar até a quase expropriação os imóveis vazios por anos?
E o PT sem os movimentos sociais é como avião sem asa, Piu-piu sem Frajola, Romeu sem Julieta, Claudinho sem Buchecha.
O problema não é o PT dançar. O problema é o que vem junto. Para ficar em um exemplo: cresceu a chamada “bancada da bala”, aquele grupo dos deputados identificados com o slogan “Bandido Bom é Bandido Morto!”
O medo é sempre um mau conselheiro. Mas, sem alternativas, até mesmo um mau conselho é melhor do que nenhum. Quando a “Revista da Folha” perguntou ao candidato petista Alexandre Padilha como ele pretendia combater o crime organizado, a resposta foi pífia. “Não pode permitir que facções tomem conta das penitenciárias e as transformem em escritório, com celulares à solta.”
Sabe de nada, inocente.
O PT fez uma campanha coxinha em São Paulo, para não assustar o eleitor tucano. Como resultado, ficou sem o eleitor tucano e sem o eleitor petista. E o entregou para um aventureiro como Paulo Skaf.
Até o Aloízio “Carisma Zero” Mercadante, em 2010, teve mais votos para o governo do Estado do que Padilha. Quase o dobro. 35,23% contra 18,20% do total de votos válidos.
Agora, é juntar os cacos e apostar na renovação dos quadros partidários, que terão de vir, como sempre foi, dos movimentos sociais. Um partido que substituiu José Dirceu, José Paulo Cunha e José Genoino, dirigentes históricos, como seus principais puxadores de votos para deputado, por um cara como o Andrés Sánchez, dirigente do Corinthians, não é muito diferente de outro, que tem o Tiririca. Puro oportunismo.
Sem essa renovação, o PT pode até ganhar a eleição presidencial, mas as dores de cabeça e os sustos ainda estarão logo ali na frente, esperando. Búúúú!
Zanchetta
7 de outubro de 2014 1:57 pm” Não se deve nunca esquecer
” Não se deve nunca esquecer que a mesma terra bandeirante que se bateu contra Getúlio foi onde renasceu o movimento estudantil que ajudou a por a pique a Ditadura Militar e foi onde surgiram as grandes greves operárias que criaram Lula e o próprio PT, além de um imenso cordão de movimentos sociais.”
Ainda assim, alguns petistas do blog continuam chamando São Paulo de bosta… e o Nassif deixa.
Mas, se eu xingo a mãe deles, o Nassif NÃO deixa…
-Charlie-
7 de outubro de 2014 2:43 pmSão Paulo também elegeu
São Paulo também elegeu Prestes senador.
Mas tb não precisa xingar a mãe de ninguém, hehehe!
Francisco de Assis
7 de outubro de 2014 3:13 pmMANCHETTA COM MANIA DE GRANDEZA…
MANCHETTA COM MANIA DE GRANDEZA…
… e se considerando a própria São Paulo.
Não, Zanchetta, não é São Paulo que é uma bosta.
Dá uma olhada no espelho para checar.
Silvio Torres
7 de outubro de 2014 2:05 pmExagerada e irreal essa
Exagerada e irreal essa análise. Por mais que o PT tenha falhado, esses redutos pobres e tradicionais nunca seriam cooptados pelo discurso almofadinha e pelas ações desastradas do governo alkmim. Se não houve fraude (minha desconfiança), e aécio realmente teve esses votos todos, na minha opinião é resultado do bombardeio midiático de anos em cima das novas gerações, incluindo também a sacanagem de terem “escondido” o Padilha.
Agora, Nassif, seria interessante você abrir uma discussão séria, desapaixonada (se possível) e real para separar o joio do trigo. Os paulistas, de quem sou crítico antigo aqui no seu espaço, estão sendo estigmatizados na sua totalidade por causa de uma parcela sórdida da população do estado. Parcela sórdida essa que existe praticamente em todos os estados do Brasil, especialmente da Bahia prá baixo. Deixando o fla-flu de lado, todos sabemos que em São Paulo, independentemente da posição política, existe uma maioria de gente honrada, lúcida, que não compactua com as hordas preconceituosas, homofóbicas, violentas e irracionais que estão aprontando nas redes sociais e grande imprensa, no desespero de tentar ganhar uma eleição a qualquer custo.
André Paulistano
7 de outubro de 2014 2:06 pmAcrescento mais uma vacilada
Acrescento mais uma vacilada do PT: a convivência “harmoniosa” com o PIG.
Luiz Seixas
7 de outubro de 2014 2:08 pmO ELEITOR ACOXINHOU-SE
Metade dos eleitores atuais, ou mais, especialmente nas maiores aglomeraçōes urbanas, não tinha idade para se afligir com os descalabros tucanos dos anos 90. Por isso, a comparaçāo entre os novos e os velhos tempos, que para nós trata de fatos cristalinos e veementes, para esses eleitores é apenas um exercício de abstração pouco convincente. Ademais, quem hoje está há 12 anos trabalhando sem medo de perder o emprego tende a achar que o mérito é dele, de suas virtudes profissionais. E agora ele quer mais, quer viajar para o exterior, trocar de carro a cada 2 anos, colocar o filho em escola particular e torcer o nariz para investimentos na educação pública. O indivíduo que se apertava na periferia aburguesou-se e não quer saber do PT. O discurso da comparação, que nos deu vitórias memoráveis em 2006 e 2010, agora não surte o mesmo efeito. São pessoas que renegam o passado, sem virtudes morais de solidariedade e patriotismo, leais apenas a si mesmas e muito influenciadas pela mídia: leem Veja, a Folha e assistem ao Jornal Nacional. Tiramos seus pais da miséria e criamos cobras que nos odeiam porque os lembramos de que já foram crianças pobres da periferia.
Dorlei
7 de outubro de 2014 2:35 pmClasse Média
Perfeito seu Luiz. Vejo as coisas extamente assim. Só acrescento que mesmo os que hoje estão com 35 ou 40 anos, a maioria pelo menos, não lembra do horror que foi o governo tucano.Tinham então entre 20 e 30 anos, uma fase ainda de certa imaturidade social e política.
Nestes anos foram amadurecendo moldados pela mídia chamada PIG. O resultado está aí. Demonizam o PT, que como diz o própiro Delfin Neto, salvou o capitalismo brasileiro, e acham que o grande cara é o FHC, que para quem sabe um pouco das coisas da vida foi o pior presidente que já tivemos.
jcm
7 de outubro de 2014 2:52 pmA ultima frase foi
A ultima frase foi perfeita!!!
