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PSDB

PMDB: nascido do ventre do MDB, sempre será o velho PSD, por Maria Fernanda Arruda

Foto Guito Moreto/O Globo
 
PMDB: nascido do ventre do MDB, sempre será o velho PSD
 
por Maria Fernanda Arruda
 
Por repetição, usos e costumes, e a imprensa especializada ensina assim, o cenário político brasileiro é entendido como sendo de longa data dominado pelas disputas entre dois partidos, o PT e o PSDB, sempre mirando a Presidência da República. Mas eis que, de repente, não mais que de repente, surge o PMDB e nos impõe um presidente, nascido de um limbo, onde se arquivam os que foram feitos para uma vice-presidência sem brilho e sem graça?
 
PMDB: nascido do ventre patriota do MDB, sempre foi, é e será o velho e sempre vivo PSD, o partido criado por Vargas, para que pudesse depor Vargas e depois convidá-lo ao suicídio, o antro das “raposas da politica brasileira”. Enquanto a UDN produzia oradores com vozes barulhentas, o PSD produziu silêncios conspiratórios, aceitando-se amigo oculto dos golpes de 1945, 1954, 1961 e 1964. De Benedito Valadares, aquele que Vargas escolheu por ser o mais improvável, e que mais adiante criou duas figuras, Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves, até Michel Temer, o PSD produziu conspiradores.
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Impunidade marca 12 anos do 'mensalão tucano', por Helena Sthephanowitz

Helena Sthephanowitz: tucanos envolvidos em corrupção continuam a contar com uma "ajudinha", para se manterem impunes
 
Helena Sthephanowitz: tucanos envolvidos em corrupção continuam a contar com uma "ajudinha", para se manterem impunes
Eduardo Azeredo Foto: Agência Brasil
 
 
 
 
Ao que tudo indica, pelo menos até aqui, tucanos envolvidos em corrupção continuam a contar com uma "ajudinha", para se manterem impunes. A maior suspeita, porém, incide sobre o próprio Judiciário
 
Por Helena Sthephanowitz 
 
Se o chamado "mensalão do PT" fez os jornalões criarem manchetes espetaculosas, analistas e colunistas fazerem ilações à vontade e foi assunto interminável nos meios políticos e jurídicos, o mensalão tucano, –  apesar de ter menos réus e mais amigos no STF – ganhou da mídia tradicional o apelido de "mensalão mineiro", para descolar o caso do envolvimento de figuras do PSDB. Mesma mídia que varreu o escândalo para debaixo do tapete. Pois o mensalão tucano segue parado na Justiça confirmando o receio de todos os que esperam do Judiciário uma atuação imparcial, pouco importando para o desfecho do processo as características pessoais do réu – como sua filiação partidária. 
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Prestigiado por Moro, Pedro Taques tem funcionários presos por escutas ilegais

Foto: Divulgação
 
 
Jornal GGN - Reportagem do portal Mídia News publicada na sexta (23) informa que Pedro Taques (PSDB) teve membros do alto escalão da Polícia Militar presos por participarem, com possível conhecimento do governo, de um esquema de monitoramento ilegal de adversários políticos, jornalistas e outras figuras, desde 2015.
 
Taques é o governador do Mato Grosso que foi prestigiado pelo juiz Sergio Moro, em dezembro de 2016, durante o lançamento do Portal da Transparência do Estado. À época, a assessoria de Lula usou a aproximação do magistrado com o tucano para endossar as críticas sobre o caráter político das decisões de Moro. A foto de Moro com Aécio Neves (PSDB), de evento que ocorreu naquele mesmo mês, foi usada para alegar suspeição.
 
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Gilmar é sorteado relator de ação contra Aécio

Foto: Armando Franca/AP

Jornal GGN - Após pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, os inquéritos solicitados contra Aécio Neves (PSDB) ao Supremo Tribunal Federal por conta da delação da Odebrecht foram retirados do relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, e sorteados a Gilmar Mendes.

Segundo informações de O Globo, Gilmar já assumiu a relatoria do caso em que Aécio teria recebido "pagamento de vantagens indevidas em seu favor e em benefício de seus aliados políticos" nas eleições de 2014.

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Presidente do Conselho de Ética arquiva cassação de Aécio e PT vai recorrer

Foto: George Gianni/PSDB

Jornal GGN - O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB), alegou que não há elementos suficientes para tentar cassar o mandato de Aécio Neves (PSDB) a reboque das acusações da Lava Jato e decidiu arquivar o processo. 

Aécio foi denunciado ao Conselho após a delação da JBS revelar que o tucano pediu e recebey R$ 2 milhões de Joesley Batista. O montante foi entregue em 4 malas ao primo de Aécio, Frederico Pacheco. Parte dele, segundo a investigação da Polícia Federal, entrou em empresa da família do senador Zezé Perrella, numa possível operação de lavagem de dinheiro.

