4 de junho de 2026

Temer admite ter pedido dinheiro a Odebrecht, mas confia que vai escapar do TSE

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Jornal GGN – O interino Michel Temer confirmou, em entrevista ao portal O Antagonista, que pediu dinheiro a Marcelo Odebrecht após ter sido pressionado pelo seu partido, o PMDB. Segundo Temer, contudo, não houve crime. Apesar de Odebrecht ter delatado que os recursos, em dinheiro vivo, saiu do caixa 2 da empresa, o peemedebista afirma que tudo foi registrado pela Justiça Eleitoral.

Disse Temer: “Eu já confirmei que jantei com Marcelo Odebrecht, no Jaburu, em 2014. Como é natural, o partido me pressionava para obter recursos para os seus candidatos. A Odebrecht contribuiu? Claro que sim. Está tudo registrado. Foram mais de 10 milhões de reais, dentro da lei. (…) não tenho conhecimento sobre dinheiro dado em espécie. E, sinceramente, acho improvável.”

Semanas após ter se reunido com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, Temer demonstrou confiança de que o eventual sucesso da ação de cassação de mandato eleitoral contra a chapa eleita em 2014 só atingiria Dilma, por conta da contabilidade do PT e PMDB terem sido feitas separadas.

“Creio que o TSE vai separar o julgamento das minhas contas de campanha do das contas da presidente afastada. Foram duas campanhas com captações de recursos distintas, como manda a lei. Basta ir à Constituição para verificar que a figura do vice-presidente é apartada da do presidente. A tese de ‘arrastamento’ viola o preceito constitucional segundo o qual nenhuma pena passará da pessoa do condenado.”

Outros ministros do TSE, contudo, têm denotado que essa dissociação não teria sucesso na Corte eleitoral.

A ação de cassação, que pode ser concluída no próximo ano, pode atingir Temer bem no meio de seu mandato como presidente em exercício. Por isso sua defesa se esforça para alavancar teses que gere alguma blindagem e coloque todo o prejuízo nas costas de Dilma.

A presidente eleita deve ser julgada em definitivo no fim de agosto no processo de impeachment. A expectativa é de que seja derrotada. Mas, segundo o colunista Ricardo Noblat, o Planalto sob Temer ainda sente medo de uma reversão.

Da mesma maneira, Temer também se preocupa com uma eventual delação de Eduardo Cunha. Metido até o pescoço na Lava Jato, o deputado só pensa em arranjar uma maneira de livrar sua filha e esposa das mãos do juiz Sergio Moro. Para isso, estuda entregar tudo o que sabe sobre Temer, esquemas que envolvem a cúpula do PMDB e da bancada de mais de 100 deputados que foram financiados com a ajudar do ex-presidente da Câmara.

“Cunha acumula segredos que poderão pôr o governo a pique, além de provocar um terremoto na Câmara. Ali, mais de uma centena de deputados deve favores milionários a ele. Alguns devem a própria eleição”, escreveu Noblat.

Para o colunista, Temer dificilmente cairá se Cunha abrir o bico. “Mas em torno dele, muitos cairão ao primeiro sopro. O desgaste será grande.” Mesmo que o interino ganhe imunidade processual após a consolidação do impeachment, a mesma blindagem não estará disponível a seus ministros e outros caciques do PMDB e aliados. O estranho jurídico não é garantido, mas o político, sim.

Nesse cenário, segundo Noblat, restaria a Cunha ou “uma saída de cena à moda de Getúlio Vargas, mas ele não tem o perfil para tal. Ou a delação, como tantos fizeram até aqui.”

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

7 Comentários
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  1. Junior Sertanejo

    15 de agosto de 2016 3:45 pm

    Relembrado Joel.”Esse Senador

    Relembrado Joel.”Esse Senador Pastor Picareta Capixaba,nunca foi flor que se permitisse cheirar.Carrega a capadoçagem expressa no proprio sobrenome.É que nós brasileiros somos os ultimos,também,a atentar para certos detalhes.”

  2. Junior Sertanejo

    15 de agosto de 2016 3:59 pm

    Por falar em politicos

    Por falar em politicos capixabas,toco eu a relembrar Papai.”Esse Espirito Santo,é o Estado brasileiro que produz a safra de politicos mais sem expressividade(falou coisa bem pior) por metro quadrado no País”.Volto aos dias atuais.Magno Malta,Paulo Hartung,um dos maiores amigos de Serra,Ricardo Ferraço,Rose de Freitas,Renato Casagrande,em verdade um sexta coluna,José Carlos Gratz.Bem,é melhor parar por aqui.

    1. Frederico69

      15 de agosto de 2016 8:16 pm

      não precisa ficar com vergonha!

      os gaúchos elegem amélia, os paranaenses elegem alvaro dias o osmar borraglio, os cariocas ao cunha a garotinha, os paulistas ao cerra e caterva. em suma em todos os estados por falta de educação e cultura elegemos aqueles que deveriam estas nas jaulas dos presidios. acho que se elegessem o pcc, cv e outras organizações criminosas o prejuizo seria menor.

  3. Schell

    15 de agosto de 2016 4:20 pm

    Uma das coisas mais abjeta

    Uma das coisas mais abjeta que transita nessa amarronzada mídia brasileira é de que o acunhado tem medo de estarem sua mulher e filha “nas mãos” do Moro. Ora, ora e ora: obviamente que as duas serão devidamente absolvidas pelo desMoronado; para tanto, basta que o acunhado permaneça em silêncio sobre as maracutaias dos temeristas et caterva. Afinal, a vaza-jato serve apenas para pegar o Lula, o Lula e o Lula. O resto, diria aquele, é silêncio…

  4. Norban

    15 de agosto de 2016 5:32 pm

    Temer acha que Gilmar esta do lado dele

    Temer confia que Gilmar irá safa-lo. Sinto em te informar, traidor, mas Gilmar é leal apenas ao PSDB. A aliança que ele fez com Temer é tão provisoria quanto a aliança do Temer com o PSDB. Temer vai cair em 2017, disso estou plenamente convencido. 

    O PSDB não vai arriscar ficar aliado do Temer até 2018, por duas razões obvias. Se o Temer conseguir, milagrosamente, sanar a economia, ele ou o Meireles terão um trunfo eleitoral. Eu duvido que a economia melhore, pois o neoliberalismo é apenas capaz de estancar provisoriamente a queda livre causada pela crise. Isso quando o neoliberalismo, pelo contrario, não acaba acelerando vertiginosamente o ritmo da crise. Não é por acaso que existe o termo “austericidio”.

    Nesse caso de prolongamento da crise, o PSDB arrisca repetir o erro do segundo mandato do FHC e acabar se tornando associado a crise economica. Como pode-se ver, a relação PSDB-PMDB é uma relação fadada ao fracasso. Por enquanto, a vontade de aniquilar o PT os une, mas depois do impeachment, o PSDB provavelmente abandonará o governo. Esses são os dois motivos..

  5. Leonardo Araújo

    15 de agosto de 2016 7:20 pm

    Mas, alguém em sã consciência

    Mas, alguém em sã consciência e com capacidade de apreensão da realidade brasileira acredita que algum dia algum político do PSDB será importundado pela Justiça Brasileira? Não será por falta de motivos.

  6. Marly

    15 de agosto de 2016 7:27 pm

    Dos cariocas para o interino:

     

    http://www.conversaafiada.com.br/brasil/fora-temer-ganha-a-maratona

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