4 de junho de 2026

A morte da jornalista e ambientalista Teresa Urban

Por José Ribeiro Jr.

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Da Gazeta do Povo

Morre aos 67 anos a jornalista e ambientalista Teresa Urban

A jornalista, ambientalista e escritora Teresa Urban morreu aos 67 anos na noite desta quarta-feira (26), na Unidade de Terapia Intensa (UTI) do Hospital Vita, em Curitiba, em decorrência de um infarto. Ela sofreu o problema cardíaco na madrugada de terça-feira (25) e estava internada.

A informação foi confirmada por amigos e pelo presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, Paulo Salamuni (PV), com quem Teresa vinha trabalhando recentemente. A jornalista, pioneira na cobertura de assuntos ambientais na imprensa brasileira, morreu por volta das 22h50 desta quarta-feira.

Antônio More/Gazeta do Povo / Teresa Urban: vida dedicada às letras, à luta política e ao meio ambiente

Velório

O corpo de Teresa é velado na Capela da Luz, número 2, do Cemitério Municipal São Francisco de Paula. A previsão é que o velório ocorra até por volta das 15h30. Às 17 horas está marcada a cremação em Campina Grande do Sul, região metropolitana de Curitiba, no Crematório Vaticano.

Política e meio ambiente

Teresa Urban nasceu em Curitiba, em 1946, e se formou em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Foi militante na Ação Católica e em grupos de resistência à ditadura militar, como a AP (Ação Popular) e a Polop (Política Operária). Presa no final da década de 1960, exilou-se no Chile entre 1970 e 1972. Mais tarde, disse ter sido torturada quando foi interrogada pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, um dos mais conhecidos agentes da repressão durante a ditadura militar brasileira.

Iniciou a carreira de jornalista na década de 1970. Trabalhou no jornal semanal “Voz do Paraná”, na revista “Veja”, nas sucursais de “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil” em Curitiba e no jornal “Folha de Londrina”, onde foi diretora de redação.

Seu primeiro livro, “Boias-frias — Vista Parcial”, foi lançado em 1984. Desde então foram mais de 20 obras. Sua única obra de ficção, “Dez Fitas e um Tornado”, um suspense, foi lançado no mês passado (leia a matéria da Gazeta do Povo sobre o lançamento). Em 2011, foi uma das personalidades que conversaram com repórteres da Gazeta do Povo na série “Entrevistas”.

Em sua atuação na área ambiental, mapeou os remanescentes da floresta de araucárias no estado e desenvolveu projetos em conjunto com a Sociedade de Pesquisa da Vida Selvagem (SPVS) e as ongs SOS Mata Atlântica e Mater Natura. Ajudou a criar a Re

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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