4 de junho de 2026

Seu Voronoff, de Francisco Alves e Lamartine Babo

SEU VORONOFF  – Francisco Alves e Lamartine Babo.

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Dr. Serge Samuel Abrahamovitch Voronoff e as composições satíricas da primeira metade do século XX.

O cirurgião russo Dr. Serge Samuel Abrahamovitch Voronoff passou à História através de suas experiências científicas, onde fazia enxerto de glândulas de animais, sobretudo de símios, em pacientes que desejavam rejuvenescer e manter o vigor sexual. Interrompeu suas pesquisas, por pressão da comunidade científica, que era cética em relação aos resultados. Voronoff casou-se três vezes, sendo que seu último matrimônio, aos 75 anos, foi com uma moça de 25 anos. Permaneceu com ela até seu falecimento em 1951 e, segundo consta, em pleno vigor sexual.

Eduardo Souto compôs, baseado pela história e fama do cirurgião, o samba VORONOFF, interpretado por Frederico Rocha, com acompanhamento da Orquestra Odeon, em disco ainda mecânico, que data de 1926.

Há, ainda, a Marcha-enxerto de Lamartine Babo e João Rossi, SEU VORONOFF, interpretada por Francisco Alves e o próprio Lalá, com o mesmo tema. Existe também a marcha de Ari Kerner, SEU AGACHE, interpretada por Sylvio Salema, que faz alusão a um hipotético encontro entre o urbanista Alfred Agache e o Dr. Voronoff e, finalmente, o SAMBA DE CAMPINAS, de João Frazão, interpretado por Augusto Calheiros e os Turunas da Mauricéia, que traz em sua letra: Seu Voronoff, quando foi pra Paulicéia, operou lá uma véia, cá cabeça dendunsaco. E  essa véia encabelô e ficô preta, fazia tanta careta, mais pió do que macaco…

Verifica-se que os compositores da primeira metade do século XX eram useiros e vezeiros em satirizar, de uma forma leve e chistosa,os personagens de destaque e situações da época, principalmente em marchinhas que eram entoadas por todo mundo, durante o carnaval.

Fontes:

A História Cantada no Brasil em 78 Rotações – Nirez.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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