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Procuradores dificultam delação de doleiro operador de propina em governos do PSDB

Foto: Câmara dos Deputados

Jornal GGN - É destaque na coluna de Mônica Bergamo, na Folha desta sexta (23), que o doleiro Adir Assad, acusado de operar propina sobre desvios em obras realizadas durantes os governos do PSDB em São Paulo, teve dificuldade para fechar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

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Começa articulação para Alexandre de Moraes relatar caso Temer-JBS

Foto: Daniel Ferreira/Metrópolis
 
 
Jornal GGN - Responsável pelo furo de reportagem sobre a delação de Joesley Batista mostrando envolvimento de Michel Temer em corrupção, o jornalista Lauro Jardim divulgou nesta quarta (21), em O Globo, que "há uma articulação em curso no STF [Supremo Tribunal Federal], por parte de um ministro, para que Alexandre de Moraes seja o relator da delação da JBS." O nome do "ministro" que costura nos bastidores não foi divulgado.
 
Alexandre de Moraes foi filiado ao PMDB, depois passou ao PSDB e atuou no governo Geraldo Alckmin antes de ser alçado a ministro da Justiça de Michel Temer. Se relator da delação da JBS, Moraes tomaria de Edson Fachin a atribuição de instruir o inquérito de Temer no Supremo Tribunal Federal. Temer é acusado de receber propina da JBS para intervir em negócios no Cade, órgão ligado a Fazenda. Além disso, teria dado aval à compra do silêncio de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, entre outros crimes de obstrução de Justiça.
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Ministros do STF julgam prisão de Aécio Neves


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga, na tarde desta terça-feira (20), o o pedido de prisão do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e um recurso do parlamentar.
 
Os cinco ministros que compõem a Primeira Turma, o relator Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux julgam o novo pedido de prisão feito por Rodrigo Janot contra Aécio, que entende que houve crime inafiançável em flagrante. 
 
Paralelo a esse pedido, os ministros analisam o recurso de Aécio contra a decisão tomada pelo antigo relator, ministro Edson Fachin, que determinou o afastamento do senador de suas funções parlamentares.
 
Apesar de ser formada pelo ministro que foi aliado do governo de Michel Temer e participou ativamente de governos tucanos, Alexandre de Moraes, a primeira Turma é vista como a mais dura em temas de matéria penal. Além disso, a simples maioria de três contra dois ministros não serão suficientes, por si só, para determinar a prisão de Aécio.
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Expandiram-se demais as investigações, além dos limites, dispara Gilmar

Jornal GGN - Ministro do Supremo Tribuna Federal, Gilmar Mendes disse que as investigações da Lava Jato "expandiram-se demais, além dos limites". A avaliação foi feita durante um evento do Grupo Lide em Pernambuco, na noite de segunda (19). Na palestra, gravda e disponível no Youtube, Gilmar deixa claro que sua opinião está relacionada às apurações que envolvem juízes, o presidente Michel Temer e aliados. 

"Qual o objetivo do inquérito [contra os ministros Marcelo Navarro e Francisco Falcão , do Superior Tribunal de Justiça]? Vai levar a uma conclusão que mostra um ilícito? Não. O objetivo é constranger o juiz, o tribunal e a magistratura! Expandiu-se demais as investigações, além dos limites. Abre-se inquérito para saber coisas que já se sabe de plano, mas o objetivo é impor medo nas pessoa, desacreditá-las", disse Gilmar.

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Hoje é dia de Aécio: STF julga pedido de prisão preventiva

Jornal GGN – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve colocar hoje na pauta o pedido de prisão preventiva feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais, ex-presidente do partido e candidato derrotado à Presidência da República na eleição passada, antes do golpe do impeachment.

Aécio foi investigado pela Polícia Federal na Operação Patmos, que foi criada a partir das delações de Joesley Batista, da JBS. O senador foi denunciado ao STF por crimes de corrução e obstrução da Justiça. A PGR acusa Aécio de pedir R$ 2 milhões a Joesley, um dos donos da JBS.

A PGR reforçou o pedido de prisão de Aécio na semana passada, alegando que o político não está cumprindo a medida cautelar de afastamento. Na alegação, Janot cita uma postagem do senador afastado em sua página de Facebook, no dia 30 de maio, em que aparece em foto junto aos senadores Tasso Jereissati (CE), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP), todos de seu partido. Aécio, que deveria se afastar das questões do Senado e de parceiros de partido, postou a foto com a legenda: “Na pauta, votações no Congresso e a agenda política”.

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Xadrez do golpe que gorou

No início parecia simples, muito simples.

1.     Em momentos de mal-estar generalizado, a personificação da crise é sempre o presidente da República. E se tinha uma presidente impopular que cometeu inúmeros erros.

2.     Com a ajuda da Lava Jato, a mídia completa o trabalho de desconstrução do governo e estimula as manifestações de rua, intimidando o STF (Supremo Tribunal Federal).

