4 de junho de 2026

Novo vazamento de água radioativa em Fukushima

Do Instituto Carbono Brasil

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Tepco enfrenta problemas para conter vazamento de água radioativa em Fukushima

Fernanda B. Müller 

Na terça-feira, autoridades japonesas confirmaram um novo vazamento de água altamente radioativa, utilizada para resfriar reatores danificados e estocada em tanques subterrâneos na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, atingida fortemente pelo terremoto seguido de tsunami em 2011.

Aproximadamente 120 mil litros vazaram de dois tanques para o subsolo e um terceiro tanque também estaria comprometido, segundo a Tokyo Eletric Power. Porém, a empresa alega que a água contaminada não teria alcançado o oceano, a 800 metros de distância, segundo o Greenpeace.

Os trabalhadores da usina nuclear haviam transferido mais de nove mil toneladas de água para o último tanque a ser julgado comprometido, sobrando outros quatro. Os tanques são essencialmente buracos maiores do que um campo de futebol cavados no solo e revestidos com duas camadas de polietileno e uma de argila, segundo a ONG.

Inicialmente, os oficiais pretendiam mover a água para outros tanques, que não apresentavam problemas. A comunidade de Fukushima protestou e pediu que fossem usados tanques acima da superfície para estocar a água contaminada, porém a Tepco alega não haver mais espaço nestes locais.

No meio da semana, Toshimitsu Motegi, chefe do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI), proibiu o uso dos tanques subterrâneos e criticou a Tepco pela resposta lenta.

A empresa anunciou que construirá mais 38 tanques acima do solo até o final de maio, transferindo toda a água contaminada até o final de junho. Isso significa que água altamente contaminada provavelmente continuará a vazar para o subsolo até lá, critica o Greenpeace.

A Tepco se comprometeu a não utilizar os tanques que apresentaram o vazamento e a instalar mais equipamentos para monitorar a radioatividade. A causa exata do vazamento dos tanques subterrâneos não foi identificada e provavelmente apenas será determinada quando forem drenados.

Como se tudo isso não bastasse, a Tepco ainda anunciou que uma cerca submarina instalada perto da usina, destinada a impedir que a vida marinha já atingida pela radioatividade contaminasse ainda mais a cadeia alimentar, também está danificada.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados