17 de junho de 2026

Ministro da Justiça inclui Brasil no mapa do terror, por Janio de Freitas

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Jornal GGN – Em sua coluna, na Folha, Janio de Freitas discorre sobre as mazelas vividas pelo mundo desde a lambança econômica perpetrada pelos Estados Unidos. Desde 2008, o mundo é corroído por crise econômica, fruto de um golpe bem mais extenso do que qualquer coisa que possa ter havido na Petrobras. E os brasileiros, só uns poucos, conseguem ter noção de que a crise aqui é reflexo de tudo o que se passou por lá. No Brasil o sensacionalismo é regra. A questão Petrobras foi elevada à enésima potência para que fosse reconhecida mundo afora. E, agora, às vésperas das Olímpiadas, o ministro interino e provisório da pasta da Justiça nos inclui no mapa do terrorismo prendendo dez prováveis futuros terroristas amadores. E no melhor momento possível: quando os estrangeiros estão se preparando para vir ao país prestigiar seus atletas. E Janio conclui brilhantemente: “No nosso terrorismo, o ministro Alexandre Moraes é mais eficiente do que os seus dez presos”. Leia a seguir.

da Folha

Ministro da Justiça inclui Brasil no mapa do terror

por Janio de Freitas

Os nossos terroristas não se assemelham aos que atacam a França, os Estados Unidos, a Inglaterra, agora a Alemanha, e outros comprometidos em ações bélicas no Oriente Médio, na Ásia e na África. Os nossos terroristas não matam pessoas inocentes para fazer mal a cada país inimigo. Mas os nossos terroristas fazem certo mal como os terroristas armados.

Com a diferença de que atingem um só país. O seu. O nosso.

Nenhuma das mazelas de que somos íntimos é exclusividade brasileira. Todas estão pelo mundo afora, em graus e concentrações variáveis. Nada, muito menos as mazelas alheias, justifica ou compensa as nossas. Embora possamos dizer, e deveríamos dizê-lo muito e alto, que não andamos por aí massacrando povos e destruindo cidades alheias, tomando terras, roubando riquezas. Exclusividade nossa, parece, é o vício de nos alimentarmos de nossas mazelas, de usufruí-las em um enorme gozo nacional, que faz do nosso um país patético.

Desde 2008, o mundo todo é corroído por crise econômica. Consequência de patifarias no sistema financeiro dos Estados Unidos muito maiores do que o ocorrido na Petrobras. Cada brasileiro vive ainda, de algum modo, efeitos daquele estouro, mas só uma parte ínfima da população tem ideia aqui do que se passou lá, e de como nos atingiu. Explica-se: apesar dos milhões de norte-americanos que perderam suas casas ou suas economias, o problema foi tratado publicamente com cautela e sobriedade pelas instituições oficiais e por imprensa e TV.

No Brasil, o sensacionalismo é a regra. A veracidade é secundária, ou nem isso. A preocupação com os efeitos do espalhafato inexiste. O escândalo gera escândalo, e passa ele a ser um escândalo –não mais interno, apenas, mas o Brasil escandalizando o mundo. É o terrorismo contra si mesmo, é o nosso terrorismo.

Se esse terrorismo não ataca a vida humana em ação direta, não deixa de fazê-lo por outros meios. O período dos altos índices de inflação legou um exemplo claro. A par de outros fatores, o escândalo feito com a inflação, a cada taxa nova ou hipótese de taxa, levava a imediato aumento dos preços e a inflação para mais alto.

Os efeitos sociais negativos dispensam referências.

O exemplo se atualiza com a Petrobras. Na combinação de razões corretas e muitas leviandades, o escândalo da bandalheira de menos de meia dúzia de sujeitos, na maior empresa brasileira, atingiu em cheio não só a Petrobras, mas também a riqueza brasileira do pré-sal. A crise da estatal alcança as finanças dos estados e milhares de empregos. O papel do pré-sal no futuro do país é rebaixado a objeto de negócios com que cobrir alguns buracos nas contas de hoje. Por suas proporções anormais até para escândalos, o da Petrobras escandalizou o mundo e expõe à sanha da cobiça internacional.

