
Os jornais querem arrancar do Ministro das Minas e Energia que haverá racionamento de energia. O Ministro nega. Os reservatórios do pais estão com 17% de nível de água. Aí o repórter pergunta: “E se baixar para 10%?” E o Ministro responde: “Então haverá racionamento”.
Manchete: Ministro admite que poderá haver racionamento.
O repórter poderia avançar mais: “E se acabasse a água em todo o país?”. O Ministro responderia: “Ninguém mais conseguiria acender a luz!”.
O “se” é a jogada mais manjada e mais utilizada pela mídia e deveria constar em todo treinamento de autoridades.
O mais famoso “se” da história moderna do jornalismo foi o caso Boimate – perpetrado por Eurípedes Alcântara na revista Veja. O jornalista cai em um trote de uma revista científica, falando do cruzamento de boi com tomate na Universidade de Hambuerger pelo dr. MacDonalds. Pauta um repórter para ouvir um cientista brasileiro:
– O que o senhor achou desse feito?
– Impossível!
– E “se” fosse possível?
– Seria a maior revolução da história da genética.
Veja tirou o “se” da pergunta e publicou a afirmação.
Aliás, dupla barriga: se fosse, de fato, a maior revolução da história da genética, mereceria matéria de capa.
O “se” comporta tudo.
“Se” o Serra matou sua mãe, será considerado um matricida.
“Se” o Lulinha comprou a Friboi, não faltará carne em sua mesa.
“Se” o Aloyzio Nunes apoiar a Dilma será considerado traidor.
Ou seja, se algum repórter fizer alguma pergunta com o “se”, recorra à 5a Emenda e diga algo como: “Não respondo sobre hipóteses”, porque vem sacanagem na certa.
Joaquim Aragão
23 de janeiro de 2015 3:56 pmSe….
Como cantou Zé da Luz: Ai se sêsse….
Marcos Antônio
23 de janeiro de 2015 3:59 pmEles querem achar motivos
Eles querem achar motivos para o Exôdo de milhões de paulistanos…
São Pedro – eleito o culpado!
Ivan de Union
23 de janeiro de 2015 4:05 pmMas agora confesse e responda
Mas agora confesse e responda a pergunta, Nassif: se ficar provado o envolvimento de fulano com a LavaJato, voce acha que ele deveria ser cassado?
Sergio Saraiva
23 de janeiro de 2015 4:20 pmPalavra do filósofo.
Como lembrou-nos o grande Souza, meia bisexto e grande filósofo do futebol brasileiro: “se minha mãe fosse homem, eu teria dois pais”.
Rodrigo Silva
23 de janeiro de 2015 4:36 pmTirou as palavras da minha
Tirou as palavras da minha boca….kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Seu Madruga
23 de janeiro de 2015 4:21 pmO reporter está lá pra fazer
O reporter está lá pra fazer a “fedaputagem” dele e agradar o patrão. O problema é a equipe do governo responder sobre situações hipotéticas.
carlos afonso qula da silva
23 de janeiro de 2015 4:28 pmDe fato o “se” é uma palavra
De fato o “se” é uma palavra muito perigosa. Imaginem, se meu pai fosse mulher euteria tido duas mães…
Paulo Roberto Schlemper
23 de janeiro de 2015 4:31 pmE se
Se cachorro não cagasse morreria entupido.
Dê
23 de janeiro de 2015 4:31 pmJá alertava Bob Marley lá
Já alertava Bob Marley lá atrás….Se a vida fosse bela, todo dia teria sol, todo mar teria onda e toda fumaça faria a cabeça. Fala sério…esses caras não aprendem nunca?? Hellooooo é pegadinha meu filho…se liga!!!
Alexandre Weber - Santos -SP
23 de janeiro de 2015 4:35 pmVade retro
Vade Retro
Se teus olhos são impuros, aparta-os daqui.
Se tua língua é ferina, arreda daqui tua injúria.
Se teu pensar é pudico, longe de mim tal vanidade.
Se teu sorrir emana malícia, afasta de mim teu sarcasmo.
… Mas:
… Se teu sorrir é suave,
… se teu pensar é livre,
… se tua língua é amor,
… se teus olhos são pureza,
Então, ABRA E SÊ FELIZ!
De Rose
Rodrigo Silva
23 de janeiro de 2015 4:41 pmE ainda me vem um tla de
E ainda me vem um tla de Mário Magalhães, no UOL, dizendo: ” E se Graça for ladra?”
Mas tem outro artifício, que é muito usado, e com ele fala-se qualquer coisa de qualquer pessoa. Os famigerados “suposto” e “teria”.
O jornalismo hoje em dia está repleto de “se”, “suposto” e “teria”. Uma bela indicação da falta de qualidade.
Rodrigo Silva
23 de janeiro de 2015 4:41 pmE ainda me vem um tla de
E ainda me vem um tla de Mário Magalhães, no UOL, dizendo: ” E se Graça for ladra?”
Mas tem outro artifício, que é muito usado, e com ele fala-se qualquer coisa de qualquer pessoa. Os famigerados “suposto” e “teria”.
O jornalismo hoje em dia está repleto de “se”, “suposto” e “teria”. Uma bela indicação da falta de qualidade.
Cunha
23 de janeiro de 2015 4:59 pmSe houvesse uma
Se houvesse uma regulamentação da mídia não sofreríamos com tantas aberrações.
Leonardo Neves
25 de janeiro de 2015 6:36 pmRegulamentação já
è um sonho meu e seu. Regulamentação prevendo a prática de crimes de imprensa e com punição severa para profissionais e empresas midiáticas.
