11 de junho de 2026

Lindbergh diz que país corre risco de convulsão social em 2017

Jornal GGN – O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) entende que o Brasil corre o risco de entrar em uma convulsão social, citando a crise dos municípios e dos Estados, principalmente o Rio de Janeiro, o aumento do desemprego, a perda de rendimento real do trabalhador e um ajuste que prejudica os direitos dos mais pobres.

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“Em um quadro como esse, nós precisaríamos de um presidente com legitimidade, e que apresentasse um caminho oposto ao que o Temer está propondo. Você propor um plano de austeridade radical como esse é um suicídio, é uma loucura”, afirmou.

Em entrevista para o Jornal GGN,  ele afirma que alguns senadores estão com medo de que o governo de Michel Temer vá “desmanchar”, e diz que a delação da Odebrecht deverá atingir nomes fortes do PSDB, como Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin.

Com a perspectiva de uma convulsão social, Lindbergh teme que 2017 possa trazer uma “saída autoritária”. O Congresso não tem legitimidade para eleger um presidente pela via indireta, e afirma que existem emendas que colocam a possibilidade de eleições diretas caso o presidente da República seja afastado no terceiro ano de mandato.

Entretanto, mesmo com eleições diretas antes de 2018, ele diz que o favorito não deve ser um candidato do PT ou do PSDB, mas sim alguém com um discurso aventureiro e da anti-política, citando as eleições municipais ocorridas em outubro.

Sobre o processo que tramita no Supremo Tribunal Federal que pode impedir Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, Lindbergh não acredita que o peemedebista será retirado do cargo. “O mandato dele acaba dia primeiro de fevereiro, tem o recesso do Judiciário, então é praticamente impossível eles conseguirem julgar nesse prazo de tempo aquela representação da Rede, que diz que quem responder por denúncia, seja presidente da Câmara ou do Senado, terá de ser afastado”, argumenta.

O senador do Rio de Janeiro reafirma que a votação do projeto de abuso de autoridade está marcada para amanhã (6). “Tem clima para votação”, diz.

Ele afirma que não é possível debater um projeto sobre abuso de autoridade sem incluir o Poder Judiciário e o Ministério Público na lei. “A discussão deveria ser como fazer isso [a lei do abuso de autoridade] sem atrapalhar as investigações”.

“O que está parecendo na Lava Jato é o seguinte: é como se não fosse possível fazer investigações respeitando a lei, respeitando a Constituição”.

Ele cita o caso do executivo da OAS que foi condenado pelo federal juiz Sérgio Moro, ficou nove meses preso e depois foi absolvido, por unanimidade. Lindbergh também levanta outros casos envolvendo Moro, como uma representação contra o juiz no caso Banestado, que foi para o Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, o redator foi o ministro Gilmar Mendes, que repreendeu o magistrado paranaense pela interceptação telefônica de conversas entre advogados.

“A mesma coisa que ele fez com o Lula, com o escritório do Roberto Teixeira[advogado de defesa do ex-presidente], ele já tinha feito em 2010”, afirma.

Para o senador, o juiz federal faz “uso abusivo da prisão preventiva”, e também entra no papel de “juiz de ataque”, quando o magistrado atua de forma conjunta com o Ministério Público e a Polícia Federal.

Lindbergh defende a necessidade de um pacto pelo crescimento e pela geração de empregos. “Mas eu não vejo com quem me aliar”, afirma, ressaltando que os senadores tucanos acreditaram na tese de que, com a saída de Dilma Rousseff, a confiança dos empresários iria voltar, retomando os investimentos e o crescimento da economia.

“Como se o empresário investisse por confiança. Empresário investe quando tem gente para comprar”, diz. “Infelizmente o debate[sobre o crescimento] é muito frágil”.

O senador relembra que alertou contra o pacote de ajuste fiscal do ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, dizendo que o PT deveria ter “parado aquele processo suicida”.

Por último, o senador petista falou na necessidade de pensar em outro caminho para a saída da crise, uma alternativa aos cortes nos investimentos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55.

“A gente do lado de cá [oposição] tem que apresentar propostas concretas. Com aumento de investimentos, políticas anticíclicas, redução da taxa de juros, mas também recuperar a Petrobras e a cadeia de óleo e gás”, afirma. Ele também diz que é preciso levar em conta a demanda e o consumo das famílias, que representa parte considerável do Produto Interno Bruto.

