4 de junho de 2026

ANVISA esclarece denúncias contra a instituição

Por André Peres Barbosa de Castro

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Comentário do post “A demissão do gerente-geral da ANVISA

Segue também materia divulgada na imprensa em 2007 em que o mesmo Sr. Luis é suspeito de uso indevido de dinheiro público. Não que isso invalide ou ponha em xeque suas denúncias mas mês faz supor que talvez não haja imaculados em toda essa história!

Anvisa presta esclarecimentos sobre denúncia da área de Toxicologia

19 de novembro de 2012

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, considera  extremamente graves as denúncias encaminhadas pela Gerência-Geral de Toxicologia (GGTOX) da instituição a respeito de processos sob a responsabilidade da área. Por esta razão, o Gabinete da Presidência da Anvisa encaminhou tais denúncias para a Corregedoria da Agência, prestou esclarecimentos sobre o assunto ao Ministério Público Federal e, nesta segunda-feira (19/11), entregará documentos referentes ao caso à Polícia Federal.

Os fatos:

1. O gerente-geral da GGTOX, Luiz Cláudio Meirelles, formalizou sua denúncia em memorandos datados do dia 18 de setembro deste ano. Os documentos foram entregues ao então coordenador interino de Segurança Institucional, Luiz Roberto Klassmann.

2. No mesmo dia, o coordenador interino de Segurança Institucional encaminhou os referidos documentos ao Gabinete da Presidência da Anvisa (Gadip).

3. No dia 19 de setembro, o Gadip enviou à Corregedoria da Anvisa, responsável pela apuração dos fatos, os documentos referentes à denúncia.

4. O Gadip determinou a realização de auditoria nos demais processos que envolvem a gerência objeto da denúncia.

5. No dia 17 de outubro, o Gabinete da Presidência recebeu documento do Ministério Público solicitando informações a respeito das denúncias. No dia 26 de outubro, o Gadip encaminhou as respostas solicitadas, cujo teor é reservado.

6. No dia 14 de novembro, foi realizada reunião no 3º Ofício da Cidadania da Procuradoria da República do Distrito Federal (MPF-DF), que está tratando do inquérito.

7. Na tarde desta segunda-feira (19/11), a análise preliminar dos fatos será entregue ao diretor-geral da Polícia Federal pelo diretor-adjunto da Anvisa, Luiz Roberto Klassmann.

8. Portanto, em momento algum o diretor-presidente da Anvisa negligenciou a apuração dos fatos, tendo, ao contrário, determinado sua imediata investigação.

9. A exoneração do gerente-geral Luiz Cláudio Meirelles não tem relação direta com os fatos que estão em apuração na Anvisa, no Ministério Público Federal e na Polícia Federal. A Diretoria Colegiada (Dicol) da Agência considerou que o gerente-geral tinha elementos, conforme declarado por ele próprio, que permitiam que os fatos fossem identificados há mais tempo, ou mesmo evitados. Isto porque ele foi gerente-geral durante 12 anos e o gerente denunciado esteve sob sua confiança por mais de oito anos. A expectativa da Dicol é que todos os chefes das áreas da Anvisa sejam implacáveis em relação a qualquer indício de conduta inadequada de seus subordinados, o que não aconteceu neste caso, uma vez que o próprio Luiz Cláudio Meirelles declarou que já desconfiava do gerente há anos, sem que tais desconfianças fossem comunicadas à presidência da Anvisa.

10. A presidência da Anvisa tem conhecimento e clareza do tamanho dos desafios que são enfrentados diariamente para garantir que a instituição e seus servidores estejam protegidos das pressões que naturalmente são exercidas pelos entes econômicos, incluindo aqueles interessados no setor de agrotóxicos. Dessa forma, não pode permitir condutas que fragilizem a confiança interna e externa na capacidade técnica e na lisura das análises realizadas nos processos que dependem de posição da Anvisa.

11. A substituição de ocupantes de cargos de confiança que deixam de cumprir adequadamente suas responsabilidades gerenciais ocorre e sempre ocorrerá no espírito do fortalecimento institucional.

12. Atualmente, a seleção de novos gerentes-gerais é realizada pela Diretoria Colegiada em processo público e, neste caso, certamente prevalecerão critérios meritocráticos na escolha.

13. Na equipe coordenada pelo ex-gerente-geral há servidores altamente capacitados, que podem conduzir os trabalhos da GGTOX independentemente da participação deste gestor. Assim, é presunçoso da parte do ex-gerente-geral pensar que é o único profissional preparado para exercer tal função.

Imprensa/Anvisa

MPF pede que Anvisa devolva dinheiro gasto indevidamente

Do Conjur Jurídico

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) recorreu à Justiça, na quarta-feira (22/8), para cobrar a devolução de verbas gastas irregularmente com diárias e passagens pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). As ações são contra 19 pessoas que integravam o corpo dirigente da Anvisa em 2002.

De acordo com o MPF, os servidores trabalhavam em Brasília e usavam passagens custeadas pelos cofres públicos para atender a interesses particulares, retornando sempre que possível aos seus estados de origem.

O procurador da República Rômulo Moreira Conrado afirmou que as justificativas para as viagens eram sempre vagas e imprecisas, sem comprovar a necessidade de serviço no local de destino. Além disso, as viagens começavam quase sempre na sexta-feira ou em véspera de feriados.

Segundo ele, o esquema funcionava da seguinte forma: os servidores solicitavam diárias e passagens para participar de supostas reuniões em órgãos e entidades em seus estados de origem, com ida e volta marcadas para o mesmo dia. Depois de emitidos os bilhetes de passagem, os servidores faziam as alterações de datas diretamente no balcão das companhias aéreas.

As novas datas apareciam apenas nos cartões de embarque e, por isso, não constavam nos processos de concessão de passagens da Anvisa. Os valores pagos pela agência variam de sete a 118 mil reais para cada servidor beneficiado pelo esquema

No total, os prejuízos chegam a quase 1,5 milhão de reais. Foram propostas quatro Ações Civis Públicas. Em todas elas, o MPF pede a devolução integral dos valores recebidos indevidamente.

Veja a lista de envolvidos e os valores devidos por cada um:

Franklin Rubinstein — R$ 95, 4 mil

Gonzalo Vecina Neto — R$ 105 mil

Luiz Carlos Wanderley Lima — R$ 118,9 mil

Luiz Cláudio Meirelles —R$ 39 mil

Marcelo Azalim — R$ 165, 9 mil

Antônio Carlos da Costa Bezerra — R$ 54, 7 mil

Cláudio Maierovitch P. Henriques — R$ 46, 7 mil

José Carlos M. da Silva Moutinho — R$ 57, 2 mil

Dulcelina Mara Said Pereira — R$ 64, 3 mil

Galdino Guttmann Bicho — R$ 77 mil

Maria da Conceição Fernandes Soares — R$ 69,6 mil

Maria da Graça Sant Anna Hofmeister — R$ 108, 9 mil

Maria Goretti Martins de Melo — R$ 7 mil

Myrtes Peinado — R$ 48, 2 mil

Moysés Diskin — R$ 48 mil

Pedro José Baptista Bernardo — R$ 95 mil

Nur Shuqaira M. Said A. G. Shuqair — R$ 63, 9 mil

Ricardo Oliva — R$ 96 mil

Silas Paulo Resende Gouveia — R$ 88 mil

Processos: 2007.34.00.029992-8; 2007.34.00.029993-1; 2007.34.00.029994-5 e 2007.34.00.029995-9.

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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