14 de junho de 2026

Política brasileira é melhor que House of Cards, diz jornal da Alemanha

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Jornal GGN – Em reportagem publicada nesta semana, o jornal alemão Die Zeit diz que a atual crise política brasileira é melhor que a série House of Cards, produzida pelo serviço de streaming Netflix e que trata da política nos Estados Unidos. Segundo o correspondente Thomas Fischermann, os acontecimentos dos últimos meses são “cheios de aventuras” e são fora do normal até mesmo para os padrões brasileiros.

A reportagem fala que a oposição tenta, desde as eleições de 2014, derrubar a presidente Dilma e incriminá-la no escândalo da Petrobras. “Nem mesmo as determinadas equipes de promotores nem a imprensa investigativa (frequentemente ligada à oposição, pois financiada por oligarcas) conseguiu comprovar algo de concreto”, afirma Fischermann. Ele comenta também as ações da Justiça contra o ex-presidente Lula e até lembra da polêmica do “Mark e Hegel” no pedido de prisão formulada por promotores do Ministério Público de São Paulo. Leia mais abaixo:

Da Deutsche Welle

Jornal alemão diz que política brasileira é melhor que “House of Cards”

Por que alguém se interessa pela série americana se existem as notícias da política brasileira, questiona o semanário “Die Zeit”. “Nessa história cheia de aventuras só falta mesmo uma moral”, afirma.
 
Reportagem publicada esta semana pelo jornal alemão Die Zeit compara a atual crise política brasileira com as intrigas da série americana House of Cards, onde o inescrupuloso político Frank Underwood faz de tudo para acumular e manter poder, chegando até a presidência dos EUA.
 
“Por estes dias, é difícil entender por que ainda há pessoas que se interessam por House of Cards. Elas não acompanham as notícias da política brasileira?”, pergunta o correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Thomas Fischermann.

“Há um promotor que quer meter na cadeia um ex-presidente, cuja metade de sua equipe já está atrás das grades. Um presidente parlamentar que teria colocado milhões em propinas em contas na Suíça, mas que, mesmo assim, continua no cargo e, com acusações de corrupção, quer afastar outros políticos do poder. E há protestos nas ruas, nos quais pessoas pedem o retorno da ditadura militar. Elas dizem: num sistema político falido como esse, qual a diferença?”, diz a reportagem.

Em seguida, Fischermann lembra que, recentemente, a revista americana Americas Quarterlycomparou a crise política brasileira com a popular série do serviço de streaming Netflix – e concluiu que a política brasileira é bem mais interessante. Desde então, mais coisas aconteceram, escreve o jornalista. Segundo ele, os acontecimentos “cheios de aventuras” dos últimos dias são fora do normal até mesmo para os padrões brasileiros.

A reportagem afirma que a oposição tenta, desde a eleição de outubro de 2014, derrubar Dilma e tentou incriminá-la no escândalo da Petrobras. “Só que, para decepção deles, Dilma não tinha nada que ver com isso”, escreve o correspondente.

“Nem mesmo as determinadas equipes de promotores nem a imprensa investigativa (frequentemente ligada à oposição, pois financiada por oligarcas) conseguiu comprovar algo de concreto. E isso não se deu por falta de afinco”, afirma.

Em seguida é relatado o andamento do processo de impeachment, o “bloqueio total do parlamento pela oposição” e as recentes ações da Justiça contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reportagem lembra até a polêmica nas redes sociais por causa da equivocada referência a “Marx e Hegel” no pedido de prisão preventiva de Lula.

Para o autor, a única coisa que falta nessa história da política brasileira é uma moral. “Claro que se pode afirmar categoricamente – como fazem alguns manifestantes por esses dias – que todos os políticos suspeitos de corrupção deveriam ser varridos para fora. Mas aí não sobraria quase ninguém em Brasília. A única possível exceção seria justamente Dilma Rousseff.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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17 Comentários
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  1. Pedro Eneas

    14 de março de 2016 12:31 pm

    É cômico, se não fosse tão

    É cômico, se não fosse tão trágico. 

  2. Ivan de Union

    14 de março de 2016 12:53 pm

    Faltou Sonia Braga!

    E como anda o Luar no Brasil sem ela pra o embelezar?

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=RbB_y4y2Z8s%5D

    Comparar o “Marx e Hegel” com o discurso/letra de musica da nova presidente ao fim do filme.  Qual gafe eh mais engracada?

  3. joel lima

    14 de março de 2016 12:55 pm

    House of Cards não combina

    House of Cards não combina com o que acontece no Brasil. Aqui está mais para um chanchada mal feita e com atores que possuem a beleza dos coadjuvantes dos filmes do Zé do Caixão rs 

  4. Fábio de Oliveira Ribeiro

    14 de março de 2016 1:03 pm

    Discordo em parte. Como disse

    Discordo em parte. Como disse ao jornalista alemão pelo Twitter com foto:

    In Brazil past and future are mixed together. Nothing here is similar to the House of Cards world.

  5. Glolbista

    14 de março de 2016 1:07 pm

    A ridicularização que os demotucanos e seus aliados nos expõe

    É o que acontece quando temos a representatividade politica de uma zelite meRdíocre e secular, que só pensa em golpe, futrico e moleza (a verdadeira corrupção histórica de ontem e de hoje).