A Olimpíada não poderia escapar. A caça ao escândalo não teve o êxito esperado das contas e dos prazos descumpridos, tradicionais fornecedores. O terrorismo, sim, afinal teve um ato positivo: entregou-se como pretexto. A imprensa e a TV faziam o possível, até indicaram, inclusive com mapa, o que serão os pontos mais atraentes ou vulneráveis para a ação de terroristas. Veio, porém, do próprio governo o embalo do sensacionalismo. Por intermédio de quem mais deveria combatê-lo: o ministro da Justiça.

Alexandre Moraes dividiu-se entre o ridículo e a irresponsabilidade, ao se apresentar a propósito da prisão de dez talvez terroristas futuros. Com informações logo contestadas por um juiz e, de objetivo, um mínimo indício a ser verificado, aos ouvidos do mundo o ministro da Justiça incluiu o Brasil no mapa do terror. Quando estrangeiros cuidam de sua viagem para o Brasil da Olimpíada.

No nosso terrorismo, o ministro Alexandre Moraes é mais eficiente do que os seus dez presos.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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21 Comentários
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  1. Francisco de Assis

    24 de julho de 2016 1:40 pm

    Quem botou o Brasil no mapa do terror foi JOSÉ SERRA…
    Quem botou o Brasil no mapa do terror foi JOSÉ SERRA… …e o Kojak Mussolínico e Temerário apenas deu seguimento a essa desgraça. Como um fato real e preocupante, deve ser lembrado que José Serra, o ministro do Itamaraty e da Chevron, há pouco tempo mandou embaixador brasileiro votar, na ONU, CONTRA OS PALESTINOS e A FAVOR DA ISRAEL do genocida Netanyahu, rompendo e liquidando com a posição equilibrada do Brasil, de dezenas de anos, nesta questão. Quem sabe o Temerrato – o Governo dos Bandidos não deseja um banho de sangue no Brasil para estabelecer, assim, relações carnais com o Tazuni? Ainda mais quando isso serviria também para fechar e garantir o regime dos golpistas corruptos e forçar de vez uma ditabranda, como prefácio de uma nova ditadura? Quem acha que o Temerrato – o Governo dos Bandidos tem algum escrúpulo, levante a mão.

  2. jose carlos vieira filho

    24 de julho de 2016 1:46 pm

    mais uma
    http://en.ria.ru/latam/20160724/1043553711/russians-rio-hotel.html

  3. José Carlos Lima...

    24 de julho de 2016 1:50 pm

    o riso dele lembra o do

    o riso dele lembra o do Coringa, do Batman…por mais que se esforce ele não consegue sorrir,..,,pelo menos para mim não é riso esse gestual a la pcc…vamos colocar um sorriso nele…

  4. Henrique Finco

    24 de julho de 2016 1:57 pm

    Sobre terrorismo

    De terrorismo imagina-se que um advogado do PCC saiba.

  5. Frederico69

    24 de julho de 2016 2:07 pm

    governo te(me)(rro)rista!!
    Quem vai nos salvar??

  6. Luiz Gonzaga da Silva

    24 de julho de 2016 3:29 pm

    “No Brasil, o sensacionalismo

    “No Brasil, o sensacionalismo é a regra. A veracidade é secundária, ou nem isso. A preocupação com os efeitos do espalhafato inexiste. O escândalo gera escândalo, e passa ele a ser um escândalo –não mais interno, apenas, mas o Brasil escandalizando o mundo. É o terrorismo contra si mesmo, é o nosso terrorismo.”

    O  domingo do Rio de Janeiro pré-olímpico amanheceu com um  sol lindíssimo. Isso bastaria para levantar o astral, mas é sempre bom um complemento. Este veio com o artigo de Janio de Freitas.