Leonardo Neves
25 de janeiro de 2015 6:36 pmRegulamentação já
è um sonho meu e seu. Regulamentação prevendo a prática de crimes de imprensa e com punição severa para profissionais e empresas midiáticas.
Athos
23 de janeiro de 2015 5:13 pmGalera, indo na onda do E
Galera, indo na onda do E SE…mas um pouco diferente, baseado na verdade…
Se o reservatório está em 17% do meio para o FIM do período de chuvas, qual a perspectiva para o nível dos reservatórios ao fim do período de seca?
E se…. e se…. o governo também mente.
Tivemos um backout por, como o proprio Ministro disse, “descasamento entre damanda e produção”. Alguém por favor traduza a frase do Ministro… traduz aí. Me xplique a frase por favor!!!
Ugo
23 de janeiro de 2015 6:09 pme se
E se você entendesse de eletricidade não faria estas perguntas bobas.
Ugo
23 de janeiro de 2015 6:10 pme se
E se você entendesse de eletricidade não faria estas perguntas bobas.
Joaquim Aragão
23 de janeiro de 2015 6:18 pmE se….
Athos, realmente a situação não é muito confortável. Mas aqui, se discute a manipulação perversa da imprensa. Quanto as perspectivas de crise da energia, temos de analisar onde os reservatórios estão críticos. Em todo o País? COmo estão as outras fontes energéticas?
Talvez o entrevistado tenha dado respostas bem mais completas e que elas tenham sido censuradas.
Já dei várias entrevistas à Globo, mesmo sabendo da finalidade manipulativa. Tento responder de forma a evitar o uso das minhas respostas para corresponder à pauta que eles estabeleceram, e para a qual tentam me usar.
Aí, eles são uns verdadeiros artistas: eles simplesmente arrancam na editoração fragmentos de frase para passar, por minha boca, a mensagem deles. Isso quando não sou atento e deixo escapar. Evidentemente, de minha resposta só são publicados os fragmentos que lhes interessam, jogando o resto fora, mesmo que tenha dedicado mais de meia hora para a entrevista. Além disso, eles me obrigam ir ao local que lhes interessam, enquanto que as outras emissoras perguntam onde seria mais conveniente para mim realizar a reportagem.
Quando consigo realmente construir, ao longo de todas entrevistas, uma sintaxe de frases de forma a impossibilitar a mutilação (também virei craque nisso), eles simplesmente não publicam.
Já dei o recado à assessoria de imprensa da minha Universidade: Globo, nunca mais!
Mariano S Silva
23 de janeiro de 2015 6:01 pmDitado nordestino: Se minha
Ditado nordestino: Se minha mãe tivesse duas carreiras de peitos, era uma porca!!!
nosde
23 de janeiro de 2015 6:10 pmEsse ministro se mostra
Esse ministro se mostra completamente despreparado para tratar com a imprensa, aliás, acho que muitos dos outros tambem o estão . . . . e o mais grave é que sonham com as paginas amarelas da veja e de ir na globo para agradar as familias amigos e vizinhos . . . . eta despreparao . . . . . .
Miguel Zibboni
23 de janeiro de 2015 6:36 pmPróximas perguntas do Pig para o Ministro
”E se o oceano incendiar
”E se cair neve no sertão
”E se o Pantanal virar pirão
”E se o Pão de Acúcar desmanchar
”E se à meia noite o sol raiar
”E se o Arapiraca for campeão…
E se…(Chico Buarque/Francis Hime)
Luiz Eduardo Brandão
23 de janeiro de 2015 7:36 pmSe fosse na França…
Se fosse na França, o ministro francês certamente responderia com uma fórmula popular pra lá de usual: “Si mon cul sonnait place de l’Église, tu aurais l’heure”. Ou seja, se minha bunda (digamos assim) soasse na praça da Igreja — aquela que junto com praça da prefeitura todo vilarejo tem — você saberia a hora.
Como não estamos na França, sugiro uma fórmula do meu avô, quando fazíamos a ele uma pergunta besta: Grande pergunta! — ele exclamava. — Vou encaminhá-la agora mesmo ao Ministério das Perguntas Cretinas.
Weslei
23 de janeiro de 2015 7:58 pmBoa Matéria!
Boa matéria, o “se” realmente é absurdo, essas pessoas não precisam ser formadas em jornalismo para fazer uma matéria dessas, pois o “se” da infínita hipóteses, qualquer pessoa pode fazer uma matéria com os maiores absurdos baseados em “se”, apesar do ministro ter falado besteria e diz que Deus deveria ajudar. Discordo, pois assim como culpo do Governo do Estado de SP pelo racionamento de água, culparei o Governo Federal caso ocorra racionamento de enregia.
RicardoComuna
23 de janeiro de 2015 8:14 pmResposta possível
Sendo eu uma pessoa pública, minha resposta a um destes jornalistas seria algo como: “meu filho, trabalhe com notícias, não com suposições! O senhor é jornalista ou o quê?”
altamiro souza
24 de janeiro de 2015 2:03 am…e se a grande mídia fosse
…e se a grande mídia fosse séria e crível.
e se não fosse golpista….
e se…
João Bani
25 de janeiro de 2015 11:11 amAs pegadinha da mídia
Nassif
Mesmo com a raposta recomendada “não respondo sobre hipóteses”, o jornalista mal intencionado poderia publicar: “Ministro admite hipótese de racionamento!!”
O que o transeunte lê no jornal exposto em banca vale pelo impacto inicial…
Luís Henrique Donadio
26 de janeiro de 2015 4:50 pmPergunta:
“…e se a grande
Pergunta:
“…e se a grande mídia fosse séria e crível.
e se não fosse golpista….
e se…”
Manchete:
IMPRENSA CONFIRMA: APOCALIPSE SERÁ AMANHÃ