19 de junho de 2026

Por 55 votos a favor, Senado abre processo de impeachment e afasta Dilma

 
Jornal GGN – Por 55 votos a favor e 22 contra, o Senado aprovou a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Agora, o processo será aberto no Senado e a presidente será afastada do cargo por até 180 dias. Estavam presentes 71 senadores, que votaram no painel eletrônico.
 
Sessão da votação começou na manhã de ontem (11) e acabou por volta das 6h30 de hoje, com mais de 20 horas de pronunciamentos. Ao longo do dia, dos 81 senadores, 69 fizeram discursos contrários e a favor da admissibilidade do processo.
 
 
O Senado aprovou, por 55 votos a favor e 22 contra, a admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Com isso, o processo será aberto no Senado e Dilma será afastada do cargo por até 180 dias, a partir da notificação. Os senadores votaram no painel eletrônico. Não houve abstenções. Estavam presentes 71 senadores.
 
A sessão para a votação durou mais de 20 horas. Durante o dia, dos 81 senadores, 69 discursaram apresentando seus motivos para acatar ou não a abertura de processo contra Dilma. 
 
Comissão Especial
 
Com a aprovação de hoje, o processo volta para a Comissão Especial do Impeachment. A comissão começará a fase de instrução, coletando provas e ouvindo testemunhas de defesa e acusação sobre o caso. O objetivo será apurar se a presidenta cometeu crime de responsabilidade ao editar decretos com créditos suplementares mesmo após enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para revisão da meta fiscal, alterando a previsão de superávit para déficit. A comissão também irá apurar se o fato de o governo não ter repassado aos bancos públicos, dentro do prazo previsto, os recursos referentes ao pagamento de programas sociais, com a cobrança de juros por parte das instituições financeiras, caracteriza uma operação de crédito. Em caso positivo, isso também é considerado crime de responsabilidade com punição de perda de mandato.

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Um novo parecer, com base nos dados colhidos e na defesa, é elaborado em prazo de 10 dias pela comissão especial. O novo parecer é votado na comissão e, mais uma vez, independentemente do resultado, segue para plenário.
 
A comissão continuará sob comando do senador Raimundo Lira (PMDB-PB) e a relatoria com Antonio Anastasia (PSDB-MG)
 
Embora o Senado não tenha prazo para concluir a instrução processual e julgar em definitivo a presidenta, os membros da comissão pretendem retomar os trabalhos logo. A expectativa de Lira é que até sexta-feira (13) um rito da nova fase esteja definido, com um cronograma para os próximos passos.
 
Ele não sabe ainda se os senadores vão se reunir de segunda a sexta-feira, ou em dias específicos e nem se vão incluir na análise do processo outros fatos além dos que foram colocados na denúncia aceita pelo presidente da Câmara dos Deputados. A votação dos requerimentos para oitiva de testemunhas e juntada de documentos aos autos deve começar na próxima semana.
 
Presidente do STF
 
Na nova etapa, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, passa a ser o presidente do processo, sendo também a última instância de recursos na Comissão Processante. “O processo volta para a comissão, sendo que a instância máxima será o presidente do STF. Se houver alguma questão de ordem que eu indeferir, o recurso será apresentado a ele. Ele passa a ser o presidente do julgamento do impeachment”, explicou o presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB).
 
Afastamento
 
Com a abertura do processo no Senado, Dilma Rousseff é afastada do exercício do cargo por até 180 dias. A presidenta poderá apresentar defesa em até 20 dias. O vice-presidente Michel Temer assume o comando do Executivo até o encerramento do processo. A comissão pode interrogar a presidenta, que pode não comparecer ou não responder às perguntas formuladas.
 
Intervenção
 
Há a possibilidade de intervenção processual dos denunciantes e do denunciado. Ao fim, defesa e acusação têm prazo de 15 dias para alegações finais escritas.
 
Segunda votação em plenário
 
Depois que a comissão votar o novo parecer, o documento é lido em plenário, publicado no Diário do Senado e, em 48 horas, incluído na ordem do dia e votado pelos senadores. Para iniciar a sessão são necessários mais da metade dos senadores (41 de 81). Para aprovação, o quórum mínimo é de mais da metade dos presentes.
 
Se o parecer é rejeitado, o processo é arquivado e a presidenta Dilma Rousseff reassume o cargo. Se o parecer é aprovado, o julgamento final é marcado.
 
Recursos
 
A presidente da República e os denunciantes são notificados da decisão (rejeição ou aprovação). Cabe recurso para o presidente do Supremo Tribunal Federal contra deliberações da Comissão Especial em qualquer fase do procedimento. 
 
