14 de junho de 2026

Comitê da Internet se posiciona contra alterações no Marco Civil

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Jornal GGN – O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) se manifestou a respeito do relatório final da CPI de Crimes Cibernéticos. A entidade expressou “grande preocupação” com as propostas de flexibilização e modificação do modelo jurídico adotado com o Marco Civil da Internet.

Para eles, os esboços de projetos de lei que constam no relatório da CPI estão “desconsiderando todo o processo de construção colaborativa que o caracterizou e referenciada internacionalmente por manter a Internet livre, aberta e democrática”.

Os membros da entidade disseram que a proposta de alteração do Marco Civil tem o objetivo de incluir exceção adicional à neutralidade de rede, “com o intuito de privar acesso a sítios e aplicações de Internet por filtragem e bloqueio de conteúdo, caracterizando censura a conteúdos disponíveis”.

O comitê também é contrário à noção que se quer incorporar ao Marco Civil de “crimes contra a honra acintosa”. Trata-se, segundo os membros, de um “conceito de difícil precisão com margem a definição extremamente subjetiva nas hipóteses de remoção de conteúdo mediante notificação privada e extrajudicial”.

Da mesma forma, a entidade considera de “difícil precisão e com margem a interpretações extremamente subjetivas, quando não de prévia censura” a proposta de alteração que obriga provedores a adotar medidas para impedir disponibilização de “conteúdo idêntico ou similar”.

Os parlamentares chegaram ao ponto de enviar proposta para que o endereço de IP seja considerado como dado cadastral para identificação pessoal, “mesmo sabendo-se – tal como expressa toda a comunidade técnica global da Internet – que o número IP não é um número fixo que possa ser utilizado para identificação de um usuário (como sucede com números permanentes de registro de um cidadão)”. A entidade explica que se trata “apenas de um número de localização de uma máquina, na maior parte das vezes dinamicamente atribuído a cada nova conexão”.

Redação

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6 Comentários
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  1. Alberto Santos Neto

    6 de abril de 2016 3:55 pm

    “Democracia de araque”

    Estão  querendo tornar o Brasil uma espécie de Coréia do Norte, o país mais fechado do mundo. E, para isso acontecer, só falta mesmo o controle sobre o que podemos ou não acessar na internet. Cuba será (se já não for) infinitamente mais democratica do que o Brasil. 

  2. Wagner

    6 de abril de 2016 4:02 pm

    Fala sério!

    Opa, vou correndo ao Poupa Tempo para tirar a minha carteirinha de IP

  3. Athos

    6 de abril de 2016 4:47 pm

    É a OAB, estúpido!

    Crime contra a honra? É a OAB!

  4. Edsonmarcon

    6 de abril de 2016 5:18 pm

    Ignorantes ou mal-intecionados?

    Ignorantes ou mal-intecionados?

     

    Resposta: ambos.

     

    Querer registrar um IP para cada pessoa mostra o quanto são ignorantes no assunto.

    Jogaram um mané numa comissão em que ele não sabe nada sobre o assunto.

    Mas não tem problema.

    Ele está ali é para temtar passar essas regulementações estúpidas, que só servem às grandes operadoras e aos interesses dos próprios manés que estão na tal comisão.

     

     

  5. edmorc

    6 de abril de 2016 7:39 pm

    Vanguarda

    O país consegue, após muita discussão, aprovar uma lei avançada sobre internet e aí vem os intere$$es$ querendo modificá-la, usando como escudo argumentos esfarrapados, dentro de uma cpi.

  6. Frederico69

    7 de abril de 2016 12:40 am

    ou o governo se organiza, ou os lobos vão fazer o festim até 18!

    cada avanço social será sistematicamente revertido…

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