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Economia

O mercadismo que quer operar acima das tensões sociais e políticas, por André Araújo

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Por André Araújo
 
 
Samuel Pêssoa virou uma espécie de guru intelectual do mercadismo radical que pretende operar acima das tensões sociais e políticas, algo hoje inteiramente fora de moda nas grandes nações pós-crise de 2008.
 
Nos EUA, catedral mundial do pensamento econômico aplicado à realidade, foi o ESTADO de corpo e alma quem salvou o mercado em 2008, salvou da crise PROVOCADA PELOS EXCESSOS DO MERCADO. 
 
Se não fosse o Tesouro dos EUA, a crise de 2008 seria infinitamente maior. Foi o Tesouro dos EUA, autorizado pelo Presidente Obama, quem sacou dinheiro de seu caixa no importe nada desprezível de US$778 bilhões dentro da autorização do programa TARP para salvar o Citigroup, a General Motors, a seguradora AIG e mais 200 outras corporações e bancos, decisão tomada de forma ultrarrápida, engenhosa, eficiente e sem pruridos ideológicos, no incêndio não se pergunta de onde vem a água e SALVOU O MERCADO. 

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Temer e Aécio colhem tempestade porque plantaram vento, diz Lula

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Jornal GGN - Em entrevista a uma rádio da Paraíba, o ex-presidente Lula disse na manhã desta quarta (5) que Aécio Neves, Michel Temer e seus respectivos partidos colhem tempestade porque plantaram vento, ou seja, são alvos de ataques da mídia a reboque da Lava Jato porque incentivaram isso no passado, contra o PT.

Segundo Lula, Temer e Aécio estão provando do próprio "veneno". "Estão colhendo tempestade porque plantaram vento. Eles plantaram isso. Esse País vive clima de ódio e intolerância porque desde 2013 eles vendem facilidades e culpam o PT", disparou.

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Proposta de privatização das estatais do RS em debate

Proposta de privatização das estatais do RS em debate
 
Neste debate, que foi ao ar na 5a dia 15 de junho de 2017, no programa Conexão RS, houve um bom debate a respeito do desenho de Estado, de governos subnacionais e os limites da soberania popular diante da frágil soberania nacional. 

No estado do Rio Grande do Sul, o governo gaúcho (governo de José Ivo Sartori, PMDB) quer privatizar três empresas estatais ou de economia mista do setor energético: CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás). 

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Debate TVE/RS Plebiscito para venda de companhias estaduais

Debate TVE/RS Plebiscito para venda de companhias estaduais

Neste programa Debate TVE (TVE do Rio Grande do Sul), participam o deputado Marcel van Hattem (PP-RS) e o cientista político Bruno Lima Rocha (professor de Relações Internacionais da Unisinos) para debaterem sobre o pedido do Governo do Rio Grande do Sul de PLEBISCITO para a venda das estatais: CEEE, CRM e Sulgás. O programa foi ao ar na sexta, dia 02 de junho de 2017, e apesar da temática estadual, reflete temas de profundidade em termos de projeto de país.

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Lula debocha de delação da JBS contra ele e Dilma: "Tá na hora de parar de palhaçada"

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN - Lula reagiu, durante a abertura do 6º Congresso do PT, em Brasília, à delação de Joesley Batista, da JBS, à Lava Jato. Com ar de deboche, o ex-presidente indicou que as informações prestadas pelo empresário - a quem chamou de "canalha" - não passam de uma "palhaçada". Isso porque Joesley afirmou que criou e gerenciou duas contas no exterior "em nome" de Dilma e Lula, onde chegou a acumular cerca de R$ 150 milhões. 

"O canalha de um empresário diz que fez uma conta pra mim e pra Dilma, só que está no nome dele, e ele é quem mexe na grana!", disse Lula, arrancando risos da militância. "Acho que está na hora de parar a palhaçada. O País não comporta mais esse tipo de achincalhamento", disparou.

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Não haverá repactuação no País sem eleições diretas, avalia Dilma

Jornal GGN - A ex-presidente Dilma Rousseff defendeu, durante a abertura do 6º Congresso Nacional do PT, que novas eleições diretas sejam convocadas como saída para a crise política gerada a partir das revelações da Lava Jato contra o governo Temer. Na visão de Dilma, há uma "divergência instalada entre o segmento golpista", que não quer aceitar que a "alternativa clara e possível [para sair da crise] é a eleição direta. Não haverá repactuação no País sem eleição direta."

