Sugerido por Judson Clayton Maciel
Chamo atenção para a imperdível matéria publicada no jornal britânico The Telegraph sobre o encontro recente entre o presidente russo e o princípe da Arábia Saudita sobre a Síria.
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As peças estão na mesa. Cenas dos bastidores da geopolítica mundial
O jornal britânico The Telegraph, que possui uma das mais competentes equipes do jornalismo investigativo mundial, divulgou reportagem hoje sobre uma oferta tida até então como ‘secreta’ na qual a monarquia da Arábia Saudita oferece exorbitantes contratos de petróleo á Rússia, caso estes se afastem da proteção dada à Síria. Além de se comprometerem a salvaguardar base naval da Rússia em Tartus, se o governo de Assad for derrubado.
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Se aceitarem o acordo, os russos passariam a controlar 45% da produção mundial de petróleo. Além disso, a monarquia saudita representada no encontro com Putin pelo príncipe saudita Bandar bin Sultan, afirmou que em um acordo com a Rússia sobre a Síria, além do petróleo, o controle dos grupos chechenos que combatem os russos também estaria garantido.
Diante de tal situação, o jornal diz que no fim do encontro a posição do líder russo foi a seguinte. ”Putin não se comoveu com a oferta saudita, embora a pressão ocidental tenha aumentado desde então. “Nossa posição sobre Assad nunca vai mudar. Acreditamos que o regime sírio é o melhor orador em nome do povo sírio, e não os comedores de fígado”, disse Putin, referindo-se as cenas divulgadas meses atrás mostrando um rebelde jihadista comendo o coração e o fígado de um soldado sírio. ”
Mesmo com um posicionamento negativo, os sauditas finalizaram a reunião com Putin cheios de ameaças, dizendo que podem ocorrer ataques terroristas dos chechenos nos Jogos Olímpicos de Inverno da Rússia em 2014, em Sochi, e que não há possibilidades de “nenhuma fuga da opção militar [na Síria] se a Rússia diminui o ramo de oliveira”. Os eventos estão se desenrolando exatamente como ele previu.
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