
Jornal GGN – A Petrobras anunciou que vai vender para a Statoil (a estatal norueguesa de petróleo) toda sua participação no bloco exploratório BM-S-8, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, em um negócio de US$ 2,5 bilhões. A participação da Petrobras no bloco é de 66%.
Outros 14% estão com a Petrogal, 10% com a Queiroz Galvão e 10% com a Barra Energia. Caso tenham interesse, esses parceiros poderão exercer o direito de preferência na aquisição. Mas precisarão pagar, no mínimo, o mesmo valor ofertado pela Statoil.
No anúncio da venda, o diretor de Finanças e de Relações com Investidores, Ivan Monteiro, e a diretora de Exploração e Produção, Solange Guedes, disseram que a estratégia da Petrobras é priorizar os ativos que permitam manter a padronização de equipamentos, como forma de reduzir os custos de investimento.
Além disso, a estatal brasileira está preferindo focar na receita de curto prazo, para tentar “melhorar o perfil da dívida”. A meta de desinvestimentos no biênio 2015-2016 é de U$ 15,1 bilhões. Sem a venda do bloco, os diretores dizem que o número não será alcançado.
O bloco ainda está em fase de exploração, ou seja, ainda não começou a produzir petróleo. “Não existem reservas associadas a esse ativo e a produção aconteceria em meados da próxima década”, disse Solange Guedes para justificar a operação. Ela afirmou que a área exigia investimentos que agora poderão ser destinados a campos já que estão produzindo ou que vão produzir em um prazo mais curto.
Monteiro disse que trabalhará “incansavelmente” para alcançar a meta de desinvestimentos até o final deste ano. Ele afirmou que já entraram no caixa da Petrobras US$ 700 milhões pela venda do controle da Gaspetro para a Mitsui, em dezembro de 2015, e US$ 900 milhões pela venda da Petrobras Argentina para a Pampa. Ele espera fazer outros US$ 464 milhões com a venda da Petrobras Chile para a Southern Cross Group.
Solange Guedes disse que o negócio é importante não só pelo dinheiro que entra no caixa, mas também pela consolidação da parceria com a estatal norueguesa. “A Statoil representa muito para nós. Somos parceiros tecnológicos de longa data e há bastante tempo temos a ambição de trazê-la para essa parceria estratégica”. Ela disse que as empresas têm um perfil parecido de compromisso com seus países de origem.
Petrobras e Statoil estão negociando um Memorando de Entendimento para avaliar outras iniciativas de “cooperação estratégica”, “com o objetivo de uma atuação de longo prazo”. A companhia brasileira disse, em nota, que “a operação abre oportunidades para que parcerias com outras empresas, com forte expertise e condições de investimento, contribuam para o fortalecimento da indústria de óleo & gás no Brasil”.
Além da venda do BM-S-8 para a Statoil, a Diretoria Executiva da Petrobras aprovou a negociação da Suape (Companhia Petroquímica de Pernambuco) e da Citepe (Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco) com a mexicana Alpek, que terá exclusividade de até 90 dias na aquisição.
Bobbyrock
1 de agosto de 2016 6:14 pmMas quem tem “expertise” na
Mas quem tem “expertise” na exploração em águas profundas é a Petrobrás e não a Statoil. Não deveria ser a Petrobrás a querer fazer a parceria, mas sim quem vai absorver a tecnologia. E como vendem sem saber o potencial do campo? Estimaram em quanto barris aquilo que foi vendido??
Bobbyrock
1 de agosto de 2016 7:26 pmAcabo de ler uma reportagem
Acabo de ler uma reportagem de Carta Capital sobre o INSTITUTO MILLENIUM. Vejam quem é um dos mantenedores (doadores):
Entre os “mantenedores e parceiros”, responsáveis pelo suporte financeiro do instituto, estão empresas como a Gerdau, a Localiza (maior locadora de veículos do País) e a Statoil, companhia norueguesa de petróleo. No “grupo máster” aparece a Suzano, gigante nacional de produção de papel e celulose. No chamado “grupo de apoio” estão a RBS, o Estadão e o Grupo Meio & Mensagem.
Mera coincidência?? Apoiaram o golpe e agora colhem os frutos?
ze sergio
1 de agosto de 2016 6:41 pmdireção muda…
Só uma pergunta, alguma vez a Noruega vendeu algum dos seus ativos para a brasileira Petrobrás? Só para eu entender de “grandes negócios”.
João de Paivaj
1 de agosto de 2016 7:08 pmOs entreguistas são acusados de improbidade administrativa
Prezada equipe do GGN, prezados leitores.