Fabio L.Moraes
7 de outubro de 2014 4:14 pmPor isto que penso que às
Por isto que penso que às vezes o caos é necessário. Um dos grandes problemas das pessoas é olhar apenas o microcosmo. Sou médico (provavelmente o maior núcleo de rejeição ao PT no universo), mas sou de família humilde (minha avó era agricultura e analfabeta – fui alfabetizado em escola rural) e convivi ao longo da vida com pessoas de td tipo, até gente que convive com todos os políticos e conhece todos os presidentes da república pessoalmente, e graças a Deus consigo ver vários espectros das pessoas. Concordo plenamente com a última frase do texto e com o infográfico. Por isto, se realmente acontecer uma virada nesta eleição, não ficarei revoltado como em outras vezes. Vou é dar um “bem-feito”, seguido de um “chupa” para quem se lascar e vier reclamar, pois a minha parte, militando e alertando, tenho a consciência de estar fazendo.
Flavio Lima
7 de outubro de 2014 6:52 pmMuito bom, colega!
Muito bom, colega!
Francy Lisboa
7 de outubro de 2014 7:30 pmFábio, penso ma mesmissima
Fábio, penso ma mesmissima coisa. Eu não me sentirei o fiador de qualquer retrocesso, pois militei e tentei avisar as pessoas. Mas é impressionante como aqueles que ascenderam um pouquinho já acham que são resiliente o suficiene e que é impossivel retroceder, ai eles encampam discurso primário pró-mercado achando que “fazem parte”. É o machado feito de madeiro cortando a própria árvore.
hc.coelho
7 de outubro de 2014 2:09 pmConcordo.
Concordo. O pt precisa renascer como pt, principalmente em s paulo. Ficou com medo do pig e caladinho e …perdeu. Acovardou-se. Um partido que chorou a morte do “dr” frias mesmo levando pancadas e mais pancadas dá nisso.
E olhe que perder para o alkimim, acho que nem ele acredita nele, é fogo.
Em sp o pig venceu pelo medo dos petistas.
Deytonas
7 de outubro de 2014 2:10 pmO problema é a semelhança
O problema é a semelhança entre os petistas de SP com os tucanos. Zé Cardoso Dantas, Mercadante, mesmo o Suplicy, dada a necessidade de aparecer bem na mídia paulista, fazem de tudo para parecer tucanos confiáveis.
Jorge Luis
7 de outubro de 2014 2:15 pmFala sério. Se eu fosse
Fala sério. Se eu fosse paulista, não sei se votaria em Suplicy. Talvez só fizesse isso para impedir o Serra.
Mas que o PT deixou a desejar, isso é óbvio.
Não podemos esquecer também a sabotagem das pesquisas e do “aliado” PMDB com candidato próprio. No final das contas, não levou Padilha nem Skaf.
vera lucia venturini
7 de outubro de 2014 3:18 pmSou paulista e votei no
Sou paulista e votei no Suplicy. É um homem digno e vai trabalhar agora que perdeu o mandato. Qual era o trabalho do Serra enquanto estava sem mandato?
A eleição do Serra em detrimento do Suplicy para mim foi a prova mais gritante de que os eleitores paulistas se associam com a corrupção e a canalhice política. E comprovam minha tese de as tais “jornadas de junho” foram a continuação da marcha por “deus e a família”. Em São Paulo ninguém quer mudança, quer a direita corrupta e hipócrita no poder e os pobres esquecidos na periferia.
Severino Januário
7 de outubro de 2014 2:16 pmSão Paulo pertence a suas
São Paulo pertence a suas elites e nesse sentido a crítica de que ainda lutam contra quem os derrotou em 32 está correta. São Paulo pertence a suas elites, embora o povo muito heterogênio de São Paulo seja berço e abrigo daquilo que há de melhor na nacionaliade brasileira e até mesmo alguns paulistas de elita tenham renunciado aos propósitos de sua origem para se tornarem dignos de figurar entre os mais ilustres brasileiros. São Paulo jamais foi governado por seu povo, mas sim por candidaturas que as elites sancionam antes de chegarem ao crivo do voto. E os petistas paulistas, na medida em que ascendem às altas esferas do mundo político, começam um processo de aproximação e negociação que leva alguns deles, senão ao âmago, à órbita exclusivista das elites quatrocentonas.
Motta Araujo
7 de outubro de 2014 2:17 pmA má gestão da economia, o
A má gestão da economia, o antagonismo da esquerda contra os empresarios em geral, afetam muito mais o Estado de São Paulo do que os demais Estados do Brasil, em São Paulo o ambiente é empresarial , em grande numero de Estados do Brasil respira-se politica, emprego publico, quem indica quem para cargos no Estado, a vida gira em torno do Estado, em São Paulo a vida gira em torno das empresas. Partido anti-empresarial incomoda São Paulo mais que o resto do Brasil.
Daytona
7 de outubro de 2014 7:39 pmÉ por isso que o eleitor
É por isso que o eleitor “esclarecido” de SP há duas décadas elege o partido da taxa de juros de 45%?
Quebradeira de empresas é a característica desses governos neoliberais, foi assim com Castello Branco(não eleito, mas apoiado pelos imbecis da Marcha pela Família), Collor e FHC.
O paulista vota com o ódio do preconceito, esse é seu problema.
Alberto Nasiasene
7 de outubro de 2014 2:17 pmVamos deixar de cinismo e assumir as responsabilidades
Querida Laura, você foi uma das que colaborou para não dar visibilidade às ações dos petistas contra a roubalheira tucana, já que trabalhou na Folha de São Paulo (que faz uma censura diuturna contra toda notícia negativa contra a roubalheira e incompetência tucana, mas bombardeia diuturnamente os governos do PT). Portanto, as críticas que você faz ao suposto PT cabem muito bem como carapuça a você mesmo, que é uma das cúmplices da barragem incidiosa que a mídia atucanada faz contra o fracasso tucano em São Paulo.
Além do mais, por mais que se tente tapar o sol com a peneira, a falta de investimentos no Canatreira, por exemplo (só demonstrada clara e sistematicamente por um blogueiro carioca anti tucano, não pela grande imprensa atucanada paulista) irá causar aquilo que se critou tanto no Quércia, o estelionato eleitoral (agora que o queridinho da Folha se elegeu, não irão mais conseguir tapar o sol com a peneira, porque os níveis das represas que abastecem grande parte de São Paulo estão se esgotando e entrando em colapso rapidamente; o que pode causar muito quebra quebra de uma população revoltada com o engano e desfarçatez tucana).
Como você sabe, as manifestações de junho de 2013 começaram exatamente em São Paulo e contra os tucanos e nada garante que não irão continuar, especialmente depois do colapso do sistema catareira e a total irresponsabilidade tucana face aos investimentos na captação de água, com a cumplicidade da Folha onde você trabalhou até 2013.
Portanto, cuidado com as pedradas que você dá, porque elas podem se voltar facilmente contra você mesma!
vera lucia venturini
7 de outubro de 2014 2:19 pmEu só espero que depois do
Eu só espero que depois do resultado dessas eleições se deixe de louvar as “renovadoras jornadas de junho”. Eita nome poético para designar a nova marcha por Deus e a família dos cariocas e paulistas.
Aliás, ver as madames de cabelo loiro tingido (sim porque esta é a estética dos paises nórdicos a que elas pertencem) vestindo as camisas da seleção brasileira no dia da eleição para “defender o país” foi a coroação deste “movimento renovador”.
Jair Fonseca
7 de outubro de 2014 2:53 pmNão dá pra generalizar.
Não dá pra generalizar. Reduzir as tais manifestações às tais “madames de cabelo loiro tingido” é caricatura demais, e é falso. Algumas delas estavam lá, sim, mas havia muito mais gente de todo tipo, principalmente jovens estudantes e trabalhadores, inclusive das periferias. E há mais desinformação aí: em BH as manifestações foram tão ou mais fortes e massivas do que as de SP e Rio, e em Minas o PT derrotou os tucanos fragorosamente…
vera lucia venturini
7 de outubro de 2014 3:05 pmE as manifestações
E as manifestações desembocaram aonde? Quais os deputados mais bem votados? Se varreu a corrupção da política aboletando o Psdb corrupto do Alckmin em São Paulo e e o Pmdb corrupto do Cabral no Rio?
Se teve um movimento autêntico foi o passe livre. O resto, bem o resto é resto porque se tivesse algum significado haveria mais homossexuais, negros e lideranças populares eleitos.
Ulisses s
7 de outubro de 2014 2:24 pmO PT acovardou
Deixou suas lideranças históricas serem massacrada pelo PIG, quase sem nenhum protesto. Foi culpado disto. Mas quando um eleitor prefere alguem que fez isto: Que, durante os últimos quatro anos, deixou o tucano Alckmin mais do que à vontade, mesmo sendo o governo dele um desastre completo. Veja a Suíça revelando as contas secretas dos operadores do escândalo do metrô; a Cetesb (estatal do próprio governo paulista) mostrando que a USP Leste foi implantada sobre um lixão tóxico; o Estado perdendo a guerra com o crime; as universidades estaduais falidas (o reitor imposto por Serra conseguiu o impossível: destruir a economia milionária da maior universidade paulista); as torneiras secas…, ao governo PT que mais fez pelo país em empregos, renda, investimentos e educação de qual termo devemos chama-los? Dejetos originários de fossas sanitárias? Paulista é racista, estúpido e ignorante. Vão ficar sem água e ainda vão acreditar na mídia que a culpa é do PT. Isto é sinal de inteligência?
Nicolas Crabbé
8 de outubro de 2014 12:35 amParabéns
Por acaso, xingar uma população de mais de 35 milhões de habitantes, vindos dos quatro cantos do mundo e do próprio Brasil, é um sinal de tolerância, inteligência e sabedoria?
O migrante nordestino que mora no Capão Redondo, onde Aécio venceu a Dilma, é racista, estúpido e ignorante, enquanto que seu parente que ficou no sertão pernambucano, cearense ou paraibano, é aberto e esclarecido?
Menos…
Karla Brito
7 de outubro de 2014 2:28 pmEu estou criticando o
Eu estou criticando o eleitorado de SP desde as primeiras horas dos resultados das eleições, sim. Não sei como se comportou a bancada de oposição na câmara estadual de SP, mas é uma demonstração extrema de paternalismo político do eleitorado ser incapaz de avaliar independentemente um governo que deixa faltar água nas torneiras. Algo básico. Não estou dizendo que a disputa é fácil, mas o eleitorado paulista me pareceu omisso e apático, completamente indefeso ao discurso midiático. Vi progressistas no twitter só agora se darem conta da importância da votação no legislativo… Faça-me o favor, né…
Fora desse tópico, queria saber se há alguma análise do mapa das votações para o executivo federal sob a ótica do ruralismo. Para mim, parece haver alguma relação.
O Mar da Silvao
7 de outubro de 2014 2:35 pmO PT deixou o Inquérito nº
O PT deixou o Inquérito nº 2474 – apelidado de ‘gavetão’ – passar em branco e permitiu que seus líderes históricos fossem julgados sem direito pleno à defesa pediu para perder. Quando uma ministra do STF disse que não tinha provas contra o Dirceu, mas iria culpá-lo e o partido calou-se como se fosse a coisa mais normal do mundo. O mentirão foi o sinal do enterro daquele PT combativo, que começou a se dilacerar com a carta ao povo brasileiro.
Um partido que deixou o PIG deixar o rolar nas ivestigações postas sob segredo de justiça pelo Joaquim Barbosa do ‘mentirão’ não poderia ter outro fim no reduto dos tucanos.
Verinha
13 de novembro de 2014 12:54 amConcordando muito com você!
Concordando muito com você!
Frederick Cunha
7 de outubro de 2014 2:37 pmMea culpa
É primordial o PT, paulista principalmente, fazer mea culpa, mas ao analisar alguns dos problemas no seu próprio umbigo, está pegando leve demais. Claro que não esperamos que o PT sai em público lavando a roupa suja, porém internamente o partido precisa aprender a selecionar melhor os candidatos que coloca para disputar as prefeituras paulistas. O caso de Haddad é um exemplo que deveria ser mais valorizado e seguido amplamente. Apesar de em alguns momentos ele ter sido afobado demais, por outro lado, soube enxergar melhor do que ninguém os anseios que correram nos protestos de 2013. Não à toa que está conseguindo reverter a má reputação que adquiriu depois dos protestos e da polêmica com o IPTU (entendo os motivos dele, mas acredito que o momento foi errado para aquele debate). pelas entrevistas que assisto de Haddad e pelas ações que está promovendo pela cidade, é um nome que deveria ser mais ouvido dentro do partido para passar sua experiência aos demais membros do partido no Estado de São Paulo. Ainda que o foco principal do PT deva continuar na periferia, é preciso levar em consideração que a periferia começa a adquirir valores e pontos-de-vista da classe média conforme a sua situação social melhora, quer desejemos isso ou não. O mesmo velho discurso de antes talvez não mais se aplique a esta camada social como se aplicava antigamente e o PT terá de aprender a escutar melhor as vozes das mudanças que ecoam de lá.
