7 de junho de 2026

Supremo mantém posição e ação penal contra Cunha é aberta

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Jornal GGN – O Supremo Tribunal Federal (STF) negou recurso de Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados, contra abertura de ação penal na qual ele passa à condição de réu nas investigações da Lava Jato.

Para Teori Zavascki, ministro responsável pela apreciação do recurso, não há contradiçopes no texto final do julgamento. Para Teori, a defesa de Cunha só pretendia rediscutir a matéria, o que é impossível após o julgamento.

Os advogados de Cunha afirmam que no texto final há “obscuridade, dúvida e contradição”, e pedem que a denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) seja integralmente rejeitada.

A defesa afirma que os fatos narrados na decisão do tribunal não corresponderiam à “tipificação penal descrita na denúncia”, que é de corrupção passiva. Alega, ainda, que a PGR colocou como sendo de 2006 e 2007 fatos referentes a 2011.

Foi em março que a maioria dos ministros da Corte seguiram o voto do relator Teori Zavascki, entendendo que há indícios de que Cunha tenha recebido US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sondas da Petrobras. A partir deste entendimento determinou a abertura de ação penal.

No mês de maio, o Supremo referendou a liminar do ministro Teori e concordou que Cunha não teria condições de ocupar o cargo de presidente da Câmara. De acordo com Teori, o parlamentar atuaria com desvio de finalidade para promover interesses espúrios.

No julgamento, o ministro citou casos da CPI da Petrobras e o processo a que Cunha responde no Conselho de Ética da Câmara, onde foi acusado de usar requerimentos apresentados por aliados para se beneficiar.

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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6 Comentários
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  1. Alexandre Weber - Santos -SP

    3 de junho de 2016 12:10 am

    Doa a quem doer

    Os grampos de Machado detonaram a versão de Moro para a corrupção no Brasil

    por Kiko Nogueira

    Tudo indica que o vazador das conversas de Sérgio Machado é o próprio Sérgio Machado.

    Machado acabou, com isso, causando um curto circuito na Lava Jato. O primeiro a se manifestar foi o delegado Igor Romário de Paula. “O que nos preocupa somente é que isso (os áudios) venha a público dessa forma, sem que uma apuração efetiva tenha sido feita antes”, afirmou ele, segundo o Globo.

    Igor está dizendo que há vazamentos bons e ruins. Os primeiros são os que são feitos pela própria PF. Dias depois, foi Sergio Moro quem deu detalhe.

    Apresentou-se num simpósio de direito constitucional em Curitiba e criticou os projetos de lei sobre a delação premiada em tramitação no Congresso — os dois, sintomaticamente, de autoria do deputado petista Wadih Damous.

    “Eu fico me indagando se não estamos vendo alguns sinais de uma tentativa de retorno ao status quo da impunidade dos poderosos”, falou Moro.

    Moro, de acordo com o Estadão, achou “coincidência” que o autor seja do PT. “A corrupção existe em qualquer lugar do mundo. Mas é a corrupção sistêmica não é algo assim tão comum.”

    Nem uma palavra sobre as tentativas explícitas de gente como Jucá e Sarney barrarem as investigações através de um impeachment. Nem um mísero muxoxo sobre o que foi revelado nos papos de Machado.

    O fato é que os áudios de Sérgio Machado quebraram as pernas da história oficial do time de Moro. Até ele surgir na Folha, toda a narrativa da LJ estava nas mãos dos delegados, que vazavam para a imprensa o que a mídia desejava — ou seja, a criminalização do governo Dilma e do projeto petista de corrupção sistêmica.

    Não custa lembrar o que Moro escreveu em seu ensaio sobre a Mãos Limpas. “Os responsáveis pela operação mani palite ainda fizeram largo uso da imprensa”, ele registra. “Tão logo alguém era preso, detalhes de sua confissão eram veiculados no ‘L’Expresso’, no ‘La Republica’ e outros jornais e revistas simpatizantes.”