Decisão final
 
Na votação final no Senado, os parlamentares votam sim ou não ao questionamento do presidente do STF, que perguntará se Dilma Rousseff cometeu crime de responsabilidade no exercício do mandato.
 
As partes poderão comparecer pessoalmente ou por intermédio de seus procuradores à votação. Para iniciar a sessão é necessário quórum de 41 dos 81 senadores. Para aprovar o impeachment é preciso maioria qualificada (dois terços dos senadores), o que equivale a 54 dos 81 possíveis votos.
 
Se for absolvida, Dilma Rousseff volta ao cargo e dá continuidade à sua gestão. Se for condenada, Dilma é destituída e fica inabilitada para exercer função pública por oito anos. Michel Temer, então, assume a presidência do país até o final do mandato.

Redação

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22 Comentários
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  1. Maria Luisa

    12 de maio de 2016 10:16 am

    Um vento frio passou por aqui

    Ontem, justamente, perguntei como se daria o processo de afastamento da presidente, à partir do impeachment aprovado pela senado. Não me lembro como ocorreu na época de Collor, e como Collor renunciou, o rito deve ter sido outro. Mas ai esta a resposta de minha questão.

    E pelo que temos assisitido durante esse processo é pouco provavel que a presidente tenha de volta seu mandato. Do STF não espero quase nada. Logo é bem provavel que Temer vai assumir o cargo pelos proximos meses, quiça chegara até 2018.

     

  2. naldo

    12 de maio de 2016 10:20 am

    Enterraram a CF 88, a

    Enterraram a CF 88, a democracia e o país; a agora querem enterrar o sistema presidencialista e nos fazer engolir o parlamentarismo que já foi inumeras vezes rejeitado pelo povo brasileiro que não aceita esse tipo de governo, querem a democracia sem povo para poderem desgovernar o país sem dar satisfações, com a justificativa que é um sistema mais seguro, para quem? Em qual país estavel o governo parlamentarista caiu? Primeiros-ministros, mesmo odiados pelo povo, ficaram decadas no poder, isso é uma falácia para enganar os incautos.

  3. João Luis

    12 de maio de 2016 10:21 am

    Me parece que 1 voto a mais

    Me parece que 1 voto a mais do que o necessário é muito pouco para dar segurança ao Temer. É muito mais fácil um descontente de lá migrar pra cá do que o contrário.

  4. CB

    12 de maio de 2016 10:25 am

    “Não é a área territorial

    “Não é a área territorial quem determina o tamanho de uma NAÇÃO, mas a grandeza de sua GENTE. E a gente brasileira, tem demostrado secularmente que apesar da imensidão do território que habita, não possui grandeza suficiente para viver num pais de primeiro mundo.” (José Dirceu)

  5. alexis

    12 de maio de 2016 10:27 am

    De novo no primeiro dia, com alegria

    Como aquelas caminhadas de escoteiro, rumo a uma aventura, a caminhada é tanto ou mais importante que a própria meta, até porque às vezes o objetivo é uma mistura de miragem com arco-íris, nem sempre tão real ou palpável, mas o caminho é bom, e as companhias melhores ainda.

    Andamos nestes últimos anos por um caminho errado, com escolhas erradas e com companheiros errados, que tomaram o governo de nós, na traição, e que levam o nosso sonho por caminhos mais distantes do que pretendíamos.

    Voltaremos agora um pouco atrás, a reagrupar as turmas perdidas, as ovelhas desgarradas, os amigos mais criteriosos que não seguiram pela rota equivocada que nós seguimos inadvertidamente.

    Recomporemos as bandeiras, a bússola e novos hinos serão cantados por todos. Quero que este primeiro dia depois do Golpe seja bonito e cheio de esperança (já estava de “saco cheio” com esta enrascada) e apontemos novamente para o caminho de 2002, desta vez sem “carta aos brasileiros”, que acabou valendo nada para aqueles maus brasileiros que receberam a carta e se aproveitaram dela.

    Caminhar com má companhia piora tudo, o caminho e também o destino para onde vamos arrastados pelo “mercado”, e isso cansa demais.

    Recentemente estive com minha mulher, de camiseta vermelha, em manifestação em contra o golpe e confesso que foi maravilhoso, pois reencontrei toda essa gente que eu tinha perdido pelo caminho.

    Caminhar novamente do lado com as corajosas senadoras que defenderam Dilma até o final (com elas vou até o fim do mundo), com a Jandira Feghali e outros da câmara, me enche de orgulho e satisfação, pois prefiro caminhar bem acompanhado – mesmo para uma miragem ou arco-íris, que andar em má companhia num caminho árido, rumo a um futuro certo, mas que favorece apenas 1% da população.

    Convido a todos a olhar o futuro com otimismo, temos os melhores sonhos, as melhores amizades e companhias e muita disposição para caminhar, com alegria, com fé (a fé nunca costuma falhar – Gilberto Gil), pois isso é o que irá cativar aqueles milhões de cidadãos adormecidos pela TV. Qualquer ato de violência ou de luta radical será convertido pela rede Globo em pontos contrários aos nossos interesses, em compensação, a cada canção, sorriso e a cada flor, serão milhões de brasileiros que se irão somando….caminhando e cantando….com a juventude, o povo e um novo sonho, seja daqui a 180 dias ou até 2018 mesmo, tanto faz, desde que estejamos juntos.

    1. Jandui Tupinambás

      12 de maio de 2016 10:38 am

      Tamo junto!!

      Vamos à luta. Os golpistas não podem perder nenhum voto. No final é 2/3 de 81 = 54 votos para legitimar o golpe e a quadrilha Temer. 

       

  6. Maria Luisa

    12 de maio de 2016 10:28 am

    Nas capas dos jornais

    Libération – Primeira pagina

    Brésil : le Sénat vote la destitution de Rousseff

    http://www.liberation.fr/planete/2016/05/12/bresil-le-senat-vote-la-destitution-de-rousseff_1452084

     

    Le Monde – Primeira Pagina

    Brésil : Dilma Rousseff écartée du pouvoir  El Pais

    El Senado de Brasil aparta del poder a Dilma Rousseff

    E mundo afora…

     

  7. Gabriela Cristina

    12 de maio de 2016 10:34 am

    Que País É Esse?
    Nas favelas,
    Que País É Esse?

    Nas favelas, no Senado
    Sujeira pra todo lado
    Ninguém respeita a Constituição
    Mas todos acreditam no futuro da nação
    ….
    Terceiro Mundo se for Piada no exterior
    Mas o Brasil vai ficar rico
    Vamos faturar um milhão
    Quando vendermos todas as almas
    ….
    Que país é esse?

    É de 1987, mas me parece tão atual….
    Única diferença é que não estão faturando só 1 milhão…

  8. CíceroS

    12 de maio de 2016 10:51 am

    O silêncio (culpado) da massa de manobra golpista

    Putzgrila… Passei a madrugada toda acordado acompanhado o desenrolar do já premeditado, e resolvi antes do amanhecer dar uma desanuviada dando umas pedaladas (literais, tá?) aqui por Sampa (que a gente aqui em Sampa, de pedaladas, tá podendo, né? rs.), programando voltar pra casa antes da votação.

    E onde moro é região meio chique, de classe média pra alta, comparado com o Brasil é super chique. E no terço final do meu trajeto habitual ouvi um carro buzinando tresloucadamente e pensei: “Só um carro, e ninguém fazendo coro? O cara deve estar se antecipando, apenas isso.” E cheguei aqui e… votação encerrada.

    Putzgrila(2)… Hora do rush e APENAS UM motorista comemorou buzinando! Panelaço então? Nem de panelinha.

    1. resistente

      12 de maio de 2016 2:19 pm

      a ressaca dos venenos


      a ressaca dos venenos engolidos pelos golpistas parece que refluiu e poderá

      refluir, determinando inclusive a possibiidade de reversão desse famigerasdo golpé…

      pois os venenos foram tão fortes que os caras podem ter ficado no chamado estado comatoso

      a ver…

  9. alexis

    12 de maio de 2016 11:14 am

    As pedaladas do Temer

    Ficarão na lembrança.?

    1. Cintra Beutler

      12 de maio de 2016 11:57 am

      Claro. As pedaladas (as tão

      Claro. As pedaladas (as tão “deploráveis” pedaladas) não são o fim. São o meio.

  10. GalileoGalilei

    12 de maio de 2016 11:22 am

    O país retorna ao normal

    Os ca(fe)tões da república recuperam o poder perdido há 13 anos.

    Uma lição para quem achava que sendo “quase da família” poderia vir nadar na piscina.

    Na na ni não.

    Aprendam e voltem para onde não deveriam ter saído.

     

    1. dudu cartucho

      12 de maio de 2016 1:48 pm

      Fritar ovo na Globo, elogiar

      Fritar ovo na Globo, elogiar o seu frias, tecer loas ao R Marinho (qdo este passou dessa pra pior) de nada adiantou. 

      Os quase da família voltam pra senzala.

  11. Cintra Beutler

    12 de maio de 2016 11:54 am

    Compartilharei meus pareceres
    Compartilharei meus pareceres desse momento e acredito que encontrarei eco aqui entre meus pares. Acho-me em um estado de espírito que nunca havia vivenciado antes. É uma mistura de perplexidade, com pitadas de indignação e assombro. Sinto que sou uma barragem rompida por uma enxurrada de absurdos que se acumularam durante tantos anos. E de tal modo o monstro se formou que não há mais por onde atacá-lo. Sinto como se estivesse do lado errado; um pária à margem, um deplorável. Do lado de lá estão os “de bem”. Sinto como se eu também fosse réu. Talvez isso seja a melhor tradução desse momento: não é um julgamento de um presidente e seu partido. É um julgamento de toda uma multidão, de toda uma massa que busca representação e voz. Tem a imprensa. Tem a classe política corrupta protegida, tem o judiciário parcial, tem os aquela parcela da sociedade que foi manipulada a acreditar nas meias-verdades. Já de muito não consigo concatenar os eventos em linhas de raciocínio que possam explicar a generalização do caos e da hipocrisia que impera. E, “alea jacta est”, é a Roda Viva atuante que leva tudo pra lá.

    1. resistente

      12 de maio de 2016 2:12 pm

      é, a porrada foi enorme,,,
      o

      é, a porrada foi enorme,,,

      o sentimento inicial é esse mesmo…

      parece que estamos todos presos a uma armadilha difícil de ser desarmada,

      mas acho que, com imnteleigencia e  convencimento poderemos

      caminhar. de preferencia unidos….

      mas não tenho dúvidas de que há um semntimento 

      de clandestinidade diante desse estado de eexceção cada vez mais perigoso…

  12. André Casagrande

    12 de maio de 2016 12:10 pm

    Xeque-Mate!

    Xeque-Mate!

  13. Monier.,.,.,

    12 de maio de 2016 12:44 pm

    Há quem queira exterminar o

    Há quem queira exterminar o PT. Há quem odeie o PSDB. Fica claro que o partido a ser dissolvido é o PMDB, que pela terceira vez toma o poder sem voto, agora com um Golpe de Estado. A Democracia não pode existir à mercê de uma sigla balcão de negócios.

  14. Hermes

    12 de maio de 2016 1:01 pm

    Matemática do Além?

    Foram 77 votos (55 + 22), com 71 senadores presentes… É isso mesmo?

    Estaria ACM de volta à Terra? “Brincando” com o Painel do Senado? 

  15. MAAR

    12 de maio de 2016 1:38 pm

    PERPLEXIDADE E INDIGNAÇÃO

    A decisão do senado de aceitar prosseguir com o julgamento da Presidente da República por crime de responsabilidade inexistente evidencia à exaustão o fato de que a busca de tutela judicial junto ao STF constitui a melhor, e talvez a única, alternativa capaz de evitar a destituição do mandato presidencial de maneira flagrantemente inconstitucional.

    E restam já evidenciados os fundamentos que demonstram o fato de que as decisões da câmara dos deputados e do senado que autorizaram o julgamento violam o artigo 85 da Constituição Federal, e, por conseqüência também o artigo 86, em razão da inexistência de condutas ilícitas tipificadas atribuíveis à Presidente.

    O texto intitulado AINDA HÁ TEMPO PARA TUTELA JUDICIAL, postado ontem na forma de comentário no GGN e em dois outros sites, demonstra que os fatos apontados na denúncia como sendo prova de crime de responsabilidade não constituem crime nenhum, em face da inexistência de prévio pronunciamento legal acerca da arguida irregularidade das práticas denunciadas na época em que foram realizadas.

    E inúmeras manifestações de pessoas e instituições altamente credenciadas têm sido firmes na afirmação de que não existe crime de responsabilidade da Presidente Dilma.

    No texto acima referido resta demonstrado que as denominadas pedaladas fiscais não eram consideradas práticas irregulares até outubro/2015, e que tal prática foi realizada pelo governo Dilma apenas antes da referida data. Bem como que as pedaladas fiscais não envolvem ato de ofício da Presidente, visto que a administração orçamentária é conduzida por um grupo de servidores que não inclui a primeira mandatária.

    Ademais, restou demonstrado que o governo aponta que o aumento de despesas com juros foram compensados pela redução de outros gastos públicos, tendo assim sido garantida a inexistência de violação da Lei de Responsabilidade Fiscal.