    Para mim e grande parte dos leitores/colaboradores do Blog ler o grande jornalista é uma injeção de ânimo, aí, fico pensando, qual o efeito sobre certas pessoas?

    Qual seria o comentário sobre o artigo por parte do pessoal da velha mídia como os mervais, mirians, azevedos, marinhos, civitas…e até o patrão golpista.

    Para começar, eu no lugar deles sentiria vergonha na comparação por tudo o que escreveram e, provavelmente, escreverão.

  7. serralheiro 70

    24 de julho de 2016 3:44 pm

    Jânio, Jornalista.

    Mais um texto equilibrado, oportuno e contundente de Jânio, grande valor para nosso jornalismo repletode sabujos. Uma vóz de esperança.

  8. Messias Franca de Macedo

    24 de julho de 2016 4:02 pm

     
    Alexandre de Moraes revoga

     

    Alexandre de Moraes revoga a lei: suspeitos do “terror amador e porralouca” não podem ver advogados

    POR FERNANDO BRITO

    24/07/2016

    (…)

    FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.tijolaco.com.br/blog/moraes-revoga-lei-suspeitos-do-terror-amador-e-porralouca-nao-podem-ver-advogados/#comment-303491

  9. VERANIS

    24 de julho de 2016 4:35 pm

    O Brasil entrou para o mapa

    O Brasil entrou para o mapa do terrorismo no domingo em que eduardo cunha, o terrorista mor do Brasil, que só se compara em letalidade com moro, fez com que seus soldados instalassem no Brasil o michel temer seu avatar, que já agora ameaça derrubar. Como já disse a Dilma numa de suas entrevistas, com cunha não tem acordo. Ou se faz o que ele quer ou ele faz o quer. Então em breve, possivelmente logo após ser derrubado, cunha vai colocar no ar, provavelmente via Carta Capital, a quem parece já ter dado a  dica, suas gravações. Estou extasiada esperando por isso. Prometo compartilhar para todo lado. FORA TEMER!DOMINGO 31, LARGO DA BATATA 14 HORAS! 

  10. Andre Araujo

    24 de julho de 2016 6:10 pm

    Um dos grandes equivocos do

    Um dos grandes equivocos do Governo Temer, no lugar do equilibrado, experiente e sensato Mariz de Oliveira se coloca um produtor de factoides em homenagem ao poder da Lava Jato.

  11. peregrino

    24 de julho de 2016 6:18 pm

    dúvida cruel…

    vigiar ou posar para fotos?

    tanta gente, profissionais, tirando fotos do armamento utilizado e dos soldados,

    que parece uma Feira de Armas a céu aberto

    1. peregrino

      24 de julho de 2016 6:28 pm

      de ontem…

      até o final da manhã de hoje, passei a entender melhor

      toda propaganda tem que ter 2 lados, armamento ideal, mas para repressão interna, e suspeitos de terrorismo

       

      1. peregrino

        24 de julho de 2016 6:30 pm

        mas já era esperado…

        com o golpe passamos a servir para tudo

  12. peregrino

    24 de julho de 2016 6:41 pm

    na dúvida aqui…

    se em outros países fizeram o mesmo

    se não me engano a recomendação principal foi impedir o top exibicionismo com armas letais

    indo contra o controle de armas

  13. peregrino

    24 de julho de 2016 7:13 pm

    rs………………..que mapa nada

    catálogo de frabricantes

    1. ze sergio

      24 de julho de 2016 9:36 pm

      ministro da justiça…

      Pobre país que tem uma caricatura como Ministro da Justiça. Como um sujeito com a prestação de serviço ridicula exercida no estado de SP pode galgar um Ministério da Justiça? Onde estão os envolvidos nas chacinas dentro da maior cidade do país? Onde estão os milhões roubados em transportadoras, sem ação alguma do Estado? Cracolândia, uma vergonha nacional noticiada para o mundo, a partir da janela do gabinete do então secretário de Justiça de SP? Um país que produz as autoridades que o Brasil empossa nos cargo,s merece a situação que vivencia. Lamentável.

