4 de junho de 2026

Informação e risco, o caminho dos investidores em 2013

Da Isto É Brasil / Isto É Piauí

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

ACABOU A ERA DO RENDIMENTO FÁCIL: 2013 VAI EXIGIR DO INVESTIDOR INFORMAÇÃO E RISCO

 
Os investidores terão que assumir mais riscos em 2013, sobretudo os que se frustraram com a nova poupança e com títulos do governo — as aplicações mais tradicionais. As mudanças recentes na economia vão alterar a forma de juntar dinheiro. Os juros básicos (Selic) caíram ao menor nível da história (7,25% ao ano) e a caderneta passou a pagar só 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Tudo isso jogou uma neblina sobre a renda fixa e tornou mais difícil ter ganhos acima da inflação ou que alcancem dois dígitos.
Poupar passou a exigir esforço e conhecimento, acima de tudo porque a ainda desconhecida renda variável, baseada sobretudo em ações, pode se tornar cada vez mais a principal reserva do brasileiro. Com o novo cenário, o Correio preparou um guia que indica os passos para quem começará a investir, seja para realizar sonhos de consumo ou para garantir a aposentadoria.
 
Antes de tudo, é bom saber a diferença entre poupar e investir. Poupa quem se esforça para preservar uma fatia, mesmo que pequena, do orçamento familiar. “Poupar é administrar despesas para formar excedente”, resume José Alexandre Vasco, superintendente de proteção e orientação aos investidores da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A depender do tamanho, essa sobra pode ficar só guardada, o que não é recomendado por conta da inflação. dinheiro parado na carteira, no cofre ou debaixo do colchão perde valor.
Por isso, é importante deixar a poupança aplicada numa opção que ofereça rentabilidade, de preferência um lucro acima da inflação. “É preciso pesquisar e se informar para se fazer a melhor escolha”, diz Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin). Pode ser a caderneta, um plano de previdência, títulos do governo, ações, fundos de investimento. Nesse caso, o simples poupador começa a virar investidor.
 
A transformação exige o hábito de gerir despesas da casa e separar parte do dinheiro quando o salário entra na conta. O investimento deve ocorrer como uma prestação paga todo início de mês e vinculada a um objetivo, como a compra de carro, casa ou computador, fazer uma viagem ou mesmo a aposentadoria. Tudo tem de ter um prazo para se concretizar. Os especialistas até recomendam colocar essas metas no papel: o que se quer, em quanto tempo, e quanto está disposto a guardar todo mês. Surge daí um plano de investimento.
 
Alvos
 
O produto financeiro adequado depende do seu desejo. Se for de curto prazo, pode ser alcançado em um ano ou menos, sendo a poupança o ideal, pois não paga Imposto de Renda e pode ser sacada a qualquer momento. O problema é que pode perder para a inflação, caso de 2012. “Se quer comprar uma TV de R$ 2 mil, vá para a poupança. Mas se pensar em um ou 10 anos, pode levar o dinheiro para CDB (Certificado de Depósito Bancário), Tesouro Direto, fundos de investimento”, ensina Domingos. “Acima de 10 anos, tem o Tesouro, previdência privada e ações. No caso de renda variável, é preciso conhecer os riscos antes de fazer a opção”, afirma.
 
Vasco, da CVM, lembra que quanto mais alta a rentabilidade oferecida por um produto financeiro, maior o risco de perda. “Antes de escolher, tire todas as dúvidas”, alerta. Com a renda fixa pagando cada vez menos, a expectativa geral é que o mercado de capitais cresça e que o brasileiro aprenda enfim a aplicar em ações. “Isso é normal em países desenvolvidos, onde se poupa com ações”, pondera o diretor da DX Investimentos Felipe Chad.
 
“É difícil o pequeno investidor fugir do básico, pois o baixo volume o leva para aplicações tradicionais. Mas há opções”, frisa o diretor de private banking do Banco do Brasil, Rogério Lot. “O grande investidor também terá de mudar de perfil. Não dá mais para pensar na renda fixa tradicional. O apetite por risco tende a crescer”, avalia. A máxima de que não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta continuar a ser verdade. E ao se decidir por ações ou por fundos, é recomendável ler antes o prospecto, onde é possível saber as possíveis perdas.
 
Além das ações, deve-se ficar de olho nos fundos imobiliários. Funcionam como um condomínio em que muitos são donos de um imóvel cujo aluguel é revertido em favor do cotista. Dependendo do fundo, porém, pode ser difícil ou mais demorado se desfazer do investimento em caso de emergência. Se decidir por um, escolha os maiores e pergunte em quanto tempo é possível reaver o dinheiro, se precisar. Isso vale para qualquer investimento. Outra opção são os fundos multimercado — os de ações e os ETFs, negociados na bolsa.
É difícil o pequeno investidor fugir do básico, pois o baixo volume o leva para aplicações tradicionais. Mas há opções” Rogério Lot, diretor de private banking do Banco do Brasil. VICTOR MARTINS

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados