4 de junho de 2026

Plano Decenal de Energia não vai contemplar fonte solar

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Nada mais fora de pauta do a força do Sol na matriz energética brasileira.

Estamos em um país com muita nebulosidade e pouco Sol.

Gustavo Cherubine.

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São Paulo, 20 de Setembro de 2012 – 15:00

Próximo Plano Decenal de Energia não vai contemplar fonte solar

Sem grandes mudanças, PDE2021 está previsto para entrar em consulta pública até o final deste ano

Por Fabíola Binas, de São Paulo (SP)

Fonte MaiorFonte Menor
Crédito: MME

O Plano Decenal de Energia 2021, que está sendo elaborado pelo Ministério de Minas e Energia e deve entrar em consulta pública até o final deste ano, não trará novidade sobre a inserção de novas fontes de energia na matriz brasileira nos próximos anos.

De acordo com o diretor de economia, energia e meio ambiente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Amílcar Guerreiro, a energia solar terá um avanço significativo nos próximos anos, mas ainda não estará no escopo do documento que será apresentado pelo governo.

O técnico dsse que é preciso acompanhar o desenvolvimento da geração solar para então inseri-la dentro do plano energético. “Não há como colocar uma fonte para depois não conseguir desenvolvê-la. No entanto, continuaremos a acompanhando.”

Em relação à energia nuclear, o diretor da EPE disse que Angra 3 é a única usina que está nos planos do governo. Mas a fonte não está descartada e existe perspectiva de que a implantação de uma nova usina atômica no Brasil possa entrar no horizonte de longo prazo, caso seja necessário.

Em entrevista concedida ao Jornal da Energia em outubro, o secretário de desenvolvimento e planejamento energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, adiantou que as hidrelétricas serão responsáveis por cerca de 50% da expansão prevista, mas que o próximo PDE dará mais destaque para eólicas.

Embora tenha preferido não adiantar muitos detalhes, Ventura disse que a relação entre biomassa e eólicas será invertida. Isso porque a primeira fonte não tem obtido sucesso em leilões, enquanto a energia dos ventos ganha cada vez mais espaço. O PDE traça cenários para a expansão da geração e da transmissão no País nos próximos dez anos.

 

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