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Economia

Governo Temer crava frustrações dos que apoiavam Meirelles, por Paulo Kliass

 
Foto: Lula Marques/Agência PT
 
Por Paulo Kliass
 
 
Do Portal Vermelho
 
A semana já começou quente para Michel Temer e sua equipe. A janela de oportunidade que teria sido a possibilidade de ganhar um folegozinho básico no discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU escorregou-lhe por entre os dedos. Assim como ocorreu no ano passado, o conhecido protagonismo com que são agraciados os ocupantes da Presidência da República naquele importante e esperado evento não foi aproveitado pelo atual ocupante do cargo.
 

Em 2016 os motivos estavam associados à incerteza generalizada percebida pelo ambiente diplomático internacional quanto à natureza do “golpeachment” que vinha de ter sido implantado em nossas terras. Naquele momento, em Nova York, Temer mal conseguia esconder o profundo abismo que separava o seu discurso a respeito de uma suposta normalidade político-institucional e a evidência da natureza inconstitucional do golpe jurídico-político-midiático que o havia recém conduzido ao Palácio do Planalto.

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Temer e seu governo se destroem para destruir o país, por Janio de Freitas

Foto: Reprodução
 
 
Jornal GGN - Para impor uma agenda de retrocessos que marca seu governo, Michel Temer precisa de apoio do Congresso em um momento em que está muito frágil graças à falta de apoio da sociedade, à crise econômica e denúncias por corrupção. Para conseguir resolver apenas um de seus problemas, a primeira denúncia por corrupção a reboque da delação da JBS, Temer teve de desembolsar R$ 2 bilhões em emendas.
 
O que será preciso fazer para aprovar um decreto de extinção de reserva natural na Amazônia, ajustar o rombo nas contas em R$ 20 bilhões e se livrar da nova denúncia da Procuradoria Geral da República? Para Janio de Freitas, Temer vai destruir o governo para destruir o País.
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A economia de um padeiro real e a “confiança” na quadrilha de Temer, por J. Carlos de Assis

Por J. Carlos de Assis

                Se por alguma razão os clientes reduzirem a quantidade comprada de pão, só um padeiro louco vai ampliar os investimentos na padaria para produzir mais pão. Também não aumentará o número de empregados. Digamos que a quadrilha de Temer faça discursos bonitos no sentido de obter a confiança dos padeiros a fim de que produzam mais pão e empreguem mais gente. Naturalmente a comunidade dos padeiros, atingida simultaneamente pela queda do consumo, de forma alguma poderá evitar a contração de produção e emprego.

                A queda eventual do consumo  é um fenômeno cíclico do capitalismo. Há muitas explicações para isso, desde as materiais – um descompasso entre produção de máquinas e produção de bens de consumo – às financeiras: ultimamente as mais comuns, dada a financeirização geral da economia mundial. Em qualquer hipótese, a queda do consumo é um processo inexorável. E contra ele só há um remédio: o gasto público chamado autônomo. Sim, autônomo. Significa que não é financiado por receita de impostos, mas por déficit público.

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Como retornam a países emergentes alunos de Universidades dos EUA? Por André Araújo


Foto: Divulgação

Por André Araújo

Comentário à publicação "Xadrez da influência dos EUA no golpe, por Luís Nassif"

A influência americana sobre corações e mentes não se dá por um plano estruturado de determinado governo ou Presidência, e sim por um sistema de atração intelectual que vem dos anos 20, com o cinema e a disseminação do "american way of life", como sendo o modo mais elevado de vida na Terra. Esse "imã" atrator funciona em qualquer governo americano, Democrata ou Republicano, é automático e os países emergentes caem na rede da aranha como insetos, sentem uma atração inexplicável para cair nessa rede, uma espécie de néctar: os induz a ser catequizados.

O sistema influencia muito mais as pessoas de origem simples, não influencia as pessoas de elite, que são, em geral, criticas do "american way of life", motivo de piadas nas altas rodas do mundo. Sobre mentes simples, o sistema produz um efeito religioso e os convertidos passam a agir como americanos, sem uma visão crítica dos muitos defeitos do "american way of life", um modelo de vida que tem pontos positivos e muitos, cada vez mais, pontos negativos.

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Temer vai congelar salários e cortar benefícios de servidores para poupar R$ 9 bi

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - Após gastar bilhões em emendas parlamentares para se salvar de uma denúncia da Procuradoria Geral da República e admitir a revisão da meta fiscal para 2017 e 2018, Michel Temer pretende congelar o salário de servidores e cortar gastos com benefícios como auxilio-moradia, para economizar ao menos R$ 9,8 bilhões no próximo ano. É o que informa a Folha de S. Paulo deste sábado (12).

