4 de junho de 2026

Partidos brasileiros tendem ao fisiologismo

Por Mateus Domingues

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Comentário do post “A nova oposição”

Gosto do seu blog e venho nele postando algumas coisa já faz tempo. Quem me acompanhou sabe das minhas simpatias pelo brizolismo e pelo PDT. Mas sempre confesso uma decepção pelo que o PDT não foi nos últimos 12 ou 13 anos e pelo que PSDB poderia ter sido pelos últimos 19 ou 18 anos. Admiro muito a figura de Waldir Pires que do PMDB migrou para PDT e PSDB, acabando por ficar no PT. Talvez tenha sido esse o meu caminho, embora seja verdade, que nunca militei no PMDB e sempre militei no PTB-PDT.

O PSDB desde sua fundação até o pleibiscito de 1993 nutriu uma aparência progressista. Havia bons quadros para isso. O PSDB também funcionava, para a esquerda organizada, como então PDT e PT, como uma aliança possível ao centro. Era impossível, até então, governar o país sem o centro, e o PSDB oferecia a oportunidade única de aglutinar os setores progressistas e centristas da burguesia paulista e paulistana em torno de um projeto brasileiro de centro-esquerda. Desde a maneira pela qual o PSDB aderiu ao governo Itamar, e principalmente na maneira que se comportou nas presidenciais de 1994, o PSDB, partido de centro que sempre foi, se afastou da centro-esquerda e se foi indo para o centro estático, até com as privatizações e a reeleição de 1998, ter se voltado definitivamente para a centro-direita. O que talvez assuste tucanos históricos que ainda não saíram do PSDB, e gente como FHC, é que o PSDB de 2002 para cá, do centro e da centro-direita vêm se posicionando, cada vez mais, a direita, próximo da extrema-direita (!). Isso, no entanto, não é exlusividade do Serra (!) Em que lugar, nos últimos dez anos, o PSDB esteve à esquerda ou ao centro de qualquer coisa? Ou, para tornar mais óbvia a resposta, onde o PSDB não foi direita (ou extrema-direita) nos últimos dez anos?

O PSDB pode se reformular. Um caminho, o que eu desejo, é de reconhecer os ganhos do governo FHC. Deve-se reconhecer, também, que nos anos do presidente Cardoso os ganhos foram menores que o prejuízos, e que o governo, apesar de um avanço ou outro, foi um fracassso. Deve-se reconhecer também que nos oito anos de governo Lula houve muitas decepções; a mudança esperada não ocorreu; tanto PSDB quanto PT nunca tiveram projeto para a nação e enganaram o Brasil dizendo que havia. O PSDB deve reconhecer que o PT, teve maior ousadia no poder local, na distribuição de renda, e talvez, por isso, mesmo sem projeto nacional, em dois ou três anos foi melhor que os 8 anos de PSDB. Deve reconhecer também que esse caráter popular do PT se deve ao fato do PT sempre ter se alinhado com os setores populares de nossa sociedade civil brasileira, coisa que o PSDB sempre teve nojo e que o PT, mais do que ningúem, soube incentivar. O PSDB deve reconhecer, por fim, que Lula, com suas crises, refundou o país; não é possível um Brasil que passe por cima dos paradigmas que Lula imprimiu em políticas sociais e na administração pública de 2005 para cá. Collor nos trouxe o liberalismo de Washington-London; Itamar e, sobretudo FH Cardoso ampliaram-no, levando-o as últimas consequências; os próprio Itamar e, principalmente, FHC, que levaram esse liberalismo ao último expoente possível, também souberam dosar com boas doses de social, ou de social-liberalismo. Foi o o social-liberalismo melhorado, mais à esquerda, elaborado por Lula e Zé Dirceu, nos seus dois primeiros anos, que abriram a oportunidade para Lula desenvolver o seu projeto social-democrata-trabalhista de 2007´para cá, no qual merece destaque nossa atual presidente Dilma.

Caso o PSDB queira ser uma alternativa de poder ao PT, deve reconhecer as qualidades do PT. Não com oportunismo, como nas últimas presidenciais, nas quais, o PSDB, sem sendo crítico nehhum e por puro oportunismo se apresentou como verdadeiro lulismo. Por ser essa postura hipócrita e estúpido, logo demonstrou a insensatez na qual consistia. O PSDB deveria mostrar os poucos ganhos reais que FHC trouxe nos seus 8 anos de governo e os muitos ganhos que Lula trouxe nos seus também 8 anos fez a mais. É verdade que nessa comparação o PT leva a melhor; o PSDB deveria investir no fato de que poucos petistas tem a inteligÊncia política de Lula. Mas não, o PSDB investiu no atraso; deu no que deu…

Acredito que o PT ainda não consiga oferecer alternativas em continução a Lula, nem a esquerda ou a centro do mesmo e que possam ofercer ao BRasil oportunidade de real desenvolvimento e distribuição de renda. Talvez por isso Lula haja lançado em 2010 Dilma às presidenciais e hoje lance nome tão jovens e promissores como Márcio e Fernando às municipais de SP. São o futuro do PT de SP e, muito provavelmente, do PT nacional.

Uma opção ao PT nos próximos anos é possível, pela falta de uma clareza programática do PT nos últimos anos (ou desde sempre…). O PT vive dos juros de Lula… Por isso terá o meu apoio na reeleição de Dilma; talvez seja Lula candidato a reeleição de sua pupila… Não quero esperar por isso; por isso quero que o PT se desenvolva a partir de agora, 2012; quero também que os verdadeiramente de esquerda, e por assim dizer, lulistas, da base aliada de Lula-Dilma se renovem. Que o PT e o PCdoB se renovem! Que o PSDB vença a tentação direitista que lhe ronda! Que o PDT se refunde em seus valores trabalhistas, socialistas e nacionais! Que os netos de Brizola consigam oferecera algo de atual, socialista e trabalhista aoa Brasil! Nesse sentido, acredito e muito nos descendentes de Brizola; penso que em 10 ou 20 anos serão uma boa alternativa de mudança de governo, ademais levando-se em conta as qualidade de Brizola Neto como ministro.

Por hora, torço muito pelo sucesso de Eduardo Campos como nome nacional, embora olhe com desconfiança sua alinça com Vascocellos e com a direita nacional. Veremos para ver qual será a melhor opção para 2018. Espero estar vivo lá para ver! E votar no Campos, ou xingar esse nome no seu post, Nassif. Eduardo Campos é, por hora, uma grande incógnita, que nos prósimos, 17, 18 ou 19 meses, temos a obrigação de procurar decifrar!

Outra alterantiva para o PSDB e para os que apostaram em FHC 1995-2002 é acreditar que issto de esquerda-direita não exite mais. Para vocês, trouxas, bastar esperar que um dia a programação de centro-direita ou de diretita volte a sorri; nesses dias, vocÊs ganhraão. Sua únicva esperança, ex-esquerdistas de ****a que torcem pelo fracasso da esquerda, basta lembrar que enquanto eu estiver vivo haverá esquerda nesse país e no mundo. Da mesma maneira como eu, há muitos esquerdistas, que mais que petistas ou quaisquer outros partidos, queremos a esquerda para o Brasil, nosso continente e o mundo!

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Recomendados para você

Recomendados