4 de junho de 2026

caminhar com fernando pessoa, 2, por romério rômulo

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caminhar com fernando pessoa, 2

por romério rômulo

 

um poema sobre um poema

é um massacre vivo

a tombar sobre a garganta das pedras.

escrever sobre a pedra

é um massacre tão sórdido

quanto dizer a palavra morte.

viver a morte

é o último apelo dos que não cabem nos ossos

estas matérias que me entrevam e ardem.

 

quanto de mim vai desvairar no espanto?

 

romério rômulo

Romério Rômulo

Romério Rômulo (poeta prosador) nasceu em Felixlândia, Minas Gerais, e mora em Ouro Preto, onde é professor de Economia Política da UFOP e um dos fundadores do Instituto Cultural Carlos Scliar – Rio de Janeiro RJ.

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  1. paul. s

    25 de agosto de 2016 1:28 pm

    No desejo das rédeas curtas

    No desejo das rédeas curtas de tais palavras
     
    algo te devora lentamente
     

    são olhos mansos de uma gazela
     

    Voltando ao imprevisível dessas paixões

    Dentre outras coisas,

    bandejas trazem cabeças de um mesmo traidor – “Cogitam os serviçais”

    dias labirinticos

    Um alvoroço vem de alguma ironia
     

    Talvez dos livros de sal que vivem agora mesmo à t(u)a (p)r(o)(c)u(r)a
     
    Do sangue à beleza de um gesto…
    ,

    Tão inocente

    quanto a  tocaia esquecida ao abstrato das tuas expressões
     

    Descole(mo)(nos) destes que te evocarão das cinzas
     

    Pra (t)dizer desertamente

    em poucos olhares

    de breves sabores
     

    das esperanças

     

    que beiram primorosas expectativas
     

     

    Pois acordarás da influência doutras intenções da tua suposta verdade

    entre um sonho e outro

    dessa  fé tumultuada

     que te acontece lá pela  ideia dos sentimentos que retornam a ser coisas incompreensíveis depois disso  
     

    e conduzem teu corpo

    ou algo assim: estridente e petrificado
     
    Antes um reflexo

    Ah! Esses  malditos lugares metálicos, segmentados!…
     

    O caminho continuará distante

    o gesto ?

    Esse provem do teu espírito exato

    Aquele mesmo que entoa trovas em prosa, como dizem

    aprendendo a viver,  

    Extrassensorialmente, sei lá

    em cumplicidade com a trama do antigo senhor que grunhia

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