-Charlie-
7 de outubro de 2014 2:40 pmVou colar aqui um comentário
Vou colar aqui um comentário que fiz no domingo, e que acredito ser complementar ao texto:
O PT precisa se reinventar novamente, como já fez, com sucesso, em 2002.
Naquele ano, Lula deu uma surra em Serra e no PSDB (61 x 39) e venceu no segundo turno em 25 estados e DF, INCLUSIVE EM SÃO PAULO (só perdeu em Alagoas, o que é irrelevante em número de votos). Naquela eleição, contou com os votos da classe média, massacrada pelo desemprego e baixo crescimento dos anos FHC*.
Para quem não se lembra, a adesão ao PT foi tão grande que o partido chegou a lançar um broche de estrela banhado a ouro (sucesso de vendas), e a montadora Citröen lançou uma série de veículos com o nome “etoile” (“estrela”, em francês), que vinham com uma estrela vermelha estilizada ao lado do nome – ex: Xsara Picasso Etoile.
Mas os tempos mudaram. Os resultados de hoje deixam claro que a política de governar apenas para os pobres e para os muito ricos não tem futuro, em um país que, cada vez mais, caminha para ser de classe média.
Os muito ricos, apesar de lucrar como nunca, não votam no PT, por ideologia, preconceito ou o que for.
Os pobres, sim.
Ocorre que o PT perdeu os votos da antiga classe média urbana, intelectualizada e progressista, que sustentou o partido em seus primeiros 20 anos de existência (quando os pobres e o interior votavam em quem os patrões mandavam). Essa classe média urbana é formadora de opinião. A médio prazo, os filhos da “classe c” tendem a estudar, conseguir bons empregos, melhorar de vida e se tornar “classe média de verdade” (engenheiros, advogados, administradores etc), classe essa que hoje é desprezada e tratada a pontapés pelo PT – vide funcionalismo público, outrora base do PT, e hoje Dilma ficou em terceiro no DF – 5o. maior colégio eleitoral – graças à sua política de tratar servidores como leprosos – política essa elogiada por ninguém menos do que FHC em 2012, aliás.
Ou seja, o mapa de votos deixa bem claro que, quem vota massivamente no PT, hoje, são os menos favorecidos. Acreditar que seus filhos, que tendem a melhorar de vida, votarão para sempre no PT por “gratidão” é ingenuidade política. Quem veio de baixo costuma crer que venceu na vida por esforço próprio, porque estudou, porque trabalhou, e não porque foi favorecido por algum governo.
Ou o PT faz uma autocrítica e passa a governar para TODOS, e não para determinados segmentos, ou perderá votos, como vem perdendo, à medida que a população brasileira vai se incorporando à classe média.
haroldo_silva_filho
7 de outubro de 2014 3:37 pmPerfeita a sua análise, Charlie.
Infelizmente, ao que parece, os dirigentes do PT não estão nada preocupados em recuperar o espaço perdido junto à classe média. Talvez porque, fazendo um cálculo puramente numérico e eleitoral, achem que vão continuar tendo maioria de votos, pois os eleitores perdidos na classe média foram, num primeiro momento, mais que compensados com eleitores ganhos nas classes mais pobres.
Sua análise tem o mérito de mostrar o gravíssimo erro dessa visão míope e de curto prazo, cujo preço já começou a ser cobrado nestas eleições.
João Carlos Cardoso
7 de outubro de 2014 2:47 pmAnálise pertinente, mas…
Em essência a análise está correta. Como nordestino tenho procurado entender como pode ser que PT possa ter tomado 4 milhões de votos de diferença no Estado que o fez surgir. E é tão imbecil acreditar que o paulista é conservador como são imbecis os que nos tem chamado de ignorantes e desinformados. Na verdade nunca se tem apenas uma razão. são muitas as razões e é preciso entendê-las, digerí-las e confrontá-las. Mesmo não estando aí concordo que o PT deve ter errado feio, mesmo! Distanciar-se da base é um desses erros.
Mas o PT também cometeu esse erro aqui no Nordeste e mesmo assim tem dado sustentação a Dilma. É não é por causa do bolsa familia não! É voto urbano e generalizado entre todas as classes. É mais que isso. Acima, há um comentário sugerindo que as novas gerações não querem ser lembradas de que suas conquistas derivam de ações governamentais, preferindo atribuí-las ao próprio esforço. É mais ou menos o que disse a Marilena Chauí estes dias. Também acho correto, mas nem mesmo isso explica os 4 milhões.
O PT se acorvadou diante do PSDB, diante do PIG, não quis confrontar a grande votação de Alckmin? Mas ele fez isso em 2010 e Dilma saiu com ampla votação em São Paulo. Há algo mais! Tem erro estratégico grande, aí. Tem boicote das lideranças PBDBistas, também, acho. Tem o cerco da mídia com rádios e jornais bombardeando diariamente o eleitor. E talvez falte um discurso petista para o eleitor paulista. Lançar o Padilha foi um erro? Talvez. Temos que ver também que Marina teve ampla votação em São Paulo. Pode ser que estes votos se dirijam maispara Dilma que para Aécio.Mas sem dúvida a abordagem, em São Paulo, tem que mudar.
João Carlos Cardoso
7 de outubro de 2014 2:51 pmAnálise pertinente, mas…
Em essência a análise está correta. Como nordestino tenho procurado entender como pode ser que PT possa ter tomado 4 milhões de votos de diferença no Estado que o fez surgir. E é tão imbecil acreditar que o paulista é conservador como são imbecis os que nos tem chamado de ignorantes e desinformados. Mas não se pode creditar este desastre a apenas uma razão. Na verdade nunca se tem apenas uma razão. são muitas as razões e é preciso entendê-las, digerí-las e confrontá-las. Mesmo não estando aí concordo que o PT deve ter errado feio, mesmo! Distanciar-se da base é um desses erros.
Mas o PT também cometeu esse erro aqui no Nordeste e mesmo assim tem dado sustentação a Dilma. E não é por causa do bolsa familia não! É voto urbano e generalizado entre todas as classes. É mais que isso. Acima, há um comentário sugerindo que as novas gerações não querem ser lembradas de que suas conquistas derivam de ações governamentais, preferindo atribuí-las ao próprio esforço. É mais ou menos o que disse a Marilena Chauí estes dias. Também acho correto, mas nem mesmo isso explica os 4 milhões.
O PT se acorvadou diante do PSDB, diante do PIG, não quis confrontar a grande votação de Alckmin? Mas ele fez isso em 2010 e Dilma saiu com ampla votação em São Paulo. Há algo mais! Tem erro estratégico grande, aí. Tem boicote das lideranças PBDBistas, também, acho. Tem o cerco da mídia com rádios e jornais bombardeando diariamente o eleitor. E talvez falte um discurso petista para o eleitor paulista. Lançar o Padilha foi um erro? Talvez. Temos que ver também que Marina teve ampla votação em São Paulo. Pode ser que estes votos se dirijam mais para Dilma que para Aécio. Mas sem dúvida a abordagem, em São Paulo, tem que mudar.