    E resta também demonstrado que os decretos de créditos suplementares foram sempre considerados prática regular, utilizada por diversos governos desde a década de 90 do século passado, e que a mudança de entendimento ocorreu apenas em data posterior à assinatura de tais decretos pelo governo Dilma. Bem como que os decretos de créditos suplementares assinados pela Presidente Dilma foram referendados pelo congresso nacional, em decisões que comprovam a regularidade dos referidos decretos.

    Ademais, em face da ampla demonstração da inexistência de crime de responsabilidade da Presidente da República, resulta evidente a violação dos artigos constitucionais supra referenciados, o que caracteriza a obrigatoriedade da apreciação do mérito da causa por parte do stf, que não poderia se eximir de julgar uma violação da Constituição Federal.

    Então, é dever da Presidente Dilma Roussef utilizar os meios legais aptos a defender o mandato presidencial que lhe foi conferido pelo povo brasileiro.

    À luz do exposto, resta caracterizada uma situação que causa perplexidade, na medida em que a defesa da Presidente Dilma permanece sem interpor ação judicial apta a evitar a ilegal e inconstitucional interrupção do mandato conferido por 54 milhões de votos.

  16. resistente

    12 de maio de 2016 2:24 pm

    se entendi algo do resultado,

    se entendi algo do resultado, algumas ausencias  e um voto aqui ou acolá

    poderáo reverter esse ipeachment

    – espero não sendo otimists de bobeira…

  17. Cintra Beutler

    12 de maio de 2016 2:46 pm

    Espetáculo circense com ares de democrático

    Um dos calcanhares de Aquiles dessa pretensa democracia brasileira é que o impechment não é um julgamento de fato. Está sendo, em princípio, mera formalidade para uma destituição ilegítima. Ainda que a Carta Magna preveja tal recurso, a falha nele está em ser instrumento meramente político.

    Apenas como refresco à memória, basta lembrar que os golpes modernos na América Latina se dão invocando os recursos legais e moldando os atos dos líderes políticos dentro de algum artigo de lei convenientemente usado para, quando não a destituição sumária, a inviabilização política desses líderes.

    As castas hegemônicas locais – a saber: mídia, judiciário e a oposição tresloucada – são os agentes operacionais. Obviamente há um comando obscuro e mais poderoso manobrando nos bastidores, mas a dificuldade em se apontá-los é enorme.

    Aos moralistas que insistem que impeachment não é golpe, tenham a hombridade de reconhecer que não é exatamente novidade que expedientes previstos em lei sejam usados com segundas e terceiras intenções. O nome textual “impeachment” é aqui convenientemente usado apenas para dar ares de legalidade um expediente que visa qualquer outra coisa, menos a manutenção da Democracia.

    Esse processo de impedimento gira em torno dos interesses e das motivações momentâneas. E esse processo é tão frágil que não há recurso contra os abusos de quem utiliza esse instrumento como ferramenta com interesses escusos, como é o caso presente. Parece não haver outra instância isenta de interesses ou imune de ser movida a roldão dos interesses imediatos à qual recorrer.

    O impedimento, ou melhor, ESSE impedimento, está repleto às tampas de subjetividade e tão discutível em sua matéria que causa espanto. Ocorre que não será esse desprendimento, evidentemente, o norteador para que o Senado decida se Dilma cometeu ou não crime.

    A constatação imediata é de que se trata de um jogo com cartas marcadas desde o início. E essas cartas estão sendo distribuídas desde o começo. Não há justiça nem isonomia nesse processo de impeachment. É uma demanda que está viciada desde o princípio. Tanto que o resultado já é sabido e está previsto sem ponto de retorno.

    E há dois tipos de agente aí, que contribuem ativamente para que o impedimento se concretizem, como Cunha e Temer, e os demais que vêm no lastro, agindo conforme seu apetite imediato.

    E, repetindo pela enésima vez, temos a imprensa hegemônica, interesseira e vendida insuflando e inflando cada vez mais e forçando a opinião pública na direção de suas conveniências.

    E, o estupro à Democracia, a custo conquistada há 31 anos, é novamente perpetrado a olhos vistos. E a indignação não é por ser Dilma. Caso é que fosse qualquer outro em seu lugar, porque o alvo sempre foi o PT, as mesmíssimas manobras, se fossem conduzidas por esse outro presidente hipotético, estariam devidamente engavetadas, com toda a complacência e conivência dos mesmos personagens que hoje querem a cabeça de Dilma.

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