  14. maria rodrigues

    24 de julho de 2016 7:54 pm

    Jânio de Freitas, com seu

    Jânio de Freitas, com seu poder de síntese, revela a iditotice dos comandantes do Brasil golpista. 

    Estamos tratando de um Brasil sem-vergonha, nem pudor, de se mostrar ao mundo, não importando se de forma patética, desde que ministros digam qualquer imbecilidade para se fazer importante.

    Não são poucos os descontentes com esse espalhafato dos representantes do governo interino para divulgar uma coisa que não tem ainda um nada capaz de sustentar a prisão de 10 pessoas. Quando vi até mesmo comentaristas da TV Cultura, que tão bem sabe defender o golpe, criticarem essas ações dos ministros da justiça e da defesa, entendi que até eles estão preocupados com os desdobramentos dessa coisa horrorosa.

    Ângela Merkel poderia ter servido de exemplo a esses palhaços, quando, mesmo após o fato consumado em Munique, insistia em pedir a todos que evitassem divulgações e filmagens pelas redes sociais, principalmente sobre as posições dos seus soldados. Preocupava-se quando ainda se imaginava mais dois terroristas em fuga.

    Mesmo antes dessas prisões eu vinha me perguntando por que o governo tinha necessidade de apresentar via televisão as formas com que as Forças Armadas estariam se preparando. Ora dentro do Metrô, ora noutro lugar, quase ditando os locais por onde qualquer terrorista deveria não ir.

    E tenho dito, sem medo de errar, que se realmente algum terrorista quiser batizar o Brasil com suas tragédias, não precisam começar dentro do Rio de Janeiro. Pode explodir suas bombas e suas trgédias numa cidade distante, porém dizendo a todos que se encontra em território nacional.

    Que eses patetas queiram dizer ao mundo que são muito inteligentes, ainda vai, mas querer subestimar islamitas radicais é mais embaixo. 

  15. Junior Sertanejo

    24 de julho de 2016 8:01 pm

    Fico a imaginar o

    Fico a imaginar o comportamento desse sujeito,que me parece igualzinho ao personagem vivido pelo ator Daniel Day Lewis no filme Gangues de Nova York,do mestre Martin Scorsese,nos rega-bofes que o Padrinho patrocina no Palácio do Alvorada,ao lado da “recatada e do lar”,a toda Omerta.Jamais serviriam farófia.Alem de não ser um prato recomendado e do gosto da recata e do lar,toda vez que o careca fizesse o uso da palavra,a criadagem do Palácio,rapidamente,providenciariam óculos escuros para todos os demais participantes da farra.

     

  16. Rui Daher

    25 de julho de 2016 12:56 am

    Como contestar,

    o que Jânio de Freitas escreveu aqui? O que o governo interino tem a dizer sobre isso? Como irá argumentar e confessar que são uns merdas, deeveriam ir embora, e nos deixar em paz. Não estava claro a qualquer “pato amarelo” ou azul tucano de que assim seria? Errarão, errarão, errarão. Em tudo. Não enxergam o mundo, como uma amiga escreveu no FB, só realizam o que está bom para seus balofos umbigos. O que Jânio de Freitas escreve hoje é total, não dá margem a discussão. Por que eles são, e nos fazem parecer tão imbecis, burros, incompetentes. Que merda!

  17. João de Paiva

    25 de julho de 2016 12:59 am

    O Nazimoraes foi desancado por Jânio de Freitas.

    Prezados,

     

    Como sempre, Jânio de Freitas fez a crítica certa, de forma aguda e elegante. É preciso que outros jornalistas dignos se ponham a desconstruir os golpistas mais perigosos, tais como Sérgio Etchegoyen, Alexandre Nazimoraes, José Serra e quejandos.

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