Jorge Luis
7 de outubro de 2014 2:57 pm“Os mais jovens precisam saber. Os mais velhos precisam lembrar”
Taí, Dilma. Um slogam para usar na campanha quando for comparar os governos do PT com PSDB.
-Charlie-
7 de outubro de 2014 3:27 pmAliás, hoje de manhã tive
Aliás, hoje de manhã tive outra prova de que não adianta a militancia odiar SP, a “classe média” etc: estava eu na cozinha de casa passando o café, quando ouço a diarista ao telefone – “(…) pois é, o nordeste vota no PT por causa do bolsa-família. Eu, não recebo bolsa-família…”.
Detalhe, estou em Brasilia, não em SP. Ela é nascida na Bahia e negra. É outra prova de que até nos segmentos tradicionais, o PT está perdendo voto (já perdeu o funcionalismo, Dilma conseguiu ficar em terceiro no DF)
Ou o partido para de culpar os outros, acorda, se comunica melhor com a sociedade e governa para TODOS (náo apenas para os muito pobres e para os muito ricos), ou adeus Governo Federal.
Rodrigo barbosa de vasconcelos
7 de outubro de 2014 3:22 pmE
Gilberto Carvalho foi detonado quando mandou um “abre o olho PT”.
-Charlie-
7 de outubro de 2014 4:44 pmPois é. Digamos que o pessoal
Pois é. Digamos que o pessoal não gosta muito de receber crítica.
Francy Lisboa
7 de outubro de 2014 3:59 pmOk. O PT foi quem mandou os
Ok. O PT foi quem mandou os paulistas reelegeram Alckimin, ainal, o PT fica com esse negocio de dividir o Brasil e demonizar os paulistas que sempre trataram bem todos os migrantes, uma cultura civilizada, humanista, sem discriminacao. Tudo o que o PT inventou sobre SP e os paulistas refle agora nas urnas. As demonstracoes recentes e anterios de carinhos dos paulistas pelo bravo povo nordestino mostram que o PT estah errado em querem jogar uns contra os outros. Esse nao eh o caminho, os paulistas nos brindam com sua dedicacao ao trabalho e mesmo reconhecidamente superiores em produtividade sabem de sua importancia para o bem estar geral do Brasil e, por isso, jamais poderiam ser acusados de qualquer tipo de discriminacao.
-Charlie-
7 de outubro de 2014 6:05 pmSeu comentário generalizante
Seu comentário generalizante e preconceituoso contra todo o estado de SP, apenas porque seu partido nele foi derrotado, é a perfeita síntese de tudo o que estamos a debater por aqui: ausencia de autocrítica, incapacidade cronica em receber critica alheia, incapacidade de reconhecer os próprios erros e traçar uma correção de rumo.
Mais fácil eleger um inimigo externo, apontar o dedo e se fechar em copas. Mas tem consequencia.
Francy Lisboa
7 de outubro de 2014 7:26 pmInimigo exterono, quem? Cuba?
Inimigo exterono, quem? Cuba? Putin?
Incapacidade de reconhecer os próprios erros? Vindo dos paulistas que reverberam o ódio contra negros, nordestinos e que acham que são os únicos que prestam no Brasil acho que fica nó máximo, mas bem no máximo “zero zero”
-Charlie-
7 de outubro de 2014 8:38 pmDeixa pra lá. Continuem
O inimigo externo a que me referi sáo ”os paulistas”, a ”classe média” etc, eleitos inimigos por boa parte da militancia, ao invés de fazer a necessária autocrítica.
Mas se depois de tanto post que ja escrevi sobre o assunto nesse tópico vc ainda náo entendeu, deixa pra lá.
Continuem assim, tá ótimo, é o caminho do sucesso.
Cafezá
7 de outubro de 2014 4:00 pm“E não foi no interior
“E não foi no interior conservador que aconteceu a debacle. Foi no chamado cinturão vermelho da cidade de São Paulo.
Bairros pobres e históricos redutos do PT, como o Campo Limpo, na zona Sul, terra onde vive Mano Brown, por exemplo, ou Itaquera e São Miguel Paulista, na zona Leste, sufragaram mais Aécio do que Dilma. Capela do Socorro, lar do sarau da Cooperifa, do poeta Sergio Vaz, também. E a Pedreira, Ermelino Matarazzo e Cangaíba…”
Tudo o que Laura expôs é perfeito. O PT está dormindo em SP e precisa acordar urgentemente. A derrota nos bairros da periferia foi vergonhosa. É certo que aqui está instalado o chamado Tucanistão, que impede que os programas do governo federal atinjam seus objetivos. Mas isso pode ser corrigido por uma rede de contra-informações que consiga esclarecer o povo sobre as dificuldades que o governo federal enfrenta para atuar aqui de forma adequada. As informações deturpadas e mentirosas da mídia golpista atingem os paulistas em cheio, pois é muito seletiva, escondendo a corrupção dos governantes tucanos. Ultimamente, tenho usado o metrô nos horários de pico e fico indignado pois percebo que os que estão ali na lata de sardinhas desconhecem que isso é culpa exclusiva dos tucanos. Por duas vezes ouvi passageiros culpando o PT por essa tragédia. Não são os grotões do país que são desinformados, são os habitantes dessa região do país que é tida falsamente como mais desenvolvida.
Nicolas Crabbé
8 de outubro de 2014 12:48 amTucanistão onde?
A Capela do Socorro sempre foi feudo da família Tatto, uma das principais famílias de políticos do PT, com vereadores, deputados estaduais e federais. Portanto não se pode chamar de Tucanistão.
Existe mais Tucanistão do que Minas Gerais, que há muitos anos está sob o jugo do Aécio e de seus aliados. Porém em Minas ele foi menos votado que a Dilma, e o candidato do PT ao governo foi eleito no primeiro turno.