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As consequências desastrosas da Lava Jato para a economia, por Eugênio Aragão


Foto: GIBRAN MENDES / FOTOS PÚBLICAS

 
Aragão: Lava Jato teve 'consequências desastrosas' para economia e instituições
 
Ex-ministro apontou o que chamou de ilegalidades no processo e promiscuidade entre MP, PF e Judiciário
 

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão afirmou hoje (11) que a força-tarefa da Operação Lava Jato constituiu, por si só, uma violação ao princípio da separação de poderes. Durante júri popular fictício para "julgar" a operação, o ex-ministro e procurador aposentado disse que houve "promiscuidade" entre Ministério Público, Polícia Federal e Judiciário. Para ele, todo o processo teve "consequências desastrosas para as instituições e para a economia" e "acabou afetando enormemente o interesse nacional". Por falta de conhecimento técnico, disse Aragão, indústrias inteiras "quebraram".

O ex-ministro foi o advogado escalado para apresentar a acusação contra a Lava Jato, em evento promovido pelo grupo Advogadas e Advogados pela Democracia e Frente Brasil de Juristas pela Democracia. Não por acaso, o julgamento ocorre em Curitiba, onde atua o juiz federal Sérgio Moro. Na defesa, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, ironizou a operação, afirmando, por exemplo, que a força-tarefa contribui para a economia processual. "Aqui em Curitiba, o processo já chega com a sentença."

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Governo Temer expulsa milhares do Bolsa Família e não explica o porquê

Foto: Fotos Públicas
 
 
Jornal GGN - Em meio à crise econômica e alta no desemprego, o governo Michel Temer decidiu expulsar, apenas no mês de julho, 543 mil famílias do programa de transferência condicional de renda, Bolsa Família.
 
A reportagem do UOL ouviu beneficiários que foram suspensos sem nenhuma justificativa, e afirmou que, procurador, o Ministério do Desenvolvimento Social também não quis explicar o motivo de tantos cortes em apenas um mês.
 
Em nota, o MDS disse apenas que a culpa da crise econômica e do descontrole do Bolsa Família é do governo Dilma Rousseff.
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Concessões de aeroportos escancaram crise da Infraero

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Armínio Fraga diz que não "enxergava" lado de Aécio revelado pelo escândalo da JBS

Imagem: Fotos Públicas
 
 
Jornal GGN - Economista e guru de Aécio Neves (PSDB) na eleição de 2014, quando o tucano foi derrotado pela presidente deposta Dilma Rousseff (PT), Armínio Fraga disse em entrevista à Folha que foi "desagradável" ver o lado do tucano revelado pelo escândalo da JBS. Vociferando os interesses do mercado, Armínio ainda defendeu que Lula fique fora da disputa de 2018 e projetou a eleição de um presidente que dará continuidade à agenda Temer na economia.
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Meirelles e Alckmin podem disputar voto da centro-direita em 2018

Foto: Ciete Silvério/ASCOM

Jornal GGN - Michel Temer acredita que a economia vai dar uma guinada no próximo ano e quer um candidato a presidente da República para chamar de seu. O escolhido seria o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, incumbido de "defender o legado" do governo Temer junto ao eleitorado de centro-direita. Ele disputaria os votos de Geraldo Alckmin (PSDB), que articulou o fim da aliança entre PSDB com Temer.

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Sala de visitas: estudo comprova politização do Judiciário em SP

Nesta edição: Luciana Zafallon destrincha parcialidade da Justiça, Felipe Rezende os erros da política econômica de Dilma e, direto do Congo, Yannick Delass 

Nesta edição, Nassif entrevista Luciana Zafallon que analisa parcialidade do Sistema de Justiça Paulista, o economista Felipe Rezende sobre os erros da política econômica e o músico do Congo Yannick Delass
 
Jornal GGN – O relatório ‘Índice de Confiança na Justiça’ (ICJBrasil), produzido pela Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, divulgado em outubro de 2016, apontou que o Poder Judiciário carrega apenas 29% da confiança da população, mostrando que a exposição diária dessa instituição do sistema democrático brasileiro pelos principais meios de comunicação no país, apresentando a atuação do Judiciário até que de forma positiva nos casos de grande repercussão nacional, não impacta no sentimento que o cidadão brasileiro possui em relação a esse poder. 
 
