13 de junho de 2026

Infiltrado em manifestação reflete “modus operandi” da ditadura, diz CEMDP

 
Jornal GGN – A Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP) exigiu a apuração imediata do infiltrado do Exército junto a manifestantes que foram presos, durante o ato no último domingo (04) contra o governo de Michel Temer.
 
Em nota, a Comissão alertou que o ato “reflete grande similaridade com o ‘modus operandi’ utilizado na repressão política durante a ditadura”. “Tal constatação despertou a preocupação de membros da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), instituída pela lei 9.140/95, cujas funções devem ser exercidas sempre com vistas à ‘não repetição’ dos eventos ocorridos durante a ditadura militar brasileira”, afirmou.
 
Diante da notícia divulgada no El País Brasil, sobre o infiltrado, a CEMDP solicitou explicações se o agente do Exército estaria colaborando com a polícia militar do Estado de São Paulo, contra a articulação de movimentos sociais e o direito de se manifestar.
 
A Comissão lembrou, ainda, que “de acordo com a Constituição brasileira e a Lei Complementar 97/99, que regula o emprego das Forças Armadas, as atividades de segurança pública são privativas de órgãos policiais”. 
 
“Eventual uso e cooperação das Forças Armadas deve ser definida em ato específico da presidência da República, jamais de forma extraoficial”, concluiu.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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5 Comentários
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  1. Andre Araujo

    10 de setembro de 2016 7:43 pm

    O caso está loge da clareza.

    O caso está loge da clareza. Um inflitrado que se edeixa descobrir  em 24 horas ? Não faz sentido. Kim Philby foi infiltrado por 35 no Serviço Secreto britanico e só foi descoberto por acaso. Richard Sorge foi infiltrado pla NKVD na diplomacia nazista e nunca foi descoberto. Nesse caso o infiltrado tem pagina no FACEBOOK ?  Só por brincadira.

    1. X-9

      10 de setembro de 2016 9:04 pm

      Tens razão ò AA, deve pois

      Tens razão ò AA, deve pois tratar-se de um perigoso comunista marxista leninista maoísta castrista guevarista rosista luxemburguista bakuninista zapatista amazonista dilmista lulista disfarçado de capitão, ora pois pois.Ó pa!Cá entre nós, deve ser mesmo agente da cia ou um perigoso agente da uncle, MI-5, 007,arapongista…o próprio James Bond.

    2. Miriam Lopes

      11 de setembro de 2016 2:10 am

      Brasil surreal

      Caso inédito no mundo. No Brasil acusados de terrorismo se entregam à policia.

  2. Paulo Souza

    10 de setembro de 2016 8:12 pm

    Impressionante a incompetência do ARAPONGA e exagero dos jornais

    Impressionante a incompetência do ARAPONGA e o exagero dos jornais e da mídina em geral.

    Não vi nada de anormal, isso acontece até no meio emprtesarial por que não aconteceria entre as FFAA/polícia na espionagem de manifestantes e movimentos sociais?

    Tenho um amigo que trabalhou em uma grande siderúrgica, disse-me ele que infiltravam gente nos sindicatos para saber os passos dos sindicalistas, principalmente em assembleias  com possível indicativo de greve, para que a companhia pudesse se preparar para cobrir possíveis postos discobertos.

    De tudo a única coisa que me deixa preocupado é a recriação do “inimigo interno”, do mais nada demais, ou acham que nas outras manifestações que já existiram e nas que vão existir não terá nenhum ARAPONGA de olho?

     

  3. Quintela

    11 de setembro de 2016 11:56 am

    Araponga tupiniquim!

    O problema não é inteligência agir.

    Toda POLICIA, eu afirmei POLÍCIA, tem seu núcleo de INTELIGÊNCIA, a P2.

    Estranho é um militar das forças armadas trabalhando junto a uma policial estadual.

    A matéria deixou claro que não existe esse tipo de cooperação descrita em LEI.

    Pelo menos sem autorização expressa do ministro da justiça ou do presidente…

    Mas atualmente LEI não vale nada no Brasil.  As instituições não estão funcionando.

    um capitão do exército BARBUDO? 

    Por que o araponga do exército estava infiltrado e de maneira amadora fez uma investigação meia boca sobre um bando de jovens estudantes e que nada de suspeito ou criminoso pairavam sobre esses estudantes.

    Qual o crime que esses estudantes cometeram?

    E ninguém viu isso? Ou o abuso foi intencional?

    Temer está conseguindo unir a esquerda.

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