Portanto o buraco é bem mais embaixo…
NICKNAME
7 de outubro de 2014 4:06 pmpor que só agora aparecem críticas?
nalgum momento que um participante ou outro levantou lebre crítica ao PT e militâncias(simpatizantes ou filiados) tais pou- cas pessoas- pra não dizer raras- eram quase apedrejadas e crucificadas pelo blog, isto é, por comentaristas (“posts recen-tes”).Ou este nickname não tinha enxergado antes,ou me parecem críticas e autocrítcas tardias(bato na tecla:pouco valem as velhas autocrítcas entre 4 paredes “pra não fazer o jogo da direita”,e sim valeriam ou valerão autocríticas publicas por parte das direções e diraeção nacional). Alguém tocou de leve na Ap470,vulgo mensalão,e me horrorizei com a santidade atribuída a…seres de carne e osso,falíveis – conheci um dos réus, nem sob tortura repito o q “falei” meses atrás quando usava outro nick
NICKNAME
7 de outubro de 2014 4:07 pmoutro nick
( de conhecimento da equipe do blog, gracejo, até de meu mapa astral).
morallis
7 de outubro de 2014 4:32 pmO PT parece morrer a cada
O PT parece morrer a cada eleição, mesmo as que vence..( pela torcida).
Reciclagem, reciclagem isso até para militantes, ok..voltar
as bases, sem esquecer que as bases são outras,não estamos
mais em 1980.Lembrando que viviamos até dia 04/10 a impetuosidade
do”novo” das “coxo -manifestações” o ódio da politica e aos politicos..
e o PT estava no olho do furacão.O novo se desfez no dia 05/10.
Reciclar sem perder a ternura.
obs.Tenho um gráfico que…..
paul moura
7 de outubro de 2014 5:31 pmNão consigo entender na integra essa analise
Desculpem mas não consigo entender essa analise pois faz 20 anos que os caras estão direto no poder.
Uma analise apressada pode significar outros erros logo ali adiante.
tiao
7 de outubro de 2014 5:43 pmDona Laura Capriglione,estou
Dona Laura Capriglione,estou contigo e não abro ! Infelizmente.
Jorge Portugal
7 de outubro de 2014 5:53 pmPT se não se restruturar vai morrer.
O PT perdeu em São Bernardo. Aqui no Rio tomou outro pau. Quase não vejo e nem vi campanha para Dilma aqui no Rio.
drigoeira
7 de outubro de 2014 6:18 pmO PT perdeu em SP…
Porque não é dono dos meios de comunicação.
E perder faz parte da história, um dia o PT vai ter que sair da presidência…
Pelo menos hoje o povo é que vai tirar o PT de lá.
Maurício Gil - Floripa (SC)
7 de outubro de 2014 7:21 pmÉ isso!
Exatamente novamente, Drigoeira.
A Laura escreve que o PT como que não se manifestou em relação aos escândalos do Alkmin.
Manifestou-se sim; o problema é somente esse: a mídia não repercute nada que não saia da boca do Serra, do Alvaro Dias, do FHC et caterva! Simples assim.
Quem é do PT pode espernear, pode se esguelar que não vai conseguir uma linha, uma notinha sequer nos jornalões e revistonas.
Não quero dizer com isto que não cabe culpa ao partido pelo fraco desempenho nesta eleição. Alguma coisa tem de ser feita e urgente, uma análise séria sobre a atuação partidária, especialmente em SP, PR, SC e RS.
Mas vejo um problema maior.
Repito que essa é a grande questão a ser enfrentada: a mídia gorda ainda é muito forte. E assim o é e será cada vez mais na medida em que certa esquerda venha com bobagens do tipo “eles já não são mais o mesmo, estão falidos, perdidos”.
A Veja, por exemplo. É bobagem da grossa achar que ela não faz mais a cabeça das pessoas, que só quem a lê são os convertidos, os coxinhas. Pode até ser que a grande maioria de seus leitores e assinantes sejam dessa laia, mas acontece que esses são os que formam opinião, são os que convencem as suas empregadas, os seus serviçais de que a Dilma é uma sapatona safada sem vergonha que vai levar o Brasil pro buraco. São os coxinhas tucanos leitores da Veja Globo Estadão Folha Época que amedrontam essa gente simplória, evengélicos na sua maioria, ao espalharem que com o PT os gays vão tomar conta deste país, que vão instalar clínicas abortivas em cada esquina.
Não se iludam: enquanto essa imprensa safada tiver o poder que ainda tem – e tem, e muito – o PT não terá voz; nada do que disser será repercutido e discutido.
E a Laura continuará a analisar distante da realidade, achando que é o PT que não se mexe.
Henrique, Outro
7 de outubro de 2014 10:26 pmRS elege o segundo Senador da bancada da Globo
O Rio Grande do Sul elegeu neste domingo o sr. Lasier Martins, pelo PDT, apresentador da Rede Brasil Sul (afiliada da TV Globo) grupo que detém o monopólio da informação (Tvs, rádios, jornais na capital e interior) no território gaúcho.
Grupo RBS – família Sirostky passa a ter dois senadores a partir de agora.
O mesmo com certeza será mais um defensor da mídia e da Globo, o qual se juntará a a outra senadora Ana Amélia Lemos (ex-apresentadora do mesmo grupo RBS) atual senadora do PP, candidata derrotada nesta eleição no primeior turno. ao governo do estado.
A coisa está cada dia mais funesta. Esperar que teremos uma lei de meios é uma utopia com o novo Congresso eleito.
Não existe outra alternativa a não ser criar nosso próprios meios.
Henrique, Outro
7 de outubro de 2014 6:30 pmQuem precisa se renovar é São Paulo
Fi-lo por que qui-lo. São Paulo tem que assumir sua votação e não espertamente tentar jogar a culpa no PT. Querem julgar a culpa na vítima .No Brasil tudo virou culpa do PT. Está na hora de São Paulo assumir se reacionarismo e anti-trabalhismo. E quando as classes empresariais paulistas irão se renovar, se arejar, esta é a questão, não adianta jogar toda a culpa nos derrotados.A história das votações é uma só. São Paulo se destaca por ter vocação em votar na direita. As votações predominantemente são sempre contra candidatos de origem trabalhista ou popular.Das sete eleições para Presidente da República o PT foi derrotado no estado de São Paulo seis vezes e venceu apenas uma em 2002, tendo como candidato Lula. São Paulo elegeu Adhemar de Barros, Jânio Quadros, Maluf, Celso Pitta, Collor de Mello, Fernando Cardoso. E para o governo paulista elege e reelege ano após ano o PSDB, o reeleito deste ano pertence a seita Opus Dei.O resultado do primeiro turno deste ano comprova que o estado paulista destoa do comportamento do resto do país, e foi acompanhado pelo estado do Paraná.Três periódicos ajudam a hegemonia desta tendência: Veja, Folha, Estado verdadeiros partidos políticos reacionários que contam com a colaboração das organizações Globo, e dominam as mentes e corações até do resto do país.Abaixou pinçei alguns resultados para mostrar que o artigo da jornalista ex-Veja, tenta empurrar toda a culpa para o PT, e não é bem assim o que os números mostram resultados se referem a votações no Estado de São Paulo ou capital apenas: *Eleições 1960Jânio Quadros (UDN/PR/PL etc): 1.588.593Adhemar de Barros (PSP): 855.093;Henrique Teixeira Lott (PSD/PTB/PST: 441.755. *Eleições 1989 2º turnoFernando Collor de Mello (PRN) 9.270.503 : 54,2 %;Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 6.739.378 : 39,4%. *Eleições 1994 – decidida no 1º turno Fernando Henrique Cardoso : 8.679.287 47,1 %Luiz Inácio Lula da Silva: 4.205.530 22,8%Outros candidatos: 2.685.506 14,7% *Eleições 1988 – Prefeitura de São Paulo – Turno únicoLuiza Erundina: 33%Paulo Maluf: 24%Leiva (PMDB): 14% Erundina venceu por ser turno único o mais votado é eleito. Sofreu influência damorte de 3 operários na CSN. Em São Paulo é tão conservador que até o PT paulista está à direita do resto do país, para não falar do movimento sindical. Prova que a ex-prefeita Marta Suplicy, deu o nome a uma importante avenida paulista de ASv. Jornalista Roberto Marinho, e ninguéma a brigou a isso. Se o fez foi por servidão voluntária.