"Não porque nós tenhamos o melhor candidato, mas porque eleição não é vergonha. Vergonha é querer ganhar no tapetão, eleger um candidato biônico", disse Dilma. "É Diretas Já pela sobrevivência do País como um País sério", acrescentou.

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Temer diz que sem Plano A, ele não tem futuro

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - Pego na Lava Jato conversando sobre possível propina a Eduardo Cunha na cadeia e ações de obstrução de Justiça encampadas pela JBS, Michel Temer agarra-se ao que chama de recuperação da economia e saída da crise para se manter no cargo, em meio à pressão por renúncia, ameaça de cassação no Tribunal Superior Eleitoral e dezenas de pedidos de impeachment.
 
Nesta terça (30), durante discurso o Fórum de Investimento Brasil 2017, Temer disse que se "de fato queremos um futuro melhor, não há plano B". Com ajuda de tucanos, principais fiadores de seu governo, Temer tentou ignorar que sem o plano A - atender as demandas do mercado oferecendo as reformas impopulares em troca de guarida -, o presidente é que não tem futuro.
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América Latina: a região com a maior desigualdade, por Frei Betto

Nenhum outro continente foi tão oprimido, já no primeiro século pós-colonização 70 milhões foram massacrados
 
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Foto: Banco Mundial
 
Por Frei Betto
 
Nossa América Latina
 
A América Latina, com 605 milhões de habitantes, é hoje a região de maior desigualdade no mundo. Em 2014, os ganhos per capita dos 10% mais ricos eram 14 vezes superiores aos de 40% da população mais pobre. Esse índice de desigualdade subia para 17 vezes no Brasil, Colômbia e Guatemala, e 24 vezes em Honduras.
 
Nenhum outro continente foi tão oprimido quanto o americano. Na Ásia predominam os olhos puxados. Na África, a população negra. Aqui escasseia quem possua traços indígenas. Já no primeiro século da colonização se calcula que 70 milhões de índios foram massacrados pelos colonizadores europeus.
 
Graças aos governos democráticos populares instalados no continente a partir de 1998, desde 2003 mais de 72 milhões de latino-americanos deixaram a pobreza, segundo dados da Oxfam. Isso ocorreu devido ao aumento do salário mínimo e dos gastos públicos em políticas sociais (agora reduzidos, no Brasil, pelo governo Temer), e o aprimoramento da educação fundamental.
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Meirelles e a profecia do caos, por Tatiana Carlotti

Tatiana Carlotti
Foto: Reprodução

Por Tatiana Carlotti
 
 

É cada vez mais explícito, dentro do governo Temer, o abismo que separa os interesses do capital e os da população brasileira. A diferença de tratamento também: aos investidores, especuladores, CEOs, injeções de tranquilidade e a promessa “as reformas irão passar”; à população nas ruas, bombas, porretes, detenções.

Na última semana, enquanto Michel Temer frustrava o país ao bradar “eu não renunciarei”; Henrique Meirelles, o todo poderoso ministro da Fazenda, garantia que, “independentemente de qualquer coisa”, “as reformas sairão” e a “agenda econômica será idêntica”.

Meirelles tenta “tranquilizar o mercado”, “minimizar os ricos”, em suma: fazer com que a crise política e a pressão popular não prejudiquem a agenda de austeridade econômica. Com a catilinária neoliberal na ponta da língua, o ministro não menciona os 10% de aprovação do governo Temer, tampouco sua responsabilidade no irrisório índice.

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Cai de 41% para 31% percentual dos que acham que economia vai piorar

Foto: Marcos Corrêa/PR
 
Jornal GGN - É destaque de capa na edição da Folha de S. Paulo dessa terça (2) a pesquisa Datafolha que aferiu a expectativa do brasileiro em relação a economia. O principal resultado divulgado pelo jornal é a queda no índice dos que acham que o setor ainda vai piorar, de 41% para 31%. Outros 35% (antes eram 27%) acham que tudo vai ficar como está, enquanto a parcela dos que acreditam que vai haver uma melhora subiu, mas dentro da margem de erro de 2 pontos: de 28% para 31%.
 