“A gente precisaria de um presidente que tivesse força para fazer a anti-PEC 55”, completa.

Assista a entrevista abaixo:

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

15 Comentários
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  1. Antonio Carlos Silva - Brasil

    5 de dezembro de 2016 9:34 pm

    O supreminho acaba de dar

    O supreminho acaba de dar mais um passo para o caos político, os ministrinhos acabaram de afastar o politiqueiro Renan da presidência do senado .

  2. drigoeira

    5 de dezembro de 2016 10:28 pm

    Tomara que a convulsão se transforme em revolução

    Só assim para o país mudar. Para o bem ou para o mal.

  3. Rui Ribeiro

    5 de dezembro de 2016 11:53 pm

    Antes um fim com terror do que um terror sem fim

    “Esboçando em linhas gerais as fases do desenvolvimento proletário, descrevemos a história da guerra civil, mais ou menos oculta, que lavra na sociedade atual, até a hora em que essa guerra explode numa revolução aberta e o proletariado estabelece sua dominação pela derrubada violenta da burguesia.” – Karl Marx e Friedrich Engels, Manifesto Comunista

  4. Rpv

    6 de dezembro de 2016 12:16 am

    Primeiro, o Renan não será

    Primeiro, o Renan não será afastado.

    Santa ingenuidade Batman.

    Não se pode ser ingênuo a esse ponto. Como liderar e vencer uma batalha com esse nivel de desconhecimento.

    Ah, mas como ele poderia adivinhar?

    Se não tinha como obter esse tipo de informação, que ao menos considerasse essa variável. 

    A disputa pelo poder não perdoa os ingênuos.

    Esqueça as regras, a normalidade dos procedimentos, pense nos passos possíveis (independentemente das regras formalmente estabelecidas ou dos comportamentos normalmente executados).

    É pelo poder que se luta.

    Ah, mas nós somos seres civilizados. Obedecemos as regras, os procedimentos, o protocolo…

    É, pode ser, e isso é muito nobre. Mas não esqueça que seu adversário pode ser um vilão.

    Ah, você quer dizer então que o STF descumpriu a lei?

    Não. Quero dizer que ele é “proativo” em alguns casos e “prudente” em outros. É um foguete em certos momentos e uma tartaruga em outros. Tudo dentro da “normalidade institucional”. Tudo no mais rigoroso “respeito” a constituição.

  5. Silvio T

    6 de dezembro de 2016 12:40 am

    O objetivo é o caos

    Tudo que a direita quer, desde o estouro da boiada que promoveu em 2013, é o caos, o país pegando fogo, é a convulsão social. Só eu percebo?

    1. Viking

      6 de dezembro de 2016 5:15 pm

      Eu acho que eles queriam

      Eu acho que eles queriam mesmo é o poder total, como tiveram na era FHC.  Como não estão conseguindo, vão fazer como fizeram em 64 e promover o caos pra vender pro povo uma solução: ditadura.

  6. Heloísa Coellho

    6 de dezembro de 2016 12:49 am

    A Saída

    A saída desse país caótico é… o aeroporto! Desisto!!! Fui.

    1. Veri

      6 de dezembro de 2016 11:42 am

      A saída não é o aeroporto, é uma base espacial

      Prá onde você vai, Heloisa? Pros EUA? O Trump vai te arrasar e os Red Necks vão te assar nas fogueiras da Klu Klux Klan. Prá Europa? Os Xenófobos não vão deixar por menos? Pro Oriente Médio? O Estado Islâmico te espera para te dar as boas vindas e de enviar como Loba Solitária para Europa ou EUA.

      Queres ir prá Marte? Jesus te espera.

  7. Serjão

    6 de dezembro de 2016 1:18 am

    JN e novelas

    Convulsão depende da rede esgoto. Se ela quiser, haverá. Se não for do seu interesse, não haverá.

    Dezenas de milhões enxergam a realidade através desse tela, se não aparece nessa tela, é porque não é real, não existe!

    Enquanto a força dessa mídia se mantiver onipotente e intacta, o Brasil nunca acontecerá.