altamiro souza
7 de outubro de 2014 8:25 pma autora esqueceu de falar na
a autora esqueceu de falar na influencia fundamental
da grande mídia golpísta e que age contra as instituições.
a análise dela pode até estsr correta,
mas sem essa abordagem,
fica difícil entender porque o cara enlatado
no vagão iria culpar o pt pelos erros do psdb….
isto é colocado na cabeça do cara dia e noite…
queriam o quê?
o milagre é o pt estar no poder federal por 12 anos com essas
absurdas e renitentes críticas dessa grande midia escrota….
Clever Mendes de Oliveira
7 de outubro de 2014 9:40 pmO PT é relativamente pequeno e com incumbência muito grande
MiriamL,
Coitado do PT. Setenta deputados e o sentimento do mundo.
De imediato deixo o link para três posts aqui no blog de Luis Nassif que tratam desta questão das razões do insucesso do PT. Insucesso relativo, diga-se de passagem.
Primeiro deixo o link para o post “As eleições mais importantes dos últimos anos” de domingo, 05/10/2014 às 06:00, aqui no blog de Luis Nassif e de autoria dele e que pode ser visto no seguinte endereço:
https://jornalggn.com.br/noticia/as-eleicoes-mais-importantes-dos-ultimos-anos
E deixo o link para o post “As eleições mais importantes dos últimos anos”, mais em decorrência do comentário de El Fuser. enviado segunda-feira, 06/10/2014 às 10:12, e no qual ele rebate a crença de Luis Nassif de que a novidade que as manifestações de junho de 2013 trazia signifique algo de bom. Com 98 comentários, o de El Fuser. é o terceiro mais recente.
O segundo link é para o post “Para petista, falta de reforma política e da mídia explica eleição” de segunda-feira, 06/10/2014 às 17:07, também no blog de Luis Nassif e com texto do Jornal GGN reproduzindo a reportagem “Dirigente do PT diz que falta de reformas política e da comunicação explicam eleições” de autoria de Sarah Fernandes e saída na Rede Brasil Atual que entrevista Valter Pomar. O endereço do post “Para petista, falta de reforma política e da mídia explica eleição” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/para-petista-falta-de-reforma-politica-e-da-midia-explica-eleicao
Indico o post “Para petista, falta de reforma política e da mídia explica eleição” não só pelo conteúdo da entrevista dada pelo Valter Pomar, mas porque o próprio Valter Pomar enviou um comentário segunda-feira, 06/10/2014 às 23:29, complementando o que ele dissera antes e que creio que também vale ser lido. Além disso, junto ao post “Para petista, falta de reforma política e da mídia explica eleição”, eu enviei um comentário segunda-feira, 06/10/2014 às 19:38, para Alexis que postara um comentário segunda-feira, 06/10/2014 às 17:15, e, desconsiderando o meu, é o penúltimo de uma lista de 17 comentários.
E por último deixo o link para o post “Quando a esquerda dança: o caso Agnelo em Brasília, por Zegomes” de terça-feira, 07/10/2014 às 11:28, também aqui no blog de Luis Nassif e com o texto do comentarista Zegomes que tem como uma das atividades ser médico do trabalho e atribuiu a baixa popularidade do governador não reeleito do Distrito Federal à crise de mobilidade do trânsito em Brasília. O endereço do post “Quando a esquerda dança: o caso Agnelo em Brasília, por Zegomes” é:
https://jornalggn.com.br/noticia/quando-a-esquerda-danca-o-caso-agnelo-em-brasilia-por-zegomes
Se eu fosse comentar lá no post “Quando a esquerda dança: o caso Agnelo em Brasília, por Zegomes”, eu não iria discordar de Zegomes. Ia até lembrar uma avaliação que eu fiz na eleição de 1982 em Minas Gerais em que, dentro de um ônibus em um congestionamento no trânsito de Belo Horizonte, eu pensei comigo que a eleição seria fácil para Tancredo Neves. Não foi tão fácil e Minas Gerais é um tanto diferenciada porque só 15% da população moram em Belo Horizonte. Bem lá no post “Quando a esquerda dança: o caso Agnelo em Brasília, por Zegomes” alguns manifestaram posição diferente da de Zegomes e vale a pena conferir quem está mais próximo de entender corretamente a razão do insucesso do candidato do PT.
Entre os comentários junto ao post “Quando a esquerda dança: o caso Agnelo em Brasília, por Zegomes” chamou-me atenção o comentário de Its enviado terça-feira, 07/10/2014 às 11:39, e que é o último da relação de comentários. Segundo Its um dos defeitos do Agnelo dos Santos Queiroz Filho é ser mentiroso. Bem, eu não tenho condições de checar se Agnelo dos Santos Queiroz Filho é ou não é mentiroso. Embora eu considere que a mentira seja o pior dos comportamentos que um político pode praticar, eu não censuro um político por ser mentiroso. A mentira é uma prova de oportunismo e o oportunismo é uma prova de inteligência.