Não podemos nos esquecer de que tanto Pedro Parente – ministro do apagão – como José Serra, são acusados de iprobidade adminitrativa, como se pode ler em http://brasileiros.com.br/2016/03/stf-desengaveta-acao-de-improbidade-de-r-29-bi-envolvendo-serra-e-ministros-de-fhc/. Esses predadores e entreguistas precisam ser denunciados pelos jornalistas independentes. JS tarja-preta tem compromisso de entregar a Petrobrás à Chevron; Pedro Parente já começou o serviço, mesmo antes da consumação do golpe.
As omissas, covardes e coniventes FFAA estão assistindo à pilhagem e ao entreguismo das riquezas e empresas estratégicas pelas quadrilhas oligárquicas. Até agora não fizeram nada. Onde estão Exército, Marinha, e Aeronáutica que se ufanam e se auto-proclamam defensores da Pátria, dos interesses e soberania nacionais?
Traidores, golpistas e pilhadores do Estado brasileiro já deveriam estar presos.
Mas as FFAA só se mostram valentes para perseguir e reprimir militantes políticos da Esquerda, não é mesmo?
Doney
1 de agosto de 2016 8:01 pmA diretoria da Petrobrás
A diretoria da Petrobrás dizia que estava vendendo os ativos para priorizar investimentos no pré-sal.
Agora, vende um mega campo do pré-sal.
Seria cômico, se não fosse trágico.
Carlos Souza
1 de agosto de 2016 10:31 pmTristeza
Dá vontade de chorar. Minha ex-aluna Solange Guedes falando uma besteira como essa: “A Statoil representa muito para nós. Somos parceiros tecnológicos de longa data e há bastante tempo temos a ambição de trazê-la para essa parceria estratégica”. Que parceria ela se refere? A Petrobras vendeu toda a participação, então não tem parceria nenhuma, é a Statoil ganhando sem nenhum esforço exploratório um campo gigante no Brasil. A quem querem enganar? Isso não é parceria, é entreguismo mesmo.
Estão entregando e chamando de “venda”, de “parceria”. Como foi mencionado, é a famosa estratégia de matar a boiada para acabar com os carrapatos.
João de Paiva
1 de agosto de 2016 8:06 pmOs entreguistas são acusados de improbidade administrativa
Prezada equipe do GGN, prezados leitores.
É preciso denunciar os entreguistas Pedro Parente e José Serra, acusados de improbidade administrativa. Parente já começou a privatizar e entregara a Petrobrás aos gringos, como prometeu o JS tarja-preta.
Vamos relembrar, fazer novas reportagens e denunciar esses vendilhões da Pátria. http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/03/1754414-stf-desarquiva-acoes-contra-ministros-de-fhc-por-improbidade.shtml
junior50
1 de agosto de 2016 11:37 pmUS$ 2, 5 Bi X US$ 12,0 Bi
Estes 2,5 entrando em caixa, na melhor das hipoteses, dá para desalavancar uns US$ 12,0 de divida futura vincenda, ou no até estender/virar uns US$ 15,0 Bi de “papel”, alem de mostrar ao mercado – aos detentores das dividas/papéis – que o compromisso da Petrobrás em desinvestimento, redução de “frentes”, preservar/recuperar a geração de caixa, é real.
O mercado compreendeu em parte a iniciativa, levou para cima na sexta feira, e realizou hoje – praticamente zerou – , ou seja, aceitou, mas espera mais para continuar confiando.
Roberto S
2 de agosto de 2016 2:14 amo petroleo está secando no norte ….
estão garantindo o pão nosso de cada dia …. do noruegueses.
a proposito, qual a estimativa de petróleo nesta bacia? Sem este dado, 2,5 bilhões é chover no molhado.
José Carlos Lima...
2 de agosto de 2016 2:55 amo crime organizado tomou de
o crime organizado tomou de assalto o poder executivo, ou obedecem os ditames do mercado ou sao derrubados tmbm
ze fernando
2 de agosto de 2016 3:00 amA empresa norueguesa que
A empresa norueguesa que comprou essa mamata de Carcará, a Statoil, é uma empresa estatal e a Noruega constitui um fundo das receitas operacionais em benefício do país.
Tem corrupção? Não sei, mas se tiver tem que ser um negócio muito bem feito e estruturado porque se pegarem o cara tá fudido. E via de regra em países civilizados e de justiça justa, Delação Premiada, se admitida, o cara entrega a proposta na hora que se apresenta a prisão.
Juízes de cortes e instâncias não se reúnem em alcovas e nem pregam no jornal das 8.
Imagina um juizinho de primeira instância comprometendo toda a infraestrutura de um projeto de nação desses…
Estão COMPRANDO.
E nós que antes meio que copiamos a ideia deles, agora estamos VENDENDO. E barato.