
Jornal GGN – Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados, usou seu perfil oficial no Facebook no domingo (30) para se defender de uma reportagem do Congresso em Foco, que diz que o peemedebista patrocina um projeto de lei que visa punir criminalmente quem fala mal de políticos na internet.
Segundo o portal, a proposta assinada pelo deputado procurador Cláudio Cajado (DEM) deve ser apresentada já no próximo mês, e estabelece que provedores, portais e redes sociais que hospedam páginas com críticas a parlamentares de qualquer partido serão igualmente responsabilizados pela opinião de seus leitores e autores.
“Isso é o absurdo dos absurdos”, disse Cunha. “Todos conhecem a minha posição a favor da liberdade de expressão, e se algum político se sentir atingido, que procure o poder judiciário.”
Apesar de se dizer contra a proposta, Cunha admitiu que, como presidente da Câmara, não pode barrar qualquer matéria apresentada por seus colegas de Casa. “Além do mais, como sempre disse, não posso impedir que projetos sejam apresentados. Os deputados têm a prerrogativa, mas daí a eu concordar é outra coisa”, pontuou.
Cunha, depois, tangenciou o assunto e aproveitou para dizer que não passa por sua cabeça “nenhuma pauta de afronta a liberdade de expressão, muito pelo contrário. Poucos prestaram atenção, mas na agenda que alguns partidos na Câmara divulgaram, havia projetos para regular a mídia. Alguns deputados assinaram sem ler, outros apoiam. Mas garanto que essa agenda jamais entrará em pauta na minha gestão.”
Ainda segundo o Congresso em Foco, a ideia de Cajado é alterar o Marco Civil da Internet para “para facilitar a retirada das postagens ofensivas contra políticos em geral.” Colocando os provedores e sites em geral como co-autores do crime contra a honra dos parlamentares, o democrata pretende forçar a celeridade de retirada de denúncias do ar.
Paulo Jales de Oliveira
31 de agosto de 2015 2:08 pmCunha
Se os políticos não querem ninguem falando mau deles, então pessem nas pessoas que os elegeram, respeitem o cargo, respeitem o país, não legislem em causa própria, que afirmo ninquem vai falar mau deles garanto. Estamos nos encaminhando para volta da censura.
Fernando Antonio Moreira Marques
31 de agosto de 2015 2:15 pmOpinião não é crime…
Além de serem figuras públicas que vivem à nossas custas, agora querem amordaçar a opinião dos eleitores!!!!
Depois de eleitos querem viver nas sombras.
Renato Lazzari
31 de agosto de 2015 4:44 pmNão me surpreendo
Dificilmente Cunha alimentará um cão que pode vir a mordê-lo. Ou melhor, não vai bater no cão que o protege. O que pesa contra ele não é a opinião pública, é a Justiça. Cunha conta com o efeito Maluf: mesmo com a opinião pública considerando-o bandido, ladrão, sempre foi eleito e reeleito. Há um prazer mórbido em eleger figuras assim. Além de realizar a fantasia popular de que em cargo público só tem bandido mesmo, é um jeito de continuar sucateando a coisa pública. E o pessoal gosta de bandidos simpáticos, “fodões”, sei lá… se identifica, acho. E como se isso não fosse bastante, Cunha ainda é inimigo de Dilma. Eleger Dilma como inimiga só lhe traz ganhos junto à mídia e, por consequência, junto à parcela fascista, ignorante e endinheirada da nossa população.
Sergio Rosa
31 de agosto de 2015 7:24 pmMal ou mau exemplo
Tem sido assim o homem produz a sociedade dentro de si mesmo e a sociedade que o contem é fruto de sua ação.
Poderosos – seja lá o que se entenda por isto- recebem e criam modelos de conduta que não são de se estranhar que existam, até o momento que se iludem se achar com uma canetada, que afinal são tantas, a começar pelo Sr. Cunha.
Seria bom que estudassem um pouco sobre hábitos sociais históricos e verificar que o exercício de papéis sociais se dá em função de expectativas, impactos da vida e uma ou outra capacidade individual de superar e responder de modo muito diferente às mesmices.
Os exemplos estão aí, a julgar pela Lava Jato, pelo que foi pego e pelo que não foi, se coloca em dúvida quando se trata de adjetivo e quando se trata de advérbio.