
volto mais tarde como se mar eu fosse
vou te entregar meus ossos de andarilho
vou te romper no ronco dos novelos
vou te saber em todos os enredos
vou te encontrar no tronco das estradas
como fossem bigornas em que bato
como fossem canhões de onde atiro
como fossem delírios por que miro
como fossem os mundos que me comem
quando as águas me chegam e eu derramo
quando as velas apagam e eu escureço
quando a vida me engole e eu te chamo
porque fazes de mim um duro lastro
porque bebes de mim a mão quebrada
porque és o caminho onde me arrasto.
romério rômulo
Odonir Oliveira
30 de abril de 2015 12:00 amLindo soneto, Rômulo
… uma onda pra esse seu mar..
[video:https://www.youtube.com/watch?v=hmv8dXz2U6E%5D
Anna Dutra
30 de abril de 2015 1:42 amNa beira do mar …
Romério, o Mar, fonte de vida, é um eterno e inspirador tema.
A primeira imagem que me veio foi a dela, da Rainha.
Obrigada por sempre nos brindar com tua sensibilidade, nem sempre ao alcance da nossa.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=ihgRy51S39w&list=RDihgRy51S39w&index=1%5D