A pesquisa foi encerrada na véspera da greve geral do dia 28 de abril, contra as reformas trabalhista e da previdência, projetos encampados pelo governo Temer.
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A crise política após a Lista de Fachin - entrevista UlbraTV

Entrevista de Bruno Lima Rocha para o programa Conexão RS, Ulbra TV, Grande Porto Alegre. Realizada na segunda 17 de abril de 2017, aborda a crise política derivada da difusão da Lista de Fachin e a continuidade do governo ilegítimo. 

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Temer, Lava Jato e economia ruim fizeram Lula "renascer eleitoralmente", diz jornalista do Estadão

Foto: Divulgação

Jornal GGN - Lula atingiu três marcos no Ibope divulgado nesta quinta (20): é o único entre nove candidatos - incluindo os quatro tucanos Joao Doria, Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin - a reunir maior potencial de votos, maior eleitorado cativo e maior queda na taxa de rejeição.

A pesquisa foi feita antes da divulgação da chamada lista de Fachin e, consequentemente, antes de Lula ganhar 33 minutos de matérias negativas no Jornal Nacional. Mas, para José Roberto Toledo, do Estadão, "paradoxalmente", a Lava Jato está entre os três fatores que fizeram Lula "renascer eleitoralmente". 

"A Lava Jato acabou por nivelar o campo da corrupção. Se todos são moralmente iguais, o custo-benefício favorece Lula", avaliou Toledo.
 
Para ele, o péssimo desempenho de Michel Temer na presidência e a atual crise econômica - que faz o eleitor resgatar os anos dourados com Lula - também favorecem o petista.
 
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Ausência de ideologia de câmbio e a base para a guinada à direita, por Bruno Lima Rocha

Ausência de ideologia de câmbio e a base para a guinada à direita

por Bruno Lima Rocha

É lugar comum ouvir em análises e expressões vindas de todas as camadas da esquerda e da centro-esquerda, algo como “quando este povo vai se levantar indignado”? Além do sentimento de revolta e frustração – totalmente compartilhado por este que escreve – a afirmação também traz elementos de certa condescendência com o governo deposto e algo da perigosa inocência politica. Neste breve texto, tento demonstrar como a categoria ideologia foi desprezada e, por óbvia consequência, a relação com o oligopólio da mídia – em especial com a empresa líder – foi reificada.   

Se levarmos em consideração os 13 anos de governo petista na Presidência, nos damos conta de que faltaram elementos fundamentais para um projeto de poder prolongado. Quando me refiro a projeção de uma vontade política, não significa perpetuar no Poder Executivo a este ou aquele partido, mas sim a construir condições de conquistas permanentes e não retorno. Não retornar para situações anteriores implica ir além de melhorias materiais – embora estas sejam fundamentais – mas também dar um significado ideológico para a base da sociedade.

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Ministério Público é contra corte fiscal que afeta o Ministério Público

Foto: MPSP
 
Jornal GGN - Membros do Ministério Público de São Paulo estiveram em Brasília, nesta semana, para criticar o ajuste fiscal do governo Temer, mas só à parte que atinge o próprio Ministério Público.
 
Segundo informações da assessoria do MPSP, a instituição entende que o "o enfrentamento da crise fiscal não deve ser feito à custa de cortes em uma instituição que tem como missão constitucional zelar pelo cumprimento da lei, combatendo a prática de inúmeros crimes, incluindo os de corrupção."
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Doria, o Berlusconi da Lava Jato?, por Jeferson Miola

Dória, o Berlusconi da Lava Jato?

por Jeferson Miola

O prefeito paulistano João Dória é uma das apostas da classe dominante caso a Lava Jato fracasse na condenação arbitrária do Lula e não consiga impedir sua candidatura. Estariam reservando a Dória, o “João trabalhador” do marketing eleitoral, o mesmo papel que o fascista Sílvio Berlusconi desempenhou na Itália pós-Operação Mãos Limpas?

O PIB da Itália em 1992, então a quinta economia do planeta, era de U$$ 1,28 trilhões. Em 1994, no auge das apurações da Mãos Limpas, o PIB desabou 17%, para US$ 1,06 trilhões, significando o derretimento de US$ 221 bilhões da economia do país em decorrência do fechamento de empresas e de prisões e suicídios de empresários.

Atualmente a economia da Itália, que nunca mais recuperou o patamar pré-Mãos Limpas, ocupa a décima posição na classificação do PIB dentre todos os países do mundo. E o padrão atual de corrupção não difere em nada do anterior: mudaram os procedimentos, não o volume.

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