Por Clara Nassif
Somos filhas das mães que suplicaram
Pra voltarmos para casa bem
Somos netas das avós que revolucionaram
Que lutaram por nossos direitos
Somos mães da revolução
Somos mulheres
Carne, osso, essência
As cinzas de violências
Que tornaram-se flor
Nossas raízes mudaram
Se fortaleceram
E vamos florescer, crescer, nos conhecer
Nos conectar
Somos mais fortes juntas
Não quero que me permita
Eu me permito
Eu me possuo
Eu me queixo
Vire este queixo pra lá
Pare de me olhar
Como quem precisa se alimentar
Eu me alimento
Da (r)evolução das guerreiras
Que nunca mais se calarão
Dia oito
Oi, to passando
Sendo
Libertando
Me vendo
Sentindo
Pelas minhas irmãs
Silenciadas
Violentadas
Desrespeitadas
Em um mundo em que só dão asas
Para ver o sofrimento
De quem as perde
Luto não só por mim
Mas por todas
Pois querer ser livre
É também querer livres os outros
Dentre as cozinhas, o mundo
Dentre as maternidades, a escolha
Dentre as limitações, o infinito
Dentre os padrões, o ser
Da boca calada, a fala
A voz
O grito
“QUEREMOS NOSSAS ASAS”
Não podem nos marcar
Rotular
Somos gente
Com o objetivo
De não ser visto
Como um objeto
Sou força
Sou diferença
Sou guerreira
Sou mulher
E mulher nenhuma deve se calar…
Vá às ruas se expressar!
Igor Tkaczenko
10 de março de 2016 9:49 pmVisceral, porém tenro. Dá para ser assim? Encantador …
Visceral, porém, tenro. Dá para ser assim? Encantador …
altamiro souza
10 de março de 2016 10:00 pmpoesia é isso.
resposta ao
poesia é isso.
resposta ao tempo…
Mário Mendonça
10 de março de 2016 10:53 pmNassif
Puxou a Fênix !!!
Nassif
Puxou a Fênix !!!
Vânia
11 de março de 2016 12:07 amParabéns: Clara, Dora e quem mais chegar!
Nada como umas filhas/meninas/mulheres inteligentes e guerreiras pra ensinar o papai a andar na linha… rs
Beijão para todas as Nassifs !
[video:https://www.youtube.com/watch?v=4LBGfixpaQ%5D