O problema do político mentiroso em relação ao eleitor dele é que ele tem que ser convincente. Se o eleitor desconfia da palavra do político, o político perde toda a confiança do eleitor e passa a ser visto como mentiroso, e ninguém vota em mentiroso. E aqui eu ponho no lugar do eleitor. Se um político mentir para mim e eu acreditar no que ele diz eu não considero que ele apresentou um comportamento execrável. Eu só o considero execrável o comportamento de um político que mente quando descubro que ele mentiu. É por isso que eu não gosto e não voto no PSDB. Porque sei que qualquer político do PSDB está sempre mentindo. Se uma eleição for entre um político do PSDB e a Marina, eu voto na Marina mesmo sabendo que Marina está equivocada nas idéias dela e mesmo sabendo que muitas das idéias que o PSDB tem, mas não divulga, estão mais próximas das minhas. A Marina está equivocada, mas acredita no que ela diz. O PSDB não. O PSDB tem conhecimento da realidade política e econômica, mas escolhe dizer aquelas idéias que o partido considera que tem mais aceitação eleitoral. Às vezes o PSDB pode expor a idéia em que o partido verdadeiramente acredita, só porque a idéia verdadeira do partido é aceita pela população. Uma postura interessante é a critica que o PSDB faz da inflação. É uma crítica que o PSDB realmente acredita e é uma crítica que tem ressonância favorável na população, mas é uma crítica que pode ser falsa, isto é, talvez uma inflação mais alta seja melhor para a população do que uma inflação mais baixa.
A mentira do político é de certo modo uma descrença no eleitor ou um menoscabo do eleitor. E por isso eu sou refratário a um político mentiroso mesmo que ele apresente uma ideologia mais próxima da minha. Nada impede que o Agnelo dos Santos Queiroz Filho seja um mentiroso. Só que os exemplos que o Its dá para falar da mentira não me pareceram configurar bem uma mentira. Pareceu-me mais que o Agnelo dos Santos Queiroz Filho não tem a sensibilidade de ficar no lugar do outro, principalmente do eleitor mais pobre. São duas qualidades essenciais na política: a alteralidade (para saber o que os outros sentem) e o carisma (para convencer os outros de uma causa). Ao dizer, segundo Its, que “Só critica a saúde pública no DF quem é usuário de plano de saúde”, o governador do Distrito Federal, Agnelo dos Santos Queiroz Filho, não foi capaz de se colocar no lugar de vários moradores de periferia que muito provavelmente não tem condições de ser atendido com serviço médico de qualidade. O Estado brasileiro ainda é muito fraco para fornecer um serviço médico de qualidade de primeiro mundo.
Bem, por fim, lembro duas coisas em relação ao texto da Laura Capriglione, aqui neste post “A necessária renovação do PT e o vexame no Estado de São Paulo, por Laura Capriglione”. Primeiro observo que a renovação é da essência da atividade política. Aqui cabe fazer referência ao dito latino “immota labascunt et quae perpetuo sunt agitata manent” (O que é rígido desaba e o que está em constante movimento permanece). Só o que está em constante renovação permanece. Assim, falar da necessária renovação do PT é truísmo ou tautologia.
E a segunda observação diz respeito a Laura Capriglione se referir à escolha de Andrés Sánchez como oportunismo. É o que me parece também. Agora a Laura Capriglione em minha percepção deu um tom crítico ao que seria o oportunismo do PT na escolha de Andrés Sánchez. Como eu disse, considero o oportunismo político uma demonstração de inteligência. Se ela não falou em tom crítico, a informação está correta e não merece crítica, mas se foi realmente em tom crítico, é de se perguntar, ela queria o quê? Que o PT não trouxesse Andrés Sánchez para o partido? Em princípio Andrés Sánchez trouxe o voto da direita para o PT. Deixar o voto da direita para a direita não me parece ser demonstração de inteligência. Aliás, sendo a atividade política basicamente a composição de interesses conflitantes, para a prevalência do interesse da esquerda é preciso que a esquerda esteja forte. Assim, não se fortalecer com os votos da direita, parece-me mais uma demonstração de infantilidade. A esquerda infantil aparece bem na foto, mas é ruim para aqueles que a esquerda defende. No pior dos casos em que o eleitor de esquerda deixa de votar no PT em razão da candidatura de Andrés Sánchez, ele irá votar em um partido mais a esquerda do que o PT, o que é bom para aqueles que a esquerda defende. E os votos que o Andrés Sánchez recebeu podem ter permitido a eleição de outros candidatos do PT mais à esquerda enquanto o voto do Andrés Sánchez estará, sempre que o PT precisar, mais amarrado ao interesse do PT.
E finalizo voltando a mencionar a derrota do candidato Agnelo dos Santos Queiroz Filho. Lá no post “Quando a esquerda dança: o caso Agnelo em Brasília, por Zegomes”, não se fala em falta de carisma do candidato, mas talvez esse seja um ponto a ser considerado. Há outros pontos mais importantes para explicar a derrota de Agnelo dos Santos Queiroz Filho e eu fiz referência ao meu comentário para Alexis lá no post “Para petista, a falta de reforma política e da mídia explica a eleição” ao que eu considero como relevante para entender a relativa derrota do PT nessas eleições. Bem, de todo modo, quanto ao carisma, que por sinal não foi mencionada pelo Zégomes, talvez lá à frente, quando o PT não tiver incumbência tão grande para um partido tão pequeno, as prévias possam voltar a serem exercitadas e pessoas com carisma possam ganhar a disputa dentro do partido e se candidatar a cargos para executivos de relevância.
Ainda assim, há dois problemas em relação ao carisma que não podem ser esquecidos. Primeiro, o carisma junto aos prosélitos do partido não significa que vá também funcionar junto ao eleitorado. E segundo é bom que se previna também, porque, sendo o carisma um atributo que aumenta a capacidade de convencimento, as pessoas carismáticas possuem em geral uma tendência maior a mentir. Ou se não tem uma tendência maior a mentir são mais convincentes nas mentiras que contam.
Talvez no futuro, os problemas de ausência de carisma e de perda de eleições para o executivo não sejam assim tão importantes, se o que o PT se propôs a fazer já tenha sido alcançado. É bem verdade que em um contexto em que são escolhidos líderes carismáticos dentro do partido, o PT provavelmente ficará mais sujeito a perder eleições. Em compensação o partido pode mostrar-se mais atuante e com presença mais marcante no cenário político. Se isso acontecer e a distribuição de renda continuar melhorando no mesmo ritmo do atual quadro de melhora, o PT pode até não crescer, mas o que importa é a proteção dos interesses das pessoas mais pobres. E se a distribuição de renda continua melhorando é sinal de que mesmo sem o cargo de executivo o PT esteja alcançando o objetivo de um partido de esquerda e que seria dentro da democracia defender os interesses das camadas mais pobres da população. Desde já eu faço uma espécie de crítica a uma postura assim, pois não vejo como provável os partidos de direita melhorarem a distribuição de renda no Brasil, mesmo que o PT pressione de todos os lados.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 07/10/2014