    Sérgio Machado quer atrelar o caso dele aos de Renan Calheiros e de Romero Jucá e ficar no STF. No caminho, tirou de Moro o manto de dono da verdade. A rapinagem, os acordos, os corruptos são suprapartidários. A questão é mais complexa.

    Ele não é qualquer um. Machado foi um cardeal do PSDB, líder do partido no Senado, braço direito de Tasso Jereissati e próximo de FHC.

    Foi companheiro do Tasso no CIC (Centro Industrial do Ceará), que pariu o pensamento do jovem empresariado cearense e em 1986 derrotou os coronéis e promoveu uma mudança no estado.

    Orgulhava-se de ter sido o mais longevo presidente da Transpetro, o braço logístico da Petrobras. Foi tucano por dez anos, até migrar para o PMDB. “Renan, eu fui do PSDB dez anos, Renan. Não sobra ninguém, Renan”, afirmou.

    Por isso, Aécio, por exemplo, sabe que está frito. Não só ele, evidentemente.

    Machado implodiu o conto de terror que Moro e seus agentes estavam tocando com sucesso. O controle foi perdido para sempre. Os mocinhos continuam em falta, mas o número de bandidos ficou do tamanho do Brasil.

    De tabela, ajudou a destruir o governo do interino pelos intestinos — a pá de cal, já que Michel e seus capangas são garantia de tiro no pé todos os dias.

     

  2. sandrabrea

    3 de junho de 2016 12:39 am

    Família

    Como tudo por aqui gira em torno da Família, da Propriedade privada e do Estado, imagino que Cunha só cairá mesmo ao estilo do hilário Fernando Collor. Parece que hoje a mulher e a filha disseram em curitiba que gastaram 45.000,00 em compras em Paris por que Cunha autorizou. Bom, essas duas não tem foro privilegiado, bem como o irmão de Collor. Talvez tenham mais coisas para contar. Aiiii, Eduardo….

  3. laura salles

    3 de junho de 2016 1:27 am

    ninguem explica

    O que até agora não se explica é porque a Folha- que é a favor do golpe, divulgou os audios doSergio machado.

  4. José Carlos Lima...

    3 de junho de 2016 2:52 am

    Agora vai…depois que o Al

    Agora vai…depois que o Al Capone derrubou a presidente, agora vai…deixe-me fazer as contas

    Data do inicio dos crimes 

    2016

    1990 – data da campanha eleitoral do Collor, ..,.PC Farias

    _______

    26 anos,,,,agora vai….

  5. sandrabrea

    3 de junho de 2016 3:12 am

    Tchau mesmo, querido

     

    Em Curituba, a Sra. Cunha e a herdeira disseram que gastaram uns 30.000,00 em compras autorizadas por Eduardo Cunha. Acreditara, segundo depoimento, que o parco valor oferecido pelo provedor provinha das atividades empresariais do ex-presidente da camara.  Claro está que as ingênuas senhoras não foram preparadas pela filha e sócia de José Serra, moça austera , poupadora e capaz de grande economia, suponho que rígida na contenção de gastos, tanto que hoje consta da lista da Forbes como uma das pessoas mais ricas do mundo.

    A fonte está secando. É provavel que Cunha, Serra  e também Temer , em breve, ouçam a mesma frase das mulheres (e etc.), a saber:

    TCHAU, QUERIDO!

  6. Tony

    3 de junho de 2016 3:42 am

    Uma dúvida

    Existe a possibilidade de a último momento Cunha renunciar ao seu mandato (se antes não for cassado) e o julgamento descer à 1ª instancia com o Juiz “Não vem ao caso” Moro e ali prescrever? Ou isso já foi pacificado, após decisão de JB, e o STF não aceita mais essa chicana?

    Ou seja, mesmo sem foro privilegiado, o caso segue com Teori (e no STF) até o final?

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