    Cuja única proposta para o país é não ser um país, mas um quintal de > 200 milhões de inquilinos onde eles ganhem comissão para vender as riquezasa e administrar o aluguel do senhorio.

    Ao contrário do apedeuta que nos fez ser olhados com alguma admiração mundo afora, isto é o melhor que os “meritórios preparados” podem fazer, e este é o resultado internacional:

    Escárnio.

     

    (PS: notar quem se salva na última linha: aquela que a míRdia sequestrou dos protestos como mote de “Fora…”)

  6. CB

    14 de março de 2016 1:08 pm

    Já cantava Renato Russo –

    Já cantava Renato Russo – “Terceiro mundo, se for / Piada no exterior”

    Parabéns aos derrotados nas urnas e à mídia fascista que foram os dois principais autores do roteiro desta comédia.

  7. MarFig

    14 de março de 2016 1:08 pm

    Esses alemães estão

    Esses alemães estão completamente por fora. O Frank Underwood na verdade são três. Sugiro a eles a trilogia, House of Parati, Globo Overseas e The Beagle Boys para entender mesmo o que se passa nessa bodega.

  8. Carioca

    14 de março de 2016 1:17 pm

    Lembrando a história ….

    A Escola de Samba escolheu como tema justamente “A Conjuntura Atual”.

    E aí fez-se o grande samba enredo: Samba do Crioulo Doido”.

    Poderia ser fundo musical da série House of Cards.

     

  9. Sérgio da Mata

    14 de março de 2016 1:33 pm

    Quem dera, quem dera…

  10. Wong

    14 de março de 2016 1:38 pm

    E, o Nassif diz que Dilma está fora do Tabuleiro…

    Passadas as Manifestações o que o Nassif diria sobre as Peças do Tabuleiro de Xadrez?

    13/03/16 é um dia “Histórico”.

    Moro Recebeu o “Recado das Ruas”.

    Pode ser ungido Imperador sem necessidade de PSDB.

    E, é bom que assuma logo.

    A Rede Globo pode sucateá-lo em seguida….

  11. Gabriel Moreno

    14 de março de 2016 1:44 pm

    Já somos uma piada

    Já somos uma piada internacional. Way to go, coxinhas. Para quê? Para nada.

  12. rdmaestri

    14 de março de 2016 1:48 pm

    Quem mandou o procurador destratar um correspondente …

    Quem mandou o procurador destratar um correspondente estrangeiro?

    A farsa que se desenvolve no Brasil mais cedo ou mais tarde chegaria a imprensa mundial, porém devido a desvios ideológicos de alguns orgãos de imprensa internacional, principalmente os norte-americanos, as conclusões sobre a farsa demorariam mais um pouco a chegar nos grandes jornais.

    O procurador do MP/SP mandou a correspondente da Deutsche Welle catar coquinhos, e imediatamente numa resposta a esta grosseria típica da oposição brasileira vem a resposta pelo Die Zeit.

    Para quem não sabe este jornal não é de esquerda mas é uma das principais mídias na Alemanha, e sua opinião repercute não só naquele país mas em outros da comunidade europeia.

    Se a truculência inata da oposição brasileira não for estancada rapidamente, coisa que neste momento parece completamente imponderável, rapidamente a opinião pública internacional se voltará contra a oposição, e bem sabem os coordenadores e mentores de toda esta bagunça que sem apoio da opinião internacional nenhum golpe terá eficácia.

    Esperemos em breve mais notícias, e quando chegar isto aos jornais menos conservadores, será uma verdadeira saraivada de balas.

  13. Luciano Franco

    14 de março de 2016 1:50 pm

    BRILHANTE A CONCLUSÃO!

    BRILHANTE A CONCLUSÃO!

  14. Cris K.

    14 de março de 2016 2:24 pm

    Em outros periódicos internacionais:

    “As exigências da oposição para  o impeachment correram à frente de provas que justifiquem uma medida tão drástica. A única acusação  de que Dilma usou truques de contabilidade para esconder a verdadeira dimensão do défice em 2014 não proporciona um fundamento jurídico para expulsá-la de seu gabinete… Ao mesmo tempo, o Sr. Moro também pode ter ido longe demais com a força tarefa para prender Lula, em vez de pedir-lhe para voluntariamente ser interrogado” (The Economist)

    *

    “Não são claras as acusações”(New York Times)

  15. jose adailton v ribeiro

    14 de março de 2016 4:21 pm

    Diferenças

    “Para o autor, a única coisa que falta nessa história da política brasileira é uma moral. “Claro que se pode afirmar categoricamente – como fazem alguns manifestantes por esses dias – que todos os políticos suspeitos de corrupção deveriam ser varridos para fora. Mas aí não sobraria quase ninguém em Brasília. A única possível exceção seria justamente Dilma Rousseff.”

    Assino embaixo.A culpa de Dilma não é criminal, é político.

  16. altamiro souza

    14 de março de 2016 9:32 pm

    tradução de house cards na

    tradução de house cards na atual circuinstancia – a infane casa grande…

  17. maria valeria adamelk

    15 de março de 2016 5:29 am

    não concordo

    está mais para wlkin deed ou zumbis aloprados.

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