    1. Viking

      6 de dezembro de 2016 5:12 pm

      Perfeito!

      Uma grande verdade que não é enxergada pela grande maioria.

  8. rdmaestri

    6 de dezembro de 2016 2:29 am

    Para que salvar o capitalismo?

    Vamos fazer um pequeno exercício de futurologia.

    O governo Temer já está parecendo um cachorro morto, logo seguindo o princípio não se chuta um destes.

    Após Temer o que vem, quase com 100% de certeza o PSDB, com toda a experiência de levar o país para o buraco, o PSDB pode ser mais breve do que o governo Temer, logo vai atrás.

    Depois disto teremos figuras messiânicas, os nossos Antônios Conselheiros de toga ou algum deputado imbecil que representa a direita e forças pseudo-fascistas, vai ser chato e violento, mas também não dura muito.

    O que tem que se pensar no momento é grupos alternativos de governança que mantenham parte do país em funcionamento, se Lindbergh é senador pelo Rio de Janeiro, que entre nas entranhas deste estado para montar regiões de resistência a todos os males que vamos passar, se ele procurar ele vai achar, porém vai ter que fazer uma espécie de regressão mental para se lembrar como ele era há muitos anos atrás.

    A Vanessa Graziotin que faça jus ao nome do partido que ela faz parte, e também abra mão do seu conforto para se entranhar no meio do Brasil. Quando falo nas entranhas e no meio do nosso país não digo para ir para o meio da Amazônia ou do cerrado, mas na verdadeira selva de pedra que está ansiosamente esperando pessoas para ajudá-los a se recuperar sua auto-estima.

    Vejam no vídeo: “Moradores da periferia relatam abordagens violentas da PM” são MILHÕES de trabalhadores brasileiros que vivem fora de tudo, inclusive da presença de senadores e políticos que estejam lá para apoia-los. Digo milhões mas o certo seriam dezena de milhões, se o Brizola estivesse vivo estava no meio deste pessoal, porém políticos fora de gabinetes estão ficando raros, e a imensa parte da população brasileira está ficando sem ninguém.

    Plagiando um regente da nossa história, diria a Lindbergh, Vanessa Graziotin e outros diria: “Antes seja para ti, que me hás-de respeitar, do que para algum destes aventureiros” 

  9. Rui Ribeiro

    6 de dezembro de 2016 8:59 am

    Se eu tivesse dinheiro, iria fazer fumaça no Uruguai

    Como diria os Revolucionários Instantâneos:

    Ouvimos qualquer coisa de Brasília
    Rumores falam em guerrilha
    Foto no jornal,
    Cadeia nacional

    Viola o canto ingênuo do caboclo
    Caiu o santo do pau oco
    Foge pro riacho,
    Foge que eu te acho sim
    Fulano se atirou da ponte aérea
    Não aguentou fila de espera
    Apertar os cintos,
    Preparar pra descolar

    Nos chegam gritos da Ilha do Norte
    Ensaios pra Dança da Morte
    Tem disco pirata,
    Tem vídeo cassete até
    Agora a China bebe Coca-Cola
    Aqui na esquina cheiram cola
    Bio degradante
    Aromatizante tem

  10. Rui Ribeiro

    6 de dezembro de 2016 11:47 am

    A Lava Jato é justa

    Os Jateiros são justos. Eles são a favor de que não só pretos, pobres e putas sejam vítimas de arbítrio, mas que os Jatados também sejam vítimas do arbítrio. Eles querem tratar Pretos, pobres, putas e Jatados da mesma forma arbitrária.

    1. Viking

      6 de dezembro de 2016 5:19 pm

      Exatamente!

      Exatamente!

  11. braulison Felizardo Viana

    7 de dezembro de 2016 2:31 am

    Pilhagem o Insumo das Revoluções

    Alguns pré-supostos são necessários para movimentar as massas oprimidas.

    1 – Incapacidade das elites manter inabalado seus mecanismos de dominação;

    2- O aumento da miséria leva as classes oprimidas a ação revolucionária;

    3- O aumento da pilhagem das classes oprimidas nos tempos de paz são combustível para incendiar as massas.

     

    A Islândia após grande pilhagem passou por uma revolução  e teve que reescrever sua constituição.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=KKCvI7qo0Wc%5D

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