A histórica relação patrimonialista, considerada pela sociologia como raiz da corrupção nos poderes políticos brasileiros, pode explicar essa percepção negativa, pelo menos é o que aponta o livro Uma Espiral Elitista de Afirmação Corporativa: Blindagens e Criminalizações a partir do Imbricamento das Disputas do Sistema de Justiça Paulista com as Disputas da Política Convencional (Hucitec), dessa vez desenvolvida pela coordenadora do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM) e ex-ouvidora-geral da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, Luciana Zafallon
 
O trabalho é fruto de tese de doutorado de Zafallon pela Fundação Getúlio Vargas. Nessa entrevista para o programa Na sala de visitas com Luis Nassif, a pesquisadora destaca o ponto central do seu livro que é a politização do judiciário e como o fenômeno que desestabiliza o equilíbrio dos poderes constitucionais. 
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O jornalismo de empulhação que personifica o “mercado”, por J. Carlos de Assis

O jornalismo de empulhação que personifica o “mercado”

por J. Carlos de Assis

O noticiário econômico brasileiro é uma peça de ficção e de empulhação da sociedade. A maioria dos jornalistas de tevê e de jornal, notadamente dos grandes, mascara sua imbecilidade específica com conceitos ideológicos tomados do neoliberalismo sem qualquer espírito crítico. Pior do que isso. É um jornalismo que se baseia numa figura fantasmagórica chamada “mercado”, que emite opiniões extravagantes como se fosse uma pessoa.

Pela boca ou pela pena desses noticiaristas de circo o “mercado” fala, o “mercado” sente, o “mercado” ouve. Dão ao mercado uma personalidade específica, com sentimentos, razão e outros predicados humanos. O “mercado” é capaz de emitir extensos comentários a respeito das últimas medidas do governo, em geral repetindo noções elementares de economia que se tornam lições de idiotice para servir o público.

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"Piora na economia" criou fila no Bolsa Família, admite governo Temer

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - A "piora na economia" fez o governo Temer bater mais um recorde: o do aumento do número de famílias que pediram para voltar ao programa de transferência condicionada de renda criado por Lula, em 2003, o Bolsa Família. 
 
Segundo reportagem do Valor desta segunda (31), em 2017, 143 mil famílias há retornaram ao programa e outras 525 mil estão numa fila de espera. Como o Ministério do Desenvolvimento Social garante que, mesmo com o contingenciamento, vai conseguir atender esse público, o número até o final do ano será superior ao recorde de 2015, quando quase 520 mil famílias que haviam deixado o programa tiveram de retornar por causa da crise.
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Compra de apoio é mais cara que "recuperação" econômica, por Janio de Freitas


Foto: Beto Barata / PR / CP
 
Jornal GGN - Na corrida para a suposta recuperação econômica do Brasil, que na voz publicizada do governo "já começou", a recuperação da imagem do presidente Michel Temer junto a seus aliados para conseguir concluir o governo tornou-se prioridade. Nessa linha, enquanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tenta bloquear o teto no limite estabelecido, o mandatário quer flexibilizá-lo em trocas de apoios.
 
É o que aponta a coluna de Janio de Freitas, deste domingo (30), que ressalta os cálculos para a obtenção da vitória de Temer na CCJ, nos últimos meses, absolvendo-o da denúncia que pretendia chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF): mais de R$ 4 bilhões só nas últimas duas semanas. 
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Para economista, efeito da Lava Jato são piores que recessão

Desde seu início, operação comandada em Curitiba destruiu 3 milhões de empregos na cadeia de gás e petróleo
 
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Jornal GGN - A forma como a operação Lava Jato pune as empresas envolvidas em casos de corrupção e aplica os benefícios das delações premiadas está destruindo a cadeia produtiva nacional pois, ao invés de investigar, apurar e punir apenas os envolvidos nas ilegalidades, tem destruído a capacidade de investimento das empresas brasileiras. O apontamento é do economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcio Pochmann, em entrevista para a Rede Brasil Atual.
 
Um exemplo palpável dos efeitos nocivos da operação comandada em Curitiba é destaca pelo diretor de Relações Internacionais e de Movimentos Sociais da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes. Segundo ele, desde o início da Lava Jato, a cadeia de gás e petróleo comandada pela Petrobras perdeu cerca de 3 milhões de empregos, um setor que, sozinho, representava 13% do Produto Interno Bruto do país.
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