3.     No Congresso, PMDB e PSDB travam as medidas econômicas de modo a impedir que a presidente acerte o passo.

4.     Derrubada a presidente, implementam-se rapidamente medidas radicais, a tal Ponte Para o Futuro, que não seriam aprovadas em período de normalidade. Caso haja movimentos de rua, aciona-se a Polícia Militar e as Forças Armadas.

5.     Com a Lava Jato, mantem-se a pira acesa e impugna-se Lula. Leia mais »

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A sepultura de Temer, o exílio de Aécio e a prisão de Moro, por Armando Coelho Neto

A sepultura de Temer, o exílio de Aécio e a prisão de Moro

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Vaidoso, safado, conspirador e ladrão tem sido alguns adjetivos com os quais o enigmático político Ciro Gomes tem presenteado o impostor Michel Temer. Às vezes, esses mimos vêm acompanhados da gentileza com a qual torcedores costumam agraciar juízes de futebol. Tudo, entretanto, muito aquém do abominável e indescritível que possa representar esse ser repudiado por 95% dos brasileiros. Das supostas falcatruas no porto de Santos às urdiduras nos bastidores do golpe, nada serve de perfil para definir um político que mandou “bilhetinho” para Dilma Rousseff, deixou vazar discurso de posse antes do golpe e hoje empenhado em defenestrar da história um partido que ousou enfrentar a miséria do País. Leia mais »

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O PSDB e sua decomposição moral, por Aldo Fornazieri

O PSDB e sua decomposição moral

por Aldo Fornazieri

Todo organismo político, seja ele um líder, um partido, um movimento ou um Estado tem (ou deveria ter) um fundamento moral, definido pelos seus princípios, e um fundamento ético, definido pelos seus objetivos e finalidades. A corrupção, no sentido amplo do termo, tem se revelado, ao longo dos temos, o mal mortal dos organismos políticos, incluindo os líderes. Ela costuma decompor a substância do organismo nas suas dimensões morais, éticas, políticas e programáticas, transmutando-o daquilo que ele é a aquilo que ele não é.

A História e a Filosofia Política mostram que a corrupção leva os corpos políticos e os líderes a um declínio inexorável, por mais generalizadamente corrupto que seja um sistema e por mais que ele tenha uma vida prolongada no tempo. De modo geral, nos momentos de erosão e de ocaso, o que se manifesta são agudas crises de legitimidade do Estado, do partido ou do líder. Claro que existem possibilidades e mecanismos de regeneração de corpos degenerados, mas esta tarefa sempre é difícil e demanda esforços hercúleos e pouco suscetíveis de serem assumidos pelos entes corrompidos.

Quando se critica um partido, ressalve-se, não se está criticando o conjunto de militantes e das pessoas que o integram, mas aquilo que o partido representa enquanto instituição. Existem pessoas honestas e respeitáveis em todos os partidos, mas nem todos os partidos são expressões institucionais desses valores.

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Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual, por J. Carlos de Assis

Divagações filosóficas a respeito das contradições da política atual

por J. Carlos de Assis

Imaginem que um marciano, desses que visitam a terra com frequência a convite dos teóricos dos antigos astronautas, pousem no Brasil com a incumbência de estudar a realidade política e sociológica do país. Teriam que se basear em paradigmas preliminares, presentes em todo o universo, como o silogismo elementar segundo o qual se A implica B e B implica C, A implica C!

A regra clássica seria: se o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer, e se Temer, do PMDB, pertencia à chapa como aliado do PT, é óbvio que Temer, agora aliado do PSDB, teria efetivamente que ser cassado se a chapa encabeçada pelo PT o fosse. Haveria, obviamente, um embrulho dos diabos no que se refere à sucessão. Contudo, lei é lei. Não se diz que ela é feita para todo mundo?

Em termos práticos, o que o marciano observou foi o seguinte:  o PSDB pediu a cassação da chapa Dilma-Temer para atacar o PT, e a então possível cassação de Temer, do PMDB, agora em aliança com o PSDB, acabou batendo nos novos  interesses do PSDB. Aliaram-se assim, efetivamente, ao PT,  o que acabou numa  curiosa situação em que os três grandes partidos inimigos se viram do mesmo lado, entregues ao arbítrio do TSE.

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Aécio quer que 11 ministros analisem a sua liberdade


Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado
 
Jornal GGN - Identificando chances de uma possível maioria a seu favor, Aécio Neves (PSDB-MG) pediu que todos os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) analisem o pedido de prisão feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), ao invés de apenas os cinco ministro da Primeira Turma.
 
Isso porque na próxima terça-feira (20), dois recursos apresentados pela defesa do senador tucano serão julgados pela Primeira Turma do STF. Um deles do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedindo a prisão preventiva de Aécio, e o outro do próprio parlamentar, pedindo que se assegure a sua liberdade.
 
Os ministros da Suprema Corte deverão se posicionar com base no artigo 53 da Constituição, que estabelece que parlamentares não podem "ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável". Foi o ministro relator dos processos da Lava Jato no STF, Edson Fachin, que defendeu que Aécio está protegido pela garantia, mas que o tema deve